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Optativa Conservação de Recursos Naturais- Flávia

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INSTITUTO DE FLORESTAS
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS AMBIENTAIS
DISCIPLINA: Conservação de Recursos Naturais – OPTATIVA 
Prof. Flávia Souza Rocha
Nome: 
Leia as afirmações abaixo e classifique-as em verdadeiras (V) ou falsas (F). Justifique APENAS aquelas afirmações FALSAS. Dê respostas completas, porém objetivas. Justificar não é repetir a frase, é EXPLICAR por que a afirmação é falsa, contextualizando. Cada item vale 0,5 ponto. Se o aluno marcar F e não justificar ou se a justificativa estiver errada, nenhum ponto será dado à questão. Marque V ou F aqui e justifique logo após a afirmação, usando uma cor diferente.
Renomeie o arquivo como OPTATIVA_SEU NOME_SUA TURMA
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a) (F) Biodiversidade é a variedade (diversidade) de espécies que existe numa região. Portanto, quando falamos em conservação da Biodiversidade, estamos nos referindo à manutenção da existência das espécies, e a estratégia mais efetiva, desde os anos 70, é a preservação de espécies em jardins botânicos e zoológicos. 
A biodiversidade é a variedade e a variabilidade das espécies (organismos) junto com os complexos ecológicos que eles ocorrem. Desse modo, temos a diversidade genética, de espécies, ecológica e funcional, assim, indo muito além de uma diversidade de espécies como se fosse uma lista. Sabendo disso, fica claro que a estratégia utilizada na década de 70 não é a mais efetiva nos dias atuais.
b) (F) Todas as extinções da história do planeta aconteceram de forma seletiva e atingiram preferencialmente os ecossistemas tropicais. 
As extinções em massa ocorreram de maneira global e atingiram a extinção de várias espécies ao mesmo tempo. Sendo assim, não atingiram apenas ecossistemas tropicais.
c) (V) A abordagem de “uma saúde” (“one health”) visa a tratar de forma conjunta a saúde dos ecossistemas, a saúde dos animais e a saúde humana, entendendo que todos estão interligados. Estuda-se, por exemplo, como a fragmentação acelerada e contínua, que resulta no avanço das populações humanas para as áreas naturais, pode explicar a emergência de novas doenças.
d) (F) “Se eu não usar este recurso, outra pessoa irá fazê-lo. O pouco que eu uso ou poluo não é suficiente para fazer diferença, e estes recursos são renováveis.” Esta afirmação, que resume a “Tragédia dos Bens Comuns” (Hardin, 1968), explica por que não precisamos nos preocupar com o futuro dos recursos renováveis, pois estes jamais serão exauridos. 
A afirmação justifica o pensamento que levou Hardin a desenvolver a “Tragédia dos Bens Comuns”, que afirma a individualidade e independência do pensamento humano quando se trata de seus interesses, sem pensar na coletividade e nos impactos que podem ser gerados. Além disso, Hardin trazia consigo dois conceitos, o de bem comum e o da tragédia, e estes andam juntos, pois se o bem comum não for bem “governado”, ou seja, bem administrado e utilizado poderá chegar a tragédia, que serão exauridos. Essa exaustão dos recursos ocorre quando individualizamos nossos pensamentos fazendo com que os benefícios sejam individualizados e o prejuízos coletivizados, que no caso são os problemas ambientais.
e) (F) As diferenças microclimáticas que ocorrem na transição entre fragmento e matriz (conhecidas como efeito de borda) não interferem na composição e estrutura das comunidades que residem nos fragmentos. 
