Acesso não autorizado
2 pág.

Acesso não autorizado


DisciplinaRedes sem Fio759 materiais26.012 seguidores
Pré-visualização2 páginas
Projetos de Lei tratando sobre Crimes Eletrônicos, porém três dos mais importantes [Projeto de Lei
da Câmara (PLC) n° 89, de 2003 (n° 84, de 1999, na origem), e os Projetos de Lei do Senado (PLS) n° 137, de 2000, e n° 76, de 2000] foram unidos
em um único PLC, atualmente em trâmite no Senado Federal, sob n.° 89/2003.
Neste projeto, que deveria ter sido votado no primeiro semestre de 2007, conforme promessas do Relator do Projeto, o Senador Eduardo Azeredo
(PSDB-MG), há a previsão de que a conduta tratada neste artigo passe a ser considerada crime, criando o artigo 339-A no Código Penal Brasileiro:
Art. 339-A. Acessar indevidamente, ou sem autorização, dispositivo de comunicação ou sistema informatizado: 
Pena \u2013 reclusão, de 2 (dois) a 4 (quatro) anos, e multa.
§ 1º Nas mesmas penas incorre quem fornece a terceiro meio indevido ou não autorizado de acesso a dispositivo de comunicação ou sistema
informatizado.
§ 2º A pena é aumentada de sexta parte, se o agente se vale de anonimato, de nome suposto ou da utilização de identidade de terceiros para a
prática de acesso.
Alguém deve estar imaginando: Quem seria louco de sair com um notebook na rua e ficar dentro de um veículo navegando na Internet, se expondo
ao risco de ser assaltado, só para poder economizar com um serviço de Internet? Eu mesmo respondo: Esta conduta facilita a ação de crackers e
outros criminosos \u201cvirtuais\u201d do ambiente eletrônico, fazendo com que a sua localização se torne quase que impossível, facilitando diversas condutas
criminosas.
Importa salientar que há formas, bem simples, de proteger sua rede wi-fi, por meio da utilização de criptografias. A maioria dos equipamentos à
venda no mercado nacional e internacional traz este dispositivo.
IV. Conclusão
Após pesquisa e leitura de diversos autores, pude formar a minha opinião no sentido de que as práticas do wardriving e do warchalking, apesar de
serem não éticas e não recomendadas, ainda não se encontram tipificadas como crime na legislação vigente no Brasil. Importa salientar que há
entendimentos contrários, inclusive de Delegados de Polícia e de Magistrados que continuam a entender tratar-se de \u201cfurto de sinal\u201d, e, em que pese
a dificuldade de flagrar alguém na conduta, e o fato de a instauração de procedimento policial de investigação depender de \u201cqueixa\u201d da vítima,
continuo desaconselhando a prática do wardriving e do warchalking. 
Aguardemos, então, a provável aprovação da Lei de Crimes Eletrônicos.