28082011120822_Técnicas de desobstrução brônquica
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PROCEDIMENTOS 
DESOBSTRUTIVOS
Profª.: Msc. Leila Foerster Merey
DEPURAÇÃO DAS VIAS AÉREAS
\uf06e A VAA é constituída de um epitélio 
pseudo-estratificado colunar ciliado
\uf06e Sistema mucociliar garante a manutenção 
da limpeza 
\uf06e O movimento das células epiteliais 
ciliadas direcionam o muco para laringe e 
traquéia
DEPURAÇÃO DAS VIAS AÉREAS
DEPURAÇÃO DAS VIAS AÉREAS
\uf06e O Epitélio Respiratório é composto 
basicamente de 5 tipos de células, da 
ordem de maior para menor abundância:
\uf0a8Células Colunares Ciliadas: são as células 
de sustentação básica do epitélio, contêm os 
cílios que movimentam o muco das vias 
respiratórias.
DEPURAÇÃO DAS VIAS AÉREAS
\uf06e Células Caliciformes: secretam 
glicoproteínas chamadas mucinas, que 
quando polimerizadas formam um gel que 
é o principal constituínte do muco
\uf06e Células em Escova: são células com 
microvilosidades e que apresentam 
terminações nervosas aferentes, sendo 
portanto receptores sensoriais.
DEPURAÇÃO DAS VIAS AÉREAS
\uf06e Células Basais: células-tronco que 
originam as demais células do epitélio.
\uf06e Células Granulares: células do sistema 
neuroendrócrino.
DEPURAÇÃO DAS VIAS AÉREAS
\uf06e VAA artificiais 
\uf06e Estimulação direta
\uf06e Bloqueio ocasionado pelo Cuff ao 
movimento ciliar (em caso de pacientes 
que utilizam tubos com Cuff)
\uf06e Umidificação inadequada
\uf06e Drogas anestésicas
DEPURAÇÃO DAS VIAS AÉREAS
\uf06e Eficácia mucociliar e tosse comprometida 
\u2192 retenção de secreção \u2192 atelectasias, 
alteração das trocas gasosas \u2192 
processos infecciosos \u2192 lesão epitelial
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
\uf06e Conjunto de técnicas baseada na
aplicação terapêrutica de intervenções
mecânicas
\uf06e Deve ser adapatada a cada paciente
variando conforme as peculiaridades de 
cada caso
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
\uf06e Objetivos: 
\uf0a8Manutenção da permeabilidade das vias 
aéreas
\uf0a8Otimização da função respiratória e trocas 
gasosas
\uf0a8Minimização das alterações relacionadas a 
ventilação/perfusão
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
\uf0a8Prevenção ou redução das consequências
da obstrução por secreção de maneira direta
\uf06e Hiperinsuflação
\uf06e Atelectasia
\uf06e Distribuição inadequada da ventilação
\uf06e Aumento do trabalho respiratório
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
\uf06e Prevenção ou redução das consequências da 
obstrução por secreção de maneira indireta
\uf0a8Remoção de secreções infectadas
(mediadores inflamatórios)
\uf0a8Redução da atividade proteolítica e oxidativa
das Vias aéreas
\uf0a8Adequação do suporte ventilatório
\uf0a8Desmame da ventilação mecânica
\uf0a8Oxigenoterapia
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
\uf06e A terapia deverá estar baseada em uma 
avaliação específica identificação do 
distúrbio ventilatório escolhas de 
técnicas isoladas ou combinadas para 
cada caso
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
\uf06e Fisioterpia respiratória
\uf0a8Técnicas convencionais
\uf0a8Técnicas atuais
\uf0a8Técnicas ativa
\uf0a8Técnica passiva
\uf0a8Fluxo dependente
\uf0a8Fluxo não-dependente
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
\uf06e Técnicas convencionais (chest physical 
therapy \u2013 CPT) 
\uf0a8Combinação de expirações forçadas 
\uf06e Tosse dirigida
\uf06e ELGOL 
\uf06e Drenagem postural
\uf06e Percussão
\uf06e Vibração 
FISIOTERAPIA RESPIRATÓRIA
\uf06e Técnicas atuais \u2013 baseadas em variação 
do fluxo aéreo
\uf0a8 Inspiração lenta ou forçada
\uf0a8Expiração lenta ou forçada
TÉCNICAS CONVENCIONAIS
PASSIVAS DE DESOBSTRUÇÃO 
DE VIAS AÉREAS 
TÉCNICAS CONVENCIONAIS DE 
DESOBSTRUÇÃO BRÔNQUICA 
\uf06e Drenagem postural
\uf06e Percussão
\uf06e Vibração
* Mundialmente utilizadas
Mackenzie, CF 1988
Abordagem convencional
Reino Unido 1970/ século XX
TÉCNICAS CONVENCIONAIS DE 
DESOBSTRUÇÃO BRÔNQUICA 
\uf06e Drenagem Postural (DP)
\uf0a81901 Ewart \u2013 contínua - Bronquiectasia e 
bronquite 
\uf0a8Fundamentação \u2013 gravidade
\uf0a8Anatomia e fisiologia da arvore brônquica
TÉCNICA ASSISTIDA PELA GRAVIDADE -
DRENAGEM POSTURAL
\uf06e Utilização de várias posturas - promove a 
mobilização e o deslocamento de 
secreções do trato respiratório pela 
gravidade
\uf06e Objetivo é direcionar as secreções dos 
segmentos distais para as vias aéreas 
centrais
TÉCNICA ASSISTIDA PELA GRAVIDADE -
DRENAGEM POSTURAL
\uf06e A gravidade age sobre as secreções de 
um seguimento ou lobo \u2013 impedindo o 
acúmulo de secreção
\uf06e O fisioterapeuta indicará o local de maior 
secreção e escolher a posição de 
drenagem
\uf06e A mudança de postura depende das 
condições clínicas do paciente
TÉCNICA ASSISTIDA PELA GRAVIDADE -
DRENAGEM POSTURAL
\uf06e O posicionamento, constitui uma 
estratégia terapêutica que pode modificar 
ou maximizar localmente estes 
mecanismos
\uf06e Os princípios da DP leva em consideração 
o padrão do adulto \u2013 ventila e perfunde o 
pulmão dependente
TÉCNICA ASSISTIDA PELA GRAVIDADE -
DRENAGEM POSTURAL
\uf06e O RN possui um distrubuição ventilatória 
diferente do adulto (peso do pulmão)
\uf0a8 Melhor ventilação no pulmão- não 
dependente
\uf0a8Pulmão dependente ( movimento resp. 
