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Fichamento O Capital (Cap 23) - Karl Marx

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Fichamento “O Capital” – Cap. 23 
1. Demanda crescente de 2,5 força de trabalho com a acumulação, conservando-se igual a 
composição do capital 
“Neste capítulo, examinamos a influência que o aumento do capital exerce sobre o destino da 
classe trabalhadora. O fator mais importante nessa investigação é a composição do capital e as 
alterações que ela sofre durante o processo de acumulação.” (pág. 451) 
“Sob o aspecto do valor, ela [composição do capital] se determina pela proporção em que o 
capital se reparte em capital constante ou valor dos meios de produção e capital variável ou 
valor da força de trabalho, a soma total dos salários. Sob o aspecto da matéria, isto é, do modo 
como esta funciona no processo de produção, todo capital se divide em meios de produção e 
força viva de trabalho; essa composição é determinada pela proporção entre a massa dos meios 
de produção empregados e a quantidade de trabalho exigida para seu emprego. Chamo a 
primeira de composição de valor e a segunda, de composição técnica do capital.” (pág. 451) 
“O crescimento do capital implica o crescimento de seu componente variável, ou seja, daquele 
componente que se converte em força de trabalho. Uma parte do mais valor transformado em 
capital adicional tem de se reconverter sempre em capital variável ou fundo adicional de 
trabalho.” (pág. 451) 
“...a escala da acumulação pode ser subitamente ampliada por uma mudança na divisão do mais-
valor ou do mais-produto em capital e renda, as necessidades da acumulação do capital podem 
sobrepujar o crescimento da força de trabalho ou do número de trabalhadores, e a demanda de 
trabalhadores pode sobrepujar sua oferta, acarretando, com isso, o aumento dos salários.” (pág. 
452) 
“Assim como a reprodução simples reproduz continuamente a própria relação capitalista – 
capitalistas de um lado, assalariados de outro –, a reprodução em escala ampliada, ou seja, a 
acumulação, reproduz a relação capitalista em escala ampliada – de um lado, mais capitalistas, 
ou capitalistas maiores; de outro, mais assalariados. A reprodução da força de trabalho, que tem 
incessantemente de se incorporar ao capital como meio de valorização, que não pode desligar-
se dele e cuja submissão ao capital só é velada pela mudança dos capitalistas individuais aos 
quais se vende, constitui, na realidade, um momento da reprodução do próprio capital. A 
cumulação do capital é, portanto, multiplicação do proletariado.” (pág. 452) 
“A o invés de se tornar mais intensa com o crescimento do capital, essa relação de dependência 
torna-se apenas mais extensa, quer dizer, a esfera de exploração e dominação do capital não faz 
mais do que ampliar-se juntamente com as próprias dimensões desse capital e com o número 
de seus súditos. Do próprio mais-produto crescente desses súditos, crescentemente 
transformado em capital adicional, reflui para eles uma parcela maior sob a forma de meios de 
pagamento, de modo que podem ampliar o âmbito de seus desfrutes, guarnecer melhor seu 
fundo de consumo de vestuário, mobília etc. e formar um pequeno fundo de reserva em 
dinheiro. [...]. O aumento do preço do trabalho, que decorre da acumulação do capital, significa 
apenas que, na realidade, o tamanho e o peso dos grilhões de ouro que o trabalhador forjou para 
si mesmo permitem torná-las menos constringentes. [...]. A força de trabalho é comprada, aqui, 
não para satisfazer, mediante seu serviço ou produto, às necessidades pessoais do comprador. 
