Resumo Mankiw
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Resumo Mankiw


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é que com a queda da produção o desemprego cresce. O segundo é que as flutuações são irregulares e imprevisíveis. O terceiro é que a maioria das variáveis macroeconômicas flutua junta (consumo, investimento e desemprego).
A demanda agregada é a demanda por bens e serviços na economia. As variáveis consumo, investimento e exportações líquidas são influenciadas pela queda do nível dos preços. A demanda agregada tem inclinação negativa por causa de três efeitos. O efeito riqueza atua sobre o consumo. Ele faz o consumidor se achar mais rico com os preços mais baixo, aumentando a quantidade demandada de bens e serviços. O efeito taxa de juros atua sobre o investimento. Quando aumenta a concessão de empréstimos, a taxa de juros cai e se investe em bens de capital, aumentando a quantidade demandada de bens e serviços. O efeito exportações líquidas se dá com a redução da taxa de juros, que aumenta o IEL e deprecia a moeda local, aumentando as exportações e a quantidade demandada por bens e serviços.
Os deslocamentos da curva de demanda agregada podem ocorrer por qualquer fator que afete qualquer elemento do PIB. Assim, o consumo pode mudar por causa do nível de tributação, pelo boom no mercado de ações. O investimento pode variar com a oferta de moeda, com a política fiscal. As compras do governo e as Exportações Líquidas, que podem mudar por causa de mudanças na taxa de câmbio. Portanto, para promover o aumento da demanda agregada deve-se promover melhorias políticas que permitam o desenvolvimento dos componentes do PIB.
A oferta agregada é a oferta de bens e serviços de uma economia. No longo prazo, ela depende da sua capacidade produtiva (trabalho, capital, recursos naturais e tecnologia) e não do nível de preços. Assim, quando os preços sobem juntos, não há alteração na quantidade total de bens e serviços ofertados. Essa capacidade produtiva de longo prazo se chama de taxa natural de produção ou produto potencial ou produto de pleno emprego. Pode haver deslocamentos da curva de oferta agregada se houver alterações nos componentes produtivos como capital, trabalho, recursos naturais e tecnologia. O avanço tecnológico por exemplo, desloca a oferta de longo prazo e o crescimento da oferta de moeda desloca a curva de demanda, levando ao crescimento da produção e à inflação continuada.
No curto prazo, a oferta agregada tem uma inclinação positiva, pois a quantidade ofertada se desvia de seu equilíbrio de longo prazo quando o nível de preços se desvia do esperado. Esse problema é no entanto temporário por causa de: 1) preços rígidos, ou seja, uma queda no nível de preços deixa uma empresa com preços mais altos, que deprimem as vendas e induzem a reduzir a produção. 2) salários rígidos, a preços mais baixos os funcionários vão se tornar menos rentáveis à empresa, e eles levarão um tempo para se ajustar, afetando a quantidade de bens e serviços ofertados por causa das demissões. 3) percepções equivocadas, ou seja, com preços menores os empresários podem achar que o rendimento está temporariamente baixo e reduzir a quantidade ofertada da sua produção.
Um deslocamento da curva de oferta agregada de curto prazo também pode ocorrem por uma flutuação no nível de preços esperado. Um aumento no nível de preços esperado influencia os preços rígidos, os salários e as percepções, reduzindo a quantidade ofertada de bens e serviços e deslocando a curva para a esquerda.
A flutuação econômica ocorre por causa de deslocamentos das curvas de oferta agregada e de demanda agregada. O deslocamento da oferta agregada para trás tenderá a voltar a sua taxa natural de produção com o tempo. Se o governo tentar compensar estimulando o aumento da demanda agregada causará a elevação permanente do preço. Um caso de um pessimismo se reflete na demanda agregada, que se desloca para trás, causando desemprego e queda na renda, baixando o nível de preços. O governo pode compensar aumentando seus gastos ou a oferta de moeda.
