167_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 \u2013 Recife, 2006
\u3b3* = \u2013 (e \u2013 eS') / (T \u2013 T' ) (IV.7.4)
traduz a inclinação da reta que representa o processo de saturação do ar simultaneamente por
resfriamento e adição de vapor d'água, representado na Fig. IV.1 pelo segmento de reta de
X(e, t) a C.
Imagine-se, agora, que todo o vapor d'água contido no ar úmido seja (isobárica e adia-
baticamente) condensado, até torná-lo seco (e = 0). O calor latente liberado termina sendo
inteiramente usado para aquecer o ar (seco), cuja temperatura final chama-se temperatura
equivalente isobárica (TE). Este processo corresponde ao segmento de reta entre X(e, t) e Y
(Fig. IV.1). Pode-se mostrar que TE é uma grandeza conservativa (Capítulo VI). 
7.1.3 - A fórmula de Ferrel.
 
Conhecidas as temperaturas dos termômetros de bulbo seco (t) e úmido (t'), além da
pressão atmosférica (p), pode-se calcular a pressão parcial do vapor d'água (e) empregando a
equação IV.7.2. No entanto, em 1886, W. Ferrel havia obtido a seguinte fórmula empírica, (List,
1971):
e = eS' \u2013 0,00066 (1+0,00115t') p (t \u2013 t') (IV.7.5)
com t e t' em graus centígrados e as demais variáveis em milibares. Também aqui, eS' = eS(t')
indica a pressão de saturação à temperatura do termômetro de bulbo úmido, que pode ser cal-
culada pela equação IV.5.3 ou IV.5.5, ou obtida através da Tabela IV.1.
 
A equação IV.7.5 veio à luz sem o auxílio da Termodinâmica (era desconhecida, na-
quela época, a formulação empregada na dedução da equação psicrométrica). O desenvolvi-
mento científico posterior confirmou que a fórmula de Ferrel fornece resultados compatíveis
com a precisão atualmente exigida e, portanto, sob o ponto de vista científico, está correta.
Assim, embora empírica, a fórmula proposta por Ferrel é usada até hoje. 
7.2 - Higrômetros, Higrógrafos e Termohigrógrafos.
Os higrômetros, os higrógrafos e os termohigrógrafos (Fig. IV.7) são instrumentos que
permitem obter diretamente a umidade relativa do ar. Seu funcionamento se baseia na variação
do comprimento que experimenta um feixe de cabelos humanos, quando a umidade relativa do
ar se altera. O feixe se distende com o aumento da umidade, contraindo-se no caso contrário.
Esse comportamento, no entanto, não é linear: o incremento observado é menor quando a
umidade relativa é elevada. Obviamente, os cabelos devem ser previamente tratados para re-
mover eventuais resíduos de gorduras e outras impurezas.
Em geral, uma das extremidades do feixe é fixa e a outra está acoplada a um sistema
de alavancas. A variação do comprimento do feixe de cabelos (em função da umidade relativa
do ar) faz movimentar esse sistema, que termina por deslocar um ponteiro sobre uma escala
graduada. Nessa escala a umidade é lida diretamente em porcentagem.