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Distribuição e Eliminação de Fármacos

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Farmacologia Mariana Machado 
DISTRIBUIÇÃO DE FÁRMACOS 
 DISTRIBUIÇÃO: PROCESSO PELO QUAL O FÁRMACO SAI 
DO COMPARTIMENTO CENTRAL (PLASMA) E ALCANÇA 
OS TECIDOS; SENTIDO CONTRÁRIO DA ABSORÇÃO 
 COMO QUE CHEGA ATÉ OS TECIDOS? 
 TODOS OS TECIDOS DO NOSSO ORGANISMO SÃO 
IRRIGADOS PELA CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA 
 PARTICULAMENTE, O FÁRMACO CHEGA PELA 
CIRCULAÇÃO SANGUÍNEA ATÉ OS TECIDOS 
- 
CARACTERÍSTICAS DOS VASOS SANGUÍNEOS 
 O CAPILAR É O LOCAL QUE PERMITE LIVRE TROCA 
DE SUBSTÂNCIAS, TANTO DO SANGUE PARA OS 
TECIDOS QUANTO DOS TECIDOS PARA O SANGUE 
o ESSA TROCA ACONTECE ATRAVÉS DE POROS QUE 
EXISTEM NO CAPILAR 
o ALÉM DE SER UMA ÚNICA CAMADA DE CÉLULAS 
ENDOTELIAS, ENTRE ESSAS CÉLULAS EXISTEM 
POROS QUE SÃO SUFICIENTE GRANDES PARA QUE 
AS SUBSTÂNCIAS COMO FÁRMACOS POR EXEMPLO 
POSSAM PASSAR LIVREMENTE 
 
 
 
 
 
 
- NO CORTE TRANSVERSAL É POSSÍVEL VER FENETRAS NO 
ENDOTÉLIOS 
- ESSAS FENÉSTRAS SÃO OS POROS ONDE HÁ LIVRE 
PASSAGEM DE SUBSTÂNCIAS 
 SE HÁ LIVRE PASSAGEM DE SUBSTÂNCIAS E O PORO É 
GRANDE O SUFICIENTE PARA PRATICAMENTE TODOS 
OS FÁRMACOS CONSIGAM PASSAR, VAI SER MAIS 
SIMPLES ELE PASSAR DO PORO DO QUE ATRAVÉS DA 
MEMBRANA PLASMÁTICA DA CÉLULA ENDOTELIAL 
 SUBSTÂNCIAS LIPOSSOLÚVEIS CONSEGUEM 
ATRAVESSAR A MEMBRANA MAS É MUITO MAIS 
SIMPLES ATRAVESSAR PELO PORO 
 O LIMITANTE DE FATO É O TAMANHO 
 O TAMANHO DO PORO IMPEDE QUE, POR EXEMPLO, 
A ALBUMINA QUE É UM FÁRMACO GRANDE NÃO 
CONSIGA PASSAR 
 PROTEÍNAS PLASMÁTICAS, CÉLULAS, ETC... NÃO SÃO 
CAPAZES DE PASSAR PELOS POROS 
 SUBSTRATOS ENERGÉTICOS, METABÓLITOS, 
FÁRMACOS SÃO CAPAZES DE PASSAR LIVREMENTE 
POR ESSAS FENESTRAS 
 ALGUMAS CARACTERÍSTICAS QUE PODEM 
INFLUENCIAR NA DISTRIBUIÇÃO DE FÁRMACOS: 
 PERMEABILIDADE CAPILAR 
o APESAR DA MAIORIA DOS CAPILARES SEREM DA 
FORMA ABORDADA ANTERIORMENTE, ALGUNS 
CAPILARES SÃO DIFERENTES 
o ELES RESTRINGEM A LIVRE PASSAGEM DE 
SUBSTÂNCIAS DE UM PORO PARA OUTRO/DE 
DENTRO DE UM VASO PARA FORA E VICE VERSA 
o A ESSES LOCAIS ONDE A LIVRE PASSAGEM NÃO 
OCORRE SÃO CHAMADOS DE BARREIRAS (Ex.: 
BARREIRA HEMATO-ENCEFÁLICA) 
 SE DEFINE ESSAS BARREIAS COMO: LOCAIS ONDE 
