SEMANAS COMPLETAS
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SEMANAS COMPLETAS


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a proceder à distribuição do poder entre as unidades integrantes da federação.
CLASSIFICAÇÃO DE COMPETÊNCIAS
Exclusiva, Privativa, Comum, Concorrente, Suplementar, Remanescente ou residual
TEORIAS
TEORIA DOS PODERES IMPLICITOS 
	Onde foi atribuído o ônus a uma unidade federativa, deve ser reservado, ainda que implicitamente, o respectivo bônus além de ser cumprida a obrigação firmada em nível constitucional.
TEORIA DA PREDOMINÂNCIA DO INTERESSE
Se o interesse é local, atua o Município;
Se ultrapassa os limites municipais ou está vinculado a toda unidade estadual (Interesse Estadual) outorga-se a competência ao Estado;
Se ultrapassa os limites estaduais ou compreende todo território nacional (Interesse Nacional) demarca-se a união a competência para atuar.
Ex. Federalismo Cooperativo
CASO 1 - Tema: Repartição de competências
Lei Municipal determinou tempo máximo de espera em fila para atendimento em agência bancária. Inconformado, um banco impetrou Mandado de Segurança preventivo contra atos do Prefeito e do Coordenador do Procon do Município, objetivando que suas agências e seus postos de serviços bancários sejam desobrigados do cumprimento das exigências impostas pela Lei Municipal. Em síntese, alega a instituição financeira que o tempo de atendimento ao cliente das agências bancárias, correntista ou não, é também matéria suscetível de ser disciplinada por legislação federal, assim como aquela referente ao horário de funcionamento dos estabelecimentos bancários.	Nos autos da ação constitucional, o Prefeito e o Coordenador do Procon local asseguram inexistir usurpação de competência por parte do município, defendendo a possibilidade de legislação municipal versar sobre o tema, uma vez que não está sendo disciplinado o horário de funcionamento dos bancos, mas sim o tempo máximo de espera em fila, estando a norma dentro da órbita do art. 30, inciso I da Carta da República. Indaga-se:
	Qual o princípio que norteia a repartição de competências dentro de um Estado Federal? Preponderância de interesses
	Com base no princípio apontado, assim como na jurisprudência do STF, estaria correta a tese defensiva do Prefeito e o Coordenador do Procon local ? Está correta, pois não se relaciona com atividade fim. Legisla sobre interesse local e não nacional. 
COMPETÊNCIAS EM ESPÉCIES
COMPETÊNCIAS EXCLUSIVAS
OBS¹: Não há possibilidade de qualquer delegação
	OBS²: Pela natureza da competência arrolada, surge evidente a indelebilidade da atribuição direcionada a união porque todas elas descrevem atividades personalíssimas ao órgão central em um Sistema Federativo
COMPETÊNCIAS PRIVATIVAS
OBS¹: Há possibilidade de delegação
OBS²: REQUISITOS
Delegação expedida através de Lei Complementar
Caráter genérico da Norma de delegação destinando a todos os Estados-Membros
Autorização para legislar apenas sobre questões específicas
Adoção do rito previsto na Lei Delegada
OBS³: Não se estendem aos Municípios pois as teorias não se inserem no rol dos assuntos de interesse local a que se refere o art. 30, I, CF/88
	OBS4: Estende-se ao Distrito Federal \u2013 art. 32, CF/88 
COMPETÊNCIAS COMUNS
OBS¹: Possuem natureza administrativa
	OBS²: Destinam-se a todos os Entes da Federação
	OBS³: Aponta para o Federalismo Cooperativista
COMPETÊNCIAS CONCORRENTES
OBS¹: Caráter meramente Legiferante (legislativo)
OBS²: Não são atribuídas aos Municípios (art. 30, II, CF/88)
NOTAS: Problemas de superposição de Normas, ou Antinomias entre espécie normativa.
COMPETÊNCIA SUPLEMENTAR
Exercitam-na os Estados, o Distrito Federal e os Municípios no âmbito da competência legislativa concorrente.
	Nota: Não há como se confundir a competência suplementar \u2013 exercitada exclusivamente no âmbito da competência concorrente \u2013 com a competência residual atribuída aos Estados-membros pelo §1º do art. 25, da CRFB/88.
