Vantilação Mecânica_520674
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Vantilação Mecânica_520674


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inspiração, como podem ser classificados os 
ciclos ventilatórios? 
Com base na ciclagem e no controle da inspiração, os principais tipos de ciclo ventilatório são: 
Volume-controlado 
Uma vez disparado o ciclo (controlado ou assistido), o ventilador fornece um fluxo previamente 
escolhido, até que se alcance um volume corrente, também pré-determinado, que é o fator de 
ciclagem. 
Pressão-controlada 
Uma vez disparado o ciclo (controlado ou assistido), o ventilador fornece um fluxo para que se 
alcance uma pressão de vias aéreas pré-estabelecida. Esta pressão é mantida durante toda a 
inspiração, cuja duração é determinada em segundos pelo operador (ciclada a tempo). 
 
 
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Pressão de suporte 
Uma vez disparado o ciclo (sempre pelo paciente), o ventilador fornece um fluxo para que se 
alcance uma pressão de vias aéreas pré-estabelecida (a pressão de suporte). Esta pressão é 
mantida durante toda a inspiração em função de um padrão de fluxo desacelerado. Quando o 
fluxo cai a um determinado ponto de corte (habitualmente 25% do seu pico), há ciclagem do 
ventilador (ciclagem por fluxo). 
10 - Como são classificadas as modalidades ventilatórias? 
As modalidades ventilatórias são classificadas conforme os tipos de ciclos que elas permitem 
ocorrer. Assim temos: 
\u2022 Ventilação mecânica controlada: todos os ciclos são controlados 
\u2022 Ventilação mecânica assisto-controlada: permite ciclos controlados ou assistidos. 
\u2022 Ventilação mandatória intermitente sincronizada: permite ciclos controlados, assistidos 
ou espontâneos. 
11 - Quais são as características da ventilação mecânica controlada? 
Na ventilação mecânica controlada todos os ciclos são disparados pelo ventilador, em função 
da freqüência ajustada pelo operador. Não há ajuste de sensibilidade e assim o ventilador não 
responde aos estímulos do paciente. A impossibilidade do paciente de disparar o ciclo 
inspiratório torna esta modalidade muito desconfortável e, portanto, praticamente não utilizada, 
exceto quando o paciente não tem comando respiratório (\u201cdrive\u201d) ou este se encontra abolido 
por sedação e bloqueio neuromuscular. Mesmo nestes casos pode-se utilizar a modalidade 
assisto-controlada ajustando a freqüência respiratória no nível desejado, como veremos a 
seguir. A figura 1 ilustra a ventilação controlada. 
»» Figura 1 
 
 
 
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Figura 1. Curvas de volume, fluxo e pressão ao longo do tempo, durante a ventilação 
controlada. Observa-se que os ciclos se repetem em intervalos de tempo regulares, os quais 
são determinados pela freqüência respiratória ajustada. No gráfico de pressão ao longo do 
tempo, não há deflexão da pressão antes dos ciclos, mostrando que eles não são disparados 
pelo paciente, mas pelo ventilador. 
12 - Quais são as características da ventilação mecânica assisto-controlada? 
Como o próprio nome diz, ela associa ciclos assistidos com controlados. Os ciclos controlados 
são iniciados pelo ventilador, sendo a periodicidade determinada pela freqüência respiratória 
ajustada (ex: em uma freqüência de 10, 6 segundos após o último disparo o respirador oferta 
um ciclo controlado). Os ciclos assistidos são deflagrados pelo paciente, quando ele exerce um 
esforço maior do que a sensibilidade ajustada (vide pergunta sobre sensibilidade). Assim, se o 
paciente executar esforços em intervalos inferiores ao estabelecido para que ocorra um ciclo 
controlado, todos os ciclos serão assistidos; por outro lado, se ele não disparar o aparelho após 
o intervalo estabelecido pela freqüência respiratória, o mesmo oferta um ciclo controlado. A 
figura 2 ilustra a ventilação assisto-controlada. 
Com a possibilidade da ventilação assisto-controlada, na prática, a modalidade controlada foi 
abandonada. Quando se tem dúvida sobre a possibilidade do paciente disparar o aparelho, 
basta manter uma freqüência respiratória maior, sem a necessidade de utilizar o modo 
estritamente controlado. 
»» Figura 2 
 
Figura 2. Curvas de volume, fluxo e pressão ao longo do tempo, durante a ventilação assisto-
controlada. No gráfico de pressão ao longo do tempo, antes de cada ciclo, observa-se uma 
deflexão da pressão, que corresponde ao esforço do paciente, o qual, ao ser maior que a 
sensibilidade ajustada, dispara o ventilador. 
13 - Quais são as características da ventilação mandatória intermitente sincronizada 
(SIMV, do inglês \u201csynchronized intermittent mandatory ventilation\u201d)? 
 
