Direito Administrativo (16)
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não. O TRF Sul, ao dizer que são benefícios anteriores ao regime da Lei 8.213/91, 
decreta, mesmo que de forma indireta que a Constituição não tinha sua carga de eficácia plena; já o TRF da 
3ª Região, não fixou o termo nos benefícios precedentes ao regime constitucional.
Para que possamos entender, indispensável se faz traduzir a redação original da Constituição Cidadã de 
1988, matéria esta sufragada nos arts. 201 e 202:
"Art. 201. Os planos de previdência social, mediante contribuição, atenderão, nos termos da lei, a:
...
§ 3º. Todos os salários de contribuição considerados no cálculo de benefício serão corrigidos 
monetariamente.
Art. 202. É assegurada aposentadoria, nos termos da lei, calculando-se o benefício sobre a média dos trinta 
e seis últimos salários de contribuição, corrigidos monetariamente mês a mês, e comprovada a regularidade 
dos reajustes dos salários de contribuição de modo a preservar seus valores reais e obedecidas as seguintes 
condições:" 
Com a redação constitucional, o critério não era mais o de correção de só 24 meses mas de todos os 
salários-de-contribuição que compunham o cálculo da aposentadoria, negada sua eficácia plena, logo a 
seguir pelo Supremo Tribunal Federal.
Mas é importante que demarquemos este universo para que tenhamos a exata compreensão do quanto é 
complexo o debate sobre o salário-de-benefício. 
Logo após a edição da Lei 8.213/91, garantindo o exato preceito da Constituição Federal, modificaram-se 
critérios e índices, ao ponto de alterar a base de cálculo dos benefícios em geral.
O art° 29 da Lei nº 8.213 foi modificado pela Lei n° 9.876 de 26 de novembro de 99, estabelecendo duas 
modalidades de salário-de-benefício.
Uma para os benefícios de que tratam as alíneas "b" e "c" do art°18, quais são esses benefícios a alínea "b", 
aposentadoria por idade; alínea "c", aposentadoria por tempo de contribuição. 
Para esses benefícios, o salário-de-benefício é a média aritmética simples dos maiores salários-de-
contribuição correspondentes a 80% (oitenta por cento) de todo o período contributivo multiplicado pelo 
fator previdenciário. Ou seja, tomaremos, não mais os últimos 36 meses anteriores ao requerimento do 
benefício para fazer a média e encontrar o salário-de-benefício, mas sim, todo o universo de salários do 
segurado.
A legislação fala em todo o período contributivo, mas há um balisador neste universo, eis que o limite de 
retroação dos salários-de-contribuição é fixado em Julho de 1994, supostamente pelo período de 
estabilização econômica.
Neste sentido, o cálculo do salário-de-beneficio, a contar da Lei nº 9.876/99 será tomando o universo de 
julho de 1.994 até a data do requerimento do benefício. Este é o período de apuração do salário-de-
benefício. 
Como há determinação de que se utilize o máximo de 80% dos salários desse período, é indispensável que, 
antes de excluí-los, incida a correção e seja verificado em cada um sua atualização. Após isso, serão 
somados os respectivos salários-de-contribuição e dividido pelo número de meses considerados. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Não é só esta a substancial modificação que incide na apuração do salário-de-benefício. Sofrerá, ainda, 
sobre esta média, a incidência do malsinado FATOR PREVIDENCIÁRIO, instituído pela Lei nº 9.876 de 
1.999. 
Este fator previdenciário leva em consideração alguns institutos próprios e já conhecidos do sistema 
previdenciário, como a idade e o tempo de contribuição (ou de serviço). Mas adita uma figura estranha ao 
ordenamento jurídico, tratado pelas tábuas de evolução relativa a população idosa, elaborada pelo IBGE, 
que é a expectativa de sobrevida no momento da aposentadoria.
A contar do dispositivo citado, o valor da renda inicial do benefício sofre substancial modificação, tendo 
como base na apuração do salário-de-benefício não só o universo modificado dos salários-de-contribuição 
para apuração da média mas, também, o fator previdenciário que possui três elementos variáveis e distintos 
para cada situação, sendo eles:
- Expectativa de sobrevida; 
- Tempo de contribuição no requerimento da aposentadoria; e 
- Idade do segurado no requerimento da aposentadoria 
Decorrerá destes três elementos a aplicação da fórmula tida e denominada como fator previdenciário. 
O valor final do benefício terá como base a média apurada de julho de 1.994 até o requerimento do 
benefício, multiplicado pelo fator previdenciário é que dará o salário-de-benefício.
Não para aí! Sobre o salário-de-benefício será aplicado, ainda, o percentual correspondente ao benefício 
que estiver sendo requerido pelo segurado. (Aposentadoria por tempo de contribuição e aposentadoria por 
idade)
Já para os benefícios contidos nas alíneas "a", "d", "e" e "h" do art°18, aposentadoria por invalidez; 
aposentadoria especial; auxílio doença; e auxílio acidente, o salário-de-benefício será a média aritmética 
simples dos maiores salários de contribuição correspondentes a 80% de todo o período contributivo. O que 
difere, neste caso, é que para estes benefício não há incidência do fator previdenciário.
O fator previdenciário está sendo objeto de discussão no Poder Judiciário, inclusive com ação civil pública 
proposta pelo Ministério Público Federal, discutindo, exatamente o elemento que não está regulamentado 
que é a expectativa de sobrevida, podendo ser alterada de acordo com variantes matemáticas.
Por fim, o fator previdenciário nasce para ser mais uma espécie de instrumento para, como fora a redação do 
revogado Decreto 89.312/84, reduzir o valor final do benefício, merecendo, sim, a crítica e o debate, que 
recém é nascido no seio do direito previdenciário. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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