apostila-de-direito-civil
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do passado. 
29. Adultério: configura motivo para dissolução da sociedade conjugal, mas não impede o cônjuge adúltero ao novo casamento, como faz o código atual. A questão da criminalização é matéria do código penal. 
Art. 1.573 - Podem caracterizar a impossibilidade da comunhão de vida a ocorrência de algum dos seguintes motivos: 
I -adultério; 
30. Emancipação : A emancipação do filho, cuja concessão, atualmente, só pode ser feita pelo pai (art. 9º, § 1º, I), poderá, também ser concedida pela mãe 
31. Pátrio Poder: O conceito de "pátrio poder" dá lugar ao "poder familiar". 
32. Direção da sociedade conjugal compete igualmente a ambos os cônjuges: as divergências serão resolvidas em juízo 
Art. 1.567. A direção da sociedade conjugal será exercida, em colaboração, pelo marido e pela mulher, sempre no interesse do casal e dos filhos. 
"Parágrafo Único - Havendo divergência, qualquer dos cônjuges poderá recorrer ao juiz, que decidirá tendo em consideração aqueles interesses 
33. Guarda dos filhos na separação: não fica necessariamente com a mãe, mas com quem tiver as melhores condições de exercê-la. 
Art. 1.584. Decretada a separação judicial ou o divórcio, sem que haja entre as partes acordo quanto à guarda dos filhos, será ela atribuída a quem revelar melhores condições para exercê-la . 
Parágrafo único - Verificando que os filhos não devem permanecer sob a guarda do pai ou da mãe, o juiz deferirá a sua guarda à pessoa que revele compatibilidade com a natureza da medida, de preferência levando em conta o grau de parentesco e relação de afinidade e afetividade, de acordo com o disposto na lei específica 
34. Igualdade dos filhos adotados: fica estabelecida a igualdade total e absoluta de todos os filhos, inclusive os adotados, chegando o código, a abolir peremptoriamente a expressão filho legítimo. Não se menciona mais a origem da filiação 
Art. 1.596. Os filhos, havidos ou não da relação de casamento, ou por adoção, terão os mesmos direitos e qualificações, proibidas quaisquer designações discriminatórias relativas à filiação 
35. Perda do poder familiar(antigo pátrio poder): perde o pai ou a mãe que castigar imoderadamente o filho. 
Art. 1.638. Perderá por ato judicial o poder familiar o pai ou a mãe que: 
I - castigar imoderadamente o filho; 
II - deixar o filho em abandono; 
III - praticar atos contrários à moral e aos bons costumes; 
36. Alteração do regime de bens do casamento: o regime de bens que era irrevogável, pode vir a ser alterado no curso do casamento, por decisão judicial. 
Art. 1.639. É lícito aos nubentes, antes de celebrado o casamento, estipular, quanto aos seus bens, o que lhes aprouver. 
§ 2º - É admissível alteração do regime de bens, mediante autorização judicial em pedido motivado de ambos os cônjuges, apurada a procedência das razões invocadas e ressalvados os direitos de terceiros 
37. Fiança do cônjuge: nenhum dos cônjuges poderá prestar fiança ou aval sem autorização do outro. 
38. Dívidas do cônjuge: Inclui preceito dizendo que "as dívidas de um dos cônjuges, quando superiores à sua meação, não obrigam ao outro, ou a seus herdeiros" 
39. Alimentos: qualquer dos cônjuges, ou seja, inclusive o marido, poderá pedir alimentos do outro. Além disso, estabelece o projeto que, não só o casamento, mas também a união estável e o concubinato da pessoa que recebe alimentos, faz cessar a obrigação alimentar. Acaba, assim, a história da mulher separada que recebe pensão e tem um companheiro, mas não casa para não perder a pensão. 
Art. 1.694. Podem os parentes , os cônjuges ou conviventes pedir uns aos outros os alimentos de que necessitem para viver de modo compatível com a sua condição social, inclusive para atender às necessidades de sua educação 
Art. 1.708. Com o casamento, a união estável ou o concubinato do credor, cessa o dever de prestar pensão alimentícia. 
