ok controle prat 20.10.11
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ok controle prat 20.10.11


DisciplinaControle M. e Físico-químico de Produtos de Origem Animal20 materiais146 seguidores
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é a diferença.
Como opção, a água peptonada tamponada eu posso utilizar o caldo lactose, o caldo manitol ou o caldo sorbitol.
Todos esses meios são não seletivos e possuem a mesma função: Restabelecer o potencial de multiplicação do MO. 
Geralmente se usa a água peptonada tamponada porque ela é muito barata. O meio de cultura desses caldos é muito mais cara. Então em termos de custo a água é melhor.
Vou colocar 25g da amostra em 225 ml de algum desses meios e vou incubar a 35-37°C por 18 a 24 horas.
Presta atenção também porque os tempos das analises para salmonela são diferentes do tempo de incubação dos outros MO. Porque esse tempo tem que ser de 24 horas e não de 48 horas? Como é um meio de cultura não seletivo, vão crescer a microbiota que estiver presente naquela amostra, e como já é difícil fazer a identificação da salmonella, se eu deixar 48 horas na estufa, vai crescer tanta variedade de bactéria que eu não vou conseguir isolar depois o que eu quero.
Então é importante que eu mantenha esse tempo de 24 horas justamente porque o meu foco principal é a salmonella. A maioria dos MO necessitam de mais de 24 horas para se multiplicar. Então esse tempo atua como seletivo, não tão efetivo, mas de alguma forma facilita.
Após a incubação se houver crescimento microbiano significa que meu tubo é positivo e vai ser observado através da turvação do meio.
Essa etapa sempre vai ser positivo, por mais que não seja salmonella, sempre vai ter algum MO.
Então ao retirar da estufa eu vou verificar a turvação do meio. 
Os tubos que turvarem serão encaminhados para a próxima etapa:
2ª etapa: Enriquecimento seletivo
Essa etapa de enriquecimento seletivo ela vai ter como objetivo favorecer o desenvolvimento da salmonella e inibir de certa forma o crescimento da microbiota acompanhante. 
Não é uma etapa que vai eliminar todos os outros MO que não sejam a salmonella, mas vai reduzir de certa forma o crescimento dessa microbiota acompanhante. 
Objetivo do enriquecimento seletivo vai ser: Favorecer o crescimento desenvolvimento da salmonella e vai inibir a velocidade de crescimento da multiplicação da microbiota acompanhante.
Nesta etapa vamos utilizar 2 meios de cultura. Não é um ou o outro, vamos utilizar os 2 meio de cultura, justamente para aumentar as chances de conseguir isolar o MO.
- Vamos utilizar um tubo contendo caldo tetrationato. 
- E um outro tubo contendo caldo selenito cistina
Então todos os tubos que turvarem na etapa de pré enriquecimento serão semeados em 2 meios de culturas diferentes que são o caldo tetrationato e o caldo selenito cistina.
Vou pegar 1ml do liquido turvo e vou inocular em um tubo de ensaio que contém o caldo tetrationato. Geralmente colocamos 10ml do meio de cultura no tubo.
Vou pegar mais 1 ml e vou colocar no tubo contendo 10ml de selenito cistina
Esses tubos vão ser encubados à 35°C a 37°C por 24 horas.
Após a incubação se houver crescimento significa que o tubo deve estar também turvado. Como é um caldo, é um meio líquido, eu não consigo olhar colônias, eu vou apenas verificar o aspecto do caldo.
O caldo tetrationato possui como substrato o tiossulfato de sódio, vai possuir também solução de iodo e bicarbonato de sódio e o verde brilhante. O verde brilhante é um inibidor de Gram +.
O que vai acontecer:
Se eu tiver na minha amostra alguma cepa que utilize o tiossulfato de sódio como substrato, esse tiossulfato vai ser degradado em tiosulfeto com liberação de ácido.
Quando libera o ácido, esse meio de cultura se torna tóxico à salmonela porque elas são extremamente sensíveis ao pH ácido. Por isso que o meio tem solução de iodo e bicarbonato de sódio que são 2 substâncias que vão alcalinizar o meio.
Se eu não tiver a solução de iodo e o bicarbonato nesse meio vai ser muito difícil eu conseguir isolar a bactéria porque o próprio ácido gerado por ela vai ser destrutivo para ela. 