reduzido \u2013 alta complacência) 
\uf0a8Abdome globoso dificulta insuflação lado 
dependente
TÉCNICA ASSISTIDA PELA GRAVIDADE -
DRENAGEM POSTURAL
\uf0a8Rigidez da cx. torácica,conteúdo abdominal, e 
peso do pulmão maior distenção das 
unidades pulmonares superiores em relação 
às regiões dependentes, apesar de menos 
distendidas, ficam sujeitas a maiores 
alterações de volumes com a respiração 
profunda.
TÉCNICA ASSISTIDA PELA GRAVIDADE -
DRENAGEM POSTURAL
\uf06e Para a realização da técnica, utiliza-se de 
uma a três posições \u2013 o tempo necessário 
em cada posição depende da quantidade 
viscosidade e adesividade do muco.
\uf06e O tempo preconizado varia de 15 min em 
cada posição a uma hora.
\uf06e Selecionar uma postura de DP para 
repouso.
TÉCNICA ASSISTIDA PELA GRAVIDADE -
DRENAGEM POSTURAL
\uf06e Tredelemburg (drena bases pulmonares) 
\uf0a8Contra-indicações
\uf06e Hipertensão intracraniana
\uf06e Cardiopatias agudas e crônicas
\uf06e Arritmias cardíacas
\uf06e Instabilidade hemodinâmica
\uf06e Cirurgias abdominias, intracrânianas e oftálmicas
\uf06e Traumatismos torácico
\uf06e Hemoptise
\uf06e Fístula bronopleural
TÉCNICA ASSISTIDA PELA GRAVIDADE -
DRENAGEM POSTURAL
\uf06e Riscos e complicações
\uf0a8Hipoxemia
\uf0a8Hipertensão intracraniana
\uf0a8Hemorragia pulmonar
\uf0a8Dor ou lesão muscular
\uf0a8Dor ou lesão de costelas e coluna
\uf0a8Vômito e aspiração
\uf0a8Broncoespasmo
\uf0a8Disritmias
LITERATURA ATUAL - DP
DRENAGEM POSTURAL
\uf06e Técnicas convencionais - analisadas e 
comparadas - técnicas desobstrutivas
* Van Hengstum M, et al, 1990 \u2013 dessaturação 
após DP
* Pryor JA et al, 1990 recomenda-se - controle 
da respiração e descanso durante a terapia
PERCUSSÕES 
TORÁCICAS MANUAIS 
(PTM) OU TAPOTAGEM
PERCUSSÕES TORÁCICAS MANUAIS 
(PTM) OU TAPOTAGEM
\uf06e Modalidades de administração
\uf0a8 Tapotagem
\uf0a8 Percussão cubital
\uf0a8 Punho-percussão 
\uf0a8 Dígito-percussão
\uf06e Técnica realizada com o auxilio das mão, 
em forma de concha com punho ou dedos
PERCUSSÕES TORÁCICAS MANUAIS 
(PTM) OU TAPOTAGEM
PERCUSSÕES TORÁCICAS MANUAIS 
(PTM) OU TAPOTAGEM
\uf06e Ondas rítmicas de energia mecânica que 
se propagam no tórax
\uf06e Deslocamento de secreção em brônquios 
de maior calibre e na traquéia 
\uf06e Pode ser aplicada tanto na fase 
inspiratória quanto na expiratória
PERCUSSÕES TORÁCICAS MANUAIS 
(PTM) OU TAPOTAGEM
\uf06e Ondas vibratórias por ressonância 
aumenta a amplitude dos batimentos 
ciliares 
\uf06e Frequência ideal para o transporte (25 a 
35 Hz)
\uf06e Capacidade manual (1 a 8 Hz) \u2013
insuficiente batimentos ciliares
\uf06e Controvérsias
Barthe et al, 1994; Padia D. 1990 Pryor JA et al, 1981
PERCUSSÕES TORÁCICAS MANUAIS 
(PTM) OU TAPOTAGEM
\uf06e Em RN devido a alta complacência da Cx. 
Torácica ( efeito das percussões ) 
\uf06e Viscosidade da secreção e diâmetro dos 
condutos dificulta a técnica
PERCUSSÕES TORÁCICAS MANUAIS 
(PTM) OU TAPOTAGEM
\uf06e Objetivo de mobilizar e deslocar as 
secreções, tornando fácil a remoção pela 
tosse ou aspiração
\uf06e Técnica aplicada diretamente sobre a 
pele, para visualização de áreas 
anatômicas - Aplicação de 10 a 20 
minutos 
PERCUSSÕES TORÁCICAS MANUAIS 
(PTM) OU TAPOTAGEM
\uf06e Técnica não validada ( faltam estudos)