ok controle pratica 06.10.11
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ok controle pratica 06.10.11


DisciplinaControle M. e Físico-químico de Produtos de Origem Animal20 materiais146 seguidores
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doença Enterite necrótica, vai provocar uma diarréia com sangue, a pessoa vai apresentar uma cólica intensa e muita dor, e um mal estar muito grande. 
Essa diarréia com sangue e essa cólica intensa ela vai ser provocada pelo o que: no momento que ocorre a multiplicação tanto pela ingestão do MO quanto pela ingestão do esporo que vai ser ativado, esse MO vai ter a capacidade de produzir uma toxina que é necrosante, por isso que vou ter uma diarréia com sangue. Vai haver a destruição dos vasos sanguíneos.
A cepa tipo C, tipo infecção vai ocorrer do seguinte modo: ela pode ocorrer pela ingestão do MO ou pela ingestão do alimento com o esporo.
Quando ocorre a ingestão do MO, esse MO vai aderir a mucosa e vai se multiplicar. 
Quando ocorrer a ingestão do alimento com os esporos, ao chegar ao estomago, a enzima tripsina vai atuar no alimento e com isso vai ativar os esporos. Os esporos vão esporular dando origem a forma vegetativa. A partir daí vai ocorrer a multiplicação na mucosa intestinal. 
Tanto na ingestão do alimento com os esporos quanto na infecção do alimento com o MO, vai haver a produção de uma toxina que é necrosante na mucosa intestinal. 
Para eu falar que é tipo intoxicação, a toxina precisaria ser pré formada no alimento, e nesse caso a doença não vai ser causada pela ingestão da toxina, ela está sendo causada pela ingestão do MO ou do esporo e a toxina é uma conseqüência. Por isso que falamos que é tipo infecção. 
	Nesse caso não vai ter febre porque não tem toxina. Vou ter uma diarréia com sangue e uma cólica intensa. 
Quando se trata da cepa do tipo C tipo intoxicação, o que vai acontecer: eu tenho o alimento contaminado com esporo, o meu alimento foi aquecido, no momento do aquecimento os esporos vão esporular e vão formar a forma vegetativa, isso tudo antes da ingestão.
A forma vegetativa desse esporo, o MO vai começar a se multiplicar e nesse momento vai ter formação da toxina no alimento. O que vai acontecer: eu tenho o meu alimento contaminado com o MO e com os esporos. Vou aquecer esse alimento e no momento do aquecimento vai ocorrer a ativação dos esporos, vai formar a forma vegetativa e vai começar o desenvolvimento do MO naquele alimento. Quando ocorre essa multiplicação no alimento, vai haver a formação da toxina que é a mesma toxina que é formada no tipo infecção, a diferença é que enquanto a outra vai ser formada no TGI, essa daqui vai ser formada no alimento antes da ingestão. 
Essa toxina ela vai provocar os mesmos sintomas da tipo infecção. Então vou ter o individuo com diarréia com sangue, vai ter uma necrose intensa da mucosa intestinal, vai ser sem febre, cólica intensa e um desconforto muito grande, pode ter vômito. 
Qual vai ser a diferença? Essa cepa tipo C intoxicação, vai ocorrer a ingestão do alimento com a toxina pré formada. Por isso que é tipo intoxicação, a toxina já foi formada no alimento e a pessoa vai desenvolver os sintomas pela ingestão da toxina. 
A cepa do tipo C é muito mais agressiva do que a cepa do tipo A, mas apesar de ser mais agressiva ela é mais rara. Porque: essa toxina que é formada no alimento, ao chegar no estomago ela é termosensível ao pH estomacal. E quando estou falando da toxina que foi pré formada no alimento, eu vou ingerir esse alimento com a toxina, e quando chegar no estomago, devido ao pH estomacal, essa toxina pode ser destruída, dependendo da imunidade do indivíduo. Se eu estiver falando de crianças, recém nascidos, idosos ou de algum adulto que tenha alguma doença que diminua o sistema imunológico, a pessoa vai desenvolver a doença. Mas se for um individuo sadio, a tendência é que quando esse alimento contaminado pela toxina passe pelo estomago, essa toxina seja destruída. Então essa toxina é sensível ao pH estomacal, por isso que a ocorrência desse tipo é mais rara. 
