CCJ0009-WL-PA-04-T e P Narrativa Jurídica-Novo-15851
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CCJ0009-WL-PA-04-T e P Narrativa Jurídica-Novo-15851


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textuais nas peças processuais. 
Objetivos 
O aluno deverá ser capaz de: 
- Reconhecer as peças processuais como \u201cgênero textual\u201d distinto; 
- Iden\u19f\ufb01car os \u19fpos textuais narra\u19fvo, descrito, disserta\u19fvo argumenta\u19fvo e injun\u19fvo nas peças processuais; 
- Compreender a interdependência desses \u19fpos textuais e qual a sua contribuição para a competência redacional das peças processuais. 
Estrutura do Conteúdo 
1. Gênero textual 
2. Tipologia textual 
2.1. Texto narrativo 
2.2. Texto descritivo 
2.3. Texto argumentativo 
2.4. Texto injuntivo 
3. Peças processuais e u\u19flização dos diversos \u19fpos textuais 
Aplicação Prática Teórica 
No Direito, é de grande relevância o que se denomina \u19fpologia textual: narração, descrição, dissertação. O que torna essa questão de natureza textual 
importante para o direito é sua u\u19flização na produção de peças processuais como a pe\u19fção inicial, que apresenta diferentes \u19fpos de texto, a um só tempo. Para 
melhor compreender essa a\ufb01rmação, observe o esquema da pe\u19fção inicial e perceba como essa peça pertence a um \u19fpo textual híbrido do discurso jurídico, o 
que exige do pro\ufb01ssional do direito o domínio pleno desse conteúdo. 
  
INSERIR AQUI O ANEXO 1 
  
Questão 1 
Iden\u19f\ufb01que a \u19fpologia textual predominante em cada um dos fragmentos listados e jus\u19f\ufb01que sua resposta com elementos do próprio texto. 
  
Fragmento 1 
O apelado moveu Ação de Execução por Quan\u19fa Certa em face dos ora apelantes, fundando-se na existência de um contrato de locação \ufb01rmado com 
Antônio Claudio (autos em apenso). 
Em tal ação, consta uma planilha de débitos em que se encontram discriminados os valores supostamente devidos pelos apelantes, planilha essa que será 
adiante questionada. 
Existem relevantes pontos que não podem ser deixados à margem da apreciação deste D. Juízo: 
O apelado é possuidor do contrato de locação acima aludido. Tal contrato, que teve à época de sua assinatura os apelantes como garan\u19fdores, foi celebrado 
por prazo determinado, iniciado em 11/01/2007 e findo e 11/01/2008. 
Durante o prazo de vigência do referido contrato, os aluguéis e demais encargos da locação vinham sendo quitados pontualmente pelo locatário, sempre 
sob a vigilância de perto dos \ufb01adores, ora apelantes, que sempre foram diligentes em acompanhar o cumprimento de uma obrigação pela qual respondiam 
solidariamente. 
(Disponível em: h\u1a9p://www.uj.com.br/publicacoes/pecas/1427/APELACAO. 
Acesso em: 10 de dezembro de 2010) 
  
Fragmento 2 
O "rol familiar" constante da Lex Fundamentalis brasileira não é exaus\u19fvo. O legislador se limitou a citar expressamente as hipóteses mais usuais, como a 
família monoparental e a união estável entre homem e mulher. Todavia, a tônica da proteção não se encontra mais no matrimônio, mas sim na família. O afeto 
terminou por ser inserido no âmbito de proteção jurídica. Como a\ufb01rma Zeno Veloso, "num único disposi\u19fvo o cons\u19ftuinte espancou séculos de hipocrisia e 
preconceito". 
Dessa forma, mais uma vez, deve -se dizer que o panorama cons\u19ftucional não deve ser \u19fdo como taxa\u19fvo, mas sim exempli\ufb01ca\u19fvo. Assim, o caput do art. 
226 da Carta Magna brasileira deve ser vislumbrado como cláusula geral de inclusão, devendo-se impedir a exclusão de qualquer en\u19fdade que ateste os 
pressupostos de ostensibilidade, estabilidade e afetividade. 
Para além disso, o Direito das Famílias possui o escopo primordial de proteger toda e qualquer família. As uniões homoafe\u19fvas, para além de não serem 
proibidas no ordenamento brasileiro, estão consagradas dentro do conceito de en\u19fdade familiar, por lei infracons\u19ftucional. 
(Disponível em: h\u1a9p://jus.uol.com.br/revista/texto/17988/a-guarda-compartilhada-e -as -familias-homoafetivas). Acesso em: 10 de dezembro de 2010. 
  
