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Vias de Administração e Absorção de Fármacos

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Farmacologia Mariana Machado 
FARMACOLOGIA 
 O QUE É FARMACOLOGIA? 
 É A CIÊNCIA QUE ESTUDA A AÇÃO DOS FÁRMACOS 
EM SISTEMAS BIOLÓGICOS 
 FÁRMACO = PRINCÍPIO ATIVO/SUBSTÂNCIA QUE VAI 
GERAR UM EFEITO BIOLÓGICO E É DESEJÁVEL QUE 
ESSE EFEITO BIOLÓGICO TENHA UM USO 
TERAPÊUTICO 
 MEDICAMENTO: FORMULAÇÃO FARMACÊUTICA QUE 
CONTÉM O FÁRMACO E O FÁRMACO É O PRINCÍPIO 
ATIVO, A SUBSTÂNCIA ESSENCIAL PARA O EFEITO 
BIOLÓGICO 
 EXISTEM VÁRIOS MEDICAMENTOS COM DIFERENTES 
FORMULAÇÕES: DE SOLUÇÃO, COMPRIMIDOS, 
CÁPSULAS QUE CONTÉM O MESMO FÁRMACO 
 A FARMACOLOGIA ABRANGE O CONHECIMENTO DAS 
FONTES, PROPRIEDADES QUÍMICAS, EFEITOS 
BIOLÓGICOS E USO TERAPÊUTICO DOS FÁRMACOS 
 VÁRIOS TIPOS DE FÁRMACOS TÊM ORIGEM 
NATURAL, MAS ATUALMENTE MUITOS DELES TEM 
ORIGEM SINTÉTICA, OU SEJA, QUIMICAMENTE 
DESENVOLVIDOS PELO HOMEM 
 A TERAPÊUTICA É A UTILIZAÇÃO PRÁTICA DA 
FARMACOLOGIA 
 PODE SE DIVIDIR A FARMACOLOGIA EM TRÊS 
ESTRUTURAS: 
 FARMACOCINÉTICA 
o “O QUE O ORGANISMO FAZ COM O FÁRMACO” 
o ESTUDA DESDE O MOMENTO QUE SE ADMINISTRA 
A SUBSTÂNCIA ATÉ O MOMENTO QUE SE ESCRETA 
ELA OU SE ELIMINA ELA DE ALGUMA FORMA DO 
ORGANISMO 
 FARMACODINÂMICA 
o “O QUE O FÁRMACO FAZ COM O ORGANISMO” 
o COMO O FÁRMACO GERAL UMA DETERMINADA 
AÇÃO BIOLÓGICA 
 FARMACOLOGIA DOS SISTEMAS 
o FARMACOLOGIA DOS SISTEMAS ORGÂNICOS 
Ex.: FARMACOLOGIA DO PROCESSO 
INFLAMATÓRIO, FARMACOLOGIA 
CARDIOVASCULAR, ETC. 
