SEMANAS COMPLETAS
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DisciplinaDireito Constitucional I76.792 materiais1.778.804 seguidores
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urbana, devidamente aprovado pela Câmara Municipal, deveria ser obrigatoriamente observado pelos municípios com mais de cinco mil habitantes. 	Sob o argumento de que o dispositivo da Constituição estadual seria inconstitucional, determinado prefeito de um município que se enquadrava na hipótese prevista no dispositivo da Constituição estadual, lhe formula consulta sobre a validade daquela norma, tudo sob o argumento de possível afronta à autonomia municipal assegurada pelo artigo 18 da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988.	Encontraria amparo constitucional a tese do prefeito, se observado o disposto no artigo 182, § 1º, da Constituição da República de 1988? O artigo 195 da Constituição do Estado do Amapá realmente afronta a autonomia municipal, que, inclusive, é princípio constitucional sensível, conforme previsão constante no inciso VII, alínea c, do artigo 34 da Constituição da República de 1988?
LEI ORGÂNICA MUNICIPAL
A Lei Orgânica organizará os órgãos da Administração, a relação entre os órgão do executivo e Legislativo, disciplinando a competência legislativa do município, observada as peculiaridades locais, bem como sua competência comum, disposta no art. 23, e sua competência suplementar, disposta no art. 30, II, da CF/88; além de estabelecer as regras do processo legislativo municipal e toda regulamentação orçamentária
DISTRITO FEDERAL
A Constituição assegura ao Distrito Federal a natureza de ente federativo autônomo, em virtude da tríplice capacidade de auto-organização, autogoverno e auto-administração (arts. 1o.; 18; 32; 34, da CF/88), vedando-lhe a possibilidade de subdividir-se em municípios.
O DF também se auto-governará por lei orgânica, e também reger-se-a pelas leis distritais, editadas no exercício de sua competência legiferante.
TERRITÓRIOS
Os Territórios integram a União, e sua criação, transformação em estado ou reintegração ao estado de origem serão reguladas em lei complementar (CF art. 18, par. 2o.)
Os Territórios não são componentes do Estado Federal, pois constituem simples descentralizações administrativas-territoriais da própria União.
FORMAÇÃO DOS ESTADOS
A divisão político-administrativa da República Federativa do Brasil não é imutável (CF art. 18, par. 3o).
A divisão político-administrativa interna poderá ser alterada com a constituição de novos Estados-membros, pois a estrutura territorial interna não é perpétua.
São quatro as hipótese de alterabilidade divisional interna do território brasileiro:
Hipóteses de mutação do território
Incorporação (Fusão): Dois ou mais Estados se unem adotando novo nome. Consiste na reunião de um Estado a outro, perdendo ambos os Estados incorporados sua personalidade, por se integrarem a um novo Estado.
Subdivisão: ocorre quando um Estado dividi-se em vários novos Estados-membros, todos com personalidades diferentes, desaparecendo por completo o Estado-originário. Significa separar um todo em várias partes, formando cada qual uma unidade nova e independente das demais.
Desmembramento: Consiste em separar uma ou mais partes de um Estado-membro, sem que ocorra a perda da identidade do ente federativo primitivo, ou seja, o Estado que sofre a mutação não deixa de existir, mantendo sua personalidade primitiva.
Desmembramento-anexação: A parte desmembrada poderá anexar-se a um outro ente federativo;
Desmembramento-formação: A parte desmembrada poderá constituir novo Estado, ou ainda, formar um Território Federal.
Requisitos essenciais à mutação territorial
Consulta prévia às populações diretamente interessadas, por meio de plebiscito \u2013 vedada a possibilidade de realização posterior de consulta das populações diretamente interessadas, por meio de referendo, mesmo que haja previsão da Constituição Estadual nesse sentido; 
 Oitiva das respectivas Assembléias Legislativas dos Estados interessados (CF. art. 48, VI) \u2013 Função meramente consultiva.
