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Fisiologia do Sistema Digestório

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UNIVERSIDADE NOVE DE JULHO 
 
MEDICINA SBC – SABRINA JUTKOSKI 
 
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• Processos digestórios: 
 Digestão: degradação mecânica ou química 
de macromoléculas em unidades menores 
para poderem ser absorvidas do epitélio 
intestinal para o corpo (interstício) 
 Absorção: é o movimento de substâncias do 
lúmen do trato gastrointestinal, passando pelo 
epitélio digestório até o interstício 
(extracelular) ➔ nutrientes absorvidos entram 
na circulação sanguínea ou linfática 
 Secreção: movimento de íons e água do 
interstício para o lúmen do trato 
gastrointestinal (ao contrário de absorção). 
Além de liberação de substâncias do epitélio 
do trato gastrointestinal para o lúmen ou 
interstício. 
 Motilidade: movimento das substâncias do 
trato gastrointestinal através de contração 
muscular 
• Além dessas funções do trato digestório, ainda 
tem outras como defesa e balanço de massa 
 Defesa: possui o GALT, que é tecido linfático 
associado ao intestino, em que 80% dos 
linfócitos do corpo se encontram no intestino 
delgado 
 Balanço de massa: regula saída de líquidos. ➔ 
Diarreia e vomita causam desidratação, pois o 
líquido não pode ser reabsorvido para fazer a 
digestão adequada, e, se o líquido extracelular 
for muito baixo, pode ser que tenha dificuldade 
em manter a pressão sanguínea. 
 Transporte de nutrientes, água e eletrólitos do 
meio externo para o meio interno. 
• Enzimas digestórias: são secretadas por 
glândulas exócrinas (salivares e pancreáticas) 
ou por células do estômago e intestino. 
 São produzidas o RER, empacotadas pelo 
Golgi em vesículas secretoras e são estocadas 
até precisarem ser liberadas. 
 Algumas enzimas intestinas ficam na 
membrana das células intestinais. 
 Algumas enzimas digestórias são secretadas 
na forma de zimogênios, ou seja, já forma de 
proenzima inativas, sem exercer uma função 
até que sejam ativadas no lúmen para realizar 
digestão. 
 As enzimas possuem um pH ótimo, no qual 
elas exercem melhor sua função. ➔ enzimas 
do estômago funcionam com pH ácido e do 
intestino delgado em pH alcalino 
• Muco: é composto, principalmente, por mucinas, 
formando uma secreção viscosa com o objetivo de 
proteger a mucosa do trato gastrointestinal e 
lubrificar o conteúdo intestinal. 
 É produzido por células exócrinas 
especializas, que são as células mucosas do 
estômago e das glândulas salivares, assim 
como pelas células caliciformes. 
 Muco é liberado através de sinais 
parassimpáticos, sistema nervoso entérico e 
citocinas liberadas por células imunológicas. 
Motilidade: tem como objetivo mover o 
alimento da boca até o ânus e, também, misturar 
esse alimento para quebrá-lo, aumentando a área 
de superfície para ação das enzimas digestivas. 
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• A maior parte do trato GI é composta por 
músculo liso e são ligadas eletricamente por 
junções comunicantes. 
• Contração tônica: do tipo que são mantidas 
por maior período, sendo por minutos ou 
horas. 
 Ocorrem em alguns esfíncteres de músculo 
liso e na porção apical do estômago. 
• Contração fásica: formam ciclos de 
contração e relaxamento que duram segundos 
 Ocorrem no intestino delgado e porção distal 
do estômago 
• Potenciais de ondas lentas: ciclos de 
despolarizações e repolarizações que causam 
contração e relaxamento do músculo liso. 
 Despolarização espontânea do músculo liso 
 Células intersticiais de Cajal (ICCs): geram 
as ondas lendas. ➔ localizadas entre camada 
de músculo lixo e plexos nervosos. Atuam 
como intermédio dos neurônios e o músculo 
liso 
 ICCs são células marca-passo do trato GI ➔ 
recebem informação do sistema nervoso 
entérico e autônomo 
 A frequência das ondas varia de acordo com a 
região, sendo mais lentas no estômago 
(3ondas/min) e mais rápidas no duodeno 
(12ondas/min) 
 As ondas lentas iniciadas de forma 
espontânea nas ICCs passam através de 
junções comunicantes para as camadas 
musculares adjacentes 
 A contração muscular inicia quando a onda 
atinge o limiar (nem sempre atinge o limiar), 
ocorrendo o influxo de Ca2+ (canal de cálcio 
dependente de voltagem), disparando um ou 
mais potencias de ação. 
 Quanto mais cálcio, maior duração das ondas 
lentas e maior a força de contração. 
• Tipos de contração: 
 Complexo motor migratório: ocorre entre as 
refeições e dura cerca de 90 minutos ➔ 
contrações começam no estômago para 
passar bolo alimentar e bactérias até o 
intestino grosso. ➔ começam no estômago 
vazio 
 Peristaltismo: contração durante após refeição 
➔ contração dos músculos circulares ➔ 
empurra o bolo alimentar para frente até onde 
os músculos estão relaxados. Assim, quando 
o bolo chega, o próximo músculo contrai ➔ 
peristaltismo do esôfago faz com que o bolo 
seja levado da faringe para o estômago, onde 
ajudam para mistura do bolo. ➔ no intestino, o 
peristaltismo ocorre em curtas distâncias 
 
