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Universidade de Pernambuco Campus Serra Talhada Curso de Bacharelado em Medicina Distócia do parto Discente: Débora Rayssa Siqueira Silva Serra Talhada, 2021 INTRODUÇÃO E DEFINIÇÕES Distócia é uma anormalidade no desenrolar do trabalho de parto (ZUGAIB, 2020); Distócia significa “parto difícil”, que evolui de forma anormalmente lenta (CUNNINGHAM et al., 2016); EUA: indicação mais comum de cesárea em primigestas; Causas: alteração da força (1), do trajeto (2) ou do objeto (3) - ocorrem isoladamente ou em combinação: 1. Contrações uterinas insuficientes ou descoordenadas (disfunção uterina), ou esforço muscular voluntário materno insuficiente no segundo estágio do trabalho de parto; 2. Anormalidades na estrutura óssea da pelve materna ou nos tecidos moles do trato reprodutor que produzem obstáculo à descida do feto; 3. Anormalidades na apresentação, na posição ou no desenvolvimento fetais; Obs.: a dificuldade em determinar a causa específica da distócia formou a expressão “falha na progressão do trabalho de parto”. Essa expressão inclui anormalidades na progressão da dilatação e na descida do polo cefálico; A correção das anormalidades só acontece com a identificação dos fatores envolvidos na ocorrência da distócia; Riscos maternos e fetais: o Principal complicação: infecção, sobretudo corioamnionite e suas complicações maternofetais; o Outros: lesões no assoalho pélvico devido ao trabalho de parto prolongado que pode progredir, em situações graves, para necrose muscular e fístulas; o Riscos fetais isolados: tocotraumatismo, sofrimento fetal e óbito perinatal (CUNNINGHAM et al., 2016; FEBRASGO, 2017; ZUGAIB, 2020). REVISANDO CONCEITOS Primeiro estágio do parto Definição - Fase latente prolongada > 20 horas em nulíparas; > 14 horas em multíparas. - Fase ativa prolongada Dilatação cervical < 2 cm em um intervalo de 4 horas. - Parada da fase ativa Dilatação cervical ≥ 6 cm associada à ruptura de membrana + ≥ 4 horas de contrações adequadas (> 200 UM) ou ≥ 6 horas de contrações inadequadas sem alteração cervical. Segundo estágio do parto Definição - Progresso inadequado em termos de rotação ou descida da apresentação > 1 hora em nulíparas > 30 minutos em multíparas - Parada da segunda fase do trabalho de parto ≥ 3 horas em nulíparas (≥ 4 horas com epidural) ≥ 2 horas em multíparas (≥ 3 horas com epidural) OBSERVAÇÃO: Durações mais longas podem ser apropriadas se o trabalho de parto estiver progredindo e o monitoramento da frequência cardíaca fetal for tranquilizador. Tabela 1: Resumo das definições do primeiro e do segundo estágio de parto prolongado. FONTE: Adaptado de DynaMed, 2018. CLASSIFICAÇÕES ANORMALIDADES NA FORÇA CONTRÁTIL o Distócia funcional: Pode estar presente em até 37% das nulíparas com gestação de baixo risco; É a causa mais comum de parto cesáreo durante o trabalho de parto ativo; Caracteriza-se pela fase ativa prolongada. A velocidade de dilatação é inferior a 1 cm/h no primeiro estágio do parto devido à hipocontratilidade uterina ou incoordenação das contrações (KISSLER; LOWE; HERNANDEZ, 2020; ZUGAIB, 2020). CLASSIFICAÇÃO DE GOFFI MODIFICADA, QUADRO CLÍNICO E CONDUTA: - Distócia por hipoatividade: “o trabalho de parto é lento, as contrações são fracas e ineficientes”. É importante diferenciá-la do falso trabalho de parto (contrações uterinas irregulares, ineficientes e ausência de modificação do colo), avaliar a vitalidade fetal (pesquisar mecônio) e orientar repouso domiciliar com antiespasmódico leve. Pode ser classificada em primária, quando o trabalho de parto inicia de forma ineficaz e lenta, ou secundária, quando o trabalho de parto se inicia de forma adequada ou com contrações exageradas, havendo posterior exaustão ou falta de estímulo uterino (contrações uterinas agora fracas e espaçadas). TRATAMENTO: ocitocina e amniotomia para adequação das contrações uterinas; espera-se que a dilatação volte ao padrão de 1 cm/h após certo período de adaptação, portanto, deve-se realizar o toque a cada 1 a 2 horas. Caso não haja progressão da dilatação após as medidas citadas, deve-se considerar a hipótese de incoordenação uterina e indicar analgesia; - Distócia por hiperatividade: “a atividade uterina é exagerada, as contrações possuem alta frequência e intensidade”. Pode ser classificada em distócia por hiperatividade sem obstrução ou com obstrução. A primeira é mais comum em grandes multíparas; o trabalho de parto dura menos de 3h (parto taquitócito ou precipitado). O tratamento visa evitar ou tratar possíveis complicações maternas (laceração do canal de parto) e fetais (hemorragia intracraniana pelo rápido desprendimento do polo cefálico e prolapso do cordão umbilical), portanto, é realizada amniotomia tardia, analgesia precoce, revisão do canal de parto e observação rigorosa do RN. A segunda caracteriza-se pela desproporção cefalopélvica; as contrações uterinas tentam vencer esse obstáculo. Para evitar rotura uterina, é indicado parto cesáreo; Desproporção cefalopélvica: 1) absoluta: traduz tamanho do polo cefálico maior que a bacia (feto macrossômico), ou feto de tamanho normal e bacia obstétrica pequena; rara atualmente (outrora, era a principal indicação de cesárea em mulheres com estreitamente de pelve por raquitismo); 2) relativa: defeito de posição da apresentação: deflexão ou variedades de posição transversas ou posteriores. Atualmente, a maioria é causada por posição anormal da cabeça do feto dentro da pelve (assinclitismo) ou contrações uterinas ineficazes; - Distócia por hipertonia: a hipertonia uterina dificulta a oxigenação fetal, portanto, faz-se necessário realizar a avaliação de sua vitalidade. Pode ser classificada em polissistolia (mais de 5 contrações em 10 minutos, gerando relaxamento uterino incompleto entre as contrações; subdividida em hiperestimulação, que pode ou não estar acompanhadas de alterações na cardiotocografia e taquissistolia, quando não há alterações na frequência cardíaca fetal. Realizar decúbito lateral esquerdo - aumenta o aporte sanguíneo ao útero, favorecendo contrações mais regulares efetivas –, suspender ocitocina e oferecer analgesia), superdistensão (ocorre em casos de polidrâmnio, podendo ser realizada amniocentese de maneira cautelosa em casos mais graves, devido ao risco de DPP, e gemelidade, sendo indicado ocitocina e amniotomia) e DPP (classicamente é acompanhada por hipertonia; as recomendações seguem as mesmas: amniotomia, ocitocina e analgesia). - Distócia de dilatação: a paciente tem contrações efetivas, porém, lentificação ou ausência de dilatação cervical (parada secundária da dilatação). Se necessário, realizar ocitocina, amniotomia e analgesia (CUNNINGHAM et al., 2016; FIGUEIREDO; AGUIAR; NETO, 2017; ZUGAIB, 2020). Quando indicar cesárea? Em casos de distócia funcional não corrigível, quando todas as medidas terapêuticas foram instituídas (ZUGAIB, 2020). Partograma: identificação e conduta: Fase ativa prolongada (figura 01); o Curva de dilatação ultrapassa a linha de alerta, podendo ultrapassar a linha de ação; o Conduta inicial: estimular parto normal com deambulação; se necessário, realizar ocitocina ou rotura artificial da bolsa das águas (BRASIL, 2015). Figura 01. Ficha com partograma e exemplo de fase ativa prolongada. FONTE: BRASIL, 2015. Parada secundária da dilatação (figura 02) o Diagnosticada por 2 toques sucessivos no intervalo de 2h; o Dilatação cervical permanece a mesma por 2h ou mais, ultrapassando linha de alerta e, por vezes, a linha de ação; o Risco de sofrimento fetal; o Principal causa: desproporção cefalopélvica; conduta: Absoluta: cesárea; Relativa:deambulação (se membranas rotas, orientar deambulação apenas se o polo cefálico estiver completamente apoiado na bacia materna, para evitar prolapso do cordão umbilical), rotura artificial da bolsa das águas, analgesia peridural e, não havendo resolução, cesárea (BRASIL, 2015). Parto taquitócito (figura 03) o Dilatação cervical, descida e expulsão do feto em 4 horas ou menos; o O padrão da contratilidade uterina