Toda vez que eu pensar em Clostridium perfringens tipo C, eu devo pensar no suíno como reservatório. Então os produtos incriminados nesse tipo de surto pela cepa do tipo C do Clostridium perfringens, vão ser os produtos de carne suína, principalmente bacon e tocinho. Porque? Quando eu penso no suíno, dificilmente o matadouro faz a esfola como faz no bovino. Geralmente eles só fazem a depilação (eles retiram pêlo), e eles vão retirar a pele junto com a gordura de cobertura e vão vender, que vai dar origem ao bacon e ao tocinho. E nesse sistema o que acontece: o suíno, o comportamento dele é de deitar e rolar nas fezes, então a tendência é que nessa pele eu encontre MO entéricos, entre eles, o Clostridium perfringens. 
Então o suíno é considerado reservatório e pelo comportamento que eles possuem de deitar e rolar nas fezes, existe uma tendência de nós encontrarmos na pele desse suíno MO entéricos, sendo que dentre desses MO entéricos podemos encontrar o Clostridium perfringens.
Então a cepa do tipo A ela sempre vai ser do tipo infecção na forma clássica. 	
Cepa do tipo C ela pode ser: tipo Infecção ou tipo Intoxicação. 
A cepa do tipo A vai estar mais incriminada com o consumo da carne assada 
A cepa do tipo C vai estar mais relacionada com o consumo de produtos suínos
Uma coisa importante é que no momento, se eu tiver com esses sintomas, dificilmente vc consegue descobrir que foi o Clostridium perfringens e se foi a cepa do tipo A ou C. É muito difícil, porque primeiro a pessoa não notifica a vigilância, então a vigilância não tem como saber o que aconteceu. E as vezes vc não consegue relacionar o alimento com os sintomas. E isso que acaba acontecendo, e geralmente os médicos não tem essa visão de alimento e sintoma, então eles tratam como se fosse qualquer indisposição intestinal e não descobrem a causa, então as notificações que existem são muito poucas. Mas esse numero não é baixo porque não existe a intoxicação ou infecção por Clostridium perfringens, é porque não existe a notificação, o diagnóstico.
Identificação e contagem
Como vai ser feito a identificação e a contagem do Clostridium perfringens numa amostra de alimento:
Vou receber a amostra no meu laboratório, geralmente vai ser uma amostra sólida ou semi-sólida. Vou ter que homogeneizar no estomacher. Esse procedimento inicial vai ser sempre igual em todas as analises. Vou receber a minha amostra, geralmente ela vai ser semi-sólida ou sólida, vou homogeneizar no estomacher, por que por ser sólido eu não vou conseguir apenas com a agitação. E vou fazer as diluições. Depois que eu preparei as minhas diluições eu vou começar a fazer a análise propriamente dita.
Vamos utilizar a técnica de plaqueamento de profundidade porque: porque eles vão crescer preferencialmente em ambientes anaeróbios. Então eles precisam para que tenha um bom crescimento, de crescer num ambiente onde tenha a ausência de O2. Por isso que vou utilizar o plaqueamento de profundidade. Essa é a principal diferença entre o cultivo do Clostridium perfringens para o Bacillus cereus e para o Staphylococcus aureus, porque nesses outros 2 MO nós vamos fazer o plaqueamento de superfície.
Vou pegar 1ml da diluição e vou colocar numa placa de petri vazia (porque se é plaqueamento em profundidade, primeiro eu coloco o inócuo para depois adicionar o meio de cultura). Depois que eu adicionei o inócuo, eu vou adicionar o meio de cultura. O meio de cultura vai estar na temperatura de 45°C, porque o meio de cultura é um Agar, é sólido, se eu não tiver o meio de cultura a 45°C, se estiver abaixo disso, ele vai estar sólido, eu não vou conseguir derramar esse meio na minha placa de petri. 
Então vou verter o meio de cultura chamado de Agar SPS. Esse meio de cultura possui em sua composição o sulfito que é um substrato utilizado por todas as espécies de Clostridium. Eu vou ter a polimixina e a sulfadiazina, tanto a polimixina quanto a sulfadiazina são inibidores de outros grupos de bactérias.
Nessse Agar eu vou ter sulfito que é o substrato mais utilizado pelas bactérias do gênero Clostridium. Vou ter a polimixina e a sulfadiazina que são inibidores.
Essa primeira prova vai ser feita para verificar a presença do gênero Clostridium. Eu