 
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A SIMV é uma modalidade ventilatória que permite a combinação de ciclos assistidos ou 
controlados com ciclos espontâneos. Ao se ajustar a freqüência respiratória na SIMV, 
estabelecem-se janelas de tempo dentro das quais o primeiro ciclo será assistido ou controlado 
e todos os demais serão espontâneos. Por exemplo, em um paciente ventilado em SIMV com 
freqüência de 6 respirações por minuto, estabelecem-se janelas de 10 segundos. O primeiro 
esforço do paciente identificado dentro desta janela dispara um ciclo assistido, nos demais ele 
respira espontaneamente, em geral assistido por uma pressão de suporte. Se, no entanto, ao 
final dos 10 segundos da janela de tempo, não houver disparo pelo paciente, o respirador 
fornece um ciclo controlado. A figura 3 ilustra a SIMV. 
»» Figura 3 
 
Figura 3. Curvas de volume, fluxo e pressão ao longo do tempo, durante a SIMV. Os ciclos 
estão numerados em vermelho nas curvas pressão x tempo. Quando se ajusta a freqüência 
respiratória, estabelcem-se \u201cjanelas de tempo\u201d, neste exemplo de 20 segundos, pois a 
freqüência do SIMV foi ajustada em 3. O primeiro esforço do paciente dentro da janela 
determina um ciclo assistido (ciclo 1), todos os demais serão espontâneos (ciclos 2, 3). Se o 
paciente não gerar esforço inspiratório dentro da janela de tempo, ao seu final o aparelho 
fornece um ciclo controlado (ciclo 4). 
14 - O que é a ventilação mecânica volume-controlada? 
A ventilação volume-controlada (VVC) é modalidade ventilatória caracterizada pelo 
fornecimento de um fluxo inspiratório, que é definido pelo operador, durante um determinado 
tempo, suficiente para ofertar um volume corrente também estabelecido pelo operador (figura 
4). Ou seja, uma vez disparado o ciclo (controlado ou assistido), o ventilador fornece um fluxo 
previamente escolhido, até que se alcance um volume corrente, também pré-determinado, que 
é o fator de ciclagem. 
Como foi dito, a VVC pode ser ajustada em ciclos controlados (disparados pelo ventilador) ou 
assistidos (disparados pelo paciente). 
 
 
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»» Figura 4 
 
Figura 4. Curvas de volume, fluxo e pressão ao longo do tempo, durante a ventilação volume-
controlada. O fluxo é sempre o mesmo (ajustado pelo operador), neste caso em onda 
quadrada, ou seja, apresenta o mesmo valor em toda sua duração. O volume corrente também 
é constante, pois é o parâmetro de ciclagem: toda vez que é alcançado o volume ajustado, o 
fluxo é interrompido. A pressão nas vias aéreas é o resultado da interação entre esses ajustes 
e a mecânica do sistema respiratório. 
15 - Na ventilação volume-controlada (VVC), quais são os parâmetros ajustados pelo 
operador e quais são os decorrentes destes ajustes? 
Em toda modalidade ventilatória, alguns parâmetros são ajustados pelo operador e então 
fornecidos pelo aparelho, enquanto outros são dependentes da interação desses ajustes com 
as características do paciente. A tabela 1 mostra o comportamento desses parâmetros na VVC. 
»» Tabela 1 
Tabela 1. Ventilação volume-controlada \u2013 parâmetros ajustados e parâmetros 
secundários 
Parâmetros ajustados Parâmetros secundários 
aos ajustes 
\u2022 Fração inspirada de oxigênio (FIO2) 
\u2022 Freqüência respiratória mínima 
\u2022 Sensibilidade 
\u2022 Volume corrente 
\u2022 Fluxo inspiratório 
\u2022 PEEP 
\u2022 Pausa inspiratória 
\u2022 Freqüência 
respiratória total 
\u2022 Tempo expiratório 
\u2022 Relação 
inspiração-
expiração 
\u2022 Pressão de pico 
\u2022 Pressão de platô 
Obs. O tempo inspiratório depende exclusivamente do 
volume