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Segurança do paciente

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a medicação); 
- Dispensação; 
- Administração de medicamentos; 
- Problemas incluindo rótulos, embalagens, nomes, etc. 
• Identificação do paciente: sempre colocar o nome 
completo; 
• Identificação do prescritor: assinatura e carimbo; 
• Legibilidade: escrever de forma legível. Caso você não 
entenda o que está sendo prescrito, não se faz a 
medicação. 
• Uso de abreviaturas: só é permitido quando são 
abreviaturas de siglário ou já pré-estabelecidas. 
• Denominação dos medicamentos: só podem ser usados 
nomes genéricos, não comerciais. 
• Prescrição do nome de medicamentos que se parecem: 
geralmente a parte do medicamento que tem variação 
deve ir em caixa alta. Ex.: DOPAmina, DOBUTAmina, 
PROTAmina. 
• Expressão de doses: exceto quando for mg, ml. O ideal 
é ser por extenso. 
 
5 MOVIMENTOS PARA HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS 
 
VERIFICAÇÃO E ADMINISTRAÇÃO SEGURA DE 
MEDICAMENTOS 
 
• Ter atenção na compatibilidade medicamentosa atpe 
aprazamento das medicações, por ex.: o AAS é muito 
utilizado, porém ele potencializa a ação do captopril. 
SEGURANÇA NA PRESCRIÇÃO, USO E 
ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS 
 
Lara Fernandes – Enfermagem UFRJ – Cuidados II 
• A utilização segura engloba a atividade de prevenção e 
minimização dos danos provocados por eventos 
adversos que resultam do processo de uso de 
medicamentos. 
ETAPAS QUE PODEM ACONTECER ERROS DE 
MEDICAÇÃO: 
• Comunicação; 
• Prescrição; 
• Dispensação; 
• Administração do medicamento; 
• Problema com as embalagens. 
 
• A enfermagem atua diretamente nessas etapas. 
• Quando a prescrição é ambulatorial, o mínimo que se 
pede de identificação é o nome completo do paciente, 
endereço e data de nascimento. 
• A prescrição para o paciente hospitalizado terá: nome 
do hospital, nome completo do paciente, número do 
prontuário ou registro de atendimento, leito, serviço, 
enfermaria/apartamento, andar/sala. 
• O profissional que fará a realização da medicação deve 
verificar: identificação do paciente, medicamento 
certo, hora certa, via certa, dose certa, compatibilidade 
medicamentosa, orientação ao paciente, direito a 
recusar o medicamento. 
• Na prescrição medicamentosa é importante sempre 
colocar o nome genérico e não o comercial. 
4. CIRURGIA SEGURA 
• São medidas adotadas para prevenir falhas que podem 
acontecer antes, durante e após o procedimento 
anestésico-cirúrgico. 
• São feitas para assegurar o paciente: local, lateralidade 
(lado a ser operado) e procedimento correto. 
• É importante saber que esse protocolo de cirurgia 
segura é aferido três vezes: antes da indução 
anestésica, antes da incisão cirúrgica e antes da saída 
do paciente da sala de cirurgia. 
5. EVITAR INFECÇÕES (IRAS – INFECÇÕES 
RELACIONADAS A ASSISTÊNCIA A SAÚDE) 
• Está relacionado a higienização das mãos, técnica 
correta de inserção e manutenção de dispositivos 
invasivos, limpeza do ambiente, precaução de contato 
e uso correto de antimicrobianos. 
• A parte de higienização das mãos precisa ser realizada 
em cinco momentos: antes do contato com o paciente, 
antes da realização de procedimento antisséptico, após 
o contato com o paciente, após o risco de infecção a 
fluidos corporais e após contato com as áreas próximas 
do paciente. 
LIMPEZA DO AMBIENTE 
• Precaução de contato. 
• Respeito às precauções: padrão, contato, aerossóis e 
gotículas. 
TECNICA CORRETA DE INSERÇÃO E MANUTENÇÃO 
DE DISPOSITIVOS INVASIVOS 
• Infecção da corrente sanguínea associada a um cateter 
venoso central. 
• Pneumonia: relação com a intubação do paciente. 
• Infecção urinária: exigem estratégias específicas para 
fazer estéril, como fazer a higienização, os cuidados 
que devemos tomar, etc. 
• Infecção cirúrgica: faz o monitoramento e o curativo. 
6. REDUZIR O RISCO DE QUEDAS E 
LESÕES/ÚLCERAS POR PRESSÃO 
• A queda é um deslocamento não intencional do corpo 
para um nível inferior à posição inicial, provocado por 
circunstâncias multifatoriais, resultando ou não em 
dano. 
• Considera-se queda quando o paciente é encontrado 
no chão ou quando, durante o deslocamento, necessita 
de amparo, ainda que não chegue ao chão. 
• A queda pode ocorrer da própria altura, da maca/cama 
ou de assentos. 
• É importante levantar a grade no leito do paciente. 
 
