REVISTAOAB90_web
376 pág.

REVISTAOAB90_web


DisciplinaIntrodução ao Direito I93.035 materiais694.194 seguidores
Pré-visualização50 páginas
das listas sêxtuplas para preenchimento das vagas do chamado 
quinto constitucional. 
Proponho, para tanto, o acréscimo ao Regulamento Geral, na parte das Disposições 
Transitórias, dispositivo com a seguinte redação: 
 
\u201cArt.156-A. Excetuados os prazos regulados pelo Provimento 102, previstos em 
editais próprios, ficam suspensos até 01 de agosto de 2010 os prazos processuais 
iniciados antes ou durante o mês de julho de 2010.\u201d 
 
Por fim, entendo que a deliberação da matéria prescinde da oitiva formal preconizada pelo § 2º 
do art. 76 do Regulamento Geral do Estatuto da Advocacia e da OAB, visto que o mesmo anui com a 
proposição emanada da reunião de toda a Diretoria. 
Com essas considerações voto pela aprovação da proposta, com os acréscimos aqui referidos, 
notadamente quanto ao acréscimo de §4º ao art.91, e acréscimo de art. 156-A, na parte das Disposições 
Transitórias, recomendando a revisão de todo o texto do Regulamento Geral da OAB para exclusão da 
alusão ao mês de julho, nas referências sobre o recesso, a exemplo do § 1º do art. 107. 
 
\u201cEMENTA \u2013 EXTINÇÃO DO RECESSO DA OAB NO MÊS DE JULHO \u2013 
CONTINUIDADE DE SERVIÇOS PÚBLICOS RELEVANTES \u2013 ALTERAÇÃO 
DO CAPUT DO ART. 91, E SEU § 1º, DO REGULAMENTO GERAL DA OAB \u2013 
E EXCLUSÃO DA EXPRESSÃO \u201cE JULHO\u201d CONSTANTE DO § 1º, DO ART. 
107 DO REGULAMENTO GERAL DA OAB \u2013 PREVISÃO DA FACULDADE 
DA NÃO-CONVOCAÇÃO NO MÊS DE JULHO COM O ACRÉSCIMO DO § 4º 
AO DISPOSITIVO ALTERADO \u2013 SUSPENSÃO DE DETERMINADOS 
PRAZOS NO MÊS DE JULHO/10 MEDIANTE INCLUSÃO DE DISPOSIÇÃO 
NORMATIVA TRANSITÓRIA, CRIANDO-SE O ART.156-A.\u201d 
 
 
Aprovada a ementa, seguem transcritos os dispositivos alterados: 
 
REVISTA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ANO XL Nº 90 JANEIRO/JUNHO 2010 
 
 
 
90 
\u201cArt. 91. Os órgãos colegiados do Conselho Federal reúnem-se ordinariamente nos 
meses de fevereiro a dezembro de cada ano, em sua sede no Distrito Federal, nas datas 
fixadas pela Diretoria. 
 
§1º Em caso de urgência ou no período de recesso (janeiro), o Presidente ou um terço das 
delegações do Conselho Federal pode convocar sessão extraordinária. 
 
§2º (...) 
 
§3º (...) 
 
§4º Mediante prévia deliberação do Conselho Pleno, poderá ser dispensada a realização da 
sessão ordinária do mês de julho, sem prejuízo da regular fruição dos prazos processuais e 
regulamentares.\u201d 
 
(...) 
 
\u201cArt.107. (...) 
 
§1º Em caso de urgência ou nos períodos de recesso (janeiro), os Presidentes dos órgãos ou um 
terço de seus membros podem convocar sessão extraordinária. 
 
§2º (...)\u201d 
 
(...) 
 
\u201cArt.156-A. Excetuados os prazos regulados pelo Provimento 102, previstos em editais 
próprios, ficam suspensos até 01 de agosto de 2010 os prazos processuais iniciados antes ou 
durante o mês de julho de 2010.\u201d 
 
Brasília, 22 de junho de 2010. 
 
PEDRO HENRIQUE BRAGA REYNALDO ALVES 
Conselheiro Federal (PE) 
 
REVISTA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ANO XL Nº 90 JANEIRO/JUNHO 2010 
 
 
 
91 
AÇÃO DIRETA DE INCONSTITUCIONALIDADE. LEI ESTADUAL Nº 13.549. 
 
PROPOSIÇÃO 2009.29.05704-03 
Origem: Conselheiro Federal Raimundo Hermes Barbosa (SP) - Triênio 2007/2010. Comissão Nacional 
de Estudos Constitucionais. 
Assunto: Proposta de ajuizamento de Ação Direta de Inconstitucionalidade com pedido de tutela 
antecipada - STF. Lei nº 13.549 do Estado de São Paulo. 
Relator: Conselheiro Federal Cláudio Pereira de Souza Neto (RJ). 
 
