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Guia de Argumentos de Vendas
Direito e Economia na Democratização Brasileira
Bibliografia:
Faria, José Eduardo. Direito e Economia na Democratização Brasileira
FGV – Ipea Data
http://planocollor.com/index-2.html
 
 RACIONALIDADE JURÍDICA X ECONÔMICA
Seminário 2
Instituições de Direito para Economistas
Prof. Jean Paul
1
José Eduardo Campos de Oliveira Faria
BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR
É, atualmente, professor titular do departamento de Filosofia e teoria Geral do Direito, da USP.
Possui experiência na área de Sociologia Jurídica, atuando, principalmente, em temas como: poder e legitimidade, mudança social, globalização, direitos sociais e eficácia jurídica.
Possui graduação, mestrado e doutorado pela FD-USP, e pós doutorado pela Wisconsin University.
 Foi Professor visitante em algumas universidades espanholas. Colaborou com um projeto da ONU para a reformulação da Escola de Magistratura de Moçambique. 
2
O choque de racionalidades
BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR
jurídica
BREVE BIOGRAFIA DO AUTOR
econômica
Não compreendem a essência do processo econômico e a sua racionalidade sistêmica.” 
Estão “presos aos aspectos formais do processo decisório” e com a obediência à regras, que, por vezes, são criadas por políticos que visam votos e não a gestão racional do processo econômico. 
Núcleo Racional
 Resultados
Alocação eficiente dos recursos escassos.
 raciocínio lógico-formal e baseado em premissas estabelecidas.
 manutenção do estado de direito e da democracia.
 certeza jurídica e estabilidade de expectativas.
 direito como instrumento de segurança dos cidadãos.
3
PROCESSO DE ABERTURA - TRANSIÇÃO
OS PRECEDENTES DOS ANOS 90
O Regime Militar
O Momento Maquiavélico.
Pós 1985: Fim do regime militar.
 Construção do Cenário do Plano Collor 
Transição Democrática
4
Resumo de Negócios
Collor – intervenção estatal - racionalidades
Governo anterior teve vários planos fracassados de conter a inflação.
A inflação de 1989 a março de 1990 chegou a 4.853%.
Depois de sua posse, Collor anuncia um pacote econômico no dia 15 de março de 1990, o Plano Brasil Novo.
O PLANO
5
Conceitos econômicos do plano collor
Plano 1
O cruzado novo é substituído pelo "cruzeiro", à razão de NCz$ 1,00 = Cr$ 1,00
Bloqueiam por 18 meses os saldos das contas correntes, cadernetas de poupança e demais investimentos superiores a Cr$ 50.000,00.
Os preços foram tabelados e depois liberados gradualmente.
Os salários foram pré-fixados e depois negociados entre patrões e empregados.
Liberação do câmbio e várias medidas para promover uma gradual abertura na economia brasileira em relação à concorrência externa.
Diminuição do funcionalismo público.
Os impostos e tarifas aumentaram e foram criados outros tributos
São suspensos os incentivos fiscais não garantidos pela Constituição
Conceitos econômicos do plano collor
Plano 2
Extingue as operações de overnight e cria o Fundo de Aplicações Financeiras (FAF) onde centraliza todas as operações de curto prazo.
Acaba com o Bônus do Tesouro Nacional fiscal (BTNf), o qual era usado pelo mercado para indexar preços.
Passa a utilizar a Taxa Referencial Diária (TRD) com juros prefixados.
Aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras.
Pratica uma política de juros altos.
Tenta mais um congelamento de preços e salários.
GOVERNABILIDADE
A GOVERNABILIDADE
Richard Higgott a resumiu como "a capacidade governamental de atender certas demandas, ou então de
suprimi-las de vez".
Crise fiscal do Estado (O'Connor).
 problema de natureza política: autonomia, complexidade, coesão e legitimidade das instituições. (Huntington).
Produto conjunto de uma crise de gestão administrativa do sistema e de uma crise de apoio político dos cidadãos às autoridades e aos Governos (Habermas).
Crise de Governabilidade
GOVERNABILIDADE DEMOCRÁTICA
A Governabilidade Democrática 
Governabilidade democrática.
Satisfação do maior número possível de demandas.
 Neutralização da frustração dos anseios não atendidos
Intermediação política entre os segmentos sociais.
Respeito às regras do jogo democrático.
Convívio entre as duas racionalidades.
FRAGILIDADE POLÍTICA DA TRANSIÇÃO
 Racionalidade Jurídica X Econômica. 
 No plano Collor
 Diferença temporal jurídico-econômica/
eficiência x legalidade - Gradação – Crise dos bancos em 95.
 A questão das medidas provisórias.
A FRAGILIDADE POLÍTICA 
da Transição democrática.
Consolidação democrática: requer mais que o restabelecimento dos direitos políticos e das regras democráticas. É preciso institucionalizar direitos sociais e econômicos. 
Profusão de demandas.
Conflito entre recursos necessários e recursos disponíveis.
Racionalidade jurídica ressalta o respeito à ordem jurídica. Constituição de 88.
FRAGILIDADE POLÍTICA DA TRANSIÇÃO
Racionalidade econômica ressalta a necessidade de estabilizar a economia.
Estabelecimento da democracia requer a aplicação de ambas as racionalidades.
Mudança das instituições.
Instituições formais se alteram. Constituição cidadã, Legislativo e Judiciário independentes, eleições diretas.
Instituições informais não se alteram. Valores culturais carregam a marca do autoritarismo.
Para que as instituições formais se concretizem, elas dependem das instituições informais.
Este conflito entre o arcaico e o moderno caracteriza a transição democrática como incerta.
A incerteza do processo gera instabilidade política.
O Plano Collor foi a tentativa de solucionar os problemas econômicos.
Sem a estabilização econômica não seria possível atender as demandas democráticas.
Cenário de instabilidade e incerteza poderia incentivar o retorno à ditadura.
FRAGILIDADE POLÍTICA DA TRANSIÇÃO
O conceito de legitimidade - oposição à Faria.
Legalidade - obediência às regras.
Inconstitucionalidade do Plano Collor.
    - direito de propriedade
    - irredutibilidade dos salários.
Brechas da Constituição.
Juristas brasileiros X Condições reais
    - tempo econômico e tempo jurídico.
Fragilidade política.
QUESTÕES
   - Qual seria a medida plausível, aceitável, para as ações do Estado que   vão 
contra as leis?
   - Como manter um relacionamento saudável entre a governabilidade e o sistema 
jurídico?
   - Qual o limite da distância que se pode ter entre a legitimidade dessas ações e a 
legalidade delas?
LEGALIDADE X LEGITIMIDADE 
QUESTÕES
FRAGILIDADE POLÍTICA DA TRANSIÇÃO
E se...o PLANO COLLOR tivesse dado certo. Ele seria LEGÍTIMO?
Até que ponto é válido testar os limites do sistema?
Onde repousa a LEGITIMIDADE?
Onde se encontra a linha divisória entre a GOVERNABILIDADE e o AUTORITARISMO?

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