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tecnológicos têm sido fundamentais para contribuir e 
melhorar acompanhamento efetivo das ações governamentais pelos Tribunais 
de Contas e pela própria sociedade, pois permitem a verificação das prestações 
de contas, via internet, reforçando o princípio da transparência das ações 
públicas. 
Sem a facilidade de transmissão e recepção de dados, não seria 
possível acompanhar de perto a aplicação dos recursos públicos. 
Os objetivos e metas da Política Fiscal estabelecidos no Plano Plurianual 
PPA têm por finalidade criar um ambiente de estabilidade econômico-social 
que garanta o êxito na implementação dos programas e ações deles decorrentes 
 
 
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para as três esferas de governo. São alvos da política fiscal a redução de 
despesas de custeio e o incremento das receitas. 
Existe a necessidade de que o governo reverta os déficits operacionais, 
gerando superávits primários, a fim de que a relação receita e despesa se 
estabilize. O ente federado não pode mais continuar gastando mais do que 
arrecada; o equilíbrio das contas públicas é decisivo para o modelo econômico 
brasileiro. 
Vale ressaltar que no primeiro ano do novo mandato o Poder 
Executivo cumpre o último ano do Plano Plurianual efetuado pela gestão 
anterior, esse mecanismo foi criado para garantir a continuidade dos programas 
e atividades governamentais, sem prejuízos para os serviços à sociedade. 
TEMA 4 – LEGISLAÇÃO E REGULAMENTAÇÃO 
4.1 Setor empresarial 
Como dissemos na nossa conversa inicial, o Brasil é um país rico em leis 
e regulamentações. Valor elencar algumas leis e regulamentações pertinentes 
as empresas privadas, deixando de citar as já conhecidas leis trabalhistas. 
 Lei n.º 6.404, de 15 de dezembro de 1976, que dispõe sobre as 
Sociedades por ações. 
 Lei n.º 11.638, de 28 de dezembro de 2007, que dispõe sobre a 
elaboração e divulgação dos demonstrativos financeiros. 
 Lei Complementar n.º 123, de 14 de dezembro de 2006, que dispõe sobre 
o Estatuto Nacional da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte. 
4.2 Setor público 
As normas gerais hoje em vigor no país para elaboração e execução de 
orçamentos públicos estão na Constituição Federal, promulgada em 1988, que 
vincula a discussão orçamentária ao chamado Plano Plurianual, na Lei n.º 
4.320/1964. 
 Editado a cada quatro anos, o Plano Plurianual (PPA) deve estabelecer 
“as diretrizes, objetivos e metas da administração pública” para os quatro anos 
seguintes, considerando os investimentos, políticas e programas 
 
 
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governamentais tanto para o país como um todo como para cada região do 
território nacional. 
É direito do cidadão verificar como a questão orçamentária é tratada 
pelo Legislativo e pelo Executivo. Além do PPA, o processo orçamentário 
brasileiro envolve a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) e a Lei Orçamentária 
Anual (LOA). Ambas são anuais, ou seja, válidas para apenas um exercício 
financeiro. O projeto da LDO é enviado pelo Poder Executivo até o dia 15 de abril 
de cada ano ao Poder Legislativo, que deve concluir sua votação até 30 de junho. 
Os trabalhos legislativos do primeiro semestre não podem encerrar 
sem a aprovação da LDO. A LDO fixa as metas e prioridades da administração 
pública para o ano seguinte, trata das eventuais alterações previstas na 
cobrança de tributos, estabelece critérios para elaboração da LOA e define a 
política de aplicação. 
A lei orçamentária anual compreende toda a programação de gastos da 
administração pública, em todas as esferas governamentais. Ela deve ser 
proposta até o dia 31 de agosto de cada exercício ao Legislativo, a quem cabe, 
após seu exame e aprovação, devolvê-la ao Chefe do Poder Executivo, para 
sanção, antes de terminarem os trabalhos legislativos do ano. Com a LOA, 
completa-se o conjunto das leis de natureza orçamentária. 
Todos os passos do processo orçamentário devem observar as 
determinações da chamada Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 
n.º 101, de 4 de maio de 2000). Ela obriga os gestores municipais, estaduais e 
federais a respeitarem vários procedimentos em relação às finanças públicas. 
TEMA 5 – EXECUÇÃO ORÇAMENTÁRIA E CUMPRIMENTO DE METAS SETOR 
EMPRESARIAL E SETOR PÚBLICO 
5.1 Setor empresarial 
Durante a execução orçamentária, nas empresas, será muito importante 
ter o controle efetivo de todo o processo e deverá haver um sistema de 
acompanhamento e monitoramento do desempenho, o qual necessitará ser 
comparado constantemente com o planejamento, gerando relatórios que 
permitem ao gestor a análise e a implementação de ações corretivas. 
Para exercer atividade de execução do orçamento e seu monitoramento, 
agruparam-se os controles de gestão em instrumentos contábil-gerenciais e 
 
 
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demais instrumentos de auxílio à gestão, conhecidos como: instrumentos 
financeiros e não financeiros. 
A operacionalização do controle orçamentário ocorre pelo confronto entre 
o previsto e o realizado. As variações, dentro de algum critério de relevância, 
devem ser identificadas, analisadas e ajustadas. 
Para que a etapa de controle exista, é necessário que os planos tenham 
sido previamente estipulados, caso contrário, não há como comparar o 
desempenho atual. 
Os elementos que consolidam a execução orçamentária e o cumprimento 
de metas, e que observaremos nos demonstrativos contábeis, levam em conta 
o acompanhamento dos elementos da Demonstração de Resultado do Exercício 
(DRE), da Demonstração do Fluxo de Caixa (DFC), do Balanço Patrimonial (BP) 
e dos indicadores financeiros. 
5.2 Setor público 
Voltamos a lembrar que a Lei de Responsabilidade Fiscal tem como, 
objetivo principal: buscar o equilíbrio entre as receitas e as despesas, 
impondo ao gestor limitações e condições mínimas para controlar a execução do 
orçamento, exigindo a apresentação de relatórios que demonstram seu 
desempenho, retratando como um espelho a sua administração orçamentária. 
5.2.1 Plano Plurianual (PPA) 
O Plano Plurianual estabelece as metas da política fiscal para o período 
de vigência do plano, como também cria uma ponte entre o momento atual e 
aquele em que as medidas fiscais produzirão seus efeitos. 
5.2.2 Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) 
Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal, a Lei de Diretrizes 
Orçamentárias atenderá o disposto no parágrafo 2.o do art. 165 da Constituição e 
discorrerá, também, sobre: 
 Equilíbrio entre receitas e despesas. 
 Critérios e forma de limitação de empenho. 
 
 
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 Normas relativas ao controle de custos e à avaliação dos resultados dos 
programas financiados com recursos dos orçamentos. 
 Demais condições e exigências para transferências de recursos a 
entidades públicas e privadas. 
 Integrará o projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias o Anexo de Metas 
Fiscais, em que serão estabelecidas metas anuais, em valores correntes e 
constantes, relativas a receitas, despesas, resultados nominal e primário e 
montante da dívida pública, para o exercício a que se referirem e para os dois 
seguintes. Integrará, também, o Anexo de Riscos Fiscais, no qual serão 
avaliados os passivos contingentes e outros riscos capazes de afetar as contas 
públicas, informando as providências a serem tomadas caso se concretizem. 
As metas fiscais relativas às despesas deverão guardar simetria e 
proporcionalidade com as metas das receitas, observadas ainda, o 
comportamento das despesas com pessoal, despesas obrigatórias de caráter 
continuado, despesas com juros e os resultados nominal e primário esperados 
para o período. 
5.2.3 Lei Orçamentária Anual (LOA) 
O projeto de Lei Orçamentária Anual (LOA) é elaborado de forma 
compatível com o Plano Plurianual (PPA), a Lei de Diretrizes Orçamentárias 
(LDO) e as normas previstas na Lei de Responsabilidade Fiscal, devendo conter 
os seguintes instrumentos: 
 Demonstrativo da compatibilidade da programação dos orçamentos com 
os objetivos e metas previstas. 


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