Direito Administrativo (20)
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Direito Administrativo (20)


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firmados pela Administração têm a sua duração limitada à vigência dos créditos 
orçamentários, isto é, até o final do exercício. 
Há porém, exceções admitidas na lei, em razão da evidente necessidade de duração maior do contrato: 
- a realização de projetos previstos no Plano Plurianual;
- a prestação de serviços de natureza contínua limitados a 60 (sessenta) meses;
- a locação de equipamentos e utilização de programas de informática - limitados a 48 (quarenta e oito) 
meses. 
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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ALTERAÇÃO UNILATERAL DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
Aqui está o ponto mais característico dos contratos administrativos: a mutabilidade de suas cláusulas, em 
razão das necessidades da Administração Pública, o que o distingue dos contratos de natureza privada.
O contratado é obrigado a aceitar essas alterações, por força do que dispõe a lei. Ao formular a proposta ele 
certamente está ciente dessa exigência. 
Há dois tipos de modificação, a qualitativa e a quantitativa:
Na alteração qualitativa, constata-se uma necessidade que antes não se conhecia, e que obriga a 
Administração a alterar o projeto ou as especificações técnicas do objeto, para melhor adequação do 
resultado final. 
Já a alteração quantitativa decorre também de uma necessidade posterior à contratação, no sentido de 
reduzir ou aumentar o objeto do contrato. Por exemplo, a Administração contratou o fornecimento de mil 
cadeiras, mas percebeu que haveria necessidade de mais cadeiras, em razão de aumento inesperado do 
número de matrículas. Porém, há limites para esse aumento ou diminuição: 
Limites para alteração qualitativa.
- Acréscimos: 
- até 25% do valor do contrato em caso de obras, serviços e compras
- até 50% do valor do contrato no caso de reforma de edifício ou equipamentos
- Supressões:
- até 25% do valor do contrato em todos os casos
Um detalhe importante: esses limites somente valem para as alterações quantitativas. Se a alteração foi 
baseada numa necessidade qualitativa a alteração do projeto ou das especificações técnicas não há limites 
legais para o acréscimo do valor. Isso faz com que, em determinados casos, haja um grande aumento no 
valor inicialmente estimado no contrato, o que é matéria de constantes polêmicas no noticiário político.
"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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TIPO DE
ALTERAÇÃO
UNILATERAL
PREVISÃO LEGAL JUSTIFICATIVA
Qualitativa Art. 65, I, alínea \u201ca\u201d Necessidade de modificação do projeto
ou das especificações para melhor
adequação técnica aos seus objetivos
Quantitativa Art. 65, I, alínea \u201cb\u201d Necessidade de modificação do valor
contratual em decorrência de acréscimo
ou diminuição quantitativa de seu objeto,
nos limites permitidos pela lei.
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"Proibida a reprodução total ou parcial, por qualquer meio ou processo, assim como a inclusão em qualquer sistema de processamento de dados. A 
violação do direito autoral é crime punido com prisão e multa (art. 184 do Código Penal), sem prejuízo da busca e apreensão do
material e indenizações patrimoniais e morais cabíveis (arts. 101 a 110 da lei 9.610/98 - Lei dos Direitos Autorais).\u201d
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ALTERAÇÃO BILATERAL DOS CONTRATOS ADMINISTRATIVOS
A alteração dos contratos também pode ocorrer por acordo entre a Administração e o contratado. O art. 65, 
a lei lista as hipóteses de alteração por acordo entre as partes, que aqui simplificamos:
Hipóteses de alteração bilateral:
- para substituição de garantias;
- para modificação do regime de execução da obra ou serviço ou do modo de fornecimento;
- para modificação da forma de pagamento, por imposição de circunstâncias supervenientes;
Como se pode observar, são situações que não diferem muito das que ocorrem nos contratos privados, em 
que as partes sentam à mesa para fazer ajustes na execução contratual.
Mas existe uma última hipótese, além das já citadas, que merece nossa especial atenção: é a chamada 
revisão do equilíbrio econômico financeiro do contrato.
REVISÃO DO EQUILÍBRIO ECONÔMICO-FINANCEIRO DO CONTRATO
A possibilidade dessa revisão é a compensação de todas as prerrogativas que a Administração tem no 
contrato.
Como já vimos, a Administração pode alterar unilateralmente o contrato, impondo mais encargos para o 
contratado, sempre no interesse da própria Administração. Além disso também há situações inesperadas, 
que podem vir a aumentar o sacrifício do contratado na prestação a que ele está obrigado e já vimos que ele 
não pode deixar de cumprir as suas obrigações, sob pena de sofrer penalidades aplicadas pela 
Administração.
Em razão dessas circunstâncias a lei estabeleceu que o contrato pode ser alterado pelas partes para 
restabelecer a relação que foi inicialmente pactuada entre os encargos do contratado e a retribuição da 
Administração. Essa revisão busca garantir "a justa remuneração da obra, serviço ou fornecimento, 
objetivando a manutenção do equilibrio econômico-financeiro inicial do contrato". (art. 65, II, d)
Vejamos quais as hipóteses que justificam essa revisão: 
Hipóteses que tornam necessária a revisão do equilibro econômico-financeiro do contrato
a) alteração unilateral do contrato pela Administração;
b)situações baseadas na teoria do fato do príncipe; 
c) situações baseadas na teoria da imprevisão (álea econômica extraordinária, caso fortuito e força maior e 
sujeições imprevistas). 
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Vejamos cada uma: 
a) Alteração unilateral do contrato: a alteração quantitativa ou qualitativa que gere maiores encargos ao 
contratado obriga, obviamente, à revisão do valor a ser pago a ele; 
b) Fato do príncipe: situação em que a Administração, por outras atitudes e decisões que venha a tomar, não 
na qualidade de contratante, acaba por interferir na economia do contrato. Por exemplo, quando a 
Administração aumenta o valor do tributo incidente sobre o bem ou serviço contratado.
c) Teoria da imprevisão: "são fatos imprevisíveis ou, embora previsíveis, porém, de conseqüências 
incalculáveis, retardadores ou impeditivos da execução do ajustado" (art. 65, II, "d" da Lei 8.666/93). Entre 
esses, estão a força maior e o caso fortuito, definidos pelo Código Civil (art. 393). Também há a chamada 
álea econômica extraordinária, que é o fato de natureza econômica igualmente imprevisível e grave, que 
foge do risco ordinário, a que todo o empresário está sujeito. E por último, as sujeições imprevistas, que são 
obstáculos que não eram previstos e que são contornáveis, mas que geram maior custo para a execução do 
contrato.
Resumindo, em todas essa hipóteses há necessidade de se rever as cláusulas econômicas do contrato, pois a 
Administração deve assumir os riscos dessas situações imprevisíveis e extraordinárias ou que foram causadas 
por ela mesma. Se ela não concordar com essa revisão, ou oferecer menos do que o contratado espera 
como compensação de seus encargos econômicos, ele deverá ir à Justiça, pleitear ao Judiciário a reparação 
desse ônus que a Administração está se recusando a assumir.
Um último esclarecimento: a revisão do equilíbrio econômico-financeiro não é o mesmo que reajuste do 
contrato. O reajuste anual nos contratos de duração prolongada é cláusula comum e visa apenas 
compensar o desgaste da moeda, não havendo necessidade