	Enquanto a competência residual tem a base constitucional vinculada ao §1º do art. 25 e possui objeto abrangente, a competência suplementar se acha disciplinada no §2º do art. 24 e tem por conteúdo exclusivo a edição de leis pelos Estados e Distrito Federal.
COMPETÊNCIA RESIDUAL OU REMANESCENTE
Como observado há poderes enumerados à União e aos Municípios, concluindo-se logicamente que os Estados apenas podem exercitar a autonomia política no contexto do que remanescer das competências que foram, de modo expresso, entregues ao órgão central e às unidades municipais.
CASO 2 - Tema: Repartição de competências
O Governador de determinado Estado da federação apresentou projeto de lei que tem por escopo limitar em R$ 3.00 (três reais) a cobrança de estacionamentos em shopping, independente do tempo de utilização pelos usuários dos espaços destinados à guarda dos veículos. O projeto converteu-se em lei. 	Indignada com a edição da lei, por achá-la inconstitucional, a Associação dos Administradores de Shopping, afora a medida judicial cabíveis no sentido de assegurar a livre estipulação de valores e cobrança, pela utilização dos espaços destinados à guarda de veículos nestes estabelecimentos comerciais, e o faz alicerçando sua tese na possível usurpação de competência pela lei estadual. Indaga-se:
Quais as matérias objeto da questão?
A quem caberia legislar sobre as matérias apontadas?
Semana 3 - CASO 1 \u2013 Repartição de competências
A Lei 11.387/00, do Estado de Santa Catarina, isenta do pagamento de multas, nas hipóteses que menciona, os motoristas infratores da lei de trânsito. À luz do critério e da técnica empregados pelo legislador constituinte originário para partilhar as competências entre os entes da federação, podemos afirmar que referida a lei estadual se compatibiliza formalmente com a CRFB/88? Correção professor: Competência da União, art. 22, não pode o estado legislar sobre essa matéria. O estado estaria usurpando competência. 
SEMANA 3
Intervenção - Sistema Constitucional das Crises
Introdução
Após a análise das normas que regem o Estado Federal, percebe-se que a regra é a autonomia dos entes federativos (União / Estados / Distrito Federal e municípios), caracterizada pela tríplice capacidade de auto-organização e normatização, auto-governo e auto-administração.
A intervenção consiste em medida excepcional de supressão temporária da autonomia de determinado ente federativo, fundada em hipóteses taxativamente previstas no texto constitucional, e que visa à unidade e preservação da soberania do Estado Federal e das autonomias da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios.
Impossibilidade de Intervenção da União nos Municípios
União não poderá intervir diretamente nos municípios, salvo se existentes dentro de Território Federal (CF, art. 35, caput). Como ressaltado pelo Supremo Tribunal Federal, "os Municípios situados no âmbito territorial dos Estados membros não se expõem à possibilidade constitucional de sofrerem intervenção decretada pela União Federal, eis que, relativamente aos entes municipais, a única pessoa política ativamente legitimada a neles intervir é o Estado-membro".
CASO 2 \u2013 Tema: Intervenção federal
Diante da total falência do sistema de saúde no Município do Rio de Janeiro, o Presidente da República editou Decreto declarando o estado de calamidade pública do setor hospitalar do Sistema Único de Saúde \u2013 SUS, e, dentre outras determinações, autoriza, nos termos do inciso XIII do art. 15 da Lei 8.080/90, a requisição, pelo Ministro da Saúde, dos bens, serviços e servidores afetos a hospitais do Município ou sob sua gestão. Indignado com a medida adotada pelo Governo Federal, o Prefeito do Rio de Janeiro manifestou-se argüindo a inconstitucionalidade da medida, o que faz com escopo na vedação constitucional que inibe a possibilidade de a União intervir no Município. Por outro lado, o Governo Federal aponta possível equívoco na posição do Governo local, sustentando que apenas se aplicou o disposto na Lei 8.080/90: 
"Art. 15. A União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios exercerão, em seu âmbito administrativo, as seguintes atribuições:... XIII - para