é de taquissistolia e hipersistolia; o Caso a placenta esteja no limite de sua função, pode ocorrer o sofrimento fetal; o Associado à administração excessiva de ocitocina; o Conduta: suspender infusão de ocitocina; o Avaliar a vitalidade fetal no período de dilatação e o canal de parto após a dequitação (BRASIL, 2015). Figura 02: Ficha com partograma e exemplo de parada secundária de progressão. FONTE: BRASIL, 2015. Figura 03: Ficha com partograma e exemplo de parto taquitócito. FONTE: BRASIL, 2015. Parada secundária da descida (figura 04) o Diagnosticada por dois toques sucessivos; o Cessação da descida por pelo menos 1 hora após o seu início; o Principal causa: desproporção cefalopélvica; o Conduta: cesárea (BRASIL, 2015, ZUGAIB, 2020). Período pélvico prolongado (figura 05) o Há dilatação completa do colo uterino e demora na descida e na expulsão do feto; o Causa: contratilidade uterina deficiente; o Conduta: posição verticalizada (favorece a descida da apresentação), ocitocina e rotura artificial da bolsa das águas (BRASIL, 2015). Resumo de distócia funcional: Figura 05. FONTE: FIGUEIREDO; AGUIAR; NETO, 2017. Figura 04: Ficha com partograma e exemplo de parada secundária da descida. FONTE: BRASIL, 2015. Figura 05: Ficha com partograma e exemplo de período pélvico prolongado. FONTE: BRASIL, 2015. Considerações acerca da conduta e do tratamento em distócias funcionais: o Amniotomia e uso de ocitocina encurtam a duração do trabalho de parto, mas não afetam a taxa de cesáreas (SIMPSON, 2020); o Técnicas de cuidados de suporte profissional podem ter efeito promissor na progressão do trabalho de parto (SIMPSON, 2020); o A analgesia peridural pode não afetar significativamente a duração do trabalho de parto ou aumentar o risco de parto cesáreo (SIMPSON, 2020); o Aproximadamente 12% das mulheres não respondem ao aumento da ocitocina, sugerindo variação na fisiopatologia subjacente da distócia de parto (KISSLER; LOWE; HERNANDEZ, 2020); o O uso de bicarbonato nas distócias do trabalho de parto tem sido estudado. Na confirmação de distócia, o nível de lactato do fluido amniótico, que reflete o estado metabólico uterino, é analisado. Um estudo (ITZEL; WRAY; ÅKERUD, 2018) dividiu sua amostra em “grupo sem bicarbonato”, realizando ocitocina imediatamente, e “grupo bicarbonato”, realizando ocitocina uma hora após ingestão de bicarbonato. Foi demonstrado que o bicarbonato diminui os níveis de AFL e aumenta a taxa de parto vaginal espontâneo, sendo uma medida simples e de baixo custo que tem o potencial de melhorar a morbidade materna. ANORMALIDADES NO TRAJETO o Dostocias ósseas: são anormalidades no formato, no tamanho ou nas angulações da pelve. O diagnóstico é realizado através da pelvimetria; em casos mais dúbios, pode-se realizar radiografias de quadril ou ressonância magnética da pelve (FEBRASGO, 2017). Estreito Diâmetro alterado Cm Clínica Superior Anteroposteri or (conjugata diagonalis) < 11,5 Apresentação alta, defletida ou situação transversa. Sinal de Muller: plano ósseo parietal mais alto que a borda superior da sínfise púbica, ultrapassando-a. Médio Transverso (bi-isquiático) < 10 Partos prolongados. Inferior Bituberoso < 8 Comumente associado à distócia de estreito médio Tabela 2: Topografias das distócias ósseas, avaliação pelvimétrica e quadros clínicos correspondentes. FONTE: FEBRASGO, 2017; KISSLER; LOWE; HERNANDEZ, 2020; ZUGAIB, 2020. o Distócia de partes moles: alterações do canal de parto que impedem a sua progressão: Vulva e períneo: varizes (rupturas ocasionam hematomas vulvovaginais), estenose ou edema de vulva (mais encontrado no lábio anterior em partos prolongados, por compressão do colo entre a pelve e a apresentação), condiloma acuminado (caso seja realizada episiotomia, evitar locais de vegetação; a depender da extensão, indica-se cesárea). Raramente impedem a progressão do parto, entretanto, geram sangramentos vaginais e/ou infecções pós-parto; Vagina: septos vaginais: transversos – impedem parto vaginal; longitudinais – mais