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14 N. 3, Dezembro/2012 Introdução A deglutição normal é uma complexa e dinâmica atividade neuromuscular que depende de um conjunto de comportamentos fisiológicos, resultando no trans- porte eficiente e seguro de ali-mentos da boca até o estômago.1,2 É um processo contínuo, mas, para me- lhor compreensão, po-de ser dividido em três fases: a oral, a faríngea e a esofágica. A fase oral é, principal- mente, volun-tária. Alimentos sólidos são triturados pe- los dentes e misturados à saliva, lubrificando e permi- tindo que fragmentos, na textura apropriada para a Adequação e padronização de dietasAdequação e padronização de dietasAdequação e padronização de dietasAdequação e padronização de dietasAdequação e padronização de dietas utilizadas por pacientes com disfagiautilizadas por pacientes com disfagiautilizadas por pacientes com disfagiautilizadas por pacientes com disfagiautilizadas por pacientes com disfagia orofaríngea do HCFMRP- USPorofaríngea do HCFMRP- USPorofaríngea do HCFMRP- USPorofaríngea do HCFMRP- USPorofaríngea do HCFMRP- USP Leida Divina Freire da Cruz1, Thereza Cristina Pereira Lunardi2, Paula de Carvalho Macedo Issa Okubo3, Eny Kiyomi Uemura Moriguti4, Vanessa Maria de Castro Barros dos Santos4, Nancy Yukie Yamamoto Tanaka4, Fernando Fávero5, Marinella Bavaresco Molina4, Everaldo Costa Reis4 1Nutricionista do Serviço de Nutrição HCFMRP-USP, responsável pela Unidade Funcional de Neurologia da Unidade de Emergência (UE); Aprimoramento em Nutrição Hospitalar; 2Nutricionista do Serviço de Nutrição HCFMRP-USP, responsável pelo CTI-UE; Especialista em Nutrição Clínica; Mestranda em Educação e Saúde na Universidade de Ribeirão Preto - UNAERP; 3Fonoaudióloga Assistente (FAEPA) do Setor de Fonoaudiologia HCFMRP-USP, responsável pela Área de Neurologia Adulto; Mestre em Ciências Médicas (Clínica Médica) e Doutora em Neurociências, pela FMRP-USP; 4Nutricionista da Divisão de Nutrição e Dietética do HCFMRP/USP; 5Analista de Sistemas do Centro de Informações e Análises (CIA) do HCFMRP/USP RESUMO A disfagia consiste em qualquer dificuldade na efetiva condução do alimento da cavidade oral até o estômago. Acomete, principalmente, portadores de doenças neurológicas podendo causar perda de peso, desidratação e desnutrição por inadequação dietética. O presente trabalho teve por objetivo a implantação e padronização de dietas adequadas aos quadros de disfagia orofaríngea em um serviço de nutrição hospitalar. A partir de discussões interdisciplinares da Nutrição e Fonoaudiologia, verificou-se a necessidade de se abordar mais efetivamente a terapêutica da disfagia com a utilização de dietas nutricionalmente balanceadas e de consistência alimentar adequada. Foram implantados dois tipos de dietas: pastosa modificada para disfagia com líquidos e pastosa modificada para disfagia sem líquidos, ambas com viscosidade tipo pudim, indicadas para disfagia orofaríngea. Para o espessamento das preparações, adotou-se técnica de menor custo operacional, utilizando-se principalmente o amido de milho na obtenção da consistência alimentar desejada. As dietas foram incluídas no sistema de prescrição eletrônica do hospital, facilitando a escolha desta pelo prescritor. O trabalho resultou em melhor abordagem terapêutica da disfagia a partir das discussões interdisciplinares que se firma- ram em torno do tema, em aumento do número de prescrições da dieta, em melhor controle de qualidade sobre os processos que envolvem o atendimento e na redução de riscos de complicações da disfagia orofaríngea. deglutição, sejam moldados dentro de um bolo. Após essa