34. INFLUÊNCIAS DAS POLÍTICAS MONETÁRIA E FISCAL SOBRE A DEMANDA AGREGADA
O governo pode atuar sobre a política fiscal através de alterações nos impostos ou por alterações nas compras do governo. Quando o governo aumenta suas compras em 20 milhões, sua demanda agregada aumenta mais ou menos do que 20 milhões, dependendo de qual é efeito é maior, o efeito deslocamento ou o efeito multiplicador.
De acordo com o efeito deslocamento: 1) o aumento nas compras; 2) leva a um aumento da demanda agregada; 3) e ao conseqüente aumento da taxa de juros; 4) diminuindo a despesa em investimento; 5) reduzindo a demanda agregada.
O efeito multiplicador se aplica a qualquer evento que altere as despesas em qualquer componente do PIB, atuando como acelerador do investimento. Ele determina: 1) um aumento das compras; 2) aumenta a demanda agregada; 3) enriquece as empresas que fornecem serviços, que vão lucrar mais; 4) gastando mais em consumo; 5) aumentando a demanda de produtos em toda a economia.
O efeito multiplicador introduz ainda a Propensão Marginal a Consumir, que é a fração de renda adicional que uma família consome ao invés de poupar. Assim, o efeito multiplicador é igual a um dividido por um menos a Propensão Marginal a Consumir.
Um outro instrumento de atuação do governo na política fiscal são as alterações nos impostos. Elas também estão sujeitas aos efeitos multiplicador e deslocamento. Os efeitos podem ser alterados de acordo com a percepção das famílias quanto à duração dos impostos baixos ou altos. Uma diminuição no imposto por exemplo: 1) aumenta a demanda agregada; 2) aumenta a demanda por moeda; 3) aumenta a taxa de juros; 4) reduz as despesas com investimento 5) pode deprimir a demanda agregada.
Uma alteração na política monetária com o propósito de aumentar a demanda agregada pode ser descrita com um aumento da oferta de moeda ou redução na taxa de juros. As influências da política monetária sobre a demanda agregada se fazem perceber através do mercado de ações. Com o mercado de ações em alta, aumenta-se a demanda agregada e conseqüentemente os preços. Assim, o governo deve proceder ao aumento da taxa de juros para contê-la. Quando as ações estão em baixa, a demanda agregada cai a os preços também, devendo-se reduzir as taxas de juros.
A Teoria pela Preferência pela Liquidez explica como a taxa de juros se ajusta para equilibrar a oferta e demanda por moeda e amplia o estudo sobre flutuações de curto prazo. A oferta de moeda é vertical porque não depende da taxa de juros. A demanda por moeda tem inclinação negativa porque um aumento na taxa de juros diminui a quantidade demandada por moeda. A taxa de juros é o custo de oportunidade por ter moeda. O preço quando aumenta (no mercado de demanda e oferta agregada), aumenta também a quantidade de moeda demandada a qualquer taxa de juros dada, ou seja, desloca a curva de demanda por moeda para a direita, aumentando a taxa de juros e interferindo no rendimento da poupança e diminuindo o investimento. Além disso, com preços maiores cai a quantidade demandada por bens e serviços. Em resumo. 1) o aumento de preço, 2) aumenta a demanda por moeda, 3) eleva a taxa de juros, 4) diminui a quantidade demandada de bens e serviços.
O aumento da oferta de moeda levará a uma queda na taxa de juros e aumentará a demanda por bens e serviços, deslocando a curva de demanda agregada para a direita, além de estimular o investimento.
Há um intenso debate se a política deveria interferir na estabilização da economia.
Os argumentos a favor dizem que o governo deve estabilizar a demanda agregada, pois ela flutua em ondas de otimismo e pessimismo. Os argumentos contra dizem que os as mudanças na política monetária levam seis meses para se fazer sentir. Os economistas preferem apostar nos estabilizadores automáticos, que são alterações da política fiscal que estimulam a demanda agregada quando há recessão sem que se tenha que tomar nenhuma ação deliberada. Isso se dá através das despesas do governo e do sistema tributário.
35. CURVA DE PHILLIPS
A Curva de Phillips reflete o tradeoff no curto prazo