o INTERAÇÃO DA FARMACOCINÉTICA E DA 
FARMACODINÂMICA E TAMBÉM USOS 
TERAPÊUTICOS, EFEITOS ADVERSOS E OUTROS 
TIPOS DE DETALHES EM RELAÇÃO AOS FÁRMACOS 
TERAPÊUTICA 
 EMPREGO DE FÁRMACOS E SEU MÉTODO DE 
ADMINISTRAÇÃO NO TRATAMENTO DE DOENÇAS 
 
OBJETIVO TERAPÊUTICO 
 ANTINGIR A CONCENTRAÇÃO ADEQUADA DO 
FÁRMACO NO SÍTIO DE AÇÃO 
 PARA QUE ELE CONSIGA CHEGAR AO LOCAL DE AÇÃO, 
PRECISA ATRAVESSAR UMA SÉRIE DE BARREIRAS 
BIOLÓGICAS E ELE TEM QUE ALCANÇAR O LOCAL COM 
UMA CONCENTRAÇÃO ADEQUADA QUE SERÁ 
SUFICIENTE PARA GERAR O EFEITO TERAPÊUTICO 
 DE UMA DOSE (DE UMA DETERMINADA AÇÃO DE 
ADMINISTRAÇÃO), ELE PODE SER ABSORVIDO, 
DISTRIBUÍDO E ELIMINIDADO (FASE 
FARMACOCINÉTICA) 
 PARA QUE O FÁRMACO CHEGUE EM UMA 
CONCENTRAÇÃO PLASMÁTICA, EM PARTICULAMENTE 
UMA CONCENTRAÇÃO NO SÍTIO DE AÇÃO DE FORMA 
SUFICIENTE PARA QUE ELE GERE O EFEITO 
FARMACOLÓGICO E ESSE EFEITO FARMACOLÓGICO, 
DADO PELO ESTUDO DA FARMACODINÂMICA (FASE 
FARMACODINÂMICA) SUGERE UMA RESPOSTA 
CLÍNICA, OU SEJA, UMA RESPOSTA TERAPÊUTICA 
FARMACOCINÉTICA 
 ESTUDO DO DESTINO DO FÁRMACO APÓS SUA 
ADMINISTRAÇÃO 
 APÓS A ADMINISTRAÇÃO ELE PODE TER DIVERSOS 
CAMINHOS DENTRO DO ORGANISMO OU MESMO SOB 
O ORGANISMO (Ex.: ADMINISTRAÇÃO SOB A PELE, 
MUCOSAS...) E AÍ VAI TENTANDO INVESTIGAR PASSO A 
PASSO POR ONDE O FÁRMACO PERCORRE, PRA ONDE 
ELE VAI E DEPOIS COMO ELE É ELIMINADO NO NOSSO 
ORGANISMO 
 REGE A RELAÇÃO ENTRE A DOSE E CONCENTRAÇÃO DO 
FÁRMACO NO ORGANISMO 
 SE A DOSE FOR MUITO BAIXA, A CONCENTRAÇÃO VAI 
SER MUITO BAIXA E NÃO TERÁ EFEITO TERAPÊUTICO 
 SE A DOSE FOR MUITO ALTA, A CONCENTRAÇÃO VAI 
SER MUITO ALTA E POSSIVELMENTE PODERÁ HAVER 
UM EFEITO TÓXICO (EFEITOS OBSERVADOS QUANDO 
A CONCENTRAÇÃO ESTÁ ACIMA DA CONCENTRAÇÃO 
TERAPÊUTICA) 
 
Farmacologia Mariana Machado 
 EFEITOS ADVERSOS: 
 TAMBÉM CHAMADOS DE COLATERAIS OU 
INDEJESADOS 
 NÃO SÃO EXATAMENTE EFEITOS TERAPÊUTICOS 
 TEM UMA CONOTAÇÃO DE EFEITO MALÉFICO 
 APESAR DE SER CONHECIDO COMO UM EFEITO QUE 
GERA AÇÕES NEGATIVAS NO ORGANISMO, PODE 
TAMBÉM GERAR AÇÕES BOAS 
 NA FARMACOLOGIA É CONSIDERADO O EFEITO 
COLATERAL COMO ALGO MAIS DIVERSO E O EFEITO 
ADVERSO COMO ALGO MALÉFICO 
Ex.: ANTIALÉRGICOS SÃO UTILIZADOS EM GERAL 
PARA ALERGIA, MAS APESAR DESSE TIPO DE EFEITO, 
ELE TAMBÉM TEM UM EFEITO MUITO CONHECIDO 
QUE É A SONOLÊNCIA/SEDAÇÃO QUE É UM EFEITO 
COLATERAL, SE É UM EFEITO ADVERSO OU NÃO 
DEPENDE DA SITUAÇÃO 
 A FARMACOCINÉTICA PODE SER DIVIDIDA EM 
ALGUNS TÓPICOS: 
 ABSORÇÃO 
 DISTRIBUIÇÃO 
 BIOTRANSFORMAÇÃO 
 EXCREÇÃO 
 OUTRO ITEM QUE NÃO É CONHECIDO COMO UM ITEM 
FARMACOCINÉTICO, MAS QUE SE ABORDA MUITO NAS 
AULAS DE FARMACOLOGIA E NA FARMACOCINÉTICA 
SÃO AS VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
- ESSA FIGURA DEMONSTRA BASICAMENTE A 
FARMACOCINÉTICA COMO UM TODO 
 SE ADMINISTRA UMA SUBSTÂNCIA PO DIVERSOS 
TIPOS DE VIAS: 
 ORAL (A MAIS COMUM) 
 RETAL 
 PERICUTÂNEA 
 INTRAVENOSA 
 INTRAMUSCULAR 
 INALAÇÃO 
 ETC... 
