ok Controle teorica 29.09.11 AV2
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DisciplinaControle M. e Físico-químico de Produtos de Origem Animal20 materiais146 seguidores
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Alexandra Woods
Controle M. e físico-químico de P de origem animal
29/09/2011 - Teórica
Vamos continuar a aula passada, onde vimos umidade.
Hoje vamos ver cinzas e determinação de glicídios.
Determinação de cinzas ou resíduo mineral fixo 
São a mesma coisa, são cinzas, ela vai nos dar o teor de matéria inorgânica presentes na minha amostra. 
Vai me dar o % percentual de matéria inorgânica presente na minha amostra.
As cinzas nada mais são do que: resíduos inorgânicos que vão permanecer na minha amostra depois que a minha matéria orgânica for eliminada. As cinzas vão sempre ser compostos por matéria inorgânica.
Quando falo de teor de cinzas, significa que eu queimei toda a minha matéria orgânica e só permaneceu a matéria inorgânica.
As cinzas são compostas em grande quantidade de potássio, sódio, cálcio e magnésio. Em quantidades inferiores são compostos por ferro, cobre, manganês e zinco. E por traços de iodo, flúor e alguns outros elementos. 
Esse trabalho de fazer a composição centesimal utilizando o teor de cinzas, essa parte de teor de cinzas é muito utilizada, principalmente quando se trabalha com geléias e frutas. A partir do teor percentual de cinzas eu sei qual é o percentual de fruta presente na minha geléia, no meu produto. Porque isso: porque as frutas vão possuir uma quantidade elevada dos componentes que estão presentes nas cinzas, então pra chegar no teor de cinzas numa geléia de fruta, significa que a fruta foi adicionada ao meu produto. Podemos ver que de um alimento pro outro a composição centesimal vai modificar um pouco, vão ter alimentos que vão predominar o potássio, outros produtos vão dominar o sódio, então dependendo do meu alimento, a composição das minhas cinzas vai ser modificada. 
O teor de cinzas também é muito utilizado pela industria açucareira. Porque: se o meu açúcar tiver o teor de cinzas muito elevadas, vai dificultar o processo de cristalização do açúcar. Quando há produção do açúcar na industria, o teor de cinzas não pode ser tão elevado senão não consigo passar pela etapa de cristalização do açúcar. Se eu tiver o teor muito alto de cinzas na minha amostra de açúcar, não vai conseguir passar pelo processo de cristalização.
Quando trabalho com geléia de fruta, qualquer produto de fruta, que vem da fruta, para identificar qual o teor percentual de fruta naquele produto, eu utilizo o teor de cinzas, porque: o teor de cinzas é uma maneira indireta de se saber qual foi o percentual de fruta adicionado, porque as frutas são ricas em resíduo mineral inorgânico que são as cinzas. 
Num produto de origem animal, o teor de cinzas pode variar de 0,1 a 15%, vai depender do produto que estou trabalhando.
No açúcar, costuma a ter um teor de cinzas menor, porque eu preciso fazer com que aquele açúcar cristalize. 
Existem outras aplicações também: detecção de areia em ração animal, também é realizado através do teor de cinzas. 
No que se baseia esse método: o método de teor de cinzas é baseado na perda de peso que vai ocorrer quando esse produto for submetido a uma temperatura alta que é a temperatura de 550°C, onde vai haver a destruição da minha matéria orgânica, que é a matéria que eu não quero (a que eu quero é a inorgânica), sem que ocorra perda da matéria inorgânica, que é o que eu quero quantificar. Então vou submeter a minha amostra a uma temperatura elevada de 550°C e como estou submetendo a minha amostra a uma temperatura alta, ela vai perder peso, ela vai desidratar. A partir daí vai ser que eu vou quantificar o teor de resíduo inorgânico. 
Método:
	Esse método vai ser constituído pelo fato de eu colocar a minha amostra a uma temperatura de 550°C e acompanhar essa queima da minha matéria orgânica. 
O que vou precisar para realizar essa análise:
	Vou precisar do forno mufla, que é onde vou atingir essa temperatura de 550°C, vou precisar do cadinho de porcelana, vou precisar do dessecador (equipamento também utilizado no teor de umidade, que vai ser o equipamento onde vou deixar a minha amostra esfriando para que ela não absorva umidade, porque o dessecador tem um sistema que não permite a absorção de umidade pela minha amostra). E vou precisar da balança analítica, que vai ser aquela balança que vai pesar os 4 dígitos, que é muito mais precisa. Alem desses 4 componentes, vou precisar do bico de bulsen.
