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Megaesôfago e megacolon - Pergunta sobre a doença de Chagas para o Doctoralia

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no 
estômago. 
 Histologicamente, o adenocarcinoma é 
formado por glândulas atípicas (bem ou 
moderadamente diferenciado), às vezes 
constituídas por células polarizadas e 
mucossecretoras; raramente, o tumor tem 
células do tipo anel de sinete, infiltrantes 
ou difusas. Microscopicamente, o 
esôfago de Barrett frequentemente 
aparece adjacente ao tumor. 
 
 
Adenocarcinoma em esôfago de Barrett 
invadindo o fundo gástrico. B. Aspecto 
histológico do tumor mostrado em A, que é 
constituído por glândulas atípicas revestidas 
por células mucossecretoras. 
 
Aspectos clínicos | Evolução | Prognóstico 
 Em grande número de pacientes, o 
câncer do esôfago tem evolução 
silenciosa, sem manifestações clínicas por 
muito tempo; quando diagnosticado, 
geralmente apresenta-se em fase 
avançada. 
 As manifestações clínicas principais são 
dor, disfagia progressiva, vômitos, 
hemorragia digestiva e perda de peso. 
Por crescerem ao longo dos linfáticos da 
mucosa, os carcinomas ou 
adenocarcinomas podem propagar-se 
para outras áreas do esôfago e aí formar 
colônias secundárias. Por contiguidade, o 
tumor atinge traqueia, brônquios 
principais (pode formar fístula 
esofagotraqueal ou esofagobrônquica), 
parênquima pulmonar e mediastino. 
 As metástases mais frequentes são para 
os linfonodos do mediastino (50 a 80% dos 
casos) e abdominais. Os tumores do terço 
superior tendem a dar metástases em 
linfonodos cervicais; os do terço médio, 
nos traqueobrônquicos; os do terço 
inferior, nas cadeias gástrica e celíaca. 
Metástases viscerais ocorrem 
principalmente no fígado, nos pulmões e 
nas suprarrenais. 
 A neoplasia de pior prognóstico é o 
carcinoma de células escamosas 
avançado, que implica sobrevida média 
de um ano após o diagnóstico. O 
prognóstico é melhor em mulheres, nos 
tumores diferenciados e quando há 
fibrose e infiltrado inflamatório; é 
reservado nos tumores indiferenciados, 
quando há necrose ou se existe invasão 
de vasos sanguíneos ou linfáticos. 
Avaliação diagnóstica da acalasia do esôfago: 
dos sintomas à classificação de chicago. ABCD. 
Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva 2018. 
Afecção primária da motilidade do esôfago 
pouco comum, a acalásia ocorre com igual 
distribuição quanto ao gênero e raça, mas com 
incidência que aumenta com a idade e 
prevalência variável nos diferentes continentes. 
Embora a causa normalmente não possa ser 
definida, a fisiopatologia, diagnóstico e 
tratamento são relativamente bem 
compreendidos. Ela é predominantemente 
doença idiopática, secundária à perda seletiva 
da função dos neurônios inibitórios dos plexos 
mioentéricos, provavelmente devido a fenômeno 
autoimmune em resposta a antígenos 
desconhecidos. A acalásia pode ocorrer também 
devido à doença de Chagas, que é 
caracterizada pela degeneração dos plexos 
mioentéricos pela ação do Trypanosoma cruzi. 
O seu diagnóstico é sugerido pelo quadro clínico 
e confirmado por exames diagnósticos 
específicos, como endoscopia digestiva 
 
alta(EDA), estudo radiológico contrastado de 
esôfago, estômago e duodeno e manometria 
esofágica. Estes exames são usados não apenas 
para estabelecer o diagnóstico, mas também 
para classificar a doença quanto à gravidade ou 
subtipo clínico 
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 
Porth CM, Matfin G. Fisiopatologia. 10ª ed. Rio de 
Janeiro: Guanabara-Koogan, 2021. 
KUMAR, V. et al. Robbins patologia básica. 9ª 
Edição. Rio de Janeiro: Elsevier, 2013 
BRASILEIRO FILHO, G. Bogliolo - Patologia. 9. ed. 
Rio de Janeiro: Gen, Guanabara Koogan, 2016. 
KASPER, Dennis L.. Medicina interna de Harrison. 
19 ed. Porto Alegre: AMGH Editora, 2017
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