Análise Tecno-Económica de Serviços Móveis e Sem Fios
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Análise Tecno-Económica de Serviços Móveis e Sem Fios


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PARTE VI \u2013 WIRELESS LAN: MODELOS E 
SERVIÇOS, PARA HOTSPOTS PÚBLICOS 
12 WIRELESS LAN: MODELOS E SERVIÇOS, PARA HOTSPOTS 
PÚBLICOS 
12.1 Introdução 
Actualmente assistimos a um crescimento vertiginoso de locais onde é possível 
efectuar o acesso público de rede de banda larga móvel: os Public Hotspots. Estamos a 
falr de Hóteis, centros de conferências, campus universitários, entre tantos outros locais 
de interesse e alvo desta tecnologia. Com efeito, a implementação de WLAN hotspots 
públicos, foi iniciada por um número diversificado quer de operadores incumbentes, 
operadores móveis celulares (GSM e CDMA), Internet Service Provider wireless 
(WISPs), dial-up aggregators e operadores de banda larga (rede fixa). A eles deve-se 
este boom que se regista,sendo que a taxa prevista para o fabrico e distribuição de 
tecnologias de WLAN é impressionante e traduz que esta será talvez a área de 
telecomunicações a captar maiores investimentos e retorno, como se depreende do 
seguinte gráfico. 
 
 
Figura 49 \u2013 Wi-Fi: Distribuição de Equipamentos e Respectivas Receitas. Valores em dólares. 
[7] Fonte 
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Segundo um estudo da Gartner, uma das maiores empresas mundiais na área de 
consultadoria, refere que no ano 2008 haverá mais de 167 mil hotspots públicos de 
WLAN em todo o mundo e cerca de 75 milhões de utilizadores. 
Das vantagens inerentes às próprias WLAN, sobressai a oportunidade única oferecida 
aos subscritores de usufruírem do acesso de alta velocidade numa rede sem fios e com a 
respectiva vantagem de mobilidade, quer dentro da própria rede local WLAN quer ao 
nível da portabilidade através de mecanismos de romaming e autenticação. 
Apesar do boom inicial e das projecções entusiásticas ao nível das matrizes de retorno 
de investimento, as redes de acesso público WLAN precisam ainda de ganhar a 
confiança dos clientes de modo a estimular o crescimento sustentado no mercado 
wireless. 
Nesse ponto, identificam-se dois requerimentos fulcrais para cumprir esse objectivo: 
ƒ Cobertura consistente. Os hotspots tem que estar em locais facilmente 
identificados e em número suficiente, de modo a permitir aos utilizadores 
encontrar rapidamente um hotspot em áreas urbanas e em locais de primeiro 
plano, casos de aeroportos, hotéis e centros de conferências. 
ƒ Acesso fácil. O serviço tem que ser fácil de utilizar e não pode requer o 
fornecimento de informação \u2013 preenchimento de campos pré-definidos - 
demasiado longa aos utilizadores, como é o caso dos números de cartão de 
crédito, cada vez que estes queiram estabelecer uma ligação. 
O mercado actual de WLAN para o acesso público é caracterizado pela 
fragmentação entre os operadores e a coexistência de diferentes modelos do negócio. 
Tal desenvolvimento, sobretudo ao nível das infra-estruturas WLAN, não incentiva os 
utilizadores a subscrever esse serviço dado que nem sempre está disponível ou em 
número muito limitado de locais. Os principais clientes alvo para estes modelos - os 
homens de negócios, ou business travellers - necessitam de aceder facilmente ao 
serviço, ou seja de conseguirem uma fácil conectividade, sempre que se deslocam em 
viajem, sem ter de recorrer ao caso extremo de possuírem um número elevado de 
subscrições enquanto cliente para cada local ou hotspot. Isto constitui um sério aviso, 
face às diferentes politicas e modelos adoptados pelos operadores. Nesta linha de 
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raciocínio, também surge como improvável que um único fornecedor, ou operador, 
emergirá como dominante, controlando uma parcela demasiado grande de hotspots 
dentro de um país. Para além da concorrência crescente, os operadores enfrentam um 
mercado demasiado grande e diversificado. 
Um ponto comum, na visão estratégica, largamente identificado pelos 
intervenientes do sector, e por muitos dos operadores visados, consiste em estabelecer 
uma plataforma de Roaming universalmente aceite, de modo a permitir que os 
utilizadores efectuem o acesso aos hotspots controlados por diferente operadores, 
fazendo com que todas as facturas resultantes desses acessos diversificados sejam 
combinadas numa única facturação a emitir pelo operador com o qual o utilizador tem 
uma conta de cliente prévia. 
A convergência para este tipo de solução, está disponível actualmente nas soluções 
baseadas no standard AAA, fazendo com seja possível estabelecer uma plataforma de 
Roaming compatível e respectiva integração, com os sistemas de facturação- billing 
systems - utilizados por uma larga maioria de fornecedores de serviço ou operadores. 
 
