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DisciplinaHistória Econômica Geral1.715 materiais36.748 seguidores
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ñ-competitivo
 grandes navegações					(circulação)
Inglaterra: arrendamento \u2192 ganhos competitivos (produção)
\u2198 mercado como imperativo
Inglaterra:
Unificação: séc. XI
Acumulação política: desmilitarização do campo (o estado centralizado assumo o poder militar)
O senhor não pode mais extrair a renda coercitivamente
Séc. XVI/XVII: cercamentos
Arrendatário: lógica de produção voltada ao mercado
Competição
Concentração de terra e renda (em favor do arrendatário quando há inflação)
Reforça a competição \u2192 reforça o mercado
França:
Acumulação política: absolutismo \u2192 reposição das relações feudais: aumento da extração extra-econômica (até 1789: servidão)
Ética do melhoramento: propriedade se argumento pelo lucro (ou pelo trabalho produtivo?)
 culmina em 1688, com os cercamentos parlamentares
Mercado competitivo: nasce no campo da Inglaterra
Avanço do capitalismo: expansão do mercado competitivo (para poder comercializar com a Inglaterra)
Preocupação com a globalização e o crescimento do mercado
INSTITUIÇÕES E DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO NOS SÉCULOS XVIII-XIX
(Thomas e North)
Revolução industrial	inovações institucionais
mudanças nos direitos de propriedade
Tese: mudanças no produto e nos preços relativos dos fatores, inicialmente induzidos por uma pressão populacional malthusiana, e mudanças no tamanho dos mercados induzidas por uma conjunto de inovações institucionais fundamentais canalizaram os incentivos para atividades econômicas que aumentam a produtividade. No século dezoito essas inovações permitiram a superação do ciclo malthusiano.
Crescimento do mundo ocidental: instituições \u2192 produtividade
Ciclo malthusiano
Séc. XII: crescimento da população, ocupação de terras aráveis, crescimento do produto bruto e per capita
Fim do séc. XII: a pressão populacional levou a mudanças nos preços relativos, levando a aumento dos aluguéis e a queda do salário real
Séc. XIV: decréscimo populacional, peste (1347-51), crescimento dos salários reais, queda dos preços agrícolas
Em algum ponto do séc. XV a população voltou a crescer, inicialmente ocupando terras livres e acompanhada de aumentos de produtividade, até que a pressão populacional se torna excessiva
Inglaterra, 1680: bases para o crescimento sustentável (expansão de patentes)
Revolução Industrial: instituições \u2192 técnicas/ganhos de produtividade
Teoria da mudança institucional
Instituição: arranjos entre unidades econômicas que cria incentivos, determinando as interações entre elas e o resultado agregado das ações econômicas
Inovação institucional: indução de ganhos de produtividade
As inovações, voluntárias ou governamentais, aumentam os benefícios para os agentes
Fontes do aumento da produtividade causado por mudanças institucionais:
Economias de escala: desenvolvimento tecnológico (patentes, S/A)
Redução dos custos de transação
Externalidades: incentivos para investimento
Riscos
Informação
Só ocorrem mudanças institucionais quando os benefícios superam os custos; logo, é preciso haver fatores que induzam desequilíbrios:
Mudanças de longo prazo no produto relativo e no preço relativo dos fatores
Mudanças no tamanho do mercado (economias de escala)
Mudanças nas regras de decisão do governo
A transição do feudalismo para o capitalismo:
Mundo medieval (até 110): terra abundante, trabalho relativamente abundante, comércio regional, pouca inovação
Fonte de desequilíbrio: mudanças populacionais, que alteraram a relação de preço como resultado dos retornos decrescentes e da expansão dos mercados. Crescimento populacional relativo à oferta fixa de terra levou a um aumento relativo dos preços não-agrícolas, levando a uma queda no valor da terra e nos salários reais. A colonização e as diferenças entre as dotações de fatores nas regiões fez com que o comércio aumentasse, tornando interessante o arrendamento de terras e a apropriação das terras comunais.
O crescimento do comércio levou ao surgimento dos contratos formais e à unificação política e administrativa.
Houve uma reversão temporária nesse processo e seguiu-se o conflito social, o resultado dependendo da distribuição do poder
No século XVI as mudanças nos preços relativos retornam, dessa vez acompanhados da revolução comercial, de divisão do trabalho e de inovações
Período das transformações: mercantilismo
Estado: leis para inovação
Bancos
A ÉTICA PROTESTANTE E O ESPÍRITO DO CAPITALISMO
(Max Weber)
Europa: tradição racional que a difere culturalmente
Ex.: música, direito, universidades, ciências, arquitetura
Capitalismo: \u201cexpectativa de lucros pela utilização das oportunidades de troca\u201d
Capitalismo aventureiro: especulativo e incerto	\u201cirracional\u201d
sem cálculos e projeções
Ex.: grandes navegações
Capitalismo moderno (\u201cburguês\u201d):
Diferente de lucro!
Racionalização: busca pacífica do lucro
utilização racional dos recursos
utilização de cálculos e projeções
separação dos negócios e dos assuntos pessoais/familiares
contabilidade
Formas peculiares: desenvolvimento tecnológico
utilização da ciência
avanço econômico vigoroso
Surgimento do espírito capitalista
Condições necessárias para o desenvolvimento da racionalidade na Europa Ocidental:
Certo grau de desenvolvimento técnico
Direito racional
Capacidade/disposição para aceitar a racionalidade
Espírito capitalista
Ascese protestante (puritana)		dinheiro = expressão de virtude
Acumulação como finalidade
 Ética protestante:
 Trabalho como vocação
 Acumulação de riqueza é a realização da vontade divina (predestinação)
 A riqueza pertence a Deus, e não aos homens
 Resultado: ética social da cultura capitalista (teleológica)
aceitação moral da busca do lucro
A FORMAÇÃO DO ESTADO ABSOLUTISTA
(Perry Anderson)
O Estado absolutista tem vários inícios e vários momentos de crise
Início do absolutismo: crise do feudalismo (séc. XIV-XV)
Sentido do Estado Absolutista:
Engels: aliança entre o rei e a burguesia
Marx: estado burguês (burocracia, desenvolvimento comercial)
(se a burguesia não tivesse seus direitos restritos, não teria razões para se revoltar contra o estado)
Perry Anderson: 
o absolutismo é uma tentativa de manter o poder feudal sob uma nova roupagem (novo aparelho de dominação feudal)
a nobreza estava enfraquecida com a redução da servidão e já não conseguia controlar o campo em crise
a classe dominante, política e economicamente, era a mesma do feudalismo
a centralização do poder foi um meio para que a nobreza mantivesse o poder e a extração de renda
o poder real tinha a função de reprimir as massas na base da sociedade
a presença da burguesia impediu a nobreza ocidental de impor uma segunda servidão, e esse processo foi endógeno porque a existência de cidades era decorrência da dispersão hierárquica de soberanias \u2192 dupla determinação do Estado absolutista (luta de classes)
o fim da servidão não significou o fim das relações sociais
a dependência pessoal e a coerção extra-econômica persistem
o produtor direto continua associado aos instrumentos de produção
não há um mercado de terras livre ou mobilidade efetiva da mão-de-obra
imposto como nova forma de exploração
Transformações da época:
Centralização do poder: aumenta a capacidade de controle social (perda política)
Cobrança de impostos pelo Estado (ganho econômico): diminuição das obrigações feudais
Senhor feudal passa a ocupar um cargo público na organização do novo sistema, fazendo o meio de campo entre o poder local e o Estado
Condições para ascensão da burguesia:
Motivos econômicos: mercantilismo (Estado busca se aliar/cooptar a burguesia), unificação dos mercados (no entanto, a burguesia reivindicava mercados mais livres)
Motivos políticos/jurídicos: presença da idéia de propriedade privada apoiada pelo Estado (a propriedade da terra deixava de ser condicional), divisão entre direito público e civil
Absolutismo como representação do feudalismo:
Exército: a nobreza já não luta, mas ela coordena/comanda o exército, recorrendo a mercenários estrangeiros para conter revoltas camponesas, para não armar os próprios camponeses em larga escala. O estado absolutista era uma arma de guerra, a forma mais fácil da