frequentes, podem ser seccionados ou até se deslocarem com a passagem do feto; Colo: hipertrofia, edema, estenose cervical pós- cirúrgica (conização, cerclagem), rigidez (primigesta idosa, cervicite, cauterização); Tumores prévios: interpõem-se à apresentação fetal, como miomas ou neoplasias de colo uterino (FEBRASGO, 2017; MONTENEGRO; REZENDE, 2017; ZUGAIB, 2020). ANORMALIDADES NO OBJETO o Tamanho fetal: feto pesando mais de 4 kg ou bacia materna pequena. Aconselha-se identificar esse impasse antes do trabalho de parto efetivo: Realizar a estimativa do peso fetal por meio de ultrassonografia obstétrica; Atentar para: Altura uterina acima do percentil 95 para idade gestacional; Presença de edema suprapúbico e de membros inferiores, sem insinuação do pólo cefálico no estreito superior da bacia; Parada secundária da dilatação ao partograma (FEBRASGO, 2017; ZUGAIB, 2020). o Distócia biacromial (“de ombros”): Após o desprendimento do pólo cefálico, os ombros não se soltam e não há outros fatores que impeçam seu desprendimento. Associa-se frequentemente a obesidade materna, ao pós-datismo e à diabetes gestacional; Pode causar graves consequências à parturiente – lacerações, atonia uterina, rotura uterina ou disjunção da sínfise púbica – e ao feto – lesões de plexo braquial, fratura de clavícula ou úmero -, podendo evoluir para óbito intraparto ou neonatal; Deve-se adotar as seguintes medidas iniciais do “protocolo ALEERTA” (figura 06), em ordem, orientado pelo ALSO (Advanced Life Support of Obstetrics); A sequência visa iniciar pelas manobras atraumáticas, seguidas por manobras com maior risco de lesão fetal; Diante da impossibilidade de alcançar os ombros, deve-se indicar resolução da gestação por via alta, reintroduzindo a cabeça na pelve materna até as espinhas isquiáticas (manobra de Zavaneli); Vale lembrar que esse tipo de distócia está incluído nas indicações de episiotomia, atentando sempre para o histórico de HIV e coagulopatia materna, quando o procedimento deve ser evitado – figuras 7-14 (FEBRASGO, 2017; MEDCURSO, 2019; MONTENEGRO; REZENDE, 2017; ZUGAIB, 2020). Figura 07. Manobra de McRoberts (1ª linha). FONTE: ZUGAIB, 2020. Flexão e abdução das coxas em direção ao abdome materno. Há retificação do ângulo lombossacro e rotação da sínfise púbica em direção cefálica, fazendo com que o ombro posterior caia na concavidade do sacro. Deve ser a primeira manobra a ser tentada. Taxa de êxito de 90% (MONTENEGRO; REZENDE, 2017). Figura 08. Manobra de McRoberts simultânea à manobra de Rubin I (1ª linha). Reduz o diâmetro biacromial e o roda para um dos diâmetros oblíquos da pelve; assim, o ombro desliza por baixo da sínfise com a ajuda da tração de rotina. A pressão suprapúbica externa é aplicada para baixo e para o lado, de modo a empurrar o ombro anterior em direção ao tórax fetal. FONTE: MONTENEGRO; REZENDE, 2017. Figura 09. Extração do braço posterior - Jacquemier (2ª linha). A mão do operador é introduzida na vagina. O cotovelo fetal é flexionado e o antebraço é liberado em movimento de varredura sobrea parede anterior do tórax fetal. A mão é segurada e o braço é estendido ao longo da face fetal, liberando-o da vagina. Isso encurta o diâmetro biacromial e possibilita que o feto caia na concavidade sacra, liberando o ombro anterior impactado FONTE: MEDCURSO, 2019; MONTENEGRO, REZENDE, 2017. Figura 06. FONTE: FEBRASGO, 2017. Figura 13: Manobra de Gaskin (2ª linha). FONTE: Google Imagens. Figura 10. Manobra de Rubin II (2ª linha): consiste em inserir os dedos atrás do ombro anterior, tentando rodá-lo em direção ao tórax fetal. FONTE: MONTENEGRO; REZENDE, 2017. Figura 11. Manobra de saca-rolha de Woods (2ª linha): o parteiro coloca a mão atrás do ombro posterior do feto, tentando rodá-lo a 180° de maneira similar ao movimento de um saca- rolha, de modo a desencravar o ombro anterior. FONTE: MONTENEGRO; REZENDE, 2017. Figura 12. Manobra de Woods invertida ou do parafuso invertido — os dedos do assistente se colocam por trás do ombro posterior e a tração é feita