ok saude publica 08.11.11
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DisciplinaSaúde Pública Veterinária15 materiais368 seguidores
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que possamos pensar e raciocinar como vigilantes epidemiológicos.
O segundo objetivo é prever mudanças efetivas no controle e tratamento dessas doenças. Nessa rotina, está relacionada diretamente a essa nova dinâmica que a doença possa ter apresentado, e que o profissional consiga fazer esse tipo de previsão para que a doença não aconteça.
Principalmente: Selecionar essas medidas de prevenção e controle, que estão desde o critério da prevenção primária (promoção de saúde, proteção específica, métodos de diagnósticos). Levando-se em consideração que essas medidas, esse processo seletivo depende do tipo de estudo que foi empregado para garantir esse tipo de aplicação, não acontece do nada, o cara tem que conhecer e provar que isso é importante.
Como foi dito, a vigilância trabalha com informação, essa investigação, esse processo todo é feito com base em informações. Essas informações eram computadas de maneira manual, antigamente tinha uma pessoa que fazia os cálculos e tinham aquelas pilhas de papel enorme com as informações. Houve a necessidade de contar (quando surgiu a parte de estatística) quantas pessoas nasciam e quantas morriam. Se morriam, morriam porque e de que. Começou a se usar números para estudar esse tipo de fenômeno. Nessa contagem criou-se um processo de informação de maneira escrita.
Toda pessoa que nasce deve ter um registro de nascimento que não necessariamente é a certidão de nascimento. 
Temos algumas situações que hoje são favorecidas, porque boa parte dos nascimentos acontecem no hospital, então todo hospital que nasce uma criança é obrigado a registrar o nascimento da criança (o hospital registra o nascimento da criança, a certidão de nascimento é o responsável que emite). O hospital tem necessidade de informar quem nasceu vivo dentro daquele hospital. E se houver o nascimento e posteriormente o óbito, teve registro de óbito. Não é certidão de óbito! É registro de que ele nasceu e morreu dentro do hospital. No sistema hospitalar isso passou a ser mais fácil.
Mas agente ainda tem uma parcela da população que não nasce em hospitais, mas nasce de parteiras. Temos campanhas de Programa dia D (ação global) que dá a pessoa carteira de identidade, certidão de nascimento, etc. Tem pessoas mais antigas que não tem certidão de nascimento, não tem registro, e ai vc acaba dando esse tipo de opção, para oferecer a esse tipo de pessoa para que ela seja registrada como ter um cidadão.
Mas essas informações ainda podem ser incompletas, principalmente onde vc não tem esse sistema de informação de registro de informação de nascimento, registro de óbito, etc.
Se for contar para animal, não existe quantos animais nasceram, quantos morreram. A não ser que vc trabalha na fazenda, e por conta do manejo reprodutivo o cara sabe quantos animais nasceram na propriedade dele, tem toda a ficha de acompanhamento daquele animal, etc.
Mas se formos no consultório vamos ver que muitos animais não tem esse tipo de informação. Então Para medicina veterinária estamos atrasados, não temos a dinâmica disso, a não ser situações que é necessário registro de óbito do animal por ser uma doença de agravo notificado, nesses casos tmos uma certa noção do que acontece (entre aspas, porque nem todo mundo preenche esse tipo de formulário). Mas fora isso, a taxa de crescimento e taxa de mortalidade em animais agente não tem, porque o nosso sistema ainda não se posicionou quanto a isso.
Sistema de informação
Esse sistema de informação, temos 11 formas de informação dentro do sistema de vigilância epidemiológica no Brasil.
SINAN
O mais famoso em relação a doença é o SINAN: sistema de informação sobre agravos notificáveis. Toda doença que deve ser notificada de forma compulsória ela é registrada num formulário. Esse formulário é preenchido primeiramente como suspeita, todo profissional da área de saúde quando preenche esse formulário, vai preencher primeiramente como suspeita. Enviar o material para o laboratório de referencia, o laboratório envia o diagnostico e posteriormente o profissional faz a declaração de confirmação do caso.
Todo profissional da área saúde tem que ter contato com esse formulário de notificação (veterinário, médico, enfermeiro, etc.).
Esse formulário é um formulário com padrão nacional, no Brasil são 40 doenças de notificação compulsória.
(a professora selecionou acima o que envolve diretamente ou indiretamente o profissional veterinário). 
Ou seja, vc sabe o porque acontece no botulismo, coqueluche, cólera, a dengue, esquistossomose, febre amarela, febre maculosa, etc. ou porque está envolvido diretamente com o agente, ou porque está envolvido diretamente com o vetor.
Animal como reservatório:
Hantavirose tem o roedor como reservatório. Então o veterinário tem que conhecer o roedor para saber a cadeia da hantavirose.
A partir do momento em que essas notificações são realizadas, elas são encaminhadas para um banco de dados, e através desse banco de dados se calcula qual foi a taxa de morbidade, o coeficiente de morbidade, de letalidade, em decorrência da doença, tudo por conta do agravo.
PNI 
Outro sistema de informação se refere ao programa nacional de imunização. 
Inclui ai tanto a parte humana com todas as doenças que tem como forma preventiva hoje no Brasil a utilização da imunização. Então temos para criança todo o protocolo de vacinação (ex: hepatite, poliomielite, etc.) que respondem a esse tipo de programa nacional.
Para os animais também. Existem doenças que tem vacinação obrigatória para os animais de produção e de companhia. Já aprendemos isso (as doenças que são obrigadas a receber)
O veterinário tem que fiscalizar esse tipo de imunização.
EPI - TB
É um programa informatizado, que é uma informação epidemiológica através de programas para tuberculose.
É um programa específico para preenchimento no caso da tuberculose.
LAB DENGUE
Todo caso suspeito que chega no consultório, no posto de saúde, o médico responsável pelo atendimento tem que encaminhar o material para o laboratório referenciado pelo ministério da saúde que é o LAB DENGUE e após o resultado diagnóstico esse LAB DENGUE informa para a vigilância epidemiológica qual foi o resultado daquele material.
Então aliado ao SINAN para dengue existe ainda o LAB DENGUE que faz esse confronto de casos notificados e de casos confirmados. 
SINDST
Sistema de informação nacional de doenças sexualmente transmissíveis.
SINABIO
Sistema nacional de acidentes biológicos
HIPERDIA
Hipertensão e diabetes. O ministério da saúde tem um programa nacional que oferece gratuitamente o medicamento para pessoas que são hipertensas e diabéticas porque é uso continuo do medicamento.
SIM
Sistema de informação sobre mortalidade
SINASC
Sistema de informação dos nascidos vivos
SAI/SUS
Sistema de informação ambulatorial mantido pelo SUS
SIH/SUS
Sistema de informação hospitalar
Posto ambulatorial: não é atendimento emergência. Quem encaminha a pessoa para o ambulatório é o médico no sistema hospitalar. Ele tem que ir num hospital de pronto atendimento e o medico lá prescreve o atendimento no ambulatório.
Esses são tipicamente os sistemas de informações que temos dentro da vigilância epidemiologia.
Todas essas informações são informações numéricas, que o vigilante epidemiológico deve capturar, interpretar e encontrar de forma matemática as medidas preventivas.
Em decorrência desse tipo de interação, encaixa-se a vigilância ambiental.
Vigilância ambiental
Em conjunto com a vigilância epidemiológica, dentro da vigilância de saúde, existe o que chamamos de vigilância ambiental.
A partir do momento que as pessoas começaram a entender que existia essa interação com o ambiente, surgiu a vigilância epidemiológica. E a vigilância ambiental é uma parte dentro da vigilância de saúde que está diretamente relacionada com as medidas preventivas de controle, de doenças que sofram interferências diretas do ambiente.
Ex. derramamento de um produto tóxico no rio. Tivemos um acidente com uma fabrica de papel no noroeste do estado do Rio de Janeiro, com a divisa