Lei Complementar Federal específica aprovando a incorporação, subdivisão ou o desmembramento.
Lei ordinária federal prevendo os requisitos genéricos exigíveis, bem como a apresentação e publicação dos Estudos de Viabilidade Municipal;
Consulta prévia mediante plebiscito, às populações dos municípios diretamente interessados \u2013 (O art. 5o. Da Lei n. 9.709, de 18/11/1998, regulamentou a hipótese plebiscitária).
NOTA IMPOSTANTE: Proclamado pelo TER o resultado negativo da consulta, a decisão negativa \u2013 preclusa no âmbito da Justiça Eleitoral - ,tem eficácia definitiva e vinculante da Assembléia Legislativa, impedindo a criação do Município projetado, sob pena de inconstitucionalidade por usurpação de competência judiciária. (RTJ. 158/36)
FORMAÇÃO DE MUNICÍPIOS
A EC N. 15/96, trouxe profundas alterações ao texto original do art. 18, da CF/88, alterando os requisitos de observância obrigatória para todos os Estados-membros, para criação, incorporação, fusão e desmembramento de municípios, a saber: Lei complementar federal estabelecendo genericamente o período possível para a criação, incorporação, fusão ou desmembramento 
Exercício
CASO 2 \u2013 Tema: Criação, incorporação, fusão e o desmembramento de Municípios
	Em outubro de 1996, determinado município teve seus limites territoriais redefinidos em decorrência do desmembramento de parte do seu território, que foi incorporada ao território do município limítrofe. A alteração se deu em atenção ao clamor da população do município que sofreu o desmembramento, anseio constatado através de pesquisa de opinião, vários abaixo assinados e declarações de associações comunitárias. Cabe ressaltar que o desmembramento fez-se por lei estadual atendendo aos requisitos previstos em Lei Complementar estadual.	O processo de desmembramento seu deu amparado na redação originária do parágrafo 4º, do artigo 18, da Constituição da República Federativa do Brasil de 1988, uma vez que a Emenda Constitucional nº 15/96, revestiu o mencionado parágrafo de eficácia limitada, dependente de complementação infraconstitucional. A validade do desmembramento foi questionada perante o Supremo Tribunal Federal. Indaga-se:
a) Pesquisas de opinião, abaixo-assinados e declarações de organizações comunitárias, favoráveis à criação, à incorporação ou ao desmembramento de Município, são capazes de suprir os requisitos constitucionais de validação do ato?
b) Como deveria ocorrer a manifestação popular, como forma de democracia participativa, indispensável ao pretendido desmembramento?
c) Como a questão do desmembramento deveria ser enfrentada à luz da eficácia e aplicabilidade da norma contida no § 4º, do artigo 18, da Constituição da República?
VEDAÇÕES CONSTITUCIONAIS DE NATUREZA FEDERATIVA
Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios:
	I - estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público; 
"Imunidade tributária de templos de qualquer culto. Vedação de instituição de impostos sobre o patrimônio, renda e serviços relacionados com as finalidades essenciais das entidades. Artigo 150, VI, b e § 4º, da Constituição. Instituição religiosa. IPTU sobre imóveis de sua propriedade que se encontram alugados. A imunidade prevista no art. 150, VI, b, CF, deve abranger não somente os prédios destinados ao culto, mas, também, o patrimônio, a renda e os serviços 'relacionados com as finalidades essenciais das entidades nelas mencionadas'. O § 4º do dispositivo constitucional serve de vetor interpretativo das alíneas b e c do inciso VI do art. 150 da Constituição Federal. Equiparação entre as hipóteses das alíneas referidas." (RE 325.822, Rel. Min. Gilmar Mendes, DJ 14/05/04)
II - recusar fé aos documentos públicos; e III - criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si. 
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SEMANA 2
COMPETÊNCIAS NA FEDERAÇÃO BRASILEIRA
COMPETÊNCIAS - É a técnica destinada