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mais depressa e com mais eficiência.
LER (Lesão por Esforço Repetitivo)
Como dissemos no início desse tópico, a tendinite pode ser causada pela LER (Lesão por Esforço Repetitivo). No entanto, muitos já ouviram falar dessa tal LER, mas não sabe o que ele significa. 
Segundo especialistas, o termo LER refere-se a um conjunto de doenças que atacam músculos, nervos e tendões causando uma série de irritações e inflamações nos mesmos. Podemos considerar que o motivo principal para surgimento desse problema, são os movimentos repetitivos e contínuos que sobrecarregam o sistema músculo esquelético causando dor e inflamação. Além disso, o estresse do dia a dia, má postura, esforços excessivos e condições precárias de trabalho acabam por agravar ainda mais esse quadro. 
Importante ressaltar aqui, a diferença entre LER e DORT. O termo DORT significa Distúrbio Osteo-muscular Relacionado ao Trabalho e refere-se especificamente a doenças causadas pelo trabalho enquanto a LER é um conjunto de doenças causadas tanto pelo trabalho quanto pelo dia a dia, ou seja, para se contrair a LER, basta que se repita os movimentos de forma contínua, seja trabalhando, seja em momentos de lazer, como atividades esportivas que exijam grande esforço físico. No entanto, para muitos, LER e DORT significam a mesma coisa, chegando a denominar esse distúrbio como LER/DORT. 
Entre as principais vítimas desse distúrbio estão as pessoas que costumam passar horas em frente ao computador, com destaque para digitadores, jornalistas, publicitários, bancários, programadores, entre outros. 
As doenças mais comuns presentes na LER são: 
1) Tenossinovites 
2) Tendinites 
3) Epicondilite 
4) Síndrome do túnel do carpo 
5) Bursites 
6) Dedo em gatilho 
7) Síndrome do desfiladeiro torácico 
8) Síndrome do pronador redondo 
9) Mialgias
Existem muitas causas para o surgimento da LER. Entre as principais, podemos destacar: 
1) Posto de trabalho inadequado com mobiliário desconfortável para exercer o trabalho; 
2) Atividade profissional que exija força excessiva com as mãos; 
3) Posturas inadequadas e desfavoráveis às articulações, 
4) Repetição continua de movimentos semelhantes; 
5) Tempo insuficiente para realizar determinado trabalho com as mãos; 
6) Atividades esportivas que exijam grande esforço dos membros superiores; 
7) Compressão mecânica das estruturas dos membros superiores; 
9) Ritmo intenso de trabalho; 
10) Jornada de trabalho prolongada; 
11) Falta de possibilidade de realizar tarefas diferentes; 
12) Falta de orientação de profissional de segurança e ou medicina do trabalho; 
13) Manutenção de uma mesma postura durante um longo tempo; 
14) Tensão excessiva e repetitiva provocada por alguns tipos de esportes; 
15) Desconhecimento do trabalhador e ou empregador sobre o assunto. 
Os sintomas da LER, são um pouco diferentes dos sintomas das outras doenças que elencamos nesse tópico. Em geral é caracterizado por uma dor semelhante a dor de reumatismo ou uma dor parecida com aquela que sentimos quando seguramos algum objeto com o braço esticado por muito tempo, sem movimentá-lo. Ocorre um formigamento e dores que dão a sensação de queimadura.
A figura abaixo identifica as regiões mais afetadas pela LER:
Quanto às etapas de evolução da dor, elas seguem o seguinte quadro:
	Etapa 1                 
	Se a doença for identificada nesta fase, caracterizada por algumas pontadas, pode ser curada facilmente.
	Etapa 2
	Dor mais intensa, porém tolerável, mais localizada, acompanhada de calor e formigamento.
	Etapa 3  
	Nem o repouso consegue, nesta fase, fazer com que a dor diminua por completo. 
Incapacidade para certas funções simples.
	Etapa 4
	Dores insuportáveis e só pioram tornando a parte afetada dolorida, sem força e deformada. O paciente tem depressão, ansiedade, insônia e angústia.
