Apostila Ventilação Mecânica
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Apostila Ventilação Mecânica


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as vias aéreas ou em posição desfavorável); 
Atenuar o risco de aspiração do conteúdo gástrico; 
Facilitar a aspiração traqueal; 
Facilitar ventilação sobe pressão positiva; 
Manutenção da oxigenação adequada; 
Anestesia via inalatória. 
 
Equipamentos e materiais necessários 
Laringoscópio 
O laringoscópio rígido padrão consiste em uma lâmina destacável com uma lâmpada 
removível que se liga a um cabo que contém uma bateria. Cada lâmina padrão tem uma guia para 
deslocamento da língua e uma abertura lateral para visualização da laringe. Os tamanhos 
variam de zero (Miller) a um (Macintosh), que são as menores lâminas, a quatro (Miller ou 
Macintosh) que são as maiores. As lâminas são escolhidas em função das dimensões das vias 
aéreas. As lâminas de Macintosh curva número três são recomendadas para adultos de médio 
porte; em lactentes dá - se preferência para lâmina de Miller (reta com a extremidade recurvada). 
 
 
 
Tubos Endotraqueais 
 
Os tubos traqueais são curvados conforme a anatomia da nasofaringe ou orofaringe; 
fabricados com material atóxico, moldável às características individuais de cada paciente. A 
inclusão de marcadores radiopacos permite delinear o tubo traqueal à radiografia simples. 
Dotados ou não de balonetes (cuff), que tem como função a proteção da via aérea de 
aspiração, por exemplo, de vômito ou sangue e também de formar um selo entre o tubo e a 
mucosa traqueal permitindo ventilação positiva. Os tubos pediátricos não possuem balonete 
dados as particularidades da traquéia da criança. 
 
 
 
 
Os tubos traqueais produzem compressão na arcada dentária superior, base da 
língua, parede posterior da laringe e parede anterior da traquéia. 
Os balonetes dos tubos plásticos atuais são chamados de alto volume e baixa pressão. 
Estes balonetes complacentes são desenhados para acomodar um grande volume de inflação 
antes de aumentar a pressão. A alta pressão no balonetes do lúmem é transmitida à mucosa 
traqueal, onde pode causar lesão isquêmica. Balonetes com pressão menor que 20 mm Hg 
permitem vedação da via aérea sem isquemia ou lesão da parede traqueal. Durante a anestesia, o 
óxido nitroso pode se difundir para o balonete e aumentar sua pressão, exigindo retirada do 
volume excedente. A monitorização constante das pressões no balonete previne contra lesões 
isquêmicas. Antes da intubação, o balonete do tubo deve ser examinado em busca de 
vazamentos ou deformidades. 
Em lactentes e pré - escolares, a curta distância entre a fenda glótica e a carina e o 
reduzido diâmetro da traquéia dificultam a utilização de balonetes. Nestes casos, permite-se 
discreto vazamento em torno da cânula. Os inconvenientes do vazamento podem ser 
atenuados pelo tamponamento da faringe com gaze úmida. 
Os tubos são identificados conforme suas dimensões, através do diâmetro interno (mm) e do 
comprimento (14 a 36 cm). A espessura dos tubos traqueais varia de 0,16 a 2,4 mm. Em 
adultos, o diâmetro externo é limitado ao nível da abertura glótica; em crianças o nível de 
maior estreitamento é a cricóide, medindo aproximadamente 0,5 cm. A tabela a seguir relaciona 
ao diâmetro interno do tubo apropriado para cada idade. 
 
 
 
 
Outros equipamentos e materiais utilizados na intubação traqueal: 
 
Sistema de ventilação balão - válvula - máscara (AMBÚ - \u201cAirway Maintenance Breathing 
Unit\u201d), com máscaras de dimensões adequadas a cada paciente, cânula de traqueostomia ou 
cricotireoidotomia para emergência; 
Sondas para troca de cânula, sonda gástrica e de aspiração; 
Guia flexível longo com extremidade em \u201cJ\u201d para intubação retrógada; 
Seringa de 10 mL; 
Pinça de Magill; 
Aspirador; 
Fonte de oxigênio; 
Oxímetro de pulso; 
Capnógrafo; 
Cardioscópio e estetoscópio. 
 