12.2 Modelo Actual de WLAN Hotspot 
De acordo com o Wi-Fi Alliance, o modelo predominante no acesso ao hotspot, 
acima referenciado, é baseado no modelo de comércio electrónico (e-commerce) 
designado por Universal Access Method (UAM) [1], e refere-se a um método de acesso 
universal, que pretende ser comummente aceite. 
No modelo UAM, o utilizador ao estabelecer a sua ligação ou sign-on, o hotspot 
intercepta e redirecciona o respectivo web browser do utilizador para um servidor de 
web local fixado por TLS. A validação do utilizador é feita através de mecanismos de 
autenticação numa página web de UAM, que surge geralmente sob a forma de pop-up, 
dando início a uma sessão de cliente ao introduzir-se um username e uma password, 
emitidos ao servidor web local. 
 
 
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LoginLoginLogin
Selecção de serviçosSelecção de serviçosSelecção de serviços
Hotspot
AP
AP
Cliente
Portátil
Cliente
PortátilPortátil
Portal(default)Portal(default)Portal(default)
 
Figura 50 \u2013 Modelo de Serviços de um Wi-Fi Hotspot Público [10] 
A descrição dos procedimentos e mecanismos de validação pelo cliente desde a sua 
entrada no hotspot, são descritos na tabela seguinte, identificando as várias etapas 
subjacentes ao modelo de negócio da figura anterior. 
 
Etapas no Acesso ao 
Hotspot 
Mecanismos e Respectivas Funções 
1ª Etapa Entrada do Cliente no Hotspot 
2ª Etapa Abertura do browser, redireccionamento automático 
para o Portal com os Serviços Locais 
3ª Etapa Login & Password (modelo UAM) 
4ª Etapa Validação e Acesso à Internet personalizado (pop-up, 
serviços locais e globais) 
5ª Etapa Reencaminhamento automático para a página 
requisitada (inicial) 
Tabela 4 \u2013 As várias etapas do Modelo de Serviços de um Wi-Fi Hotspot Público 
 
 
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A aplicação do UAM em larga escala, justifica-se pela sua facilidade de 
instalação bem como nos requerimentos mínimos que são exigidos aos clientes móveis, 
para efectuar um acesso ao hotspot. Apesar destas vantagens, o UAM tem 
inconvenientes vários. A experiência do é um problema. Para obter o acesso de rede, o 
utilizador necessita de abrir o browser e fornecer a autenticação. Assim, esta etapa não é 
de modo algum intuitiva se o utilizador quiser simplesmente usar um cliente de correio 
para aceder ao e-mail. Os utilizadores das empresas, tem normalmente configurações e 
ajustes de VPN, os quais não permitem que alcancem um servidor de web local. Por 
outro lado, a maioria das implementações de UAM expõem os requisitos, ou campos, 
dos clientes (username e password, e frequentemente informação do cartão de crédito) 
ao servidor de web local. Este é um facto grave, constituindo uma característica de todo 
inaceitável para os operadores móveis celulares, que não desejam expor as bases de 
dados dos seus clientes base, mesmo que seja para legitimarem