Apostila - Ventilacao Mecanica Invasiva na Insuficiencia Respiratoria Aguda
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Apostila - Ventilacao Mecanica Invasiva na Insuficiencia Respiratoria Aguda


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alterando a freqüência, a 
relação I/E e a amplitude do oscilador. A pressão média de vias aéreas é alterada modificando-
se o fluxo de gás no circuito à válvula de pressão expiratória. 
A oxigenação é controlada, por ajustes, na FiO2. A HFO é capaz de promover recrutamento 
alveolar e melhora da oxigenação. Tem sido muito estudada em recém-nascidos, mostrando-se 
efetiva, com menos complicações do que a ventilação convencional e, inclusive, com menores 
índices de mortalidade em algumas análises de subgrupos. 
Poucos estudos com pacientes adultos foram realizados até o momento, tendo se mostrado efetiva 
e segura. 
1. Descreva a técnica de ventilação pulmonar independente. 
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2. Quais são as indicações e contra-indicações da ventilação de alta freqüência? 
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3. Caracterize as principais formas de monitoramento do efeito PEEP na ventilação de 
alta freqüência (HFJV e HFO). 
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Insuflação traqueal de gases 
Uma alternativa relativamente simples, que pode ser aplicada juntamente com a 
hipercapnia permissiva com a finalidade de reduzir a PaCO2 é a insuflação traqueal 
de gases ou tracheal gas insufflation (TGI), cuja capacidade de reduzir CO2 baseia-se 
na redução da relação espaço morto/volume corrente. 
A insuflação de gás diretamente na traquéia tem sido estudada como técnica adjunta à VMI, 
sendo amplamente testada em modelos e em animais de experimentação e demonstrado ser efetiva, 
em humanos, para remover CO2 e aumentar o pH. 
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A insuflação contínua costuma elevar a pressão da via aérea, por ocasionar au­
mento no volume corrente e limitação do fluxo expiratório. 
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IA A TGI apresenta, porém, o paraefeito de causar aumento das pressões aéreas, o que pode 
limitar seu uso em pacientes com risco de baro e volutrauma, principalmente se os valores da 
PEEP extrínseca não forem reduzidos. 
Durante o uso da TGI, em adição ao volume corrente liberado pelo ventilador, o gás é insuflado 
diretamente na traquéia, quer continuamente durante todo o ciclo respiratório (fluxo contí­
nuo), quer durante a fase inspiratória (lavagem inspiratória), ou ainda durante a fase expiratória 
(lavagem expiratória). 
A insuflação pan-expiratória e com fluxo suficiente é mais efetiva do que a lavagem inspiratória 
na redução da PaCO2, tendo-se mostrado efetiva em humanos e, embora não leve a aumento do 
VC, causa elevação das pressões aéreas secundária a aumento na PEEP intrínseca, devido 
ao fluxo expiratório superimposto. 
Uma possibilidade para compensar esse efeito colateral é reduzir o nível da PEEP 
extrínseca durante toda a aplicação da lavagem expiratória, de forma a manter cons­
tantes as pressões de platô. 
Realizou-se, recentemente, estudo comparando a eficácia da lavagem pan-expiratória, com con­
trole da PEEP extrínseca e com a ventilação convencional otimizada (obtida pelo aumento da 
freqüência respiratória, até o limite da PEEP intrínseca e pela diminuição do espaço morto instru­
mental) e com a combinação de ambas. 
O referido estudo mostrou que a lavagem pan-expiratória e a ventilação mecânica 
otimizada tiveram efeitos similares na redução da PaCO2, aumento do pH e redu­
ção da pressão arterial pulmonar média, e que a combinação de ambas teve efeitos 
aditivos. 
No entanto, a PEEP extrínseca permaneceu inalterada durante ventilação mecânica otimizada, 
mas teve que ser reduzida durante lavagem expiratória para manter a pressão de platô 
inspiratória constante. Isto causou uma leve, embora não significativa, deterioração da 
oxigenação arterial. 
Remoção extracorpórea de CO2 
O uso da oxigenação através de circulação extracorpórea (ECMO ou extracorporeal 
membrane oxygenation) foi proposto há vários anos como alternativa para ventilação e 
oxigenação de pacientes com SARA grave e hipóxia refratária. 
 
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Apesar de alguns resultados positivos, quando utilizada em neonatos, não mostrou, como 
documentado em um único e pequeno estudo, melhora de sobrevida comparada ao suporte 
convencional em adultos, apesar de as taxas de sobrevida terem sido pequenas em ambos 
os grupos comparados. 
Estudos usando circulação extracorpórea com baixos fluxos, associada à ventilação com 
baixa freqüência, têm mostrado resultados mais promissores. Neste caso o pulmão é colocado 
em repouso, as excursões respiratórias são reduzidas ao mínimo e cabe à circulação 
extracorpórea a remoção de importante parcela da produção de CO2. 
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Portanto, o objetivo principal da técnica de remoção extracorpórea de CO2 é a 
eliminação deste gás com a redução de seus paraefeitos, devendo ser mantido 
algum grau de ventilação associada. 
Esta técnica é denominada ECCOR ou extracorporeal CO2 removal. Estudos realizados até o mo­
mento mostraram resultados divergentes e novos estudos estão sendo aguardados para ava­
liar seus efeitos em termos de sobrevida. 
Apesar de alguns autores não recomendarem seu uso como terapia de suporte na SARA, a técni­
ca de ECCOR continua sendo utilizada por alguns grupos, como uma alternativa para 
otimização terapêutica da SARA grave e refratária, a despeito das dificuldades de realização 
do método e apesar de seus efeitos em termos de eficácia terapêutica não estarem bem escla­
recidos. 
Ventilação líquida parcial ou total 
Outra alternativa ventilatória é o uso da ventilação líquida parcial ou total. Como a SARA 
caracteriza-se por perda de surfactante com colapso alveolar, o preenchimento destas uni­
dades por um líquido especial capaz de manter as trocas gasosas preveniria este colapso. 
A ventilação líquida é feita com instilação, parcial ou total, de uma substância (perfluorocarbono) 
diretamente nos pulmões, sendo a ventilação mecânica mantida nos parâmetros habituais. 
LEMBRAR 
O perfluorocarbono é um líquido inócuo à temperatura ambiente, com baixa tensão de 
superfície e que dissolve grandes volumes