As diferenças microclimáticas que ocorrem devido ao efeito borda interferem na composição das comunidades existentes nos fragmentos, uma vez que permite alterações na abundância e na distribuição de espécies provocadas pelos fatores abióticos nas proximidades das bordas, além de mudanças na interação entre as espécies.
f) (V) No final dos anos 90, a abordagem do estudo de fragmentação passa a usar a Ecologia de Paisagens como base, considerando a paisagem como uma unidade heterogênea, onde todos os elementos presentes são importantes para determinar os padrões das comunidades vegetais e animais remanescentes nos fragmentos. 
g) (V) A matriz - ambiente que circunda os fragmentos - tem diferentes permeabilidades. Um pasto, por exemplo, é sempre menos permeável do que um cultivo de cana-de-açúcar, independentemente da espécie que estamos estudando.
h) (V) Terras indígenas (TIs) e áreas de proteção permanente (APPs) no entorno ou próximas de Unidades de Conservação podem aumentar a eficiência destas áreas em conservar a biodiversidade. Isto porque TIs e APPs já são áreas protegidas por lei, aumentando a porcentagem de área protegida na região onde se encontram.
i) (F) O termo Antropoceno, que significa a “era do ser humano”, surgiu para afirmar a espécie humana como sendo a mais evoluída e mais importante dentre todas as espécies. 
O termo Antropoceno surgiu para afirmar que pela primeira vez uma época tem apenas uma espécie como causa dos impactos gerados sobre o planeta e que essa também pode ser a maior prejudicada por esses impactos. Assim, o ser humano é o “centro causador” dos impactos ecológicos que ocorrem na Terra.
j) (V) Recursos renováveis podem tornar-se não renováveis quando a taxa de utilização supera a máxima capacidade de sustentação do sistema.
k) (V) O planejamento sistemático de conservação sugerido por Margules & Pressey (2000) destaca dois pontos importantes a serem considerados: a representatividade da maior parte da biodiversidade utilizando a menor área possível e com menor curso e a persistência em logo prazo das espécies.
l) (F) Dizemos que um país tem déficit ecológico quando sua biocapacidade é maior do que sua pegada per capita, significando que pelo menos naquele momento os recursos naturais não serão esgotados.
 Déficit ecológico é quando a pegada ecológica é maior que a biocapacidade, indicando, então, que há esgotamento dos recursos naturais 
m) (V) “Uma doença emergente é aquela que apareceu na população pela primeira vez, ou que já existia, mas está aumentando rapidamente em incidência ou alcance geográfico.” (OMS, 2010) A emergência de doenças é um processo ecológico, que pode acontecer simplesmente pelo aumento do contato de potenciais hospedeiros com patógenos bem adaptados. Tem se tornado um campo importante dentro da conservação pelo aumento da frequência de contato entre seres humanos, animais domésticos e animais silvestres.
n) (V) Os Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável buscam engajar os países na busca de prosperidade econômica, sustentabilidade ambiental, inclusão social e boa governança.
o) (F) A Economia da Reciclagem é um modelo melhor do que a Economia Circular porque gera menos resíduos, uma vez que tudo é reciclado. Por isso, devemos estimular a substituição de embalagens que possam ser recicladas, gerando, assim, empregos para os catadores. A Economia da Reciclagem seria um modelo melhor que a Economia Circular, se quiséssemos nos manter do jeito que estamos, ou seja, consumindo e produzindo da mesma forma. Sendo assim, a Economia Circular é o melhor modelo, uma vez que muda o sistema de produção e passa a pensar em reciclar, reutilizar, reparar, redistribuir e remanufaturar os produtos tendo, assim, a ressignificação de lixo e a meta de resíduos zero.
p) (V) O Brasil incorporou o Planejamento Sistemático de Conservação na sua estratégia de definição de áreas prioritárias. A última atualização da estratégia brasileira foi desenvolvida utilizando métodos participativos, cujo processo foi finalizado em dezembro de 2018. Os dados disponíveis compreendem os mapas de áreas prioritárias para conservação e uso dos recursos naturais, assim como as ações prioritárias para essas áreas.
q) (V) A reintrodução e a translocação são estratégias de conservação ex situ que consistem em liberar indivíduos de populações da natureza ou de cativeiro em áreas em que a espécie foi recentemente extinta ou em uma população existente para aumentar o seu tamanho e/ou seu pool genético.

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