etapa, há o transporte do bolo para a faringe.3,4,5 A fase faríngea é um mecanismo reflexo controlado por receptores localizados na parede posterior da faringe, pelas tonsilas e a base da língua, envolve o transporte do bolo alimentar da orofaringe para dentro do esôfa- go.6 Na fase eso-fágica, por meio de ondas peristálticas, o alimento é direcionado para o estômago.7 A ocorrência de alterações nas fases oral e faríngea, que pode ter como sintomas, dificul-dade em iniciar a deglutição, disfagia cervical, regurgitação na- sal, tosse e engasgos, é caracteri-zada como disfa- Nº 3, Dezembro/2012 15 Revista Qualidade HC gia8, podendo ocorrer em qualquer idade e se dar de forma imprecisa, lenta ou ambas. Pode ser classifica- da pela sua localização: alterações orofaríngeas, da boca até o esfíncter cricofaríngeo (disfagia orofaríngea ou alta) e alterações esofágicas, abaixo do esfíncter cricofa-ríngeo (disfagia esofágica ou baixa).9-13 A incoordenação do mecanismo da deglutição pode resultar em aspiração de alimentos ou regurgita- ção nasal. Assim, a disfagia orofaríngea geralmente é associada a tosse após a degluti-ção, dificuldade respi- ratória e infecção pulmonar9, comprometendo tanto a parte respiratória do indivíduo como a sua nutrição.14 Existem muitas causas da disfagia, como: dis- túrbios neurológicos, musculares e da placa motora (acidente vascular cerebral, traumas cranioencefálicos, doença de Alzheimer e outras de-mências, doença de Parkinson, distrofia muscular e miastenia gravis, entre outras); pós-operatórios e traumáticos; doenças con- gênitas; inflamatórias e degenerativas11, que podem causar anormalidades em um ou mais dos eventos fisi- ológicos nos estágios oral e faríngeo da deglutição, criando problemas.3 A disfagia pode causar aspirações silenciosas que não são percebidas e, com isso, o ali-mento ou a saliva entra no canal aéreo e, em seguida, nos pul- mões. A princípio, isto não causa nenhum sintoma, mas, ao longo do tempo, pode ocorrer edema pulmo- nar ou crescimento de ger-mes patológicos, que cau- sam pneumonia. A aspiração pode ter consequências graves e até mesmo fatais.12 Além da qualidade de vida, pacientes com disfa- gia também têm prejuízo quanto ao seu prognóstico.15 Uma vez que a disfagia é identificada, clínicos podem intervir na prevenção de aspiração utilizando variações nas consistências alimentares.16 Porém, esse quadro pode levar à desnutrição e à desidratação por inade- quação dietética e em razão da consistência dos ali- mentos17, se o apor-te nutricional não for cuidadosa- mente balanceado, pois a modificação dos hábitos ali- mentares tem um impacto negativo na saúde, estado nutricional e qualidade de vida.18 Um estudo realizado com idosos institucionali- zados avaliou a adequação da dieta e os re-sultados mostraram que 91% dos pacientes estavam com die- tas que continham consistências inadequadas, quando poderiam ser utilizados alimentos mais consistentes, de maneira segura.19 Justificativa No estabelecimento das consistências das die- tas utilizadas pelos serviços de alimentação de institui- ções que cuidam de pacientes com disfagia orofaríngea, as restrições e necessidades destes nem sempre são consideradas satisfatoriamente, podendo haver inade- quações, aumentando o risco das complicações. A prática clínica nas enfermarias, principalmen- te de neurologia, onde ocorre alta incidência de pacien- tes disfágicos, levou a discussões rotineiras quanto à prescrição das dietas, visto que haviam divergências na caracterização das consistências alimentares, a dieta pastosa esperada pela fonoaudiologia apresentava tex- tura homogênea, enquanto