OK_Pneumotórax
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e prevenir a 
recorrência. As modalidades de tratamento são: 
\u2022 clínico: observação e oxigenoterapia, 
\u2022 toracocentese com aspiração do ar, 
 
 
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\u2022 drenagem fechada (a forma mais comum é em selo d´água, podendo-se também 
utilizar a válvula unidirecional de Heimlich), 
\u2022 tratamento cirúrgico (toracoscopia ou toracotomia). 
A decisão a ser tomada depende do tamanho, da gravidade dos sintomas, da presença ou não 
de fístula aérea, da presença de co-morbidades. A British Thoracic Society, por exemplo, 
propõe o seguinte fluxograma de orientação do pneumotórax espontâneo primário. 
 
 
 
14 - Qual a conduta no pneumotórax espontâneo primário pequeno? 
Se o paciente estiver estável, como em geral acontece, pode-se optar por conduta 
conservadora. O paciente fica em observação por 3 a 6 horas e, se a radiografia de tórax 
permanecer estável, pode receber alta hospitalar com orientações para observação cuidadosa 
durante 12 a 48 horas. Se houver dúvida em relação a essa observação (paciente mora 
distante do serviço de urgência, mora sozinho ou não tem estrutura social organizada), opta-se 
por internar o paciente. A persistência dos sintomas por mais de 24 horas não muda a conduta, 
mas caso haja aumento do pneumotórax, deve-se proceder à aspiração ou drenagem. 
 
 
 
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15 - Qual a conduta no pneumotórax grande com o paciente estável? 
O paciente deve ser internado e o pneumotórax, drenado com cateter fino (<14 F) ou dreno 
intermediário (16 a 22 F), que devem ser acoplados à válvula de Heimlich ou selo d\u2019água. A 
drenagem deve ser mantida até a expansão completa do pulmão e o fim da fuga aérea. A 
aspiração contínua inicial é opcional, mas deve ser utilizada se não houver expansão imediata. 
Como medida de exceção, o paciente pode ser liberado pra casa com um cateter fino acoplado 
à válvula de Heimlich se houver expansão completa do pulmão após remoção do ar. Neste 
caso ele deve ser reavaliado em dois dias. Esta não é uma conduta habitual em nosso meio. 
 
16 - Qual a conduta no pneumotórax grande com o paciente instável? 
A internação hospitalar é mandatória e a drenagem pode ser realizada com cateter fino (<14 F) 
ou dreno intermediário (16 a 22 F), sendo a aspiração contínua imediata opcional, devendo ser 
utilizada se não houver expansão imediata. Nos pacientes com fístulas ou em pacientes 
intubados, deve ser utilizado dreno 24 a 28 F. Se houve expansão e controle imediato, a 
válvula de Heimlich pode ser utilizada, caso contrário deve-se proceder à drenagem em selo 
d'água. 
 
17 - Como proceder nos casos de fístula aérea persistente no pneumotórax primário? 
Pode-se aguardar até quatro dias na expectativa de fechamento espontâneo da fuga aérea, 
que, quando ocorre, o faz entre em dois e seis dias na maioria dos casos. Após quatro dias 
recomenda-se a intervenção cirúrgica (toracoscopia, preferível na maioria das vezes, ou 
toracotomia) para seu fechamento. Junto com a cirurgia, deve-se fazer a pleurodese para 
prevenir recorrência. A pleurodese como opção inicial, sem cirurgia prévia, só está indicada se 
o paciente não aceitar ou não puder ser submetido ao procedimento cirúrgico. 
 
18 - Após um primeiro episódio de pneumotórax espontâneo primário o paciente deve 
ser submetido a alguma investigação complementar? 
Se houver alguma suspeita clínica de que o pneumotórax possa não ser primário, a 
investigação pertinente deve ser implementada, como a realização de espirometria para 
caracterização de DPOC ou de tomografia computadorizada (TC) para identificação de doença 
intersticial ou mesmo enfisema pulmonar. 
Não há consenso sobre a realização rotineira de TC de tórax na tentativa de se identificar blebs 
após um primeiro episódio de pneumotórax espontâneo primário. Entretanto, pela crescente 
facilidade na realização deste exame e pela possibilidade de maior esclarecimento ao paciente 
sobre sua condição, a TC de tórax pode ser considerada. 
 
