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Prova Direito Econômico e Empresarial II (5,0 pontos)

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Prova Direito Econômico e Empresarial
1. Com efeito, o art. 1.142 dispõe que “considera-se estabelecimento todo complexo de bens organizado, para exercício da empresa, por empresário, ou por sociedade empresária”. Neste sentido, como jurista, ao redigir um contrato de trespasse, estar-se-á escrevendo de forma incorreta, fora da técnica, se apuser a seguinte asserção:
a) Cláusula X: Os bens móveis e imóveis constantes do acervo da sociedade empresária serão devidamente transferidos aos trespassários.
b) Cláusula X: As dívidas da sociedade empresárias são a seguintes: "A, B, C etcn". Tais dívidas serão transferidas aos trespassários uma vez que estão devidamente contabilizadas. 
c) Cláusula X: Os trespassantes se declaram legítimos sócios da sociedade empresária e assinam o presente contrato como alienantes. 
d) Cláusula X: A empresa (atividade) é a legítima proprietária dos bens empresariais, sendo a pessoa jurídica apenas usufrutuária dos referidos bens, e os sócios, que ora assinam o presente contrato, representantes daquela (empresa).
e) Cláusula X: O bem “Y”, embora integrante do patrimônio da sociedade empresária, não compõe o estabelecimento empresarial, e não será transferido por meio do negócio jurídico. 
2. São requisitos para a eficácia do contrato de trespasse perante terceiros, exceto:
a) Averbação do contrato na Junta Comercial. 
b) Publicação na Imprensa Oficial. 
c) Pagamento ou consentimento dos credores, se ao alienante não restarem bens suficientes para solver o seu passivo. 
d) Anuência dos empregados.
e) Contrato escrito. 
3. Você foi procurado por um cliente que deseja empreender (atividade empresarial típica) e quer saber qual é a opção de tipo empresarial disponível no qual ele poderá atuar sozinho, sem a necessidade de sócios e com responsabilidade limitada ao valor do capital integralizado. Diante disso, assinale a alternativa abaixo que corresponde ao modelo jurídico que melhor atende os interesses do seu cliente, considerando, inclusive, que pode haver tipo empresarial que não poderá ser mais usado, por ter sido substituído por outro.
a) Sociedade Anônima. 
b) Empresa Individual de Responsabilidade Limitada. 
c) Sociedade Limitada Unipessoal.
d) Sociedade Limitada Pluripessoal. 
e) Sociedade Simples. 
4. Sobre a sociedade em conta de participação, assim inicia interessante artigo no Portal Consultor Jurídico (publicado em 8 dezembro de 2005): “Em tempos de crise do capital, especialmente num país como o Brasil, em que os juros oficiais teimam em manter-se em níveis estratosféricos, o crédito passa a ser o objeto de desejo de grande parte das empresas no cenário nacional. Seguindo a lei da oferta e da procura, o crédito passa, então, a ser um bem extremamente caro, inacessível para alguns. Sendo o capital um objeto imprescindível para a atividade empresarial, na sua falta muitas sociedades acabam tendo sua atividade inviabilizada e fecham as suas portas. Neste cenário é que as alternativas à obtenção ao crédito são procuradas, dentre as quais se destaca a sociedade em conta de participação, que além de fonte alternativa de capitalização da empresa, é método alternativo de investimento”. Vê-se que este verdadeiro contrato de parceria comercial (ou de investimentos, para parte da doutrina) é um grande fomentador de investimentos, pois as responsabilidades estarão bem definidas. Neste sentido, é correto afirmar:
a) Pode-se dizer que a sociedade em conta de participação é aquela formada por dois tipos de sócios: sócio ostensivo e sócio participante (ou oculto). A atividade da sociedade é desenvolvida apenas pelo sócio ostensivo, em seu nome e sob sua exclusiva responsabilidade, cabendo aos sócios ocultos/participantes a participação nos resultados correspondentes.
b) Se permitido pelo contrato, o sócio participante poderá exercer poderes de administração da sociedade em conta de participação e, somente nesta hipótese, sua responsabilidade não se modificará (será restrita ao investimento). 
c) A sociedade em conta de participação só adquirirá personalidade jurídica quando do seu registro na Junta Comercial. 
d) Iniciada a exploração do objeto social da sociedade em conta de participação, o sócio participante passa a ter status de sócio da sociedade que eventualmente figure como sócia ostensiva. Em outras palavras, o sócio participante passa a integrar os quadros da sociedade que figura como sócia ostensiva. 
e) A sociedade em conta de participação é um tipo jurídico irregular em nosso sistema, uma vez que é utilizada para fraudes tributárias.
5. Explique, de maneira técnica e objetiva, o conteúdo do art. 1.052, do Código Civil, que define a sociedade limitada nos seguintes termos: “Na sociedade limitada, a responsabilidade de cada sócio é restrita ao valor de suas quotas, mas todos respondem solidariamente pela integralização do capital social”. Em especial, explique o significado da primeira parte (antes da palavra “mas”) e da segunda (após a palavra “mas”) parte do dispositivo.
A primeira parte do conteúdo do art. 1.052 evidencia que, em regra, os sócios não devem responder com seu patrimônio pessoal pelas dívidas da sociedade, pois esta, por ser pessoa jurídica a quem o ordenamento jurídico confere existência própria, possui, em consequência, responsabilidade patrimonial própria.
Já a segunda parte, sendo uma exceção da primeira, significa que os sócios de uma sociedade limitada são solidariamente responsáveis pela integralização do capital social, ou seja, quando um sócio subscreve certa quantia, mas não a cumpre na integralização, todos os sócios respondem solidariamente pela quantia não cumprida com o seu patrimônio pessoal.
Resposta padrão dada pelo professor: Significa que o patrimônio particular dos sócios fica resguardando neste tipo societário, só sendo alcançado quando se tratar da responsabilidade sua ou de outro sócio no tocante à (falta de) integralização.
6. Sobre as sociedades anônimas: explique o que diferencia as S/As fechadas das abertas, em especial, salientado a diferença na forma de negociação de seus papeis. 
Conforme o art. 4.º da LSA, a companhia é aberta ou fechada conforme os valores mobiliários de sua emissão estejam ou não admitidos à negociação no mercado de valores mobiliários.
Elas serão abertas quando tiver autorização para negociar seus valores mobiliários no mercado de capitais, como na bolsa de valores ou no mercado de balcão, para conferir maior liquidez aos investimentos; e fechada quando não tiver autorização para tanto, devendo sua compra de ações ser negociada entre particulares.
Uma S/A aberta capta recursos mais rapidamente e tem mais chances de encontrar compradores interessados, enquanto que uma S/A fechada tem mais dificuldade de encontrar pessoas interessadas na aquisição de suas ações.
Resposta padrão dada pelo professor: As sociedades Anônimas fechadas são aquelas cuja negociação dos seus papeis é em um ambiente fora do mercado de capitais, muito semelhante aos das sociedades contratuais, como as sociedades limitadas. Por sua vez, as sociedades anônimas abertas são aquelas autorizadas pela CVM para negocionar seus papeis no que denominamos de mercado de capitais, ambianete público em que há uma extraordinária maior facilidade de captação de recursos e realização de negócios.

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