Fragmento 3 
Uma pessoa trafegava com sua moto em alta velocidade por uma avenida, a mais ou menos 100 km/h. Essa avenida fica dentro de um bairro movimentado e 
cheio de sinais. O condutor estava drogado e totalmente alcoolizado, sem qualquer condição de discernir e reagir a eventos que ocorressem na pista. 
(Disponível em: h\u1a9p://forum.jus.uol.com.br/42825/acidente-de -moto -urgente/. 
Acesso em: 10 de dezembro de 2010). 
  
Fragmento 4 
"De acordo com a inicial de acusação, ao amanhecer, o grupo passou pela parada de ônibus onde dormia a ví\u19fma. Deliberaram atear-lhe fogo, para o que 
adquiriram dois litros de combus\u1a1vel em um posto de abastecimento. Retornaram ao local e enquanto Eron e Gutemberg despejavam líquido in\ufb02amável sobre a 
ví\u19fma, os demais atearam fogo, evadindo-se a seguir. 
Três quali\ufb01cadoras foram descritas na denúncia: o mo\u19fvo torpe porque os denunciados teriam agido para se diver\u19fr com a cena de um ser humano em 
chamas, o meio cruel, em virtude de ter sido a morte provocada por fogo e uso de recurso que impossibilitasse a defesa da ví\u19fma, que foi atacada enquanto 
dormia. 
A inicial, que foi recebida por despacho de 28 de abril de 1997, veio acompanhada do inquérito policial instaurado na 1ª Delegacia Policial. Do caderno 
informa\u19fvo constam, de relevantes, o auto de prisão em \ufb02agrante de \ufb02s. 08/22, os bole\u19fns de vida pregressa de \ufb02s. 43 a 45 e o relatório \ufb01nal de \ufb02s. 131/134. 
Posteriormente vieram aos autos o laudo cadavérico de \ufb02s. 146 e seguintes, o laudo de exame de local e de veículo de \ufb02s. 172/185, o exame em substância 
combus\u1a1vel de \ufb02s. 186/191, o termo de res\u19ftuição de \ufb02s. 247 e a con\u19fnuação do laudo cadavérico, que está a \ufb02s. 509. 
O Ministério Público requereu a prisão preven\u19fva dos indiciados. A prisão em \ufb02agrante foi relaxada, não con\ufb01gurada a hipótese de quase \ufb02agrância, por 
não ter havido perseguição, tendo sido os réus localizados em virtude de diligências policiais. [...] 
(Disponível em: h\u1a9p://jus.uol.com.br/revista/texto/16291/o-caso-do -indio -pataxo 
-queimado -em -brasilia. Acesso em: 10 de dezembro de 2010) 
  
Fragmento 5 
O Assédio moral, ou seja, a exposição prolongada e repetitiva do trabalhador a situações humilhantes e vexatórias no trabalho, atenta contra a sua dignidade e 
integridade psíquica ou física. De modo que é indenizável, no plano patrimonial e moral, além de permitir a resolução do contrato ("rescisão indireta"), o afastamento 
por doença de trabalho e, por fim, quando relacionado à demissão ou dispensa do obreiro, a sua reintegração no emprego por nulidade absoluta do ato jurídico. 
(Disponível em: h\u1a9p://jus.uol.com.br/revista/texto/14748/assedio-moral-e -seus - 
efeitos -juridicos. Acesso em: 10 de dezembro de 2010) 
  
Fragmento 6 
Segundo o dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, a palavra "assédio" significa "insistência impertinente, perseguição, sugestão ou pretensão constantes em 
relação a alguém". [...] 
Segundo a médica Margarida Barreto, médica do trabalho e ginecologista, assédio moral no trabalho é "a exposição dos trabalhadores e trabalhadoras a 
situações humilhantes e constrangedoras, repetitivas e prolongadas durante a jornada de trabalho e no exercício de suas funções, sendo mais comuns em relações 
hierárquicas autoritárias e assimétricas, em que predominam condutas negativas, relações desumanas e aéticas de longa duração, de um ou mais chefes dirigida a um 
ou mais subordinado(s), desestabilizando a relação da vítima com o ambiente de trabalho e a organização, forçando-o a desistir do emprego". 
(Disponível em: h\u1a9p://jus.uol.com.br/revista/texto/7767/iden\u19f\ufb01cando-o-assedio - 
moral-no-trabalho. Acesso em: 10 de dezembro de 2010). 
  
Questão 2 
Acesse o site  do STJ e transcreva trecho de um voto em que a narração está a serviço da argumentação e outro em que a descrição está a serviço da narração. 
  
Plano de Aula: 2 - Teoria e Prática da Narrativa Jurídica 
TEORIA E PRÁTICA DA NARRATIVA JURÍDICA
Estácio de Sá Página 2 / 2