19 - Como proceder para se evitar a recorrência no pneumotórax primário? 
A prevenção de recorrência é indicada, em geral, no segundo episódio de pneumotórax. Nos 
casos que cursaram com fuga aérea persistente (mais de quatro dias) e na presença de fatores 
de risco (mergulhos ou viagens aéreas freqüentes) a prevenção é indicada no primeiro 
episódio. As opções para prevenção de recorrência são: 
\u2022 cirurgia: a toracoscopia é o procedimento preferido, embora não haja comprovação 
científica de sua superioridade sobre a toracotomia limitada. As blebs vistas durante a 
cirurgia devem ser removidas por grampeamento (termocoagulação, laser e sutura 
manual são opções aceitáveis). Faz-se ainda a pleurodese cirúrgica por abrasão. As 
tacas de sucesso do tratamento cirúrgico variam de 95% a 100%. 
\u2022 Pleurodese por dreno de tórax: aceitável em pacientes que recusam a cirurgia ou têm 
grande risco para o procedimento. As taxas de sucesso são menores, entre 78% e 
91%. 
 
20 - Quais são as principais causas de pneumotórax espontâneo secundário? 
As principais causas são: 
\u2022 doenças de vias aéreas: DPOC, bronquiectasias, fibrose cística e mal asmático; 
\u2022 doenças infecciosas pulmonares: tuberculose, pneumonia por Pneumocystis carinii, 
pneumonia por estafilococo, pneumonia necrotizante e abscesso pulmonar; 
\u2022 doença pulmonar intersticial: sarcoidose, fibrose pulmonar idiopática, histiocitose X, 
linfangioleiomiomatose e esclerose tuberosa; 
 
 
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\u2022 doenças do tecido conjuntivo: artrite reumatóide, espondilite anquilosante, polimiosite, 
dermatomiosite, esclerodermia e síndrome de Marfan; 
\u2022 neoplasias: sarcoma e câncer de pulmão; 
\u2022 pneumotórax catamenial: endometriose torácica. 
 
21 - Qual a conduta no pneumotórax espontâneo secundário? 
Em função de já existir uma doença pulmonar subjacente, a conduta no pneumotórax 
espontâneo secundário tende a ser mais agressiva. Todos os pacientes devem ser internados 
e a observação é uma conduta de exceção, menos nas formas pequenas e com o paciente 
estável. 
A British Thoracic Society propõe o seguinte fluxograma de orientação do pneumotórax 
espontâneo secundário. 
 
 
Em artigo de revisão, a American College of Chest Physicians faz as seguintes recomendações 
para o tratamento do pneumotórax espontâneo secundário: 
\u2022 Pneumotórax pequeno com paciente estável: internar o paciente e drenar o 
pneumotórax, com dreno de 16-22 F, eventualmente mais finos (<14 F). A conduta 
expectante pode ser excepcionalmente empregada. 
\u2022 Pneumotórax grande com paciente estável: internar o paciente e drenar o pneumotórax 
com dreno de 16-22 F. 
\u2022 Pneumotórax grande com paciente instável: internar o paciente e drenar o 
pneumotórax com dreno de 24-28 F. 
 
22 - Qual a conduta na fístula aérea persistente no pneumotórax espontâneo 
secundário? 
Após cinco dias de observação, em média, deve-se realizar a intervenção cirúrgica associada a 
pleurodese, por toracoscopia (preferível) ou toracotomia axilar. A pleurodese, como tratamento 
exclusivo (por dreno de tórax), deve ser utilizada somente nos casos não cirúrgicos, utilizando-
se preferencialmente o talco. 
 
 
 
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23 - Quais são as causas mais freqüentes de pneumotórax iatrogênico? 
São elas: 
1. punção venosa profunda (subclávia e jugular interna); 
2. aspiração transtorácica; 
3. toracocentese; 
4. biópsia pleural; 
5. ventilação mecânica (barotrauma); 
6. broncoscopia, sobretudo com biópsia transbrônquica. 
 
24 - Qual o tratamento do pneumotórax iatrogênico? 
O pneumotórax iatrogênico tem uma característica que facilita sua condução: habitualmente 
não há recidiva. Nas formas pequenas com o paciente estável, pode-se optar pela observação. 
Os maiores podem ser aspirados (se o paciente estiver estável) ou drenados. No paciente em 
ventilação mecânica, deve-se sempre drenar o pneumotórax com dreno de grosso calibre, pelo 
risco dele se tornar hipertensivo, visto