Parágrafo único. Com relação ao cônjuge credor cessa, também, o direito a alimentos, se tiver procedimento indigno 
40. Limitação ao parentesco colateral: O Código em vigor menciona o parentesco até o sexto grau (artigo 331, CC.), enquanto o Projeto do Novo Código limita o parentesco na linha colateral ao quarto grau 
Art. 1.592. São parentes em linha colateral ou transversal, até o quarto grau, as pessoas provenientes de um só tronco, sem descenderem uma da outra. 
41. União estável e concubinato: O Projeto contempla a união estável entre homem e mulher, definindo-a como a convivência pública, contínua e duradoura, estabelecida com o objetivo de constituição de família. A expressão "concubinato" serve para designar as "relações não eventuais entre o homem e a mulher impedidos de casar". Entretanto, no caso de duas pessoas já casadas e por isso impedidas de casar, se a convivência for pública, contínua e duradoura e estiverem separados de fato, é união estável e não concubinato 
Art. 1.723. É reconhecida como entidade familiar a união estável entre o homem e a mulher, configurada na convivência pública, contínua e duradoura e estabelecida com o objetivo de constituição de família." 
Parágrafo 1º - A união estável não se constituirá se ocorrerem os impedimentos do art. 1.521; não se aplicando a incidência do inciso VI no caso de a pessoa casada se achar separada de fato. 
Art. 1.727. As relações não eventuais entre o homem e a mulher, impedidos de casar, constituem concubinato 
42. União estável e sucessão: o companheiro participa da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos na constância da união estável. A concubina, aquela que tem uma convivência eventual com o homem, já não terá esse direito 
Art. 1.790. A companheira ou o companheiro participará da sucessão do outro, quanto aos bens adquiridos na vigência da união estável, nas condições seguintes: 
I - se concorrer com filhos comuns, terá direito a uma cota equivalente à que por lei for atribuída ao filho; 
II - se concorrer com descendentes só do autor da herança, tocar-lhe-á a metade do que couber a cada um daqueles; 
III - se concorrer com outros parentes sucessíveis, terá direito a um terço da herança; 
IV - não havendo parentes sucessíveis, terá direito à totalidade da herança 
43. Ordem de vocação hereditária: o cônjuge sobrevivente passa a figurar na ordem de sucessão ,entre os herdeiros necessários, em concorrência com os descendentes e ascendentes do falecido. 
Art. 1.829. A sucessão legítima defere-se na ordem seguinte: 
I - aos descendentes, em concorrência com o cônjuge sobrevivente, salvo se casado este com o falecido no regime da comunhão universal, ou no da separação obrigatória de bens (art. 1.640, parágrafo único); ou se, no regime da comunhão parcial, o autor da herança não houver deixado bens particulares; 
II - aos ascendentes, em concorrência com o cônjuge; 
III - ao cônjuge sobrevivente; 
IV - aos colaterais. 
Art. 1.830. Somente é reconhecido direito sucessório ao cônjuge sobrevivente se, ao tempo da morte do outro, não estavam separados judicialmente, nem separados de fato há mais de dois anos, salvo prova, neste caso, de que essa convivência se tornara impossível sem culpa do sobrevivente. 
Art. 1.832. Em concorrência com os descendentes (art. 1.829, inciso I) caberá ao cônjuge quinhão igual ao dos que sucederem por cabeça, não podendo a sua quota ser inferior à quarta parte da herança, se for ascendente dos herdeiros com que concorrer. 
44. Simplificação do ato de testar: O testamento, o mais formal e solene dos atos da vida civil é simplificado pelo Projeto. Reduz-se o número de testemunhas, hoje cinco, para duas, quando o testamento é público, e três, quando particular. Este último poderá ser datilografado ou digitado e para a sua confirmação, bastará o depoimento de apenas uma testemunha, na falta ou impossibilidade das demais. 
Faz-se previsão do testamento "aeronáutico" e admite-se até o testamento particular escrito pelo testador, mesmo sem testemunhas, desde que venha a ser confirmado em Juízo. 
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