que a dieta fornecida pela nutrição continha alimentos semi-sólidos. Assim, na atuação conjunta dessas especialida- des na Unidade Funcional de Neurologia da Unidade de Emergência, com a intenção de adequar as dietas den- tro das particularidades dos quadros de disfagia, cons- tatou-se a necessidade de sua padronização pelo Ser- viço de Nutrição, visando a melhoria na qualidade da assistência nutricional prestada aos pacientes. Objetivo Adequar e padronizar a consistência alimentar utilizada em dietas a serem prescritas aos quadros de disfagia orofaríngea. Metodologia O trabalho foi realizado inicialmente na Unidade de Emergência e, posteriormente compartilhado com a Unidade Campus do Hospital das Clínicas da Faculda- de de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo.Na padronização vigente, não havia uma opção de dieta que se adequasse totalmente à consistência alimentar indicada aos casos específicos de disfagia orofaríngea. Após falhas consecutivas, fundamentadas pelo entendimento divergente das consistências alimen- tares e das nomenclaturas, além de discussões infor- mais quanto à prescrição das dietas, várias tentativas de adequações foram realizadas pelos profissionais da área nutrição e fonoaudiologia da Enfermaria da Uni- 16 Nº 3, Dezembro/2012 Revista Qualidade HC dade Funcional de Neurologia. Verificou-se que a exis- tência de discordância no conceito da dieta pastosa pela Nutrição e pela Fonoaudiologia se encontrava tan- to na prática clínica, quanto nas literaturas especiali- zadas20, pois as características e indicações destas dietas são diferentes, embora utilizem a mesma termi- nologia (pastosa) para designar a consistência espera- da (Anexo A). Reuniões interdisciplinares permitiram que se chegasse ao consenso sobre as texturas e consistên- cias recomendadas e as viáveis de serem desenvolvi- das pela cozinha dietética do hospital, respeitando-se os tipos de alimentos, equipamentos e mão-de-obra disponíveis no Serviço de Nutrição. Na definição das preparações a serem padronizadas, tomou-se o cuida- do de não elevar os custos operacionais significativa- mente, respeitar as características organolépticas dos alimentos e os hábitos alimentares dos pacientes. Para tanto, procurou-se utilizar ingredientes comuns na com- posição dos cardápios no ambiente hospitalar, os quais poderiam ter seus usos empregados também para o domicílio no período de pós-alta. Adotou-se o espessa- mento das preparações por meio da utilização das pro- priedades dos próprios alimentos com seus agentes intrínsecos (polissacarídeos, tais como as gomas e amido, pectinas e derivados de celulose). Além desta técnica, foram utilizadas fontes de amido natural (ami- do de milho, farinha de aveia, fubá) e o amido modifica- do (cereal infantil pré-cozido de arroz e de milho). Estabeleceram-se dois tipos de dietas a serem implantadas: pastosa modificada para disfagia sem lí- quidos (ralos) e pastosa modificada para disfagia com líquidos, ambas de viscosidade tipo pudim, sem textu- ras mistas. Os cálculos de composição nutricional da dieta foram feitos pelo Software Nutwin, versão 2003, obtendo-se os seguintes valores em calorias e macro- nutrientes: Valor Calórico Total (VCT) = 2191 Kcal, Proteínas = 78,9 g -14,2 % do VCT, Lipídios = 71,9 g - 29,2 % do VCT, Carboidratos = 312,5g - 56,4% do VCT e VCT = 2216 Kcal, Proteínas = 86 g -15,2 % do VCT, Lipídios = 67 g - 26,5 % do VCT, Carboidratos = 332g - 58,2 % VCT, respectivamente. Ambas as die- tas foram compostas por cinco refeições/dia: desjejum, almoço, refeição complementar da tarde, jantar e re- feição complementar da noite. Em agosto