Direito Administrativo (17)
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Direito Administrativo (17)


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ser objeto de servidão predial os bens imóveis e por isso a mesma necessita ser 
transcrita no Registro de Imóveis. A servidão apenas serve à coisa e não ao dono; o proprietário nada tem a 
ver com a servidão, pois sua obrigação consiste em uma abstenção ou no dever de suportar o exercício da 
servidão. Não se pode de uma servidão constituir-se outra, ou seja, estendê-la. 
A servidão não se presume, para ter validade, precisa ser comprovada e ter o título transcrito no registro 
imobiliário, no entanto pode se materializar por:
a) Contrato - geralmente oneroso porque o proprietário do prédio serviente é indenizado pela restrição que é 
imposta ao seu domínio, mas nada impede que seja gratuito.
b) Testamento - o testador deixa a propriedade para uma pessoa, mas institui a servidão em favor de outro.
c) Sentença judicial - no caso das partes não entrarem em acordo, poderão ingressar em juízo para dirimir o 
conflito. Geralmente a ação é para se estabelecer o quantum da indenização a ser paga ao proprietário do 
prédio serviente. A ação fundada em servidão é denominada ação confessória, seguindo rito ordinário. 
d) Usucapião - segundo o art. 1.379 do NCC: "O exercício incontestado e contínuo de uma servidão 
aparente por 10 (dez) anos, nos termos do art. 1.242 autoriza o interessado a registrá-la em seu nome no 
Registro de Imóveis, valendo-lhe como título a sentença que julgar consumado a usucapião. Se o possuidor 
não tiver título, o prazo da usucapião será de 20 (vinte) anos". O dispositivo trata, respectivamente, da 
usucapião ordinária (com justo título 10 anos) e extraordinária da usucapião (sem justo título 20 anos). 
Recentemente, quando da III Jornada de Direito Civil, foi aprovado enunciado contra legem, tratando da 
usucapião extraordinária de servidão predial: "O prazo máximo para o usucapião extraordinário de 
servidões deve ser de 15 anos, em conformidade com o sistema geral de usucapião previsto no Código 
Civil". 
e) Destinação do proprietário - quando este estabelece uma serventia em favor de um prédio sobre o outro, 
sendo ambos de sua propriedade, e um deles, posteriormente, é alienado. Passando os prédios a pertencer a 
donos diversos, a serventia transforma-se em servidão.
f) Fato humano - se o dono do prédio dominante costuma servir-se de determinado caminho aberto no 
prédio e se este se exterioriza por sinais visíveis, como aterros, mata-burros, pontilhões, entre outros. Se o 
caminho não é demarcado, será encarada como mera tolerância do dono prédio serviente.
Não se pode confundir a servidão de passagem com a passagem forçada. A servidão de passagem (ou de 
trânsito) é direito real sobre coisa alheia; passagem forçada pertence ao direito de vizinhança (arts. 1.285 do 
novo Código Civil). 
A servidão de passagem nasce, geralmente, de um contrato não correspondendo obrigatoriamente a um 
imperativo determinado pela situação do imóvel, mas à conveniência e comodidade do dono de um prédio 
não encravado que pretende uma comunicação mais fácil e próxima; já a passagem forçada decorre da lei e 
tem a finalidade de impedir que um imóvel fique sem destinação econômica, por estar encravado. 
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Na servidão de passagem não há pagamento de indenização, ao contrário da passagem forçada. 
O novo Código Civil, traz uma nova modalidade de passagem forçada, no art. 1.286, relacionada com a 
passagem de cabos e tubulações. Assim, Mediante recebimento de indenização que atenda, também, à 
desvalorização da área remanescente, o proprietário é obrigado a tolerar a passagem, através de seu 
imóvel, de cabos, tubulações e outros condutos subterrâneos de serviços de utilidade pública, em proveito de 
proprietários vizinhos, quando de outro modo for impossível ou excessivamente onerosa. 
Voltando às servidões prediais, essas podem ser assim classificadas: 
- Quanto à natureza:
a) Servidões rústicas ou rurais situadas fora do perímetro urbano. 
b) Servidões Urbanas situadas dentro dos limites urbanos. 
- Quanto ao modo de exercício:
a) Servidões Contínuas: existem de per si, independente da atividade humana e, geralmente, de forma 
ininterrupta. Exemplo: passagem de luz projetada por um prédio, passagem de som. 
b) Servidões descontínuas: aquelas cujo exercício é condicionado a algum ato humano atual. Exemplo: 
servidão de passagem de pessoas. 
- Quanto à exteriorização:
a) Servidões Aparentes: manifestam-se visivelmente. Exemplo: servidão de passagem de pessoas, que 
também é descontínua. 
B) Servidões não aparentes: não são visíveis por obras exteriores. Exemplo: passagem de água, que pode ser 
contínua ou descontínua. 
4) DIREITO REAL DE USUFRUTO. 
O direito real de usufruto constitui um direito real sobre coisa alheia de gozo ou fruição, que atribui ao seu 
titular o direito de usar a coisa alheia (móvel ou imóvel) e/ou retirar os frutos por ela produzidos, sem alterar-
lhe a substância. São partes do usufruto: 
a) Usufrutuário: o que tem o direito de usar a coisa e servir-se da mesma; ficando com a posse, o uso, a 
administração e os frutos da coisa (domínio útil).
b) Nu proprietário: o dono da coisa, o proprietário despido dos direitos diretos decorrentes da coisa.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
www.r2direito.com.br
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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Qualquer espécie de bem móvel pode ser objeto de usufruto, seja ele corpóreo ou incorpóreo. Quanto ao 
usufruto de imóveis, este depende de registro no Cartório de Registro de Imóveis e como regra se estende aos 
acessórios da coisa e seus acrescidos.
Trata-se também de um direito real sobre coisa alheia, temporário, intransmissível e inalienável. Constitui 
também um direito impenhorável, devido a sua inalienabilidade, não podendo ser penhorado em ação 
executiva movida contra o usufrutuário. Entretanto seu exercício poderá ser objeto de penhora, desde que 
tenha expressão econômica, recaindo a penhora não sobre o bem, mas sobre a percepção dos frutos e 
utilidades do bem.
O usufruto admite as seguintes classificações: 
- Quanto à extensão
a) Usufruto universal: aquele que recai sobre uma universalidade de bens, como o patrimônio de alguém ou 
a herança.
b) Usufruto particular: recai apenas sobre um objeto ou várias coisas individualmente determinadas.
- Ainda, quanto à extensão: 
a) Usufruto pleno: refere-se a todos os frutos e utilidades do objeto dado em usufruto.
b) Usufruto restrito: diz respeito a apenas alguns frutos e utilidades da coisa dada em usufruto.
- Quanto à duração: 
a) Usufruto vitalício: perdura enquanto viver o usufrutuário ou enquanto não sobrevier causa legal extintiva, 
não se transmitindo aos herdeiros do usufrutuário.
b) Usufruto temporário: por certo tempo; portanto, submetido "a termo".
- Quanto ao objeto
a) Usufruto próprio: recaindo sobre bens infungíveis e inconsumíveis.
b) Usufruto impróprio: aquele que recai sobre bens fungíveis e consumíveis. Também denominado "quase 
- usufruto". 
Por outro lado, a constituição do usufruto pode se dar das seguintes formas: 
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"Proibida a reprodução