ok epizootiologia 14.09.11
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ok epizootiologia 14.09.11


DisciplinaEpizootiologia das Parasitoses15 materiais44 seguidores
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vai fazer esse tipo de levantamento, é a 1ª coisa que ele faz, ele recolhe sangue da ponta da orelha (extrai uma gota de sangue do capilar da orelha, faz o esfregaço e vai olhar).
Se eu tenho numa propriedade animais com gamontes, eu tenho que proteger esses animais da infestação por carrapato, senão ele passa a servir ou transferir esse ciclo, porque o carrapato vai servir como vetor.
O cão é mais complicado, porque ele produz um meronte com 12, 36 merozoítas, então cada vez que romper uma esquizogonia dessas, são 36 células, então rapidamente esse animal começa a perder célula sanguinea, e ai ou ele vai produzir mais pra suprir aquela deficiência, e nesse caso ele pode não conseguir suprir e ai ele tem quadro de anemia, ictérico, febril (por causa da ruptura), etc. o animal recebeu a infecção e não conseguiu controlar, ele vai entrar no quadro de anemia e hipoglobinúria. Ai vc tem que tratar. Vc entra com uma droga esquizonticida que é uma droga que vai quebrar esse ciclo (Paralisar o processo esquizogônico), com isso ele consegue repor as células sg.
Droga de eleição: (endocard?) Só que ela é hepatotoxica. 2ª droga de eleição: oxitetraciclinas e ai inclui a doxiciclina.
Em cavalos, ele entra em exercício e assim que sai, faz o exame de babesia na ponta da orelha, porque as células infectadas mais pesadas vão ficar ali. É capaz de encontrar (quando o animal é positivo) em 98% dos casos nesse exame de ponta de orelha.
Animais jovens, quando tem quadro agudo de babesiose, pode desenvolver sintomatologia nervosa, porque: essas células sanguíneas infectadas chegam até o capilar no cérebro e causa uma neurite. O animal começa a ter incordenação motora, movimento de pedalagem, etc.
Paralisar o processo esquizogônico.
Sinais clínicos da babesiose:
Anemia, febre, icterícia, hipoglobinúria. São os sinais clínicos da babesiose.
Em determinados países que não tem problema com babesiose, ex. America do norte, eles exigem um determinado tipo de teste sorológico porque a sensibilidade dele é maior (hemoaglutinação, que tem uma sensibilidade muito maior quando comparado ao teste de Elisa, imunofluorescência).
Hospedeiro infectado serve como fonte de infecção: quando tiver gamonte.
E quando estiver doente? Esquizonte.
É a mesma família tem diagnósticos diferentes.
Um deles, a espécie ch. Rangelia vitalli, que causa uma doença ch Rangeliose ou vulgarmente ch Peste de Sangrar
E uma segunda espécie que é a Hepatozoon canis que provoca a hepatozoonose.
Será que é tão raro ou será que o diagnostico que não é fácil?
A rangeliose tem ainda hoje uma barreira científica. Existem profissionais que aceitam a doença, que acham que existe, que acontece, e existe pessoas que não acham que existe, que acham que é uma doença aguda da babesiose.
Peste de sangrar: 
Tem esse nome porque o animal tem fragilidade capilar. Essa fragilidade capilar acontece em decorrência da esquizogonia que não é realizada no interior da hemácia, mas sim no endotélio vascular.
Porque o diagnostico é tão difícil:
Se eu fizer um esfregaço sanguíneo em um animal que porta a rangeliose, não enxergo a rangelia, porque a esquizogonia acontece toda no endotélio do vaso. Então não vou encontrar.
Posso encontrar merozoítas fora da hemácia (tem quadro de ruptura do endotélio, com isso os merozoítas vem pra luz do vaso, e conseqüentemente vai estar no plasma). Quando eu fizer o esfregaço, se eu encontrar esses merozoítas fora da hemácia, é possível que seja uma infecção por rangelia.
A gametogonia é exatamente igual a que acontece pra babesiose, ou seja, o carrapato tem que ingerir gamonte, e ele vai ingerir gamonte no interior das células sanguíneas.
Então esse gamonte desse parasita eu enxergo dentro da célula sanguínea.
Meu diagnostico poderia ser realizado pela observação do gamonte. Só que quando ele tem o gamonte na circulação ele está fora do quadro clínico. Com isso é mais uma dificuldade diagnóstico.
Quando ele não está com sinal clinico, e ele tem gamonte, posso confundir com o gamonte (diagnostico) da babesia.
O diagnostico preciso, é realizado com uma associação de características epizootiológicas, entre elas: 
1ª delas: Que o animal não tenha sofrido infestação de carrapato por Rhipicehalus sanguineus, mas sim pelo Amblyoma. O animal que desenvolve febre de sangrar não sofre infestação por rhipicephalus, mas sim pelo amblyoma.
É muito comum no cão, e o cão fica com sangramento nasal, sangramento na mucosa oral, e o principal é o sangramento na orelha, se vc fizer uma pequena compressão na orelha desse animal vc vê o sangue, como se estivesse tudo furado.
Esse tipo de lesão que acontece no endotélio dos vasos tem um quadro cicatricial, que geralmente leva a necrose no pavilhão. Então animais que tem recidivas, que tem varias vezes a rangeliose, começa a perder o pavilhão, a cartilagem vai se perdendo, perdendo a orelha. Tenho sempre que associar com o amblyoma.
O Amblyoma é um carrapato não é um carrapato urbano, é um carrapato que vive em ambiente silvestre rural. Então é mais comum em localidades onde animais são criados com acesso a pasto, acesso a mata.
Ex. Quem mora em vargem grande tem muito o Amblyoma.
É um carrapato escuro, a ponta escudo é verde fluorescente (é igual ao carrapato estrela, só que ele tem essa estrutura verde fluorescente no escudo). É importante ver a presença desse carrapato, porque se sabe hoje que é ele que faz o desenvolvimento do ciclo biológico da rangelia. 
Hepatozzon
O hepatozoon, embora também seja do mesmo grupo da babesia, a esquizogonia não acontece na corrente sanguínea, a esquizogonía acontece no endotélio hepático, por isso é hepatozoon.
Isso quer dizer que se eu fizer um esfregaço sanguíneo desse animal também não vai encontrar essas formas de esquizontes.
Posso encontrar gamontes, mas a gametogonia que não acontece na hemácia, ela ocorre nos leucócitos, dentro dos leucócitos.
Vetores (lista acima)
Tem ligações com as espécies.
Vetor principal da b.bovis: são os carrapatos da espécie boophilus
b.equi: carrapato principalmente da espécie anocentor
b.canis: Rhipicephalus sanguineus
Rangelia: amblyoma
b.felis: interrogação em relação ao seu vetor, primeiro porque os felídeos embora possam apresentar quadro de infestação por carrapatos, esse quadro não é comum. Em decorrência da observação feita sob o corpo dos felídeos, a espécie de carrapato que se adaptou é a espécie anocentor rittens. Há uma suposição de que quem esteja participando desse ciclo seja o anocentor rittens.
Tem uma outra informação muito curiosa: as formas esquizogônias da b.equi e as formas esquizogônicas da b.felis são iguais. Então estão tentando relacionar não só a questão do carrapato, mas a possibilidade de transmissão da infecção acontecer pelo anocentor rittens, que é elevada.
Existem outras espécies de babesia que se desenvolvem no corpo de espécies diferentes, que é o caso da babesia microti que é uma espécie comum dos roedores e que pode se desenvolver no corpo humano.
Essas espécies de babesia citadas lá em cima, são as espécies patogênicas para o animal, para o hospedeiro vertebrado. Se vc tiver investigando essas formas, exceto a forma de babesia canis que é grande, todas as outras são pequenos merozoitas que ocupam espaço celular. Essas espécies de menores porte são mais patológicas quando relacionado com as espécies maiores.
A babesia cabali é uma forma grande de babesia que se desenvolve no interior das células. Os merozoitas da babesia cabali são longos quando comparado com o raio da hemácia. As espécies maiores de babesia não são patogênicas pro animal, pois ele forca a diapausa mais rapidamente, então ele não apresenta quadro clinico (anemia, febre, etc.). Mas ela tem papel epidemiológico importante, porque boa parte dos carrapatos que competem com essa espécie grande eles tem uma destruição do epitélio intestinal e essa destruição reduz o volume de sangue ingerido pelo carrapato e conseqüentemente diminui a postura efetuada pela fêmea.
Isso é importante porque se vc realizar o exame e encontrar uma