de 2010, iniciou-se a prescrição das dietas, já uniformizadas no serviço de nutrição, atra- vés da prescrição eletrônica na opção individualizada com os seguintes uni-termos: dieta pastosa modifica- da, pastosa para disfagia com líquidos e pastosa para disfagia sem líquidos. Em março de 2011, foi concluída a padroniza- ção das dietas, através da inserção no Sistema de Prescrição Eletrônica com os uni-termos, pastosa modificada para disfagia sem líquidos e pastosa modi- ficada para disfagia com líquidos, para uso também na Unidade Campus. Na hidratação dos pacientes que apresentavam disfagia para líquidos, adotou-se um espessante co- mercial à base de amido modificado, o qual foi adicio- nado, não alterando cor ou sabor da água e proporci- onando a ingestão de líquidos com menor risco de as- piração laringotraqueal. Para os pacientes que não conseguiam satisfazer suas necessidades hídricas por via oral, utilizou-se a reposição via sonda nasogástrica ou nasoentérica. Para a finalização do trabalho, procedeu-se o treinamento dos funcionários do Serviço de Nutrição, a elaboração de receituários-padrão e a criação de for- mulários de orientação nutricional para alta hospitalar. Resultados A abordagem terapêutica do paciente com dis- fagia passou a ter um enfoque maior a partir das reu- niões e discussões em equipe. Verificou-se que, em pouco tempo de implantação das dietas no Serviço de Nutrição e abordagem dos profissionais junto aos mé- dicos, houve um aumento do número de prescrições, o qual se elevou ainda mais após sua inserção no siste- ma eletrônico (Anexo B). Os resultados demonstram que de janeiro a ju- lho de 2010, antes da realização do trabalho, o núme- ro de prescrições variou de zero (0) a 24/mês (média =7,4); de agosto/2010 a fevereiro/2011, após a implantação das dietas, variou de 12 a 143/mês (mé- dia =79,7) e de março/2011 a dezembro/2011, com a inserção no sistema eletrônico, o número variou de 59 a 187 prescrições/mês (média =121,3). Analisan- do os dados obtidos antes e após o trabalho, consta- tou-se um aumento importante, variando entre 12 e 187/mês (média=104,1). Para o Serviço de Nutrição, o estabelecimento de uma dieta padronizada proporcionou a otimização dos serviços prestados, com foco na qualidade. Para a fonoaudiologia, a padronização caracterizou um facilitador no processo de transição das dietas quanto a melhor e mais segura via de administração e no Nº 3, Dezembro/2012 17 Revista Qualidade HC melhor entendimento de todos os profissionais da equi- pe no processo de gerenciamento das disfagias. Para a alta hospitalar, foram criados formulári- os de orientação nutricional (Anexos C e D), sendo ofe- recido treinamento aos cuidadores e/ou familiares quanto ao preparo das dietas para disfagia, no intuito de dar continuidade adequada à terapia nutricional em domicílio. Considerações finais Considerando que no rol de dietas padronizadas anteriormente ao trabalho, não havia uma opção de consistência adequada para disfagia e que isto poderia gerar viés de informações e de interpretação da pres- crição, com prejuízos na terapia nutricional do pacien- te, detectou-se a necessidade de padronização da mesma no serviço de nutrição. No espessamento das preparações, empregou- se a técnica de utilização dos próprios alimentos, a qual ainda é desconhecida por muitos dos pacientes, cuidadores e profissionais da saúde, o que limita a in- gestão alimentar, resultando em altos índices de des- nutrição, desidratação e aspiração pulmonar e aumen- tando o risco de óbito.19 A dieta para disfagia, com ou sem líquidos ra- los, quando balanceada e preparada corretamente, como