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da Constituição Federal de 1988, traz a 
novidade de responsabilizar a gestão financeira a partir de um 
acompanhamento sistemático do desempenho mensal, trimestral, anual e 
plurianual, observando-se mecanismos de controles de: gastos com pessoal, 
limites de endividamento, organização do sistema próprio de previdência, 
transferência de recursos constitucionais e voluntários, além do déficit primário, 
que servirão de referencial para avaliar o desempenho da administração pública. 
 
 
 
 
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Saiba mais 
 
Você sabia que é dever de todo agente público obedecer os princípios 
constitucionais da Legalidade, Impessoalidade, Moralidade, Publicidade e 
Eficiência, em todos seus atos no exercício da função, sob pena de sofrer 
sanções administrativas e, conforme o caso, até judiciais? 
Conhecer esses princípios é direito de todo cidadão, que assegura o seu 
direito de petição, para a exigência da transparência dos atos da administração 
pública, independentemente do pagamento de taxas. Lembrando que as 
atividades da administração pública constituem-se em: gestora, regulatória, 
fiscalizadora e gerenciadora. 
Aos usuários dos serviços públicos é que caberá, portanto, julgar se o processo 
de planejamento é transparente. 
 
A Lei de Responsabilidade Fiscal, devido à sua amplitude, atinge as três 
esferas administrativas do governo (União, estados, Distrito Federal e 
municípios) e os três poderes constituídos (Executivo, Legislativo e Judiciário). 
Porém, para se chegar ao orçamento propriamente dito, é preciso passar 
por três fases, cada qual com suas características e especificidades próprias, a 
saber: o Plano Plurianual PPA, a Lei de Diretrizes Orçamentárias e a Lei do 
Orçamento Anual. 
Nesse conjunto de leis é que estarão previstas e autorizadas as metas, a 
previsão de arrecadação e as despesas na administração pública. 
As diretrizes orçamentárias compreendem as metas e prioridades da 
Administração Pública, bem como as despesas de capital para o próximo 
exercício financeiro, tendo como objetivos orientar a elaboração do orçamento 
anual e a sua execução, estabelecer a política de aplicação das agências 
financeiras oficiais de fomento, dispor sobre as alterações tributárias, o equilíbrio 
entre receitas e despesas, critérios e forma de limitação de empenho, normas 
relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos programa 
financiados com recursos dos orçamentos. 
Para efetuar estudos de previsões de arrecadação, serão observadas 
as normas técnicas e legais, considerarão os efeitos das alterações na 
legislação, da variação do índice de preços, do crescimento econômico ou de 
qualquer outro fator relevante, e serão acompanhadas de demonstrativo de sua 
 
 
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evolução nos últimos três anos, da projeção para os dois seguintes àquele a que 
se referirem, e da metodologia de cálculo e premissas utilizadas. 
É dever do Poder Executivo de cada ente da Federação colocar à 
disposição dos demais Poderes e do Ministério Público os estudos e as 
estimativas das receitas para o exercício subsequente, inclusive da corrente 
líquida e as respectivas memórias de cálculo, no mínimo trinta dias antes do 
prazo final, para encaminhamento de suas propostas orçamentárias. 
As receitas previstas deverão serem desdobradas, pelo Poder Executivo, 
em metas bimestrais de arrecadação, com a especificação, em separado, 
quando cabível, das medidas de combate à evasão e à sonegação, da 
quantidade e valores de ações ajuizadas para cobrança da dívida ativa, bem 
como da evolução do montante dos créditos tributários passíveis de cobrança 
administrativa. 
O montante previsto para as receitas de operações de crédito não poderá 
ser superior ao das despesas de capital constantes do projeto de Lei 
Orçamentária. 
Você já ouvir falar em renúncia fiscal? 
A Lei de Responsabilidade Fiscal inovou no que se refere à concessão ou 
ampliação de incentivo ou benefício de natureza tributária da qual decorra 
renúncia de receita, quando determina que esta deverá estar acompanhada 
de estimativa do impacto orçamentário-financeiro no exercício em que deva 
iniciar sua vigência e nos dois seguintes, além de atender ao disposto na Lei de 
Diretrizes Orçamentárias. 
 Lembramos que a renúncia de arrecadação compreende anistia, 
remissão, subsídio, crédito presumido, concessão de isenção em caráter não 
geral, alteração de alíquota ou modificação de base de cálculo que implique 
redução discriminada de tributos ou contribuições, e outros benefícios que 
correspondam a tratamento diferenciado. 
A Lei de Responsabilidade Fiscal, nitidamente, visa dificultar a 
realização de medidas de renúncia de receita ou compensações que 
resultem em dúvidas sobre a aplicação de critérios igualitários aos contribuintes. 
Além disso, o montante apurado dessa renúncia deve ser do conhecimento 
dos demais Poderes, bem como do Tribunal de Contas e do Ministério 
Público, uma vez que eles têm os seus percentuais de repasse dependentes da 
apuração do resultado das receitas. 
 