O objetivo perseguido por este último é a valorização de seu capital, a produção de mercadorias 
que contenham mais trabalho do que o que ele paga, ou seja, que contenham uma parcela de 
valor que nada custa ao comprador e que, ainda assim, realiza-se mediante a venda de 
mercadorias. A produção de mais-valor, ou criação de excedente, é a lei absoluta desse modo 
de produção.” (pág. 453) 
“O salário, como vimos, condiciona sempre, por sua natureza, o fornecimento de determinada 
quantidade de trabalho não pago por parte do trabalhador. Abstraindo totalmente da elevação 
do salário, acompanhada de uma baixa do preço do trabalho etc., o aumento dos salários denota, 
no melhor dos casos, apenas a diminuição quantitativa do trabalho não pago que o trabalhador 
tem de executar. Tal diminuição jamais pode alcançar o ponto em que ameace o próprio 
sistema.” (pág. 454) 
“...uma elevação do preço do trabalho derivada da acumulação do capital pressupõe a seguinte 
alternativa. Ou o preço do trabalho continua a subir porque seu aumento não perturba o 
progresso da acumulação. [...]. Ou então, e este é o outro termo da alternativa, a acumulação se 
afrouxa graças ao preço crescente do trabalho, que embota o acicate do lucro. (pág. 454) 
“A lei da produção capitalista, que subjaz à pretensa “lei natural da população”, resulta 
simplesmente nisto: a relação entre capital, acumulação e taxa salarial não é nada mais que a 
relação entre o trabalho não pago, transformado em capital, e o trabalho adicional, requerido 
para pôr em movimento o capital adicional. [...]. Se a quantidade de trabalho não pago fornecida 
pela classe trabalhadora e acumulada pela classe capitalista cresce com rapidez suficiente de 
modo a permitir sua transformação em capital com apenas um acréscimo extraordinário de 
trabalho pago, o salário aumenta e, mantendo-se constante as demais circunstâncias, o trabalho 
não pago diminui proporcionalmente. Mas tão logo essa redução atinja o ponto em que o mais-
trabalho, que alimenta o capital, já não é mais oferecido na quantidade normal, ocorre uma 
reação: uma parte menor da renda é capitalizada, a acumulação desacelera e o movimento 
ascensional do salário recebe um contragolpe. [...]. N a realidade, portanto, a lei da acumulação 
capitalista, mistificada numa lei da natureza, expressa apenas que a natureza dessa acumulação 
exclui toda a diminuição no grau de exploração do trabalho ou toda elevação do preço do 
trabalho que possa ameaçar seriamente a reprodução constante da relação capitalista, sua 
reprodução em escala sempre ampliada. E não poderia ser diferente, num modo de produção 
em que o trabalhador serve às necessidades de valorização de valores existentes, em vez de a 
riqueza objetiva servir às necessidades de desenvolvimento do trabalhador.” (pág. 455) 
2. Diminuição relativa da parte variável do capital à medida que avançam a acumulação 
e a concentração que a acompanha 
“Uma vez dados os fundamentos gerais do sistema capitalista, no curso da acumulação chega-
se sempre a um ponto em que o desenvolvimento da produtividade do trabalho social se 
converte na mais poderosa alavanca da acumulação.” (pág. 455-456) 
“A bstraindo das condições naturais, como fertilidade do solo etc., e da destreza de produtores 
que trabalham independente e isoladamente, que, no entanto, evidencia-se mais qualitativa do 
que quantitativamente, mais na excelência do produto do que em sua massa, o grau social de 
produtividade do trabalho se expressa no volume relativo dos meios de produção que um 
trabalhador transforma em produto durante um tempo dado, com a mesma tensão da força de 
trabalho. [...]. S eja ele condição ou consequência, o volume crescente dos meios de produção 
em comparação com a força de trabalho neles incorporada expressa a produtividade crescente 
do trabalho. O aumento desta última aparece, portanto, na diminuição da massa de trabalho 
proporcionalmente à massa de meios de produção que ela movimenta ou na diminuição do fator 
subjetivo do processo de trabalho em comparação com seus fatores objetivos.” (pág. 456) 
“No entanto, a diminuição da parte variável do capital em relação à parte constante, ou a 
composição modificada do valor do capital, indica, apenas aproximadamente, a mudança na 
composição de seus componentes materiais. [...]. A razão disso é simplesmente que, com a 
crescente produtividade do trabalho, não apenas aumenta o volume dos meios de produção por 
ele

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