Resumo Mankiw
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Resumo Mankiw


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com os ganhos dos governos. O tributo apropria-se uma parte do excedente total, mas que ainda vai figurar nele, pois está nas mãos do governo, e transforma uma parte deste em um peso morto. Esse peso morto representa os negócios que deixaram de ser feitos pela variação do preço, ou seja, é a perda de excedentes totais. Assim, o imposto induz as pessoas a uma mudança de comportamento. Vemos ainda que a elasticidade aumenta a magnitude do peso morto, pois ela reflete a dependência de um dos lados do mercado ao bem. No final, vemos que os custos dos impostos são maiores do que os ganhos do governo, graças ao peso morto.
Há um debate sobre como a tributação sobre o salário distorce os incentivos ao trabalho. Os economistas discordam sobre a magnitude da elasticidade da oferta de trabalho. Caso ela fosse razoavelmente elástica teríamos um grande peso morto, pois as pessoas teriam alternativas, como por exemplo, uma fonte de renda extra, ingressar na economia subterrânea, aposentar-se logo, ficar em casa etc.
	despencar devido ao peso morto crescente
	
A curva de Laffer, que representa a economia do lado da oferta, defende que quanto mais elástico o mercado mais provável de um corte de impostos aumentar a receita tributária. Ele defende que a receita tributária aumentará até uma determinada carga tributária, mas que a partir desse ponto qualquer aumento na carga fará a receita 9. COMÉRCIO INTERNACIONAL
O comércio internacional introduz os conceitos de importação e exportação. O que determina se um país será importador ou exportador de um produto será o seu preço mundial, que se baseia na teoria das Vantagens Comparativas.
Vamos analisar o efeito da adesão ao comércio internacional por uma economia nos excedentes do consumidor, do vendedor e total. Quando um país passa a ser importador de um bem, o preço deste baixará para se igualar ao preço mundial, o que deixará os consumidores em melhor condição com o aumento do seu excedente, e os produtores terão o seu excedente reduzido. Já o excedente total se alargará com os ganhos do comércio. Quando o mesmo país passa a ser exportador do bem aumenta-se o excedente do produtor com o aumento do preço para se igualar ao preço mundial e diminui o do consumidor, e o total também se alargará com os ganhos do comércio.
Portanto, vemos que com o comércio internacional surgem perdedores e vencedores, mas a soma do lucro de uns ultrapassa o prejuízo obtido de outros. Aumenta-se a eficiência da economia mas não necessariamente a sua equidade, já que os perdedores raramente são compensados pelos seus prejuízos.
Pode-se argumentar contra e a favor da abertura ao comércio internacional. Os argumentos são: 1) os trabalhadores locais perderão o emprego \u2013 esses deverão se deslocar para os setores onde o país tem maiores vantagens comparativas; 2) segurança nacional \u2013 ocorrem exageros na importância do setor para a segurança nacional de modo a obter proteção; 3) proteção da indústria nascente \u2013 deve-se analisar se os benefícios ultrapassam os custos de proteção; 4) competição desleal \u2013 os compradores ainda estão ganhando com produtos melhores e mais baratos; 5) a proteção é um instrumento de barganha para que o outro país baixe suas tarifas também \u2013 a ameaça pode não funcionar.
Vejamos como duas políticas semelhantes do governo alteram os excedentes na economia, a saber, a introdução de uma tarifa de importação e o estabelecimento de cotas de importação. O que essas duas políticas têm em comum é que ambas elevam o preço interno do bem, reduzem o excedente do consumidor e aumentam o do produtor e geram um peso morto.
Com a introdução de uma tarifa de importação os produtores internos ficam em melhor condição (aumenta-se a quantidade ofertada interna e diminui-se a quantidade demandada do exterior) e o governo obtém receita, porém gera um superprodução e um subconsumo, ou seja, um peso morto.
As cotas de importação limitam a quantidade de um bem produzido no exterior e vendido internamente. Elas causam um peso morto similar ao imposto, com os detentores de licença e os produtores internos ganhando mais.