proposto neste trabalho, poderá substituir uma dieta de consistência geral sem impactos significativos no estado nutricional, proporcionando uma alimenta- ção segura e palatável ao paciente, reduzindo os ris- cos de complicações da disfagia e de subnutrição intra- hospitalar. O aumento que houve no número de prescri- ções da dieta para disfagia, após a realização do tra- balho, confirma a necessidade de adequação e padro- nização, detectada anteriormente pelos profissionais e sugere que o número de prescrições seja utilizado como indicador de melhoria na qualidade de assistência à saúde. Na alta hospitalar, observou-se maior seguran- ça e compreensão dos cuidados nutricionais quando entregue ao cuidador os procedimentos para a confec- ção das preparações com as consistências ajustadas à prescrição dietética. Mediante a situação problema inicial, criaram- se mecanismos com estratégias diversas para propor- cionar um atendimento humanizado e satisfatório a todos os agentes envolvidos no processo de promoção de saúde. Agradecimentos Ana Paula Lara Michelin Sanches - Nutricionista Unidade de Emergência - HCFMRP- USP. Anita Emi Kamimura - Nutricionista Unidade de Emergência - HCFMRP- USP. Cristiana Alves Ferreira Amato - Nutricionista da Divisão de Cardiologia do Departamento de Clínica Médica do HCFMRP- USP. Equipe de nutricionistas da Divisão de Nutrição e Dietética - HCFMRP- USP. Funcionários do Serviço de Nutrição - Unidade de Emergência - HCFMRP- USP. Marcela Panossian - Aprimoranda de NutriçãoHospitalar - HCFMRP-USP. Bibliografia 1. Dray TG, Hillel AD, Miller RM. Dysphagia caused by neurologic déficits. In: Bastian RW. Dysphagia in children, adults and geriatrics. Otolaryngol Clin North Am. 1998; 31:507-24. 2. Macedo-Filho ED. Conceitos e fisiologia aplicada da degluti- ção. In: Macedo-Filho E, Pissani JC, Carneiro J, Gomes G. Disfagia: Abordagem Multidisciplinar, Centro de Pesquisa e Tratamento da Disfagia. Frôntis Editorial, 2ª ed., 1998; 3-18. 3. Logemann JA. Effects of aging on the swallowing mechanism. Otolaryngol Clin North Am. 1990; 23:1045- 56. 4. Shay K, Ship JA. The importance of oral health in the older patient. J Am Geriatr Soc. 1995; 43:1414-22. 5. 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Composição Arroz bem cozido, macarrão argol i - nha, polenta, purês, caldo de feijão, leite, iogurtes, carne moí- da ou frango desfia- do, ovo cozido ou pochê, frutas ma- cias, vitaminas, su- cos, doces em pas- ta, sagú, legumes sem casca e sem sementes em peda- ços pequenos e bem cozidos, biscoi- tos amolecidos, pães macios, bolos. Purê de arroz, cal- do de feijão engros- sado, purê de legu- mes, purê de car- nes, leite engrossa- do, mingaus, frutas em forma de purês, frapês ou sucos es- pessados, pudins, flans e cremes. Objetivos Oferecer alimentos que exijam o mínimo de mastigação, se- jam de fácil trânsito gastrointestinal e de boa digestibilidade. Oferecer alimentos que não requeiram mastigação alguma, evitar a presença de diferentes consis- tências alimentares juntas (consistênci- as heterogêneas), minimizar os riscos de aspiração larin- gotraqueal de ali- mentos. Indicações Situações especiais com acometimento de fases mecânicas do processo digestivo, como falta de dentes, cirurgias de ca- beça e pescoço, pós- operatório de cirurgias do aparelho digestivo, fases críticas de doen- ças crônicas. Situações de transição da dieta enteral para via oral; disfagia grave para líquidos, adicionando espessantes para a aquisição da consistên- cia ideal; situações es- peciais frente a altera- ções estruturais (au- sências dentárias) ou funcionais que impossi- bilitem a mastigação. Anexo A. Diferenças conceituais de texturas frente a ótica da Nutrição vs Fonoaudiologia. 