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Fisiologia do Sistema Digestório

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e dentes 
 Mastigação involuntária, mas pode sobrepor 
de forma voluntária 
 Mandíbula inferior desce, tem reflexo de 
estiramento do músculo da mandíbula, 
causando contração e elevação da mandíbula. 
Assim, az compressão do bolo alimentar, inibe 
a mastigação e começa o ciclo de novo. 
Salivação: 
• A saliva tem como funções amolecer e 
lubrificar o alimento para facilitar a deglutição, 
digestão do amido, gustação (dissolve o 
alimento para sentir o gosto) e defesa, pois 
possui lisozima, que é uma enzima 
antibacteriana, além de que as 
imunoglobulinas salivares fazem defesa contra 
bactérias e vírus, também fazem limpeza dos 
dentes e mantêm a língua livre de partículas. 
Além disso, possui ação tamponante, em que 
protege mucosa oral e dentes contra alimentos 
ácidos. Possui função de cicatrização por 
secretar fator de crescimento epidérmico. 
• A digestão começa na boca pela ação da 
amilase salivar, que quebre o amido em 
maltose quando é ativada por Cl- 
• Tem pequena quantidade de lipase salivar, 
que digere lipídeo (mas não conta) 
• Parassimpático: deixa saliva mais fluida e 
aumenta secreção salivar 
 São colinérgicos, em que a acetilcolina se liga 
nos receptores muscarínicos das células 
acinares, aumentando o nível de Ca2+ no 
meio intracelular devido à fosforilação de 
proteínas específicas. Assim, aumenta o fluxo 
salivar e a secreção proteica pelos ácinos. 
 Atropina: bloqueia receptores muscarínicos 
 O parassimpático também estimula maior fluxo 
sanguíneo nas glândulas salivares, além do 
aumento da atividade metabólica. Essa 
elevação do fluxo sanguíneo causa uma 
resistência à atropina. 
 Fibras simpáticas peptidérgicas liberam 
substância P e peptídeo vasoativo intestinal 
(VIP), que induzem a vasodilatação. Além 
disso, os ácinos possuem receptores para 
substância P, que faz com que ocorre aumento 
de Ca2+ intracelular ➔ secreção primária 
• Simpático: deixa a saliva mais viscosa e 
diminui secreção salivar 
 As fibras pós-ganglionares do simpático 
causam a liberação de norepinefrina, que se 
liga nos receptores beta 1, estimulando 
secreção enzimática, e, alfa2, que eleva os 
níveis de cálcio, potencializando a ação da 
acetilcolina. 
 A inibição do simpático não possui muito 
efeito. 
 Se for de maneira exacerbada, causa 
vasoconstrição, diminuindo a secreção salivar. 
(via receptores adrenérgicos, primeiro 
aumentam o fluxo de secreção por aumentar 
contração das células mioepiteliais e elevar 
nível de cálcio, mas, depois, causa 
vasoconstrição) ➔ estresse ➔ “boca seca” 
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 Secreção de pequeno volume e viscosa (por 
ser rica em muco), além de ter alta 
concentração de bicarbonato e potássio 
• Saliva sempre vai ser hiposmótica 
• A saliva é secretada por glândulas salivares, 
que são exócrinas e agrupam células 
chamadas de ácinos. 
• Cada ácido possui um ducto, por onde passa 
a saliva. 
• Glândulas parótidas: produz saliva com 
enzimas 
• Glândulas sublinguais: produz saliva com 
muco 
• Glândulas submandibulares: produz saliva 
com muco e enzimas 
• Na saliva, é secretada mucina (proteção e 
lubrificação da mucosa do trato 
gastrointestinal, principalmente esôfago) ➔ 
Mucosa se autorrenova 
• Secreção primária: realizada nos ácinos 
 Produz a saliva primária que é isotônica 
 A elevação de Ca2+ abre os canais de cloreto 
devido a um gradiente osmótico e elétrico. 
Com a entrada do cloreto pelas células 
acinares, entra K e Na+. Com isso, por 
aquaporinas, a água também passa 
livremente, portanto, como aumenta a 
concentração de íons entrando nos ácinos, a 
água também entra por possuir muitas 
aquaporinas. 
 Assim, nos ácinos, forma-se a saliva primária, 
que é isotônica. 
• Secreção secundária: ocorre nos ductos 
 Produz saliva secundária, que é hipotônica 
 Conforme a saliva passa pelo ducto, as 
invaginações causam modificações (possui 
menos aquaporinas) 
 No ducto, ocorre absorção (sai para o meio 
extracelular) de Na+ e Cl- e aumenta fluxo de 
potássio e bicarbonato para o meio intracelular 
(secreção), fazendo tamponamento da saliva 
 Desse modo, a saliva se torna mais alcalina ➔ 
hipotônica por possuir menos eletrólitos (tem 
mais potássio e bicarbonato) 
 Cloreto atrai entrada dos sódios quando passa 
pelos ácinos 
 Reabsorção de sódio e cl e secreção de k e 
bicarbonato 
 Ductos não possuem aquaporina ➔ epitélio 
fechado 
 
