CBM_2009
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CBM_2009


DisciplinaPropedêutica Clínica180 materiais1.755 seguidores
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Salvador, BA, 23 a 25 de 
outubro de 1996. Brasília: Ministério da Saúde, 
1998. 
 
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Cad Bras Med, XXII (1,2,3,4): 1-135 - Jan-Dez, 2009 57
O ENSINO DA SEMIOLOGIA E DA CLÍNICA NAS 
UNIVERSIDADES PÚBLICAS 
 
THE TEACHING OF SEMEIOLOGY AND INTERNAL MEDICINE IN THE 
PUBLIC UNIVERSITIES 
 
Vânia Luiza Cochlar Pereira1 
 
 
 
 
RESUMO 
A autora discute o ensino da Semiologia e da Clínica Médica e leva em consideração o papel do médico 
dentro do atual contexto social. Descreve pormenorizadamente como este ensino é levado a efeito, com 
suas vantagens e deficiências na Escola de Ciências Médicas pertencente a Universidade do Estado do Rio 
de Janeiro, onde exerce suas atividades, referindo-se inclusive ao sistema de cotas , recentemente 
incluído na mesma. 
Palavras-chave: Semiologia; Clínica Médica; Universidades Públicas. 
 
 
ABSTRACT 
The authoress describes the teaching of Semeiology and Internal Medicine taking in account the role of 
the physician in the present social context. She describes in detail how this teaching is accomplished, 
with its advantages and difficulties in the School of Medical Sciences of the University of the Rio de 
Janeiro State (UERJ), to which staff she belongs, even focusing the quotas system, recently instituted 
there. 
Key words: Semeiology; Internal Medicine; Public Universities. 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
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1 Professora Assistente do Departamento de Clínica Médica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). 
E-mail: vaniacochlar@hotmail.com. 
Cad Bras Med, XXII (1,2,3,4): 1-135 - Jan-Dez, 2009 58
O MÉDICO NO CONTEXTO SOCIAL 
Compromisso com a capacitação de 
estudantes deve ser uma meta constante das 
Faculdades de Medicina. A importância do 
médico no contexto social se traduz na existência 
de 181 escolas de Medicina no país atualmente, 
104 privadas e 77 públicas, sendo que, dessas, 100 
foram instaladas na última década, formando por 
volta de 14 mil médicos por ano (1). 
O Brasil tem mais cursos médicos do que 
os Estados Unidos e a China, que contam, 
respectivamente, com 122 e 150 cursos. E é o 
segundo país do mundo em número de escolas 
médicas, suplantado somente pela Índia, com 202 
cursos médicos (11). 
 A posição do Conselho Federal de 
Medicina (CFM), após análise de levantamento 
recente, é de que não há escassez de médicos no 
país. O levantamento mostra que o número de 
profissionais aptos a atuar cresce em ritmo mais 
acelerado do que o da população. Entre 2000 e 
2009, a quantidade de médicos aumentou 27% e 
a população brasileira cresceu aproximadamente 
12%. O que há, sim, é uma má distribuição dos 
profissionais pelo território nacional, e confirma 
a já conhecida concentração de médicos nas 
capitais, principalmente na região sudeste, com 
42% da população do país e 55% dos médicos. 
Para contornar essa situação, o CFM defende a 
adoção de eficazes políticas de interiorização do 
trabalho médico. O CFM também considera 
fundamental que a estrutura e os recursos 
tecnológicos da saúde sejam aperfeiçoados, 
principalmente no interior dos estados, já que o 
médico precisa ao menos de uma estrutura básica 
para atender adequadamente a população (1). 
 
O ENSINO DA SEMIOLOGIA E DA CLÍNICA 
MÉDICA 
 
O ensino da Semiologia e da Clínica 
Médica se destaca em importância na grade 
curricular, pois, estas se caracterizam como 
fundamentais na base, suporte, encaminhamento, 
determinação, formação de um plano 
diagnóstico, terapêutico, e interpretação da 
resposta frente a cada quadro clínico. 
Na Faculdade de Medicina da 
Universidade do Estado do Rio de Janeiro 
(UERJ), da qual faço parte, o ensino da 
Semiologia se processa no quinto semestre e é 
ministrado e coordenado pelo Departamento de 
Clínica Médica. No semestre que se segue, 
explora-se a Semiologia aplicada à Clínica 
Médica, com ênfase às reflexões quanto às 
hipóteses diagnósticas, exames complementares e 
esquemas terapêuticos. Já no quarto ano médico, 
o ensino da Clínica Médica se faz através de um 
rodízio por disciplinas clínicas (Endocrinologia, 
Gastroenterologia, Geriatria, Hematologia, 
Nefrologia, Reumatologia, Pneumologia, 
Cardiologia, e Infectologia), ministrado e 
coordenado pelo Departamento de Medicina 
interna. 
O ensino de clínica médica é 
tradicionalmente realizado nas enfermarias e 
ambulatórios. Com a possibilidade de 
participação em plantões médicos a partir do 
quarto ano médico. Não há unidade de Pronto-
Socorro no nosso hospital e, o acesso prático 
efetivo à Unidade de Terapia Intensiva se faz no 
Internato, o qual transcorre a partir do décimo 
período do curso. 
Há vários anos, tornou-se evidente a 
necessidade de transferência de parte do ensino 
médico para ambientes de assistência primária à 
saúde, onde os alunos pudessem entrar em 
contato com doenças mais prevalentes da 
população, com diagnóstico e tratamento de 
menor complexidade. Daí o planejamento, já em 
curso, de uma atividade extrahospitalar, 
vinculada a Postos de Saúde, em que se dê 
continuidade a um projeto de Educação em 
Saúde já iniciado pela Disciplina de Medicina 
Integral (no segundo ano médico), e se possibilite 
experiência na participação de Programas de 
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Hipertensão Arterial, Diabetes Mellitus, 
Vacinação, Dermatopatias, entre outros. 
 
Os alunos do Internato médico fazem 
rodízio em grandes áreas, incluindo Clínica 
Médica, Pediatria, Ginecologia e Obstetrícia, e 
Cirurgia por três períodos. 
As escolas públicas de Medicina têm, a 
meu ver, algumas vantagens, mesmo que, por 
vezes, relativas, em relação às privadas. 
 
VANTAGENS
Possuir um Hospital Escola
Programa de Medicina Integral
Núcleo de Educação e Saúde do adolescente
Universidade aberta da 3ª idade
Incentivo à Pesquisa
Autonomia do professor
 
 
O fato de possuir um Hospital Escola, traz 
à escola pública de Medicina certa uniformidade 
de metodologia de ensino, de avaliação e de 
análise do desenvolvimento daquele aluno. 
Porém, em geral, há uma tendência a se 
direcionar para o Hospital Escola casos clínicos 
mais complexos ou específicos, o que permite 
estudos abrangentes de determinadas doenças, 
mas dá muitas vezes ao aluno uma visão 
deturpada da predominância