20 Nº 3, Dezembro/2012 Revista Qualidade HC Evolução do número de prescrições nos anos de 2010 a 2011. Anexo B. Nº 3, Dezembro/2012 21 Revista Qualidade HC Para: ___________________________________________________ Data:___/___/___ DIETA PASTOSA MODIFICADA PARA DISFAGIA, COM LÍQUIDOS Consiste de alimentos pastosos (na consistência de pudim). Não são permitidas texturas grossas e áspe- ras, alimentos inteiros, em pedaços ou com resíduos. São excluídos quaisquer alimentos que requerem mastiga- ção. Os líquidos ralos (água, sucos, leite, iogurtes, vitaminas) podem ser oferecidos, desde que estejam sem resíduos (pedaços ou fibras). EXEMPLO DE CARDÁPIO Desjejum Mingau com amido de milho, farinha de cereal e fruta batidos – 1 copo (250ml) Suco natural de fruta, coado – 1 copo (200 ml) Almoço Purê de arroz - 6 colheres, das de sopa, cheias Caldo de feijão - 1 concha pequena Papa de carne - 3 colheres, das de sopa, cheias Purê de legumes - 6 colheres, das de sopa, cheias Doce de fruta pastoso batido ou gelatina ou pudim – 1 pote de sobremesa (100 g) Complementar da tarde Vitamina de frutas - 1 copo ( 250ml) Jantar Purê de arroz - 6 colheres, das de sopa, cheias Caldo de feijão - 1 concha pequena Papa de carne - 3 colheres, das de sopa, cheias Purê de legumes - 6 colheres, das de sopa, cheias Doce de fruta pastoso batido ou gelatina ou pudim – 1 pote sobremesa ( 100g) Complementar da noite Mingau de aveia batido com fruta – 1 copo (250 ml) NUTRIÇÃO - UNIDADE DE EMERGÊNCIA Anexo CAnexo CAnexo CAnexo CAnexo C Orientação de Alta Elaborado por: Nutricionista Leida Divina Freire da Cruz CRN3: 6351 22 Nº 3, Dezembro/2012 Revista Qualidade HC Para: ___________________________________________________ Data:___/___/___ DIETA PASTOSA MODIFICADA PARA DISFAGIA, SEM LÍQUIDOS Consiste de alimentos pastosos (na consistência de pudim). Não são permitidas texturas grossas e áspe- ras, alimentos inteiros, em pedaços ou com resíduos. São excluídos quaisquer alimentos que requerem mastiga- ção. Os líquidos ralos (água, sucos, leite, iogurtes, vitamina) não podem ser oferecidos por via oral. EXEMPLO DE CARDÁPIO Desjejum Mingau com amido de milho, farinha de cereal e fruta batidos – 1 copo (250ml) Almoço Purê de arroz – 6 colheres, das de sopa Purê de feijão– 1 concha pequena Purê de carne – 3 colheres, das de sopa Purê de legumes – 6 colheres, das de sopa Banana amassada até formar purê – 1 unidade Complementar da tarde Vitamina de frutas engrossada com farinha de cereal – 1 copo (250 ml) Jantar Purê de carne – 3 colheres das de sopa Purê de legumes – 6 colheres das de sopa Purê de arroz – 6 colheres das de sopa Purê de feijão– 3 colheres das de sopa Creme de frutas sem leite – 1 pote sobremesa ( 100g) Complementar da noite Mingau de aveia batido com fruta - 250 ml OBSERVAÇÃO: Os líquidos ralos (água, sucos, chás, leite, etc.) só poderão ser oferecidos pelasonda. Ou por via oral com espessante ( de acordo com o caso de cada paciente e com orientação profissional). NUTRIÇÃO - UNIDADE DE EMERGÊNCIA Orientação de Alta Elaborado por: Nutricionista Leida Divina Freire da Cruz CRN3: 6351 Anexo DAnexo DAnexo DAnexo DAnexo D << /ASCII85EncodePages false /AllowTransparency false /AutoPositionEPSFiles true /AutoRotatePages /All /Binding /Left /CalGrayProfile (Dot Gain 20%) /CalRGBProfile (sRGB IEC61966-2.1) /CalCMYKProfile (U.S. Web Coated \050SWOP\051 v2) /sRGBProfile (sRGB IEC61966-2.1) /CannotEmbedFontPolicy /Warning /CompatibilityLevel 1.4 /CompressObjects /Tags /CompressPages true /ConvertImagesToIndexed