Deglutição: é uma ação reflexa que empurra 
o bolo alimentar para o esôfago 
• Fase oral: voluntária 
 Língua na região do palato mole é movimento 
que desencadeia receptores de estiramento 
por perceber o bolo sendo pressionado nessa 
região, disparando neurônios aferentes 
(sensoriais) que ativam núcleo de controle 
motor e controle visceral via nervo 
glossofaríngeo 
 Os receptores de estiramento da orofaringe 
detectam o movimento e envia informação 
para o bulbo e a porção inferior da ponte 
 Via núcleo não vagal e ambíguo ativa 
musculatura estriada esquelética da orofaringe 
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e do esôfago proximal (parte superior) pelas 
fibras motoras 
 Núcleo motor dorsal do vago (autonômico) 
ativa musculatura lisa do esôfago (parte 
inferior) 
 Assim, o reflexo de deglutição faz com que o 
palato mole se eleve para fechar a nasofaringe 
 
 
• Fase faríngea: involuntária: 
 Descida da epiglote devido ao movimentos dos 
músculos constritores 
 A contração muscular move a laringe para 
cima e para frente, ajudando a fechar a 
traqueia e o relaxamento do esfíncter 
esofágico superior 
 Assim, quando o bolo desce, a epiglote fecha 
para baixo para manter o bolo alimentar fora 
das vias aéreas. ➔ respiração é inibida 
 Quando o bolo chega perto do esôfago, há 
relaxamento do esfíncter esofágico superior, 
que esfíncter anatômico que evita refluxo 
 Assim, ocorre ondas de contrações 
peristálticas para empurrar o bolo para o 
estômago com ajuda da gravidade. 
 
 
• Fase esofágica 
 Também é involuntária 
 Esfíncter esofágico inferior é fisiológico (não 
verdadeiro, mas sofre tensão muscular 
suficiente) e separa parte inferior esôfago do 
estômago abaixo do diafragma 
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 Na deglutição, o esfíncter esofágico inferior 
relaxa, assim, o bolo alimentar passa pelo 
estômago 
 Esfíncter esofágico inferior protege o ácido 
gástrico e pepsina de voltar do estômago para 
o esôfago, por isso é preciso ficar contraído. 
 Refluxo gastroesofágico: falha na contração 
desse esfíncter, causando dor e irritação. ➔ 
na inspiração e expiração, as paredes do 
esôfago e expandem devido a queda da 
pressão intrapleural, fazendo com que a 
pressão subatmosférica do esôfago sugue o 
conteúdo ácido do estômago se o esfíncter 
não tiver contraído, além de que a agitação do 
estômago cheio também pode fazer com que 
o ácido retorne para o esôfago. 
 Disfagia: problemas em função da perda de 
coordenação entre os movimentos 
 
 
 
• O estômago armazena o bolo alimentar e 
regula sua passagem para o intestino delgado 
 O estômago relaxa e expande para acomodar 
o bolo alimentar através do relaxamento 
receptivo como reflexo neural. Assim, a parte 
superior fica em repouso para armazenar o 
bolo até estar pronto para ser digerido 
• Faz digestão de proteínas, formando o quimo 
 A digestão ocorre na parte inferior. ➔ na 
metade do estômago, há movimentos 
peristálticos para empurrar o bolo até o piloro, 
se misturando com o ácido e enzimas 
digestórias 
 Quimo: alimento processado em partículas 
bem pequenas misturado com secreções do 
sistema digestório ➔ começa a percorrer 
outras partes do sistema digestório 
 Estomago libera quimo aos poucos pelo piloro 
para o duodeno a cada onda contrátil 
 Se