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de escarro e/ou BAAR negativo 
Indicar quimioprofilaxia se contato for menor 
que 15 anos e não tiver sido vacinado com 
BCG. 
Rx de tórax com alteração 
PPD reator 
Ausência de escarro e/ou BAAR negativo 
Avaliar a possibilidade de tuberculose 
passada e possibilidade de ser residual. 
Considerar a possibilidade de doença e o 
início de quimioterapia. 
Buscar o esclarecimento diagnóstico. 
Rx de tórax com alteração 
PPD não reator 
Ausência de escarro e/ou BAAR negativo 
Buscar esclarecimento diagnóstico 
Rx de tórax com alteração 
PPD reator ou não reator 
BAAR positivo 
Quimioterapia 
* Risco de TB: trabalhador de saúde, albergados, asilados. 
 
39 - Quais são as indicações de quimioprofilaxia para tuberculose? 
A quimioprofilaxia da tuberculose é uma medida terapêutica que consiste no uso de 
medicamentos para a prevenção da infecção pelo M tuberculosis ou para evitar o 
desenvolvimento da doença naqueles já infectados. 
O manual de normas para o controle da tuberculose, publicado em 2002 pelo Ministério da 
Saúde, define as indicações para a quimioprofilaxia para a tuberculose. São elas: 
\u2022 Comunicantes intradomiciliares de bacilíferos, menores de 15 anos, não vacinados 
com BCG e reatores ao PPD (> 10mm), sem alterações clínicas ou radiográficas de 
tuberculose (pois nessas situações seriam tratados); 
\u2022 Crianças vacinadas com BCG, mas com resposta à tuberculina igual ou superior a 15 
mm. 
\u2022 Recém-nascidos com contato intradomiciliar com bacilíferos. Nesse caso recomenda-
se a quimioprofilaxia por 3 meses, seguida da realização do PPD. Se a criança for 
reatora, completa-se 6 meses de quimioprofilaxia, caso contrário ela é suspensa e 
vacina-se com BCG; 
\u2022 Indivíduos com viragem tuberculínica recente (até doze meses), isto é, que tiveram um 
aumento na resposta tuberculínica de, no mínimo, 10 mm. 
\u2022 Em populações indígenas, no Brasil, recomenda-se que todo contato de tuberculose 
bacilífero, reator forte ao PPD, independente da idade e do estado vacinal, após 
avaliação clínica e afastada a possibilidade de tuberculose doença através de 
baciloscopia e radiografia de tórax, deve receber terapia preventiva. 
\u2022 Imunossuprimidos (por drogas ou doenças) com contágio intra-domiciliar com 
bacilíferos, sob decisão médica individualizada. 
\u2022 Reatores fortes à tuberculina, sem sinais de tuberculose ativa, mas com condições 
clínicas associadas a alto risco de desenvolvê-la, como: 
o Alcoolismo; 
o Diabetes insulino-dependente; 
o Silicose; 
o Nefropatias graves; 
o Sarcoidose; 
o Linfomas; 
o Pacientes com uso prolongado de corticoesteróides em dose de 
imunodepressão; 
o Pacientes submetidos à quimioterapia antineoplásica; 
o Pacientes submetidos a tratamento com imunodepressores; 
 
 
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o Portadores de imagens radiográficas compatíveis com tuberculose inativa sem 
história de quimioterapia prévia. 
 
40 - Quais são as indicações de quimioprofilaxia para tuberculose no paciente HIV? 
A quinioprofilaxia da tuberculose no paciente infectado pelo HIV é capaz de reduzir em cerca 
de 60% a incidência da doença nessa população. 
Ela é indicada em pacientes sem sinais ou sintomas que sugiram a tuberculose, baseados no 
PPD (realizado na primeira consulta e anualmente nos indivíduos não reatores) e na radiografia 
de tórax. 
\u2022 Radiografia de tórax normal: PPD maior ou igual a 5mm e/ou contatos no domicílio de 
tuberculose bacilífera e/ou PPD não reator (0-4 mm) com história de ser reator no 
passado sem tratamento ou profilaxia. 
\u2022 Radiografia de tórax anormal: cicatriz radiológica de tuberculose sem tratamento 
anterior, afastando tuberculose ativa. Independe o resultado do PPD. 
\u2022 Pacientes com PPD > 10 mm, investigar cuidadosamente tuberculose ativa antes de 
sugerir quimioprofilaxia. Nos pacientes não reatores em uso de antiretrovirais, 
recomenda-se repetir o PPD a cada 6 meses por possível restauração da imunidade. 
 