• A lesão por pressão localizada na pele e/ou tecido 
subjacente, geralmente ocorre sobre uma 
proeminência óssea resultante da pressão ou da 
combinação de pressão e cisalhamento causado pela 
fricção. 
• Deve-se fazer uma avaliação de úlcera por pressão na 
admissão de todos os pacientes, reavaliação diária de 
risco de desenvolvimento da UPP de todos os pacientes 
internados, além da inspeção diária da pele, manejo da 
umidade (manutenção do paciente seco e com a pele 
hidratada), otimização da nutrição e da hidratação e 
minimizar a pressão. 
ESTRATÉGIAS NO RISCO DE QUEDAS 
Lara Fernandes – Enfermagem UFRJ – Cuidados II 
 
• Nessa escala não existe risco baixo pois trata-se de um 
local muito propício a quedas. 
• Quando aplicar a escala morse? Diariamente e na 
admissão do paciente. Ela é específica para avaliação 
do risco de queda do paciente. 
ESTRATÉGIAS 
• Avaliação do risco; 
• Identificação do paciente em risco com a sinalização a 
beira do leito ou pulseira (geralmente é coral); 
• Agendamento dos cuidados de higiene pessoal: por 
exemplo agendar o banho no leito, organizar a equipe 
para ter um maior número de membros para auxílio; 
• Revisão periódica da medicação: um paciente que está 
fazendo hipotensão direto, é importante checar a PA 
para avaliar o que está sendo administrado; 
• Atenção aos calçados utilizados pelos pacientes: a 
maioria dos pacientes, principalmente idosos, não 
usam calçados com antiderrapantes e deixam o pé 
mais estável. Chinelo não é o ideal; 
• Educação dos pacientes e profissionais: devemos 
notificar sempre para analisar o motivo da queda; 
• Revisão da ocorrência de queda para identificação de 
suas possíveis causas. 
LESÃO POR PRESSÃO 
• Lesão localizada na pele e/ou tecido subjacente, 
geralmente sobre uma proeminência óssea, resultante 
da pressão ou da combinação entre pressão e 
cisalhamento, causado pela fricção. 
• Prevenção: dependendo do posicionamento que o 
paciente esteja, podemos prever que esse paciente 
pode apresentar lesões específicas. 
 
ESTRATÉGIAS NO RISCO DE ÚLCERAS POR PRESSÃO 
 
• Essa tabela é específica para avaliação de LPP, 
independente do paciente já ter a lesão. 
• A partir do momento que fazemos a avaliação de todos 
esses critérios, vamos somar as pontuações para 
avaliar o risco. 
• É uma escala usada desde a admissão e após 
diariamente, pelo menos uma vez ao dia – 
independente se o paciente deambula ou não. 
1. Avaliação de úlcera por pressão na admissão de todos 
os pacientes; 
2. Reavaliação diária de risco de desenvolvimento de UPP 
de todos os pacientes internados; 
3. Inspeção diária da pele (ótimo para ser feita no horário 
do banho); 
4. Manejo da umidade: manutenção do paciente seco e 
com a pele hidratada (umidade é o líquido externo, 
pensar no paciente em não ter contato com a urina, o 
paciente que sua muito iremos dar mais banhos, etc). 
5. Otimização da nutrição e da hidratação – a hidratação 
tem a ver com a quantidade de água que o paciente 
toma. 
6. Minimizar a pressão. 
INTERVENÇÕES DE ENFERMAGEM NA 
SEGURANÇA DO PACIENTE 
• Contenções físicas ou mecânicas: uso de aparelhos 
com ou sem a permissão do paciente, para restrição de 
movimentos. 
• Contenções químicas: uso de medicamentos. 
Lara Fernandes – Enfermagem UFRJ – Cuidados II 
• Primeiramente será observado se pode-se resolver de 
outra forma, caso não seja possível, será realizada a 
contenção. 
• A literatura diz que a primeira intenção nunca é fazer 
contenção física, sempre optar pela química. 
TIPOS DE CONTENÇÕES POSSÍVEIS 
• Contenção lombar: membros livres; 
• Contenção