Direito Administrativo (15)
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Direito Administrativo (15)


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esse critério, há dois tipos: os atos vinculados e os atos discricionários. 
Atos vinculados: costuma-se dizer que neles a lei predetermina a decisão a ser tomada no caso concreto, 
sendo que o agente administrativo apenas aplica a norma, numa atividade meramente mecânica. Ex.: a 
emissão de uma certidão, o lançamento de um tributo são atos vinculados
Atos discricionários: aqui a lei deixa ao agente uma margem de escolha, para que ele adote a solução mais 
adequada ao interesse público. Isso porque o legislador, ao editar a lei, não tem o poder de prever todas as 
situações possíveis e editar todas as normas apropriadas aos casos concretos. Por exemplo: a decisão a ser 
tomada pelo Prefeito, entre construir um hospital ou uma creche no bairro. 
Essa margem de escolha costuma ser denominada de mérito do ato, e que compreende as razões de 
conveniência e oportunidade que embasam a decisão adotada. Somente os atos discricionários, portanto, 
possuem mérito, nesse sentido de que falamos. 
Extinção do ato administrativo.
Com a extinção, cessam os do ato administrativo e ele deixa de existir no mundo jurídico. 
Pode-se dizer que esta extinção tanto pode ser "natural" como provocada. 
São "causas naturais" de morte do ato jurídico: 
Hipóteses de extinção natural do ato administrativo 
a) Cumprimento de seus efeitos, compreendendo:
a.1) Esgotamento do prazo;
a.2) Execução material do ato;
a.3) Implemento de condição resolutiva ou termo final.
b) Desaparecimento do sujeito da relação jurídica. 
c) Desaparecimento do objeto da relação jurídica.
O ato administrativo também pode se extinto pela edição de outro ato administrativo que o desfaça, como se
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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pode ver abaixo:
Hipóteses de extinção provocada por meio de outro ato jurídico:
a) Por ato jurídico de particular, em que temos:
a.1) A renúncia;
a.2) A recusa.
b) Por outro ato jurídico da Administração. São espécies:
b.1) A invalidação;
b.2) A revogação;
b.3) A cassação;
c) A caducidade.(advento de nova legislação, contrária ao ato)
d) Por ato judicial (invalidação judicial)
Interessa-nos especialmente os casos em que a extinção é provocada pela Administração, por se tratar de 
atos administrativos que incidem sobre outros atos administrativos, retirando-os do mundo jurídico. 
Esses atos são exercidos com base no poder de autotutela da Administração, que já estudamos na aula 
relacionada aos princípios. 
A invalidação
Para CELSO ANTONIO BANDEIRA DE MELLO, a invalidação também chamada anulação "é a supressão, 
com efeito retroativo, de um ato administrativo ou da relação jurídica dele nascida, por haverem sido 
produzidos em desconformidade com a ordem jurídica".
Ao invalidar, isto é, ao anular seus atos, a Administração Pública exerce um dever de reparar, consertar a 
ordem jurídica violada. Em razão do dever de zelar pela legalidade, a invalidação dos atos pela 
Administração pode e deve ser realizada ex officio, isto é, sem a necessidade de provocação, por iniciativa 
da própria Administração. 
Porém, quando a invalidação puder prejudicar direitos de terceiros, é necessário que ao administrado seja 
permitida a defesa de seus interesses, respeitando-se as garantias constitucionais do devido processo legal, 
da ampla defesa e do contraditório vide art. 5º, incisos LIV e LV da CF/88. 
Porém, nem todo vício do ato administrativo leva à invalidação, pois pode haver a possibilidade de 
convalidação do ato, que adiante estudaremos.
A revogação
A revogação é o desfazimento do ato administrativo, com a finalidade de realizar uma nova escolha, mais 
adequada ao interesse público, substituindo o ato por outro mais apropriado ou simplesmente fazendo 
cessar os seus efeitos em definitivo.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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Portanto, que o ato de revogação é um ato discricionário, isto é, baseado numa escolha do administrador, 
que decidirá sobre a conveniência e a oportunidade de manter aquele ato anterior ou revogá-lo. 
Justamente por se tratar de uma atividade discricionária, apenas a Administração pode revogar os seus atos, 
não sendo permitido ao Poder Judiciário desfazê-los dessa forma. Ao Poder Judiciário cabe, quando 
provocado, invalidar o ato que apresente vício. Revogar é prerrogativa da própria Administração.
No tocante aos efeitos que produz, a revogação também é diferente da invalidação, pois, o ato revocatório 
somente pode cessar os efeitos do ato revogado no momento atual ou posterior à sua edição. Ou seja, os 
seus efeitos operam ex nunc (isto é, não retroativos). E é lógico que seja assim, pois o ato que foi revogado 
era plenamente lícito, válido, não havendo motivo para negar os efeitos que ele já produziu.
Vamos agora observar o seguinte esquema, que compara invalidação e revogação, de maneira a gravarmos 
bem suas diferenças:
A cassação
A cassação é diferente tanto da invalidação quanto da revogação, pois ela é causada por uma atitude do 
próprio administrado. Ela é uma sanção aplicada ao administrado, beneficiado por um ato administrativo, 
em razão do descumprimento de deveres jurídicos a ele impostos como condição para o gozo desses 
benefícios. Ex.: a cassação da habilitação para dirigir, em razão do excesso de infrações cometidas pelo 
condutor.
Com relação à cassação, não se pode classificá-la como ato vinculado ou discricionário, visto que isso 
dependerá do que a lei dispõe a respeito, podendo estabelecê-la como um dever ou uma escolha do agente 
administrativo.
E a cassação retroage? Isso também depende do que a lei estabelecer. Mas, como regra geral, devem 
permanecer os efeitos ocorridos até o momento em que ocorreu a violação do dever pelo administrado, pois 
somente nesse momento ocorreu a violação daquela condição imposta a ele para gozar dos efeitos 
benéficos do ato administrativo.
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violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
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INVALIDAÇÃO REVOGAÇÃO
Causa: vício do ato Causa: realização de nova escolha, mais
adequada ao interesse público
É ato vinculado: há dever de invalidar É ato discricionário: há escolha em revogar
O Judiciário pode invalidar O Judiciário não pode revogar
Opera efeitos retroativos (ex tunc) Opera efeitos não retroativos (ex nunc)
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Convalidação do ato administrativo
Como já vimos, quando está diante de um vício em um ato seu, a Administração se vê diante de duas 
possibilidades: ou invalida, anula o ato, porque isso é necessário; ou, convalida o ato, se isso for possível. A 
convalidação, portanto, é um ato que corrige os vícios do ato anterior, atuando de forma retroativa. 
Porém, para que possa ocorrer a invalidação, é necessário que o vício do ato a ser convalidado seja sanável, 
isto é, de possível correção.
Consideram-se sanáveis, em tese, os vícios relativos ao elementos sujeito (competência) e forma. Porém 
somente a análise do caso concreto é que permitirá