200_METEOROLOGIA_E_CLIMATOLOGIA_VD2_Mar_2006
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METEOROLOGIA E CLIMATOLOGIA
Mário Adelmo Varejão-Silva
Versão digital 2 \u2013 Recife, 2006
186
19µ (Rosemberg, 1974). Há outros constituintes do ar que absorvem radiação solar mas o fa-
zem em quantidades praticamente sem importância.
A ação conjunta do ozônio, do gás carbônico e do vapor d'água praticamente cobre toda
a região espectral do infravermelho, exceto uma estreita faixa compreendida entre 8 e 11,5 µ,
chamada "janela atmosférica", onde praticamente não há absorção alguma. Radiações situa-
das nesse intervalo de comprimentos de onda atravessam livremente a atmosfera.
COMPRIMENTO DE ONDA
ca
l 
cm
 -
2 
 m
in
 -
1
 -
1
 µ
CORPO NEGRO 6000 oK
TOPO DA ATMOSFERA
NÍVEL DO MAR
3
2
1
0
0,2 0,4 0,6 1 2 3 µ
Fig. V.7 - Distribuição espectral da radiação solar no "topo da atmosfera" e ao nível médio
do mar, comparadas com a da emissão do corpo negro a 6000 K (corrigida para
compensar a distância média Terra-Sol).
9. Irradiância na ausência da atmosfera.
De um modo geral não se está apenas interessado em saber a irradiância normal à di-
reção da propagação da energia solar. Em muitas aplicações deseja-se conhecer a irradiância
em relação a uma superfície plana e horizontal (tangente à superfície do globo), ou com uma
inclinação qualquer. Serão abordados ambos os casos, porém sem levar em conta os efeitos
decorrentes da presença da atmosfera.
9.1 - Superfície horizontal.
A energia solar que atinge a uma superfície plana e horizontal, localizada fora da influ-
ência da atmosfera, depende da latitude (\u3c6), bem como da declinação (\u3b4) e do ângulo zenital