 EM GERAL, O OBJETIVO É QUE ESSA SUBSTÂNCIA SEJA 
ABSORVIDA PELO ORGANISMO PARA QUE CHEGUE NO 
COMPARTIMENTO CENTRAL (PLASMA – CIRCULAÇÃO 
SANGUÍNEA) 
 A PARTIR DA ABSORÇÃO, QUANDO ESTÁ BEM 
CONCENTRADO NO PLASMA, O FARMÁCO PODE TER O 
SENTIDO REVERSO, OU SEJA, SAIR DO PLASMA E IR 
PARA DIVERSOS TECIDOS DO ORGANISMO 
(DISTRIBUIÇÃO) 
 DURANTE ESSE PROCESSO VAI ACONTECENDO A 
BIOTRANSFORMAÇÃO, PARTICULAMENTE NO FÍGADO, 
MAS TAMBÉM EM OUTROS ÓRGÃOS IMPORTANTES 
PARA A BIOTRANSFORMAÇÃO, E SÃO GERADOS 
METABÓLICOS, NA MAIORIA DAS VEZES, E ACONTECE A 
EXCREÇÃO 
 A EXCREÇÃO ACONTECE BASICAMENTE NO SISTEMA 
URINÁRIO, MAS TAMBÉM EXISTEM OUTROS TIPOS 
DE POSSIBILIDADES DE ESCREÇÃO: FEZES, LEITE, 
SUOR, AR EXPIRADO... 
VIAS DE ADMINISTRAÇÃO E ABSORÇÃO 
 PODE SE CLASSIFICAR AS VIAS DE ADMINISTRAÇÃO 
EM DUAS VIAS: 
 VIA TÓPICA 
o ADMINISTRA O FÁRMACO EM MUCOSAS OU NA 
PELE, MAS NÃO NECESSARIAMENTE UMA VIA QUE 
SE ADMNISTRA POR MUCOSAS OU NA PELE É UMA 
VIA TÓPICA 
o O OBJETIVO TERAPÊUTICO É QUE O FÁRMACO NÃO 
SEJA ABSORVIDO E PERMANEÇA NO LOCAL EM QUE 
FOI ADMINISTRADO 
 VIAS SISTÊMICAS 
o VIAS ONDE SE PODE ADMINISTRAR EM QUALQUER 
PARTE DO ORGANISMO (INCLUSIVE EM PELE E 
MUCOSAS) 
o MAS O OBJETIVO TERAPÊUTICO É QUE A 
SUBSTÂNCIA SEJA ABSORVIDA, QUE ALCANCE A 
CIRCULAÇÃO PLASMÁTICA E A PARTIR DAÍ ALCANCE 
TODOS OS ÓRGÃOS DO ORGANISMO 
o PODEM SER DIVIDIAS EM: 
 ENTERAL 
 ENTERO = TRATO INTESTINAL/INTESTINO 
 ADMINISTRAÇÃO OCORRE DA BOCA AO ÂNUS 
 VIAS DE ADMNISTRAÇÃO ORAL, RETAL, 
SUBLINGUAL... 