 
 
 
 
 
 
 
AMBU - Airway Maintenance Breathing Unit 
 
Avaliação clínica para intubação 
 
A avaliação clínica do candidato à intubação é imprescindível. É necessário conhecer suas 
reservas respiratórias e circulatórias, visto que a laringoscopia e a intubação são acompanhadas 
de profundas repercussões nestes sistemas. No sistema nervoso, as manobras de intubação 
poderão elevar a hipertensão intracraniana pré-existente ou agravar lesão raquimedular. 
Através da extensão cervical é possível comprometer o fluxo sangüíneo pelo sistema 
vertebrobasilar. 
É fundamental conhecer o nível de consciência e estabelecer relacionamento médico-
paciente que permita obter a necessária colaboração para intubação acordado, quando este for o 
caso. 
O resíduo gástrico oferece problema, visto que a lesão pulmonar por aspiração de suco 
gástrico (Síndrome de Mendelson) é das complicações mais graves associadas à intubação. 
 
 
Deve-se tomar conhecimento de desvios da traquéia através de radiografia simples 
(anteroposterior e perfil) ou tomografia computadorizada da região cervical e tórax. A 
eletrocardiografia pode evidenciar alterações isquêmicas que exigem medidas específicas de 
proteção ao stress da instrumentação das vias aéreas. 
É possível antecipar a dificuldade à intubação através dos índices de Wilson, 
Mallampati e de Cormack, da distância tireomentoniana (26,5 cm) ou mentoesternal (menor 
12,5 cm) distância interdentária (menor que 35 mm), bem como da avaliação do grau de 
mobilidade atlantoccipital (ângulo de Belhouse e Doré) menor que 35 graus. 
Índice de Wilson salienta a importância de alguns fatores que, frequentemente, associam-
se à dificuldade em realizar a intubação traqueal. Setenta e cinco por cento dos casos de 
intubação difícil estão associados a dois ou mais pontos; por outro lado, é raro encontrar 
intubação fácil a partir dos quatro pontos. 
Segundo Mallampati, quando a protrusão da língua permite visualização do palato mole, 
úvula e pilares (grau I), a intubação é presumivelmente fácil. O mesmo não se pode antecipar nas 
situações em que se vê o palato mole e não a úvula (grau II) ou palato mole e apenas a base da 
úvula (grau III); a dificuldade é esperada no grau IV, quando nem o palato mole é identificado. 
 
Classificação de Mallampati 
 
 
 
Cormack e Lehan graduam as dificuldades conforme a visão da laringe com o 
laringoscópio: a vista da epiglote e das cordas vocais caracteriza o grau I; quando são visíveis 
toda a epiglote e a comissura posterior, grau II; e quando somente a epiglote, grau III. Na 
situação de maior dificuldade expressa pelo grau IV, tem-se visão apenas do palato mole. 
 
 
 
 
 
 
Preparo para intubação 
 
Ao lado da avaliação clínica, o preparo tem grande importância no êxito da intubação 
traqueal. A pré-oxigenação prolonga a tolerância à apnéia, porém diversas situações como na 
obesidade, na criança e no adulto doente, a dessaturação poderá ocorrer muito precocemente. 
A monitorização respiratória confere precisão e segurança indispensáveis em todas as 
técnicas de acesso às vias aéreas. 
A intubação requer jejum prévio, aspiração e/ou retirada de sonda gástrica (em pacientes 
previamente sondados \u2013 não é comum). Na impossibilidade de aguardar o necessário tempo de 
jejum torna-se possível acelerar o esvaziamento gástrico com metoclopramida, diminuir a 
secreção gástrica com cimetidina ou ranitidina, ou neutralizar a acidez pré-existente com citrato de 
sódio. 
Na ausência de limitações de ordem clínica, a intubação faz-se sob anestesia geral e 
bloqueio neuromuscular. A intubação com o paciente acordado é realizada com sedação e 
anestesia das vias aéreas superiores (V.A.S), para atenuar as repostas autonômicas à 
laringoscopia e à intubação, como taquicardia e hipertensão arterial. Indicações incluem a 
difícil história de intubação, achados na história ou exames físicos que pode ser uma intubação 
difícil e risco grave de aspiração ou instabilidade hemodinâmica. 
Em adultos, um anestésico de ação rápida é