10. EXTERNALIDADES
As externalidades são os impactos no bem-estar de uma terceira pessoa. Elas podem ser positivas ou negativas. As primeiras produzem uma quantidade menor do que é socialmente desejado e o segundo tipo produz uma quantidade maior do que é socialmente desejado.
Citamos como exemplos de externalidade positivas o transbordamento de tecnologia (incentivada com a proteção das patentes), a pesquisa de novas tecnologias e a restauração de imóveis antigos. Para incentivar essas externalidades positivas, deve-se proceder ao subsídio no valor igual ao benefício social provocado por elas.
As externalidades negativas podem ser resolvidas de duas maneiras: com soluções privadas ou com políticas públicas, de forma a fazer a empresa internalizar sua externalidadade, ou seja, alterar seus incentivos de modo que ela leve em consideração os efeitos que causam a terceiros.
Nas soluções privadas, o teorema de Coase afirma que se os agentes econômicos puderem negociar sem custo a alocação de recursos eles poderão resolver sozinhos os problemas das externalidades. O direito determinará apenas que deverá pagar no final das contas. Essa teoria se aplica quando as partes não têm dificuldade em chegar a um acordo, mas poderia não funcionar quando houver algum problema de coordenação, como quando o número de partes envolvidas é grande ou quando as partes relutam em chegar a um acordo para forçar a outra parte a ceder condições menos favoráveis a ela quando ela estiver com a lei contra ela.
Nas soluções alcançadas por políticas públicas, temos duas. As políticas de comando e controle, que estabelecem um nível máximo ou regras de emissão da externalidade (por exemplo, nível máximo de emissão de fumaça de uma fábrica). Essas contudo não incentivam a fábrica a reduzir a emissão abaixo do limite, além de não garantir redução uniforme de empresas de naturezas diferentes.
As outras políticas são as de mercado. Uma delas é a introdução do imposto de
Pigou. Ele é melhor para o meio ambiente, pois gera um incentivo para descobrir tecnologias que reduzem a poluição, sendo um tributo por quantidade de poluição emitida. Assim, o imposto determinará a quantidade demandada por poluição. A outra é a introdução de licenças negociáveis para poluição. Ela é melhor do que o imposto quando não se conhece a demanda por poluição, de modo que a quantidade de poluição será fixada pela quantidade de licenças oferecidas, sendo a oferta de licenças perfeitamente inelástica. Assim, a quantidade ofertada de poluição determinará o preço das licenças. Surge assim um mercado de licenças, que poderão ser alocadas entre as empresas que poluem menos e as que poluem mais, de modo a controlar o nível ótimo de emissão de poluição desejado.
1. BENS PÚBLICOS E RECURSOS COMUNS
Para entendermos o conceito dos diferentes tipos de bens cabe desenvolver aqui as propriedades de exclusão, segundo a qual uma pessoa pode ser excluída de usar um bem, e a de rivalidade, segundo a qual a pessoa ao usar o bem impede que outras usufruam dele.
Os bens podem ser divididos em quatro tipos: bens privados (excludentes e rivais), recursos comuns (não-excludentes e não-rivais), monopólios naturais
(excludentes e não-rivais) e bens públicos (não-excludentes e rivais), que quando alguém usa causa uma externalidade negativa, cujas quantidades a serem produzidas devem ser determinadas pelo governo, já que o mercado privado se mostra incapaz de ofertá-los pelo fato de os bens não serem excludentes e assim evita o problema dos caronas.
Alguns bens públicos são a pesquisa de base, que gera conhecimentos gerais, que são disseminados e aproveitados por toda a sociedade e específicos, que são protegidos pelas patentes, tornando-se gerais depois de sua expiração. A defesa nacional é também um bem público, em como a luta contra a pobreza, já que todos querem viver num país sem miséria.
Quando a ausência de propriedade causa uma falha de mercado o governo pode