Análise Tecno-Económica de Serviços Móveis e Sem Fios
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Análise Tecno-Económica de Serviços Móveis e Sem Fios


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os 
dispositivos de 802.11 seriam demasiado caros e complicados de operar para os 
mercados residencial e de consumo em larga escala. No entanto, a popularidade dos 
dispositivos de 802.11 rapidamente desfizeram esta noção e o mercado de HomeRF está 
um tanto deslocado, face a isto. A fim de tentar recuperar, o HomeRF está trabalhando 
no wideband frequency hopping (WBFH) de modo a aumentar a taxa de transmissão. 
 
 
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4.5 O ETSI e as High-Performance Radio LANs 
4.5.1 O HiperLAN/1 
Em 1991, o ETSI deu forma ao comité RES10 para desenvolver um HiperLAN. O 
padrão resultante foi o HiperLAN/1 (aprovado em 1996) e define as especificações das 
camadas de PHY e de MAC para comunicações wireless de elevado desempenho. O 
HiperLAN/1 utiliza gaussian minimum shift keying (GMSK) e especifica taxas de dados 
até 20 Mbps entre dispositivos portáteis. [8] 
Uma vantagem de HiperLAN/1 é que trabalha num faixa dedicada (5.1 a 5.3 GHz, 
alocada somente na Europa) pelo que não tem que usar outras tecnologias de espectro a 
fim coexistir na banda dos 2.4 GHz ISM. O protocolo utilizado, usa uma variante de 
CSMA/CA e inclui economias (opcionais) ao nível de encriptação e de consumo de 
potência. 
O HiperLAN/1 é também totalmente ad hoc, não requerendo nenhuma configuração 
nem nenhuma unidade central. Apesar de ser interessante e agradável, existem muito 
poucos produtos HiperLAN/1 comercialmente disponíveis. 
 
 
4.5.2 O HiperLAN/2 
Em 1997, o ETSI deu forma ao grupo Broadband Radio Area Network (BRAN) 
para trabalhar em HiperLAN/2, o qual foi aprovado em fevereiro 2000. O Hiper-LAN/2 
é um redesign de HiperLAN/1 e foi o primeiro standard a utilizar modulação OFDM. 
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Figura 17 \u2013 O Modelo da pilha do HiperLAN2 
 
O HiperLAN/2 e IEEE 802.11a são similares, no da faixa dos 5 GHz e do OFDM, 
podendo alcançar as taxas transmissão de dados 54 Mbps. Entretanto, uma diferença 
chave entre os dois padrões está na camada do MAC destes sistemas. O HiperLAN/2 
usa a Time Division Multiplexing (TDM), enquanto que o 802.11a/g o utiliza a 
CSMA/CD. Por causa disso, o HiperLAN/2 pode fornecer QoS, enquanto queo IEEE 
802.11a não o inclui actualmente. 
 
 
Figura 18 \u2013 O modo PHY (camada fisica) definido para HiperLAN/2 
 
O inconveniente principal do HiperLAN/2 é que não tem actualmente nenhum produto 
comercial. É possível que um padrão comum possa existir entre o ETSI e o IEEE 
porque um projeto comum, referido como 5 GHz Unified Protocol (5-UP) está sendo 
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actualmente desenvolvido. O objetivo do projeto é fornecer um único padrão universal 
na banda dos 5 GHz para wireless LANs. 
 
 
Figura 19 \u2013 Características: 802.11(IEEE) versus HiperLAN2 (ETSI) 
 
 
4.6 A Alocação do Espectro dos 5 GHz na Europa, Japão e Estados 
Unidos 
Para a alocação do espectro dos 5 GHz e a cobertura de área, são sugeridos 455 
MHz para serem alocados em sistemas de Hiperlan na Europa.As diferentes partes das 
faixas têm diferentes circunstâncias operacionais ajustadas pelo CEPT, de modo a 
permitir a coexistência com outros serviços.Nos Estados Unidos são alocados 300 MHz 
para a implementação de redes WLAN nos 5 GHz definida pelo National Information 
Infrastructure (NII). No Japão, são alocados 100 MHz para redes WLAN nos 5 GHz, e 
mais alocamento do espectro está sob a investigação actualmente. 
 
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Figura 20 \u2013 Alocação do Espectro nos 5 GHz. 
 
