SARS
7 pág.

SARS


DisciplinaFisioterapia13.127 materiais51.063 seguidores
Pré-visualização3 páginas
e cultura e testes para patógenos virais, principalmente o 
 
 
www.pneumoatual.com.br 
influenza A e B e o vírus sincicial respiratório. O teste com antígenos urinários para Legionella 
e Pneumococo devem ser considerados. Deve-se guardar amostras de sangue, soro e 
secreções respiratórias até que um diagnóstico definitivo seja feito. Além dos testes que 
buscam um diagnóstico etiológico, hemograma completo, pesquisa de enzimas hepáticas, 
creatinina e gasometria arterial poderão ser úteis. 
Amostras de soro devem ser coletadas na fase aguda e de convalescença da doença (> 21 
dias de sintomas) e guardadas para futuras análises. Esta recomendação é válida para os 
casos que preenchem os critérios definidores da doença. 
Cuidados com a coleta dos materiais podem ser obtidos no site www.cdc.gov. 
16 - Existe algum teste diagnóstico que defina a doença? 
Testes ELISA anti-IgG podem ser utilizados como testes diagnósticos. A grande limitação 
destes testes está na demora da soroconversão, o que em média ocorre no 20° dia de doença, 
podendo demorar mais tempo. Isso faz com que sejam limitados durante epidemias com vários 
casos agudos dependendo de definição etiológica. Os testes com PCR, apesar de mais 
sensíveis que as culturas de vírus, ainda não possuem sensibilidade suficiente para um 
diagnóstico precoce. 
De acordo com a rede de laboratórios da OMS e do CDC, os exames diagnósticos e os 
espécimes que podem ser coletados estão descritos na tabela 1. 
Tabela 1. Espécimes e exames diagnósticos pertinentes para SARS 
Tipo de 
amostra 
Método Conservação Tempo de 
coleta 
Provável uso 
Nasofaringe 
Aspirado: 
espécime de 
escolha para 
vírus 
respiratórios 
Frasco estéril 
Tº +4ºC 
A qualquer 
momento da 
doença. De 
preferência no 
início dos 
sintomas 
Naso ou 
orofaringe Swab 
Frasco estéril 
na temperatura 
de + 4ºC 
Em qualquer 
tempo do curso 
da doença. Mais 
útil no início da 
doença. 
Cultura de vírus 
PCR 
Microscopia 
eletrônica 
Traqueal Aspirado 
Lavado 
broncoalveolar 
Líquido pleural Pleural tap 
Meio 
centrifugado: 
células fixadas 
em formalina. 
Fluído em 
frasco estéril 
guardado em 
gelo. Células 
fixadas ou 
congelada. 
Quando 
clinicamente 
apropiado: 
paciente 
intubado com 
doença severa 
ou líquido 
pleural 
presente. 
No início da 
doença ou no 
quadro mais 
avançado 
Culturas padrões. 
Cultura viral. 
PCR 
Microscopia 
eletrônica 
Imunofluorescência 
ou biologia 
molecular 
Urina Coletor 
estéril 
2 a 3 ml 
centrifugados Fase aguda 
Detecão de 
antígeno 
Cultura de vírus 
PCR 
Fezes 
10-50 ml em 
um coletor em 
gelo. 
A qualquer 
tempo. Melhor 
colher em torno 
do 10º dia 
Cultura de vírus 
PCR 
Microscopia 
eletrônica 
Conjuntiva Swab 
Frasco de 
transporte de 
virus em gelo 
Assim que 
possível 
Cultura de vírus 
PCR 
Microscopia 
eletrônica 
 
 
www.pneumoatual.com.br 
Tipo de 
amostra 
Método Conservação Tempo de 
coleta 
Provável uso 
Soro Em gelo ou 
congelado 
Agudo: assim 
que possível (> 
7 dias) 
Convalescente: 
depois de 3-4 
semanas 
Detecção de 
anticorpos 
específicos (IgM, 
IgA e aumento de 
títulos de IgG) 
Sangue Frasco de hemocultura 
Cultura padrão, 
PCR 
Tecido 
(biópsia e 
autópsia 
Pulmão e 
vias aéreas 
superiores 
Frasco de 
transporte com 
meio para vírus 
ou salina. \u201370º 
 
Microscopia 
eletrônica 
Imunofluorescência, 
Biologia molecular 
 . Órgãos 
Fixado em 
formalina ou 
parafina. 
 
Microscopia 
eletrônica 
Adaptado de www.who.int/csr/sars/en 
17 - Quais as alterações anátomo-patológicas na SARS? 
Os casos de biópsias pulmonares evidenciaram dano alveolar difuso. Os casos de necropsia 
mostraram edema alveolar com focos de hemorragia e formação de membrana hialina. Ocorre 
descamação de pneumócitos, com poucas células inflamatórias livres nos alvéolos. Existem 
focos de tecido mixóide fribroblástico e pneumonia em organização com espessamento dos 
septos alveolares. Não são encontradas áreas de necrose, inclusões virais, de fungos ou de 
bactérias. 
18 - Quais os critérios diagnósticos de SARS da OMS? 
Caso suspeito 
Paciente que apresente: 
\u2022 febre > 38ºC e 
\u2022 tosse ou dificuldade respiratória; 
\u2022 contato com caso diagnosticado como SARS ou história de viagem ou residência em 
área de transmissão da SARS num período de 10 dias do início dos sintomas. 
Caso provável 
Um caso suspeito que apresente: 
\u2022 radiografia de tórax com pneumonia ou achados sugestivos de síndrome do 
desconforto respiratório agudo (SDRA) ou 
\u2022 exame laboratorial positivo para vírus da SARS ou 
\u2022 caso suspeito com insuficiência respiratória evoluindo para morte com autópsia 
demonstrando SDRA de causa indeterminada. 
 
19 - Quais os critérios diagnósticos da SARS do CDC? 
Os critérios diagnósticos da SARS do CDC buscam definir e classificar a doença, buscando 
critérios clínicos, epidemiológicos e laboratoriais. 
Critérios clínicos: 
\u2022 No início da doença a presença de dois ou mais dos seguintes sintomas: febre, sibilos, 
câimbras, mialgia, cefaléia, diarréia, odinofagia ou rinorréia. 
\u2022 Sintomas de doença respiratória leve a moderada: temperatura maior que 38ºC e um 
ou mais sintomas respiratórios como tosse, dispnéia, dificuldade respiratória ou 
hipóxia. 
\u2022 Sintomas de doença respiratória grave: os mesmos da doença respiratória leve a 
moderada mais um ou mais dos seguintes: síndrome do desconforto respiratório, 
autópsia com achados consistente com SDRA de causa não definida. 
 
 
 
www.pneumoatual.com.br 
Critérios epidemiológicos: 
\u2022 Possível exposição ao vírus da SARS: viagem a local de casos suspeitos de SARS ou 
casos domésticos documentados de SARS nos últimos 10 dias antes do início dos 
sintomas ou contato com paciente com sintomas respiratórios e que tenha contato com 
áreas de transmissão da doença. 
\u2022 Provável exposição ao vírus da SARS: 10 dias antes do sintomas, contato próximo com 
pessoa com SARS confirmada ou com sintomas respiratórios cuja cadeia de 
transmissão leve a um caso confirmado de SARS. 
Critérios laboratoriais: 
\u2022 Detecção de anticorpos para SARS-CoV por um teste validado pelo CDC ou 
\u2022 Isolamento do vírus SARS-CoV em cultura de células de um espécime clínico ou 
\u2022 Detecção do RNA do vírus SARS-CoV por RT-PCR validado pelo CDC ou com 
confirmação subseqüente em um laboratório de referência. 
Critérios de exclusão: 
\u2022 Um diagnóstico alternativo explica a doença ou 
\u2022 Ausência de anticorpos SARS-CoV em soro de paciente convalescente obtido após 28 
dias do início dos sintomas ou 
\u2022 O caso reportado é baseado em uma exposição a um paciente que não teve critérios 
epidemiológicos ou laboratoriais para confirmação como SARS. 
 
20 - Como é a classificação dos casos de SARS pelo CDC? 
Baseado nos critérios diagnósticos, o CDC classifica os pacientes em: 
SARS RUI \u2013 relatos de pessoas de áreas onde a SARS não é conhecidamente ativa. 
\u2022 SARS RUI-1: casos compatíveis com SARS em grupos provavelmente infectados com 
SARS-CoV se o SARS-CoV é introduzido por uma pessoa sem ligações 
epidemiológicas claras com casos conhecidos ou lugares com casos conhecidos. 
\u2022 SARS RUI \u2013 2: casos que preenchem os critérios clínicos para doença leve a 
moderada e os critérios epidemiológicos de possível exposição. 
\u2022 SARS RUI \u2013 3: casos preenchendo os critérios para doença grave e critérios 
epidemiológicos de possível exposição. 
\u2022 SARS RUI \u2013 4: casos preenchendo os critérios para sintomas iniciais ou doença leve a 
moderada e critérios epidemiológicos para exposição provável. 
SARS CoV 
\u2022 Provável caso de SARS-CoV doença: preenche os critérios para doença respiratória 
severa e critérios epidemiológicos de exposição provável. 
\u2022 Caso confirmado de SARS-CoV: doença clinicamente compatível e confirmada 
laboratorialmente. 
 
21 - Qual o tratamento para pacientes com SARS? 
O CDC recomenda que o paciente suspeito de estar desenvolvendo a síndrome receba o 
mesmo tratamento que seria usado para qualquer