41 - Como se faz a quimioprofilaxia para tuberculose? 
A quimioprofilaxia contra a tuberculose é feita com isoniazida, na dose de 10mg/kg (dose 
máxima de 300 a 400 mg/dia), em uma única tomada pela manhã, durante 6 meses. Havendo 
intolerância à izoniazida, pode-se usar a rifampicina, na dose de10mg/kg/dia (dose máxima de 
600mg), em uma única tomada pela manhã, durante 3 meses. 
 
42 - O que é BCG e qual o seu mecanismo de ação e sua eficácia? 
O BCG é vacina disponível contra a tuberculose. O nome BCG é derivado de "Bacilo de 
Calmette e Guérin", os pesquisadores que desenvolveram essa vacina a partir do M. bovis 
atenuado. A vacina é aplicada pela via intradérmica, na projeção do músculo deltóide no braço 
direito, fazendo parte do calendário oficial de vacinação. Atualmente tem sido aplicada nos 
recém-nascidos, ainda na maternidade, ou nos postos de saúde junto com as demais vacinas 
obrigatórias. 
O bacilo atenuado inoculado tem replicação muito lenta e causa uma infecção local, às vezes 
com uma linfadenite satélite em região axilar. Essa infecção localizada é capaz de estimular 
uma resposta imunológica celular no indivíduo, que o protegerá em futuras exposições ao 
bacilo de uma disseminação maciça do mesmo. 
O BCG tem como sua maior eficácia a proteção de crianças e adultos jovens contra as formas 
graves de tuberculose primária como a forma miliar e a meníngea, com eficácia entre 75 e 
85%. Essa propriedade faz do BCG uma importante arma nos programas de prevenção da 
tuberculose em países com alta prevalência da doença, onde há um risco alto e constante de 
infecção pelo bacilo desde a infância, como ocorre no Brasil. 
Já em relação à tuberculose pulmonar em adultos, a capacidade do BCG em reduzir sua 
incidência é bastante discutível. Diferentes estudos mostram resultados que vão desde taxas 
de eficácia de 40 a 80%, até aumentos na incidência de tuberculose pulmonar entre pacientes 
vacinados em relação aos não vacinados (trabalho isolado, sem justificativa aparente para tal 
resultado). 
 
43 - Quais são as indicações e contra-indicações do BCG? 
As indicações para vacinação com o BCG (II Consenso Brasileiro de Tuberculose 2004) são: 
\u2022 Todos os recém-nascidos, com pelo menos 2 Kg de peso e sem intercorrências 
clínicas, preferencialmente na maternidade. 
\u2022 Recém-nascidos filhos de mães soropositivas ou com AIDS. 
\u2022 Crianças soropositivas para o HIV ou filhos de mães com AIDS, desde que sejam não 
reatores para o PPD e assintomáticos para a síndrome. 
\u2022 Contatos com doentes com hanseníase, de acordo com as normas estabelecidas pelo 
programa de controle da hanseníase do Ministério da Saúde. 
As contra-indicações á vacinação com o BCG são: 
Relativas ou temporárias: 
\u2022 Recém-nascido com peso inferior a 2 Kg (vacinação é adiada até se atingir esse peso). 
 
 
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\u2022 Dermatoses generalizadas ou no local de aplicação da vacina. 
\u2022 Uso de medicamentos ou substancias imunossupressoras. 
Absolutas: 
\u2022 Adultos infectados pelo HIV e crianças sintomáticas para a infecção. 
\u2022 Imunodeficiências congênitas. 
Em relação à revacinação, o último consenso nacional somente indica tal conduta para os 
lactentes que foram vacinados ao nascer e não apresentam cicatriz vacinal após seis meses de 
idade. 
 
44 - Quais são as reações adversas que podem ocorrer com a aplicação do BCG? 
O BCG provoca uma reação cutânea local, de evolução benigna e que não requer tratamento. 
Na segunda semana após a vacinação, há a formação de um endurado de 3 a 9mm, seguida 
da formação de uma crosta, entre a quinta e a oitava semana. A queda da crosta gera uma 
úlcera pequena, que cicatriza entre a oitava e a décima terceira semana. Essa evolução pode 
acompanhar-se de adenomegalia axilar não supurada, discreta, que também não requer 
tratamento. 
Mais raramente pode haver a formação de abscesso local, úlceras maiores, gânglios flutuantes 
e com fistulização. Na maioria das vezes essas complicações decorrem da aplicação errônea 
da técnica, ou com injeção subcutânea