Fonte: Ministério do Trabalho
Unidade 3 \u2013 Aplicação da RPG®
Olá, 
Nesta unidade você vai conhecera RPG® na prática. Tentaremos oferecer, da forma mais didática possível, algumas informações quanto às técnicas e princípios do método. 
Apresentaremos também, o foco da RPG® que são as suas oito posturas, destacando cada uma delas e as áreas do corpo que deverão atender. 
Por fim, você vai conhecer o Stretching Global Ativo, uma técnica baseada na RPG® que tem por objetivo realizar autoposturas. 
Bom estudo.
3.1 \u2013 Técnicas
Nosso objetivo neste tópico é apresentar os procedimentos utilizados na prática, para atender a um paciente que apresente algum problema postural e que necessite da intervenção da técnica de RPG®.
Exame do Paciente
A primeira etapa é realizar um exame minucioso no paciente, baseando-se sempre, nas formas normais do corpo humano. O profissional deve ter em mãos, a ficha de anamnese do paciente. Esta ficha nada mais é do que uma avaliação completa do paciente que contem todas as informações necessárias, desde seus dados pessoais até informações sobre doenças e tratamentos já realizados. Em resumo, esta ficha vai evitar que o fisioterapeuta cometa algum erro, podendo prejudicar ainda mais a saúde do indivíduo. 
Este exame deve ser realizado em pé, seguindo algumas normas como: 
1) Exame de frente – O fisioterapeuta deve respeitar alguns dados como: 
- A simetria de todos os volumes do hemicorpo; 
- Ombros em posição adequada, nem curvados e nem elevados; 
- Cabeça reta e com movimentação livre, cintura marcada e quadris no mesmo nível; 
- Os joelhos em posição correta, nem varos e nem valgos, com as rótulas voltadas para frente; 
- Os membros inferiores devem se tocar no nível dos maléolos internos, panturrilhas, joelhos e parte superior das coxas; 
- O antepé deve apresentar uma abertura natural; 
- As linhas laterais do corpo devem ser retas da altura das axilas até a cintura. 
2) Exame de perfil – O fisioterapeuta deve observar as seguintes características: 
- A cabeça não deve estar projetada para frente. Deve apresentar a nuca alongada; 
- As linhas do tórax devem ser oblíquas para baixo e para frente, partindo da clavícula até os mamilos, e verticais dos mamilos até o púbis; 
- O braço deve ser observado com cuidado, pois, precisa se situar dentro da espessura do tronco a 2/3 da linha anterior do tórax e a 1/3 da linha posterior das costas, que não devem estar arqueadas; 
- Os joelhos devem estar em posição normal, nem em flexão e nem em hiperextensão; 
- A região lombar também precisa ser observada com cuidado, procurando identificar qualquer problema de lordose.
3) Exame de costas \u2013 Da mesma forma que o exame de frente e de perfil, o fisioterapeuta precisa adotar alguns cuidados ao realizar o exame de costas: 
- Deve observar os volumes simétricos, com as omoplatas no mesmo nível, nem descoladas nem abduzidas, com sua borda espinal paralela à coluna vertebral; 
- As linhas inferiores do glúteo, devem estar na mesma altura; 
- Os pés não podem se apresentar nem planos e nem cavos, tendo o tendão de Aquiles, se apresentado de forma vertical. 
É importante deixar claro que este exame deve ser realizado com o objetivo de verificar qual a postura habitual do paciente, ou seja, a postura que o deixa confortável, sem forçar uma postura correta. É importante analisar as consequências da postura inadequada, para depois se chegar as causas. 
No entanto, neste exame, já é possível identificar, através do comportamento postural, algumas retrações musculares apresentadas pelo paciente. Como exemplo, o professor Souchard esclarece que um ombro excessivamente elevado está obrigatoriamente relacionado com uma contração excessiva do trapézio superior, do angular ou dos escalenos. Da mesma forma, uma nuca curta com a cabeça projetada para frente, ou uma hiperlordose lombar, indicam uma retração dos espinais. 
Determinação das causas
Como já dissemos, para determinar as causas da lesão é preciso remontar as suas consequências. Portanto, o fisioterapeuta deve estar sempre atento às posturas naturais do paciente, pois na maioria das vezes, o problema que deu causa à lesão mais dolorida, não está onde se imaginava. 
Imagine