	Vou utilizar o forno mufla para fazer a incineração da minha amostra, vou utilizar o cadinho de porcelana, o dessecador (que vai ser utilizado para que minha amostra não absorva umidade enquanto estiver esfriando) e vou utilizar também a balança analítica.
Como vou fazer:
Vou pegar o cadinho vazio e vou colocar no forno mufla a 550ºC durante 1 hora, justamente para eliminar tanto o teor de umidade ou qualquer matéria que esteja presente ali para não influenciar na minha analise. Pego um cadinho de porcelana vazio e coloco no forno mufla. Passado essa 1 hora, vou retirar o cadinho desse forno e vou deixar esfriar, só que não posso deixar esfriar esse cadinho em cima da bancada, eu preciso colocar dentro do dessecador, para que não absorva a umidade do ambiente, senão não adiantou nada eu ter colocado o meu cadinho no forno mufla. 
Então coloquei meu cadinho no dessecador durante 30 minutos, passados os 30 minutos, provavelmente o cadinho vai ter atingido a temperatura ambiente, vai estar mais frio, mais fácil de manusear. 
Vou pegar esse cadinho e vou pesar esse cadinho vazio na balança analítica. (tudo químico físico vou fazer na balança analítica). Pesei esse meu cadinho na balança analítica, vou zerar essa balança e vou adicionar aproximadamente 2g da minha amostra. (geralmente uso 2 gramas porque é uma analise que demora muito tempo, se eu colocar 500 gramas vou demorar muito mais tempo pra fazer a amostra, por isso faço com 2g que é uma quantidade pequena de amostra pra facilitar o manuseio no laboratório, não é proibido utilizar uma quantidade maior, mas para ter o resultado mais rápido eu uso 2g). Pesei a minha amostra no cadinho e anotei. Vou pegar esse cadinho com a amostra pra fazer uma pré incineração no bico de bulsen. Nesse momento vou pegar o bico de bulsen, vou ligar, vou pegar o meu cadinho e existe um suporte que vc coloca em cima do bico de bulsen pra segurar o seu material, e vou deixar a minha amostra ali até começar a incinerar, ou seja, ate começar a sair fumaça. Nesse momento que começou a sair fumaça, eu sei que a minha matéria orgânica está sendo destruída. 
Qual o objetivo de fazer a pré incineração no bico de bulsen:
O objetivo é fazer com que ocorra a destruição da maior parte da matéria orgânica presente na minha amostra.
Então eu faço essa pré incineração para já ir eliminando a maior parte da minha matéria orgânica.
Vou manter esse meu cadinho no bico até minha amostra virar uma massa de carvão. Uma vez que virou uma massa de carvão vou desligar o bico, vou pegar o cadinho com uma pinça (porque vai estar quente) e vou colocar num forno mufla a temperatura de 550ºc. Essa colocação do cadinho com a amostra no forno mufla vai ser feito com o objetivo de terminar a destruição da matéria orgânica.
Geralmente essa parte do forno mufla demora pelo menos 6 horas. Então imagina se estivéssemos trabalhando com 0,5kg ou 1kg de alimento, ia demorar muito mais. Por isso que trabalhamos com 2g.
(O bico não vai destruir a matéria orgânica, porque a temperatura que chega no bico não consegue destruir, então uns 15 minutos a 30 minutos geralmente já é suficiente para virar uma massa de carvão, alem disso, o perigo de deixar direto no bico é porque conforme meu produto vai perdendo água, vai desidratando, vai virando cinza, ai pode pegar fogo, e pode incendiar a amostra, por isso não posso deixar muito tempo no bico)
Como eu sei que chegou o momento de retirar a amostra do forno mufla?
Antes, quando coloquei a minha amostra no forno mufla, ela tinha um aspecto de massa de carvão. Eu vou deixar a minha amostra dentro desse forno até o momento que eu obtenha as cinzas brancas. 
O que são as cinzas brancas: quando eu não tiver mais nenhum ponto