true /PassThroughJPEGImages true /CreateJDFFile false /CreateJobTicket false /DefaultRenderingIntent /Default /DetectBlends true /ColorConversionStrategy /sRGB /DoThumbnails false /EmbedAllFonts true /EmbedJobOptions true /DSCReportingLevel 0 /SyntheticBoldness 1.00 /EmitDSCWarnings false /EndPage -1 /ImageMemory 1048576 /LockDistillerParams false /MaxSubsetPct 100 /Optimize true /OPM 1 /ParseDSCComments true /ParseDSCCommentsForDocInfo true /PreserveCopyPage true /PreserveEPSInfo true /PreserveHalftoneInfo false /PreserveOPIComments false /PreserveOverprintSettings true /StartPage 1 /SubsetFonts true /TransferFunctionInfo /Apply /UCRandBGInfo /Preserve /UsePrologue true /ColorSettingsFile () /AlwaysEmbed [ true ] /NeverEmbed [ true ] /AntiAliasColorImages false /DownsampleColorImages false /ColorImageDownsampleType /Bicubic /ColorImageResolution 300 /ColorImageDepth -1 /ColorImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeColorImages true /ColorImageFilter /DCTEncode /AutoFilterColorImages true /ColorImageAutoFilterStrategy /JPEG /ColorACSImageDict << /QFactor 0.15 /HSamples [1 1 1 1] /VSamples [1 1 1 1] >> /ColorImageDict << /QFactor 0.15 /HSamples [1 1 1 1] /VSamples [1 1 1 1] >> /JPEG2000ColorACSImageDict << /TileWidth 256 /TileHeight 256 /Quality 30 >> /JPEG2000ColorImageDict << /TileWidth 256 /TileHeight 256 /Quality 30 >> /AntiAliasGrayImages false /DownsampleGrayImages true /GrayImageDownsampleType /Bicubic /GrayImageResolution 300 /GrayImageDepth -1 /GrayImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeGrayImages true /GrayImageFilter /DCTEncode /AutoFilterGrayImages true /GrayImageAutoFilterStrategy /JPEG /GrayACSImageDict << /QFactor 0.15 /HSamples [1 1 1 1] /VSamples [1 1 1 1] >> /GrayImageDict << /QFactor 0.15 /HSamples [1 1 1 1] /VSamples [1 1 1 1] >> /JPEG2000GrayACSImageDict << /TileWidth 256 /TileHeight 256 /Quality 30 >> /JPEG2000GrayImageDict << /TileWidth 256 /TileHeight 256 /Quality 30 >> /AntiAliasMonoImages false /DownsampleMonoImages true /MonoImageDownsampleType /Bicubic /MonoImageResolution 1200 /MonoImageDepth -1 /MonoImageDownsampleThreshold 1.50000 /EncodeMonoImages true /MonoImageFilter /CCITTFaxEncode /MonoImageDict << /K -1 >> /AllowPSXObjects true /PDFX1aCheck false /PDFX3Check false /PDFXCompliantPDFOnly false /PDFXNoTrimBoxError true /PDFXTrimBoxToMediaBoxOffset [ 0.00000 0.00000 0.00000 0.00000 ] /PDFXSetBleedBoxToMediaBox true /PDFXBleedBoxToTrimBoxOffset [ 0.00000 0.00000 0.00000 0.00000 ] /PDFXOutputIntentProfile (None) /PDFXOutputCondition () /PDFXRegistryName (http://www.color.org) /PDFXTrapped /Unknown /Description << /FRA <FEFF004f007000740069006f006e00730020007000650072006d0065007400740061006e007400200064006500200063007200e900650072002000640065007300200064006f00630075006d0065006e00740073002000500044004600200064006f007400e900730020006400270075006e00650020007200e90073006f006c007500740069006f006e002000e9006c0065007600e9006500200070006f0075007200200075006e00650020007100750061006c0069007400e90020006400270069006d007000720065007300730069006f006e00200061006d00e9006c0069006f007200e90065002e00200049006c002000650073007400200070006f0073007300690062006c0065002000640027006f00750076007200690072002000630065007300200064006f00630075006d0065006e007400730020005000440046002000640061006e00730020004100630072006f0062006100740020006500740020005200650061006400650072002c002000760065007200730069006f006e002000200035002e00300020006f007500200075006c007400e9007200690065007500720065002e> /ENU (Use these settings to create PDF documents with higher image resolution for improved printing quality. 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