Fragilidade Fisioterapia01
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Fragilidade Fisioterapia01


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e, ainda, passavam 
para um terceiro revisor.
A metodologia dos estudos selecionados foi avaliada pela 
escala PEDro10,11, que é muito utilizada na área de reabilitação. 
A escala tem uma pontuação total de 10 pontos10,11 que avaliam 
a qualidade metodológica de estudos experimentais, sendo 
que escores \u22655 são considerados de alta qualidade12.
Os estudos foram qualificados por dois revisores de forma 
independente. O Índice de Kappa foi utilizado para avaliar o 
nível de concordância entre os revisores em relação à pontua-
ção dos artigos pela escala PEDro. Para a classificação final da 
qualidade dos artigos, os itens discrepantes foram revistos e 
discutidos até a obtenção de consenso sobre a pontuação11.
Resultados 
Na busca realizada em junho de 2008, foram encontrados 
152 estudos na base de dados MEDLINE, desses, apenas 15 al-
cançaram todos os critérios de inclusão e exclusão; na base de 
dados PEDro, foram encontrados um total de 71 artigos, sendo 
que apenas 11 foram selecionados. Desses 11 artigos selecio-
nados, 10 já haviam sido selecionados pela MEDLINE. Na base 
de dados Embase, foram encontrados 461 artigos. Em relação a 
esses, apenas dois artigos dos que não haviam sido seleciona-
dos nas buscas realizadas nas outras bases de dados atendiam 
aos critérios de inclusão e exclusão e, assim, foram incluídos 
neste estudo. Não foi encontrado nenhum artigo nas demais 
bases de dados pesquisadas. As características dos artigos se-
lecionados quanto à intervenção e aos desfechos e resultados 
são apresentados na Tabela 1. Houve uma grande variabilidade 
em relação ao tipo de intervenção utilizada e aos desfechos 
analisados, sendo verificado um total de sete diferentes tipos 
de intervenções. Além disso, os critérios utilizados para definir 
idoso frágil variaram muito entre os estudos (Tabela 2).
A maioria dos artigos, 56%, apresentaram os escores \u22655 
na escala PEDro (EP), sendo considerados, portanto, de alta 
Paula M. M. Arantes, Mariana A. Alencar, Rosângela C. Dias, João Marcos D. Dias, Leani S. M. Pereira
366
Rev Bras Fisioter. 2009;13(5):365-75.
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