 Contrações segmentares: ocorrem em 
segmentos curtos do intestino, que contraem e 
relaxam de forma alternada. Quando está em 
contração, o músculo circular está contraído e 
o longitudinal relaxado. ➔ misturam o bolo 
alimentar através de agitações, que mantêm o 
material em contato com o epitélio para 
absorção. 
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• Plexo miontérico: controle da motilidade 
Regulação: 
• Reflexos curtos: sistema nervoso entérico 
realiza reflexos independente do sistema 
nervoso central 
 Plexo submucoso: possui neurônios sensoriais 
que recebem sinais do lúmen, ativando a rede 
desse sistema que emite uma resposta. ➔ 
esse plexo controla a secreção realizada pelas 
células epiteliais do trato GI 
• Reflexos longos: SNC recebe informações 
do sistema nervoso entérico e emite uma 
resposta através dos neurônios autonômicos. 
 SNC também pode emitir respostas 
gastrointestinais provenientes de sinais fora do 
sistema digestório, incluindo os reflexos 
antecipatórios (cefálicos) ➔ visão, cheiro, 
som, pensamento sobre alimento, emoções 
etc. 
 Neurônios parassimpáticos estimulam trato GI 
e simpáticos, geralmente, inibem funções do 
trato GI 
Hormônios: secretados no sangue e transportados 
pelo corpo para agir nos órgãos acessórios do 
trato gastrointestinal. 
 
• Estímulos antecipatórios desencadeiam o 
processo digestório desencadeado antes que 
a comida chegue à boca através do reflexo 
longo. 
• Também há estímulos quando o alimento entra 
na cavidade oral e faringe 
• Os estímulos antecipatórios e do alimento na 
cavidade oral ativam neurônios do bulbo, que 
manda sinais eferentes pelos neurônios 
autonômicos para glândulas salivares e, pelo 
nervo vago para o sistema nervoso entérico. 
Assim, o estômago, intestino e glândulas 
salivares começam a secreção e aumento da 
motilidade. 
• Estímulos antecipatórios: cheiro, visão, 
audição, pensar sobre o alimento. 
 Esses estímulos aumentam a descarga 
parassimpática neural excitatória para o trato 
gastrointestinal. ➔ aumentam o fluxo 
parassimpático. 
 Reflexos longos iniciam uma resposta 
antecipatória no cérebro ➔ ativação do trato 
gastrointestinal ➔ essa fase é chamada de 
cefálica 
• Nessa fase, ocorre secreção salivar, secreção 
de ácido gástrico, secreção enzimática do 
pâncreas, contração da vesícula biliar, 
relaxamento do esfíncter de Oddi (entre ducto 
comum da bile e o duodeno) e motilidade ➔ 
essas respostas melhoram a capacidade do 
trato gastrointestinal de receber e digerir o 
alimento que chega. 
FASE CEFÁLICA 
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• Parassimpático é excitatório e simpático 
inibitório 
• Simpático participa apenas quando está 
exacerbado 
Mastigação: digestão mecânica dos 
alimentos quando atinge a cavidade oral (dentes e 
língua) 
 Participação dos lábios, língua

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