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DisciplinaHistória Econômica Geral1.679 materiais35.959 seguidores
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Francesa: gera efeitos contraditórios
- Estabelecimento de relações capitalistas: liberdade dos camponeses com o fim das obrigações servis (bases legais para o capitalismo) \u2192 fim do sistema de exploração extra econômica
- Propriedade perde seu caráter feudal e passa ser propriedade privada
- Abolição das corporações de ofício
- Limite ao avanço das relações capitalistas: leis agrárias (1793) \u2192 partilha dos bens comunais (fim do coletivismo)
3. Discurso de Robespierre: prevalência do direito à existência 
4. Evolução das leis agrárias
- 1775: a política liberal levou à especulação em torno dos preços, gerando motins
- 1790 (girondinos): cercamentos de inspiração inglesa \u2192 revoltas camponesas (jacqueries)
- 1793 (sans-cullotes): divisão plena da propriedade, fim definitivo dos direito senhorais, liberade de cultura, igualdade entre herdeiros \u2192democratização do acesso à terra (fortalecimento da pequena propriedade camponesa
.: Transformações no campo perpetuam estruturas rurais \u201cfeudais\u201d: não há êxodo rural (sem mercado de trabalho), nem monetarização das relações sociais (sem mercado consumidor)
5. Revolução Industrial na França
- Avanço limitado (1806 e 1815): bloqueio continental \u2192 sem fornecimento de algodão
- 1815: novo cenário para a indústria
	 Concorrência com a Inglaterra
	 Adoção de políticas protecionistas 
- 1830/40: ruptura + novo modelo 
 Financiamento bancário \u2192 aceleração do crescimento
	 Ferrovias e canais (garantia de juros)\u2192 integração do mercado interno
- 1850/70 (Napoleão III): decolagem do crescimento industrial francês com estímulo estatal
			 Criação de instituições financeiras para o desenvolvimento industrial
- 1870: guerras \u2192 industrialização ganha importância para defesa
- 1875: avanço no investimento na indústria pesada
ESTADO E REVOLUÇÃO INDUSTRIAL: O CASO ALEMÃO
(Kemp)
1. Revolução pelo alto (via prussiana) \u2192 Gramsci
- Preserva os grupos tradicionais, que se mantém no poder apesar das transformações 
- Transformação completa em uma geração (industrialização)
- Combinação entre o moderno e o arcaico
2. Alemanha: século XVIII
- Dispersão dos Estados
- Cidades comerciais (portos)
- Avanços culturais (música, literatura, filosofia)
- Relações servis \u2192 reduzem o mercado e a capacidade empreendedora individual
3. Frederico, o Grande (1740-1786)
- Estado absolutista (Prússia)
- Início de unificação
- Burocracia, controle sobre a atividade econômica
- Pagamentos em dinheiro, mas o excedente ainda era extraído extra economicamente
4. Período napoleônico
- Fortalecimento da Prússia como estado líder
- Bloqueio continental (ofensiva napoleônica \u2192 avanço da ideologia liberal)
Conflito com a servidão alemã
Pressão para mudança na lei de propriedade
Contrarrevolução: permanência da estrutura
5. 1807: Steh-Handenberg
- Abolição da servidão
- Leis agrárias (1811-1821)
 Camponês: acesso à terra \u2192metade da propriedade vai para o senhor
 Concentração de terras
 Propriedade privada \u2192 aumento da produção
6. Tratado de Versailles
- Criação de poder militar, especialmente na fronteira com a França
- Problema: descentralização econômica
1834: Zollverein \u2192 unificação dos impostos comerciais
1840: ferrovias + substituição de importações (bens de capital) + expansão das atividades do vale do Ruhr
1848: revoluções sociais \u2192 classe média + aristocracia \u2192 militares
 Constituição liberal, que limitasse o poder da aristocracia rural
 Ascensão de uma ideologia dirigista e nacionalista
1870: vitória contra a França (Bismarck)
1880: discurso antiliberal, protecionismo (medo da concorrência)
7. Indústria
- Investimento em educação técnica
- Associação entre bancos e indústria \u2192 formação de oligopólios
- Vanguarda na 2ª Revolução Industrial: indústrias química, elétrica e siderúrgica
MODERNIZAÇÃO CONSERVADORA: A EXPERIÊNCIA JAPONESA
(Moore)
1. Modelo japonês
- Especificidades: caso mais bem sucedido de industrialização da Ásia + influências diretas do estrangeiro
- Modernização conservadora (semelhante à prussiana): coexistência de estruturas arcaicas e industrialização moderna + estado como personagem central
2. Século XVI-XVII
- Imperador não rege o país 
- O shogunato (família Tokagawa) exerce o poder político \u2192 descentralização, mas com obrigações junto aos superiores [feudalismo + absolutismo]
- Camponeses sujeitos a obrigações (pagas principalmente em arroz)
- Samurais: poder militar, também recebiam tributos
3. Séculos XVIII-XIX
- Ascensão do comércio
- Em 1850, Yedo tinha uma população de 500 mil, criando um mercado interno fornecido pelas manufaturas de Kupto
- O shogunato controla o comércio internacional (comércio fechado)
4. Fissuras na sociedade japonesa
- O clã Tokagawa é questionado por outros senhores (daimus)
- Senhores x samurais (quando os conflitos se reduzem com a centralização)
- Plano externo: pressão para abertura do mercado \u2192 ameaça à soberania japonesa
 Queda do clã Tokagawa: senhores + samurais \u2192 restauração do imperador
1868: Revolução Meiji \u2192 incorporação dos métodos militares e industriais Ocidentais
1869: abolição da servidão \u2192 conflito com os senhores, que recebem títulos públicos
1871: reformas liberais \u2192 fim das guildas + propriedade privada + libertação dos camponeses + ocidentalização + abertura das importações
1878: reforma tributária \u2192 tributos monetários \u2192 monetarização da economia + estímulo à produtividade + concentração de terras + tributo direcionado para a industrialização
5. Transformações
- Campo: aumento da produtividade (irrigação, fertilização)
- Ocidentalização: técnicos e professores ocidentais + educação (básica, técnica e superior)
- Indústria: substituição de importações (incorporação de maquinarias) + indústria têxtil (seda \u2192 aumento da exportação)
- 1868-1880: empresas comandadas pelo estado
- Reformas de 1880:
i. sistema monetário \u2192 criação de um banco central e de bancos de investimento + adesão ao padrão-ouro em 1897
ii. expansão da marinha mercante e das ferrovias
iii. Estado como fonte de estímulos, não de intervenção
 Venda das empresas constituídas para grandes grupos familiares (Zaibatsus)
 Indústrias oligopolistas \u2192aproximação da 2ª Revolução Industrial
	 século XX: potência industrial e militar (militarismo + expansionismo)
INDUSTRIALIZAÇÃO NOS EUA
(Cury)
1. Contexto histórico: 1830-40 \u2192 limites da 1 ª RI
2. Particularismo dos EUA na pré-industrialização:
- Não-feudal: transformação agrária mais direta
- Desenvolvimento interno ligado à demanda externa inglesa: necessidade de independência
- Sul (plantation) x Norte (pequenas propriedades, servidão temporária, diversificação produtiva embrionária)
- Gargalos: população, falta de integração interna, altos custos de produção e comercialização
3. Duas fases da RI americana
1ª: gestação e superação de barreiras
- Estado industrialista: têxteis, fechamento dos portos
- Transportes e comunicação: integração e redução dos custos
- Disponibilidade de matérias-primas + avanços técnicas (imigrantes)
2ª: consolidação e mercado de massas
- Big business: capitalismo oligopolista
Firma como núcleo decisivo das mudanças
Concentração em grandes empreendimentos centralizados e verticalmente integrados
Substituição da firma tradicional por empresas multidivisionais hierarquizadas
Economias de escala na internalização de atividades
Carreiras técnicas e profissionais
Separação entre propriedade e controle
Foco no crescimento e na estabilidade de longo prazo
Ferrovia: 
muito capital \u2192 sociedades anônimas com administradores profissionais
custos fixos elevados, sem espaço para muitas empresas \u2192 cartel
lei antitruste \u2192 fusão
Integração dos métodos de produção e distribuição em massa no interior de uma mesma firma de negócios, com atividades supervisionadas
Verticalização: controle das matérias-primas e da distribuição, consumidor
Progresso tecnológico \u2192 consumo em massa \u2192 crescimento e diversificação da estrutura industrial
Produto homogêneo \u2192concorrência de