 
O ITU-R começou também número de actividades para recomendar um alocamento 
global para redes WLAN nos 5 GHz. 
 
 
 
Figura 21 \u2013 Regras no Espectro dos 5 GHz. 
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4.7 Outros Grupos de Trabalho 
4.7.1 O Wireless Ethernet Compatibility Alliance (WECA) ou Wi-Fi Alliance 
Fórum 
4.7.1.1 A Certificação Wi-Fi 
De modo a assegurar que os consumidores possam construir redes wireless 802.11 
garantindo a interoperabilidade das mesmas, esta organização - o Wireless Ethernet 
Compatibility Alliance (WECA) - é responsável pelos testes e certifica os 
dispositivos/produtos 802.11 com o símbolo Wi-Fi (ver figura seguinte). Desta 
aprovação, significa que um dispositivo em particular passou um teste completo de 
interoperabilidade com dispositivos de outros fabricantes, resultando daqui uma garantia 
efectiva e níveis de confiança para o consumidor. O selo wireless-fidelity (Wi-Fi) é um 
selo concedido da aprovação para aqueles produtos de WLAN que terminaram com 
sucesso os testes vários. O selo Wi-Fi deve fornecer aos clientes a garantia que os 
produtos que possuem este logo funcionarão conjuntamente. 
 
 
Figura 22 \u2013 A Wi-Fi Alliance 
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Os membros do grupo WECA incluem um número de crescente da indústria de 
fabricantes de WLAN, incluindo a Cisco Systems. Assim, o logo Wi-Fi tornou-se 
sinónimo do wireless 802.11. No entanto, convém frisar que o Wi-Fi não é um padrão 
de tecnologia ou standard, ele assegura meramente o interoperabilidade no seio dos 
fabricantes membros da WECA. Ou seja, existe a possibilidade real do consumidor ter 
adquirido produtos 802.11 e estes para não serem ainda alvo de uma certificação Wi-Fi. 
[15] 
 
 
 Figura 23 \u2013 O Selo de Certificação Wi-Fi 
 
 
4.7.2 WLAN Interoperability Forum (WLIF) 
Extremamente similar ao WECA, a missão do fórum da interoperabilidade de WLAN 
(WLIF) é promover o uso de WLANs com a entrega de produtos interoperáveis e os 
serviços associados, em todos os níveis do mercado. O WLI baseia também os seus 
testes de interoperabilidade no popular standard do IEEE 802.11. O selo standard Wi-Fi 
do WECA teve um impacto significativo no fórum de WLI e a influência deste no o 
mercado wireless diminuiu rápidamente. 
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PARTE III \u2013 SEGURANÇA DAS REDES WLAN 
5 AUTENTICAÇÃO E SEGURANÇA 
5.1 O protocolo WEP 
O padrão de IEEE 802.11b define um esquema opcional da encriptação designado 
por Wired Equivalent Privacy (WEP), que inclui um mecanismo para garantir a 
segurança dos dados nas WLANs. O WEP faz desde o início parte do grupo IEEE 
802.11 original. Este padrão utiliza algoritmos do tipo RC4, encriptação de dados a 40-
bit, de modo a impedir que um intruso alcance a rede e capture o tráfego wireless da 
rede WLAN. [4] 
O objectivo principal do WEP consiste em fornecer um nível de segurança e 
privacidade equivalente às ligações com fios (wired) do 802.3 LAN Ethernet. O WEP 
recorre a um esquema simétrico para a segurança, onde a mesma chave e algoritmo são 
usados quer para a encriptação e desencriptação dos dados. As características principais 
do WEP são: 
- Controle do acesso, para impedir que os usuários sem a chave correcta de 
WEP possam ganhar o acesso à rede. 
- - Privacidade, para proteger o stream de dados da WLAN, os quais após 
serem encriptados só é autorizado a respectiva desencriptação somente pelos 
usuários que têm as chaves correctas de WEP. 
 
Embora num dispositivo móvel seja opcional o suporte WEP, a certificação Wi-Fi pelo 
Wireless Ethernet Compatibility Alliance (Ethernet (WECA) exige o WEP com chaves 
de encriptação de 40-bit, definindo-se assim a norma WEP1. Do ponto de vista de 
implementação comercial, alguns fabricantes executam sua encriptação e a 
desencriptação com rotinas de software, enquanto outros recorrem