 PARENTERAL 
 PARA = AO LADO DE / ENTERO = 
INTESTINO/TUVO DIGESTÓRIO 
 SÃO ADMINISTRAÇÕES QUE NÃO OCORREM 
ATRAVÉS DESSAS VIAS 
Ex.: VIA INTRAVENOSA, INTRAMUSCULAR, 
SUBCUTÂNEA... 
Farmacologia Mariana Machado 
VIA TÓPICA 
- CORTE DO LOCAL DE ADMINISTRAÇÃO 
 PELE OU MUCOSA 
 PODE SE CONSIDERAR ALGUMAS DIVISÕES DA 
CAMADA DA PELE: 
 EPIDERME 
o CAMADA DA EPIDERME E A QUERATINOSA 
PRATICAMENTE NÃO CONTÉM VASOS SANGUÍNEOS 
 DERME 
o CONTÉM VASOS SANGUÍNEOS 
 TECIDO SUBCUTÂNEO 
 PARA QUE A SUBSTÂNCIA APLICADA NA CAMADA 
QUERATINOSA DA PELE PENETRE ATRAVÉS DAS 
CAMADAS MAIS INTERNAS (Ex.: QUANDO SE TEM UMA 
LUXAÇÃO/LESÃO MUSCULAR SE ADMINISTRA 
SUBSTÂNCIAS QUE POSSAM CHEGAR ATÉ A CAMADA 
MUSCULAR QUE ESTÁ ABAIXO DO TECIDO 
SUBCUTÂNEO; OU AO CONTRÁRIO, QUANDO SE TEM 
DOENÇAS FÚNGICAS COMO MICOSES PODE SE 
ADMINISTRAR SUBSTÂNCIAS QUE TERÁ MENOR 
NECESSIDADE DE PENETRAR CAMADAS) EXISTE A 
CONDIÇÃO DA LIPOSSOLUBILIDADE QUE É UMA 
CARACTERÍSTICA FÍSICO-QUÍMICA DOS FÁRMACOS E 
QUANTO MAIOR A LIPOSSOLUBILIDADE MAIOR A 
CAPACIDADE DELA PENETRAR AS CAMADAS MAIS 
PROFUNDAS DA PELE 
 A LIPOSSOLUBILIDADE É IMPORTANTE PORQUE AS 
CÉLULAS SÃO COBERTAS POR UMA MEMBRANA 
PLASMÁTICA 
 AS CÉLULAS DA CAMADA QUERATINOSA NÃO 
POSSUEM CITOPLASMA, SÃO APENAS AGREGADOS 
DE MEMBRANA PLASMÁTICA 
 MEMBRANA PLASMÁTICA É UMA BICAMADA 
LIPÍDICA QUE CONTÉM PROTEÍNAS, MAS É 
BASICAMENTE COMPOSTA POR LIPÍDEOS 
 QUANDO SE ADMINISTRA UMA SUBSTÂNCIA 
LIPOSSOLÚVEL, ELA TEM MAIOR CAPACIDADE DE 
PENETRAR ATRAVÉS DESSAS CÉLULAS PORQUE ELA É 
CAPAZ DE ATRAVESSAR COM MAIS FACILIDADE A 
MEMBRANA PLASMÁTICA POIS TEM MAIOR 
AFINIDADE COM A MEMBRANA PLASMÁTICA 
 AO CONTRÁRIO DE COMPOSTOS HIDROSOLÚVEIS 
QUE TEM MUITA POUCA AFINIDADE A LIPÍDEOS 
 EXISTEM REGIÕES COMO REGIÕES EXTRACELULARES 
OU REGIÕES PRÓXIMAS AOS PELOS QUE POSSUEM 
UMA MENOR EFICIÊNCIA PARA PASSAGENS DE 
SUBSTÂNCIAS 
 QUANDO EXISTE A PENETRAÇÃO DA SUBSTÂNCIA, ELA 
VAI ENTRAR EM ALGUM MOMENTO EM CONTATO 
COM OS VASOS