em direção ao tórax fetal. O objetivo é colocar o diâmetro biacromial fetal no diâmetro obliquo da pelve materna para lograr o desprendimento. FONTE: AMORIM et al., 2013. Figura 14. Manobra de Zavanelli (3ª linha). FONTE: MONTENEGRO; REZENDE, 2017. Quando for impossível alcançar o ombro, a cesárea está indicada; deve- se rodar a cabeça para a variedade occipitopúbica, fleti-la e reintroduzi-la lentamente na pelve materna, até as espinhas isquiáticas. Para relaxamento uterino, recomenda-se terbutalina subcutânea (0,25 mg). É uma manobra proposta na última tentativa para evitar óbito fetal, sendo mais apropriada para os casos raros de distócia de ombros bilateral, quando ambos os ombros estão impactados – anteriormente acima do púbis e posteriormente sob o promontório sacro. FONTE: MONTENEGRO; REZENDE, 2017; ZUGAIB, 2020. ANORMALIDADES DE SITUAÇÃO E APRESENTAÇÃO: pouco frequentes (FEBRASGO, 2017): Anormalidade Diagnóstico Conduta Situação transversa Palpação: não há polo fetal no fundo uterino. Toque: não há parte fetal apresentada. Parto cesáreo Apresentação pélvica Toque: apresentação pélvica Esclarecer à parturiente os riscos maternos e fetais. Majoritariamente, opta-se por cesárea eletiva. Apresentação de face Deflexão máxima do polo cefálico (3º grau) – ponto de referência: mento Na posição maternoanterior, o parto pode ocorrer; Apresentação de fronte Deflexão de 2º grau – ponto de referência: nariz Pode defletir ou não, portanto, pode-se tentar prova de trabalho de parto; não insistir. Apresentação composta Membro (os) e polo cefálico insinuados na pelve materna; associa-se à Observar a evolução; caso haja prolapso de cordão ou não houver redução do prolapsos de cordão. membro, indica- se cesárea. Variedade de posição occiptoposterior ou occiptotransversa Toque vaginal evidenciando variedade; pode- se tocar a bossa, nariz e orelhas. Período expulsivo não deve ultrapassar 1h. Avaliar necessidade de fórcipe. Tabela 03: Anormalidades de situação e apresentação. FONTE: Adaptado de FEBRASGO, 2017. REFERÊNCIAS: AMORIM, M. M. R. et al. Shoulder dystocia: proposal for a new algorithm of management in births in non-supine positions. FEMINA, vol. 41, n. 3, p. 115-124, 2013. BRASIL. ATS - Avaliação de Tecnologias em Saúde. Nota técnica de 17 de março de 2015. Revisando o uso do partograma e seu papel nas indicações de cesariana intraparto. Disponível em: https://www.acoesunimedbh.com.br/sessoesclinicas/wordp ress/wp-content/uploads/2015/05/Partograma.pdf. Acesso em: 21/04/2021. CUNNINGHAM, F. G. et al. Obstetrícia de Williams. 24. ed. AMGH Editora, 2016. DynaMed [Internet]. Ipswich (MA): EBSCO Information Services. 1995 -. Record No. T115364, Labor Dystocia; [updated 2018 Nov 30, cited 2021 Apr 24]. https://www.acoesunimedbh.com.br/sessoesclinicas/wordpress/wp-content/uploads/2015/05/Partograma.pdf https://www.acoesunimedbh.com.br/sessoesclinicas/wordpress/wp-content/uploads/2015/05/Partograma.pdf FEBRASGO. Distócias. FEBRASGO, 2017. Disponível em: https://www.febrasgo.org.br/pt/noticias/item/184-Distócias. Acesso em: 22/04/2021. FIGUEIREDO, E. T.; AGUIAR, P. M. A.; NETO, R. H. C. Protocolo clínico - Distócias. EBSERH, 2017. Disponível em: http://www2.ebserh.gov.br/documents/214336/1109086/PRO .OBS.008+-+REV1+DIST%C3%93CIAS.pdf/dde569ef-9f71- 4ef1-8ebd-67552e92b203. Acesso em: 22/04/2021. ITZEL, E. W.; WRAY, S.; ÅKERUD, H. A randomized controlled trail of a new treatment for labor dystocia. J Matern Fetal Neonatal Med, v. 31, n. 17, p. 2237-2244, 2018. KISSLER, K. J.; LOWE, N. K.; HERNANDEZ, T. L. An Integrated Review of Uterine Activity Monitoring for Evaluating Labor Dystocia. J Midwifery Womens Health, v. 65, n. 3, p. 323–334, 2020. MEDCURSO. O parto. MEDGRUPO, 2019. MONTENEGRO, C. A. B.; REZENDE FILHO, J. Rezende – Obstetrícia. 13. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. SIMPSON, K. R. Labor Dystocia. MCN Am J Matern Child Nurs, v. 45, n. 6, p. 380, 2020. ZUGAIB, M. Obstetrícia. 4. ed. 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