 
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TEMA 2 – ESTRUTURA DO PROJETO EMPRESARIAL: ESCOPO E VARIÁVEIS 
2.1 Agora... vamos a analisar um Projeto Empresarial? 
A análise da estrutura de um projeto de investimento envolve a avaliação, 
entre outros, dos seguintes aspectos: econômicos, técnicos, financeiros, 
administrativos, jurídicos e legais, e contábeis. 
 Econômicos: 
a. Análise de mercado: É o ponto de partida para a análise e a 
elaboração do projeto. 
b. Localização do projeto: A escolha da melhor localização permite 
maior rentabilidade e maior diferença entre as receitas e os custos. 
c. Escala de produção: Onde confrontamos a demanda e a oferta. 
 Técnicos: Para a troca de informações entre engenheiros, técnicos 
especializados e economistas sobre ações necessárias desde o estudo 
de mercado, quando foi definida a característica do produto, o quanto 
produzir e para quem produzir. 
 Financeiros: Se o estudo de investimento do projeto será com capital 
próprio, de terceiros ou de financiamentos. 
 Administrativos, jurídicos e legais, ambientais e contábeis: Analisando-
se, agora, a estrutura organizacional necessária para implantação e 
operação; o custo da estrutura e os operacionais para implantação do 
projeto; cronogramas financeiro; treinamentos; a formação e o tipo da 
sociedade; exigências legais; impostos devidos; cuidados com o meio 
ambiente etc. 
Você sabe a diferença entre: Ciclo de um projeto e ciclo do produto? 
Quadro 1 – Ciclo de um projeto × ciclo do produto 
 
Ciclo de um projeto 
Todos os projetos partem de uma 
ideia passada para um plano, o qual 
progride para a execução e o 
encerramento. 
 
Ciclo de vida do Produto: 
Compreende desde o momento 
embrionário do produto até a fase final 
da sua exploração econômica. Cada 
 
 
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fase é caracterizada por uma entrega, 
ou seja, uma finalização da atividade. 
Fonte: O autor. 
A determinação do início e do fim dos estágios dos ciclos do produto não 
é uma tarefa fácil; é preciso estar atento ao mercado e ao comportamento das 
vendas e do lucro. Agora, vamos observar a dinâmica do ciclo de vida dos 
produtos e seus efeitos no lucro. 
Quadro 2 – Ciclo de vida dos produtos 
 
Ciclo de vida 
Vendas Custos Lucro 
Introdução 
Crescimento 
lento. 
Altos: face ao 
lançamento do 
produto. 
Inexistem ou 
Negativos. 
Crescimento 
Crescimento 
significativo. 
Reduzidos: face 
a produção em 
escala. 
Altos. 
Maturidade 
Estabilização 
ou queda. 
Altos: devido ao 
investimento 
em marketing. 
Manutenção ou 
declínio. 
Declínio Forte queda. 
Estabilizados: 
diminuição da 
produção e do 
marketing. 
Desaparecem 
Fonte: Adaptado de Corbari; Macedo, 2012, p. 191. 
2.2 Estrutura do planejamento público: Plano Plurianual PPA, Lei de 
Diretrizes Orçamentárias LDO e Lei Orçamentária Anual LOA 
Você sabia que podemos participar de todas as fases do Orçamento 
Público?

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