EMENTA Nº 11/2010/COP: Lei n. 13.549, do Estado de São Paulo. Extinção da 
carteira de previdência social dos advogados. Ajuizamento perante o Supremo Tribunal 
Federal, de ação direta de inconstitucionalidade. (DJ, 08.08.2010, p.42) 
 
 
ACÓRDÃO: Vistos, relatados e discutidos os presentes autos, acordam os Conselheiros integrantes do 
Conselho Pleno do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, à unanimidade, no sentindo de 
acolher o voto do relator, pelo ajuizamento de ação direta de inconstitucionalidade no Supremo Tribunal 
Federal. 
 
Brasília, 18 de maio de 2010. 
 
Ophir Cavalcante Junior 
Presidente 
 
Cláudio Pereira de Souza Neto 
Conselheiro Federal - Relator 
 
 
RELATÓRIO 
 
1. Em 20 de março de 2009, foi editada em São Paulo a Lei Estadual n. 13.549, que declarou em 
regime de extinção a Carteira de Previdência dos Advogados daquele Estado. O presente expediente trata 
da possibilidade de ajuizamento de ADIN para impugnar essa Lei. 
2. A Carteira de Previdência dos Advogados de São Paulo foi criada pela Lei Estadual nº 5174, de 
 
REVISTA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ANO XL Nº 90 JANEIRO/JUNHO 2010 
 
 
 
92 
7 de janeiro de 1959. A filiação dos advogados paulistas era obrigatória, sujeitando-se a procedimentos 
disciplinares aqueles que não realizassem o recolhimento da contribuição devida à Carteira. Mesmo com a 
fusão dos institutos de previdência e a criação do Instituto Nacional de Previdência Social (INPS), a 
Carteira dos Advogados Paulistas manteve-se em pleno funcionamento. 
3. Foi a Lei Estadual nº 10.394, de 16 de dezembro de 1970, que promoveu importantes 
alterações na Carteira de Previdência. Em especial, adesão, dos advogados se tornou facultativa. A 
Carteira passava, então, a funcionar como previdência complementar. Mas mesmo nos termos da Lei nº 
10.394, a Carteira de Previdência continuava mantendo natureza fortemente publicista. A Carteira de 
Previdência, instituída por Lei, mantinha-se administrada pelo Instituto de Previdência do Estado de São 
Paulo, que é uma autarquia estadual. A receita da Carteira era constituída por contribuições a cargo dos 
outorgantes de mandato judicial e de parcelas das custas judiciais. 
4. A Lei nº 13.549, de 26 de maio de 2009, ora objeto de exame, \u201cdeclara em regime de extinção\u201d 
essa Carteira de Previdência. A Lei Estadual nº 11.608, de 29 de dezembro de 2003, já havia, contudo, 
suspendido o repasse das custas judiciais à Carteira, extinguindo sua principal fonte de financiamento \u2013 
85% do total, como informa a Seccional São Paulo da Ordem dos Advogados do Brasil (fls. 186). 
5. O regime de extinção, instituído pela Lei 13.549, de 26 de maio de 2009, impede a filiação de 
novos advogados e prevê condições mais rigorosas para a concessão dos novos benefícios. De acordo com 
o seu artigo 9º, 
\u201cO segurado poderá aposentar-se, após o decurso do respectivo período de carência, 
desde que satisfaça, cumulativamente, as condições previstas nos incisos I e II deste 
artigo, ou isoladamente, a condição prevista em seu inciso III, a saber: 
I \u2013 idade mínima de 70 (setenta) anos; 
II \u2013 35 (trinta e cinco) anos, pelo menos, de inscrição ininterrupta na OAB-SP; 
III \u2013 invalidez para o exercício da profissão.\u201d 
6. Como se observa, na Lei nº 13.549, as condições \u201cidade mínima\u201d e \u201ctempo de inscrição\u201d são 
apresentados cumulativamente, quando, na Lei anterior, a Lei nº 10.394, de 16 de dezembro de 1970, tais 
condições eram alternativas. Além disso, a \u201cidade mínima\u201d foi majorada. Na Lei anterior, era de 65 anos. 
Na Lei nova, passou a ser de 70 anos. 
7. A Lei nova aumentou também o tempo de \u201ccarência\u201d. Na Lei anterior, era 
necessário que o segurado estivesse filiado ao sistema por 15 anos para obter o beneficio por idade ou por 
tempo de inscrição na OAB. A Lei nova aumentou o tempo de carência para 20 anos. Confira-se o teor do 
artigo 8º de Lei 13.549: 
\u201cSão os seguintes os períodos de carência para a concessão dos benefícios de que trata 
esta Lei: 
 
REVISTA DA ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL ANO XL Nº 90 JANEIRO/JUNHO 2010 
 
 
 
93 
I \u2013 5 (cinco) anos de inscrição na Carteira, para os benefícios de aposentadoria por 
invalidez ou pensão; 
II \u2013 20 (vinte) anos de inscrição na Carteira, para o benefício de aposentadoria por 
implemento das condições de idade mínima e tempo de inscrição na Seção de São