O sulfato de sódio vai ser degradado em tiossulfeto liberando ácido e como libera ácido vai acidificar o meio e o pH ácido é desfavorável para a salmonela. Então o meio de cultura ele vai ter a solução de iodo e o bicarbonato de sódio que possuem como objetivo alcalinizar o meio.
Já o caldo selenito cistina possui como substrato o selenito. A cistina está presente no meio com a finalidade de reduzir as concentrações de O2 do meio formando um ambiente de anaerobiose. 
O caldo selenito cistina tem o selenito como substrato e também vai ter na sua composição a cistina. A cistina tem como objetivo reduzir os teores presentes de O2 no meio, de forma que vá criar um ambiente de anaerobiose.
Os 2 tubos vão apresentar turvação após a incubação se houver o crescimento microbiano.
Qual o objetivo de usar os 2? É abranger o maior número de sorotipos pois alguns podem utilizar o tiossulfato porem não utilizar o selenito.
Sempre lembrando, eu ainda não sei que é o gênero salmonela, eu estou fazendo etapas que vão me levar a concluir, mas não é confirmativo. 
O que turvou na etapa anterior vai para a etapa de plaqueamento seletivo. que é a 3ª etapa.
A salmonella por dar tanto trabalho na microbiologia, que é muito chato vc fazer todas as etapas, e mesmo que seja uma analise fiscal, vc precisa de 1 semana para dar o resultado porque todas as etapas demoram 24 horas pelo menos. As vezes vc não pode esperar para dar esse resultado, as vezes o vigilante tem que voltar ao estabelecimento para dar o parecer. Mas se vc não consegue dar ai o cara acaba comercializando a carne porque a vigilância não voltou com o laudo. 
3ª Etapa: Plaqueamento seletivo
Todos os tubos que turvaram na 2ª Etapa (etapa anterior) servirão para a 3ª etapa que é a etapa de plaqueamento seletivo.
Nessa etapa, vamos utilizar 3 meios de cultura diferentes, justamente para conseguir ter uma maior probabilidade de isolar a salmonella. 
Então para cada tubo que turvou na etapa anterior eu vou ter 3 placas de petri, porque nessa etapa será realizado o plaqueamento em superfície em 3 meios diferentes.
Vou pegar então 0,1ml do tubo que turvou na etapa anterior e vou semear em superfície em uma placa de petri.
Os meios que podemos utilizar nessa semeadura são: 
Agar verde brilhante que é sempre usado, porque é o meio que abrange o maior numero de sorotipos.
Podemos utilizar o Agar salmonela shiguela (Agar SS). 
Também pode ser utilizado o Agar Mc Conckey
Agar bismuto sulfito
Vou escolher 3 meios de cultura dessas opções e vou utilizar nessa etapa de plaqueamento. 
A professora não vai cobrar pra gente todas as composições porque é inviável, então o que agente precisa saber dessa etapa é que vamos utilizar 3 meios de cultura dentre essas opções. 
Sendo que o Agar verde brilhante é o meio de cultura que deve ser sempre utilizada por abranger o maior número de sorotipos.
Vou semear 0,1ml em placas de petri contendo 3 meios de cultura diferente. 
Vou incubar a 35-37°C por 24 horas. 
Nessa etapa se quando vc for fazer a leitura com 24 horas e não tiver crescido absolutamente nada, vc deixa mais 24 horas para confirmar.
Então com 24 horas vamos fazer a leitura, sendo que se não cresceu nada, eu volto com a placa para a estufa e deixo por mais 24 horas, para realmente ver se não está contaminado ou se porque não deu tempo para o MO formar colônia visível.
O meu meio Agar verde brilhante vai possuir em sua composição um indicador de pH que é o vermelho de fenol. Possui como substrato a peptona. E o verde brilhante que vai ser o inibidor de Gram +. 
O Agar verde brilhante vai ser rico em peptona que é um substrato, vai ter um indicador de pH que é o vermelho de fenol, e vai possuir um inibidor de Gram + que vai ser o verde brilhante.
Após a incubação no Agar verde brilhante, se for uma colônia característica de salmonela eu vou observar a formação de colônias brancas peroladas, com um halo vermelho cereja ao redor e no centro da colônia um ponto preto.
Porque que forma essa cor vermelho cereja: a salmonella em aerobiose (presença de O2, que é o caso dessa situação, porque fiz o plaqueamento de superfície) ela vai degradar a peptona em radicais