SÃO SE DESEJA A LIVRE PASSAGEM DE 
SUBSTÂNCIAS E HÁ ENTÃO UMA CERTA 
SELETIVIDADE PARA A PASSAGEM DE 
SUBSTÂNCIAS PARA LOCAIS OU TECIDOS QUE SE 
CONSIDERAM MUITO NOBRES NO NOSSO 
ORGANISMO 
Ex.: SISTEMA NERVOSO CENTRAL 
- NA BARREIRA HEMATO-ENCEFÁLICA, AS 
CÉLULAS ENDOTELIAIS SE COMPORTAM COMO 
CÉLULA EPITELIAL 
- CÉLULA EPITELIAL É AQUELA QUE CONTÉM 
JUNÇÕES MUITO ESTREITAS E TEM AS CÉLULAS 
Farmacologia Mariana Machado 
MUITO FORTEMENTE LIGADAS UMAS AS OUTRAS, 
FORMANDO COMO SE FOSSE UM TAPETE DE 
CÉLULAS, SE TORNANDO MUITO DIFÍCIL AS 
SUBSTÂNCIAS PASSAREM ENTRE AS CÉLULAS 
- COMO NÃO EXISTEM POROS, A ÚNICA 
POSSIBILIDADE DA SUBSTÂNCIA PASSAR PARA O 
SISTEMA NERVOSO CENTRAL É ATRAVÉS DA 
CÉLULA 
- UMA SEGUNDA FONTE DE BARREIRA DA 
BARREIRA HEMATO-ENCEFÁLICA SÃO OS 
PROLONGAMENTOS DE ASTRÓCITOS, OS 
ASTRÓCITOS TEM A CAPACIDADE DE IMPEDIR OU 
DE DIFICULTAR AINDA MAIS A PASSAGEM DE 
SUBSTÂNCIAS PORQUE ESSES PROLONGAMENTOS 
ENVOLVEM OS CAPILARES E PORTANTE PARA A 
SUBSTÂNCIA CHEGAR AO SISTEMA NERVOSO 
CENTRAL PRIMEIRO ELA TEM QUE PASSAR PELA 
CÉLULA ENDOTELIAL, DEPOIS PASSAR PELOS 
PROLONGAMENTOS DE ASTRÓCITOS ATÉ CHEGAR 
AO SISTEMA NERVOSO CENTRAL 
- COMO QUE A SUBSTÂNCIA CONSEGUE 
PASSAR? FÁRMACOS CONSEGUEM PASSAR 
APENAS ATRAVÉS DA MEMBRANA, ENTÃO AS 
SUBSTÂNCIAS QUE PASSAM DE FORMA MAIS 
EFICAZ SÃO AS SUBSTÂNCIAS LIPOSSOLÚVEIS; 
ATRAVÉS DE CARREGADORES TAMBÉM MAS 
POUCOS SÃO OS FÁRMACOS QUE PASSAM 
ATRAVÉS DELES 
- GRÁFICO DE 
CONCENTRAÇÃO X 
TEMPO 
- FOI DADO PENICILINA 
NO PLASMAS ATRAVÉS 
DE INJEÇÃO 
INTRAVENOSA E É 
OBSERVADA UMA 
CONCENTRAÇÃO X DE 
PENICILINA NO PLASMA 
QUE VAI DIMINUINDO 
AO LONGO DO TEMPO 
PORQUE ELA VAI SENDO 
DISTRIBUÍDA E ELIMINADA 
- QUANDO VERIFICADO A CONCENTRAÇÃO NO 
LÍQUIDO CEFALORRAQUIDIANO, EM UMA PESSOA 
NORMAL, É OBSERVÁVEL QUE A CONCENTRAÇÃO 
DE PENICILINA É EXTREMAMENTE BAIXA 
- A PENICILINA É UMA SUBSTÂNCIA 
EXTREMAMENTE LIPOSSOLÚVEL 
- MAS A PENICILINA É ADMINISTRADA, POR 
EXEMPLO, EM CASO DE MENINGITE E RAZÃO 
DISSO É QUE QUANDO SE OBSERVA EM UM 
PACIENTE COM MENINGITE, A CONCENTRAÇÃO 
DE PENICILINA NO LÍQUIDO 
CEFALORRAQUIDIANO, ELA É BASICAMENTE A 
MESMA OU MUITO PRÓXIMA A CONCENTRAÇÃO 
PLASMÁTICA 
- ENTÃO QUANDO SE ADMINISTRA A PENICILINA 
POR VIA INTRAVENOSA NO PACIENTE COM 
MENINGITE, ESSA PENICILINA CHEGA 
RAPIDAMENTE AO SISTEMA NERVOSO CENTRAL E 
AS CONCENTRAÇÕES SÃO MUITO PRÓXIMAS AS 
CONCENTRAÇÕES PLASMÁTICAS 
- EM UMA PESSOA COM MENINGITE 
(INFLAMAÇÃO DE MENINGES) QUE É UM 
PROCESSO INFLAMATÓRIO, ESSE PROCESSO 
TENDE A DESTRUIR A BARREIRA HEMATO-
ENCEFÁLICA 
 OS CAPILARES DE BARREIRAS NÃO CONTÉM 
FENESTRAS 
 FLUXO SANGUÍNEO TECIDUAL 
o OUTRA CARACTERÍSTICA IMPORTANTE PARA A 
DISTRIBUIÇÃO DE FÁRMACOS 
o QUANTO MAIOR O FLUXO SANGUÍNEO DE UM 
DETERMINADO TECIDO, MAIS RÁPIDA É A 
DISTRIBUIÇÃO DE FÁRMACO NESSE TECIDO E 
MAIOR QUANTIDADE CHEGA NELE 
o PODE SE DIVIDIR OS TECIDOS EM: 
 ALTAMENTE PERFUNDIDOS (1) 
 SÃO O QUE VAI SER COMPARADO COM OS DE 
BAIXA PERFUSÃO 
 INTERMIADAMENTE PERFUNDIDOS (2) 
 TECIDO MÚSCULO ESQUELÉTICO SE TORNA 
ALTAMENTE PERFUNDIDO QUANDO EM 
ATIVIDADES FÍSICAS 
 BAIXAMENTE PERFUNDIDOS (3) 
- GRÁFICO HIPOTÉTICO DE UMA CONCENTRAÇÃO 
DE DETERMINADA SUBSTÂNCIA EM TECIDOS DE 
ALTA, MODERADA E BAIXA PERFUSÃO 
- USANDO OS EXTREMOS PARA COMPARAÇÃO, 
DO DE ALTA PERFUSÃO E O DE BAIXA PERFUSÃO 
- OS TECIDOS DE ALTA PERFUSÃO, O FÁRMACO 
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CHEGA ATÉ O TECIDO, CORAÇÃO POR EXEMPLO, 
EM POR EXEMPLO 10 MIN EM UMA 
CONCENTRAÇÃO DE 10 
- JÁ NO TECIDO DE BAIXA PERFUSÃO, NESSE 
MESMO PERÍODO DE TEMPO ELE NÃO ALCANÇOU 
AINDA O TECIDO 
- ENTÃO EM TECIDOS DE ALTA PERFUSÃO O 
FÁRMACO CHEGA MAIS RÁPIDO E ALÉM DISSO, A 
CONCENTRAÇÃO MÁXIMA QUE ELE CHEGA É 
MAIOR QUE A CONCENTRAÇÃO MÁXIMA QUE O 
MESMO FÁRMACO CHEGOU NO TECIDO DE BAIXA 
PERFUSÃO 
- POR OUTRO LADO, O FÁRMACO TAMBÉM SAI 
DO TECIDO DE ALTA PERFUSÃO DE FORMA MAIS 
RÁPIDA, ASSIM COMO ELE CHEGOU PELA 
CIRCULAÇÃO PLASMÁTICA ELE TAMBÉM SAI PELA 
CIRCULAÇÃO PLASMÁTICA 
- NO FÁRMACO DE BAIXA PERFUSÃO, COMO 
EXISTE UMA DIFICULDADE NA CHEGADA HAVERÁ 
TAMBÉM UMA DIFICULDADE NA SAÍDA, OU SEJA, 
O FÁRMACO PERMANECE MAIS TECIDO NO 
TECIDO DE BAIXA PERFUSÃO 
o SE TIVERMOS UMA CONCENTRAÇÃO X EM UMA 
VELOCIDADE RELATIVAMENTE RÁPIDA QUE O 
FÁRMACO ALCANCE EM UM TECIDO DE BAIXA 
PERFUSÃO, UMA DAS ESTRATÉGIAS É UTILIZAR 
UMA OUTRA VIA DE ADMINISTRAÇÃO 
Ex.: SE QUISER UMA ATIVIDADE FARMACOLÓGICA 
NA PELE SERIA MUITO MAIS INTERESSANTE 
ADMINISTRAR POR VIA TÓPICA DO QUE POR VIA 
ORAL; TECIDO CARTILAGINