ok epizootiologia 27.07.2011
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ok epizootiologia 27.07.2011


DisciplinaEpizootiologia das Parasitoses15 materiais44 seguidores
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sala, colocar todos na exposição do agente, mas nem do mundo vai desenvolver o processo na presença desse agente. Alguns por conta do tipo de alimentação, alguns porque já são por algum motivo protegidos imunologicamente por aquele determinado tipo de agente. Nem todos respondem da mesma maneira a presença daquele agente. Essa resposta que é individual é toda decorrente do hospedeiro. É o hospedeiro que comanda.
Posso colocar 2 agentes de uma mesma espécie, mas de cepas diferentes na mesma sala, e vamos demonstrar uma resposta diferente a exposição daquele agente. Pois pode ser uma cepa mais patogênica (virulenta e contagiosa) do que a outra. É possível que a expressão de doença tenha acontecido porque meu agente era mais patogênico, com isso ele sendo mais patogênico eleva o risco da doença acontecer.
Outra situação inclui o ambiente. Posso colocar o bioagente a exposição da turma recém chegado de férias, descansado, animado, etc., e posso colocar o mesmo agente na véspera de prova. A resposta vai ser muito diferente. A questão do ambiente em véspera de prova é um ambiente estressante, que gera um fator de estresse. Então qualquer agente por menos patogênico que seja, que eu colocar exposto a indivíduos em situação estressante, ele vai ser patogênico. 
Pra que aconteça a doença, é necessário reconhecer que alem da interação agente hospedeiro, contribui os fatores inerentes (ao hospedeiro, bioagente, ambiente). 
Com relação ao hospedeiro, o fator primordial do hospedeiro à essas respostas à presença do agente, é o fator imunidade, esse é o fator primordial. É a resposta imunológica a determinada exposição que vai definir se ele adoece, se ele adoece de forma desequilibrada ou se adoece de forma equilibrada.
O fator imunidade é importante. 
	O animal com uma boa resposta imunológica tem capacidade, tem células que são capazes a responder a qualquer tipo de exposição de maneira rápida e eficiente, é um animal de boa resposta imunológica (de alta imunidade).
A imunidade está relacionada a fatores, fatores que são intrínsecos ao hospedeiro e fatores extrínsecos: 
Fatores intrínsecos (de um individuo com uma boa resposta imunológica) dependem de: alimentação, ciclo, gestação, nutricional, são fatores fisiológicos que vão interferir no mecanismo imunológico do indivíduo que vão torná-lo um hospedeiro mais sensível e susceptível: Idade, estado nutricional, estado gestacional, estresse físico, estresse térmico, genética-raça (interfere diretamente na produção das células de defesa).
Estado nutricional: Um animal bem nutrido é um animal que tem uma boa resposta imunológica. Compreender que a resposta depende do tipo de situação que as células vão me impor e a quantidade de células que são produzidas, ele tem que produzir muitas células de defesa e muita célula eficiente (se não for muito eficiente não vai fazer diferença). 
O que é um animal bem nutrido fisiologicamente: tenho que manter um equilíbrio na alimentação, na dieta dele.
Antigamente o animal comia restos de comida, comida caseira. Nós mudamos essa situação, com isso passamos a fornecer alimento rico em nutrientes para o animal. Temos que ter concepção da boa nutrição, porque as vezes perguntamos para histórico do animal o que ele come e o proprietário diz que é a melhor ração, e ai vc vai ter que interpretar, se é a melhor ração pro tipo de atividade que ele pratica ou se é a melhor ração porque ele acha que é a melhor ração? Vc tem que fornecer uma dieta adequada para aquele animal, para o tipo de atividade, para raça, etc. isso é importante. 
Outro fator:
Idade: 
É muito comum falarem assim: \u201cessa doença é muito comum em animais jovens\u201d, ai coloca que jovem é mais susceptível. Etc. 
Ex. carcinoma: mais comum em idosos, porque são crônicos. É mais comum diagnosticar depois de um determinado tempo.
Aquelas doenças que são mais comuns em jovens, tem relação com a imunidade. 
Vamos para 2 situações: 
Jovem: Ele é um animal jovem, que está exposto naquele determinado momento a vários fatores, vários agentes. Esse é o contato dele com o meio, com a natureza. Esse primeiro contato que ele tem com tudo, vai produzir os anticorpos. Se vc for exposto ao mesmo tempo a mais de um agente, a sua resposta para cada um desses agentes é diferente. Significa que pra um animal mais jovem é mais comum ser observado isso porque ele realmente está sendo exposto a mais de um elemento ao mesmo tempo, isso garante um desvio, uma divisão dessa resposta e vai garantir que uma delas vai ser mais precária.
Ou vai acontecer da seguinte maneira: O animal ainda está começando a produzir as células de defesa, mas nem todas as células estão desenvolvidas e efetivas. Embora ele seja novo, a resposta começa, então vai ser por conta dessa produção de células. O que acontece também com o idoso.
Idoso: começa a diminuir a produção dessas células e conseqüentemente diminuir a efetividade dessas células.
Meia idade: é uma idade favorável, vc já entrou em contato com muitas coisas, ou seja, vc já tem resposta pra muitos agentes, e conseqüentemente o seu organismo está produzindo células de forma efetiva, com produção normal e efetiva. É a idade em que estamos. 
Quando é doença relacionada com a imunidade e não permite produzir células de defesa, ai independe da idade, a doença acontece de qualquer forma porque não depende da idade. 
Sexo:
Macho e fêmea. Toda situação de controle dessa resposta imunológica se faz pelo ciclo reprodutivo. Todas as respostas reprodutivas, a interferência dos hormônios garantem uma maior ou uma menor susceptibilidade a doença. 
Há períodos em que taticamente, veterinários prescrevem tratamentos para fêmeas no final da gestação. Ou os criadores tem preocupação na fêmea que está em atividade reprodutiva, porque esse manifestação cíclica dela pode garantir as vezes uma susceptibilidade muito maior (ex. poderia estar em determinado momento da vida dela, entrou em contato mas não foi nada, mas no momento cíclico dela ela passa a sofrer um tipo de interferência).
Relações humorais
Interferem com comportamento, principalmente para o macho que entra em espírito de predador. Esse espírito de predador, ele se impõe mais em certas situações podendo fazer com que ele desenvolva determinado tipo de patologia. 
Ex. Os machos freqüentemente são mais expostos a infestações por carrapatos do que fêmeas, porque ele tem esse espírito de predador, ele acaba entrado em ambientes que a fêmea não entra por conta do instinto.
Raças: 
É caráter voltado para produção de células. São raças que supostamente raças produzem células de defesa menos efetivas. Então são animais que se tornam mais susceptíveis a determinados tipos de patologias. 
A diversidade genética garante as vezes uma incompatibilidade pro agente.
Ex. carrapato: É mais fácil vc encontrar uma raça de sangue taurino do que encontrar uma raça de caráter zebuíno infestado de carrapato. Se vc pegar um nelori é muito difícil de achar um carrapato em nelori, e quando vc acha, o carrapato já conseguiu sobreviver a diversidade do couro que é muito mais rígido. 
Estresse: 
Pode ser: Estresse fisiológico ou estresse ambiental.
Coccidiose: é uma das parasitoses que mais aparece em situação de estresse no animal. 
Isosporose: cão
Eiimeriose: aves
Toxoplasmose: forma intestinal do felino
Quem tem toxoplasmose morre com toxoplasmose. O individuo que tem o agente não extrai o agente do corpo, ele tem o agente pro resto do corpo, o que ele faz é equilibrar a relação, ele vai ser um portador sadio. Na primeira situação de desequilíbrio ele adoece.
Qualquer coccidiose, esporodiose, porta pro resto da vida, sendo uma relação parasitaria equilibrada ou não. Numa primeira situação de estresse ele piora, permite que o ciclo se recomeçasse. 
O estresse é criado pela forma de criação do animal. Reduz espaço, animais de pelagem comprida (que vivem em ambiente frio), etc.
Com relação ao bioagente temos (próprios do bioagente):
- Infectividade
- Patogenicidade
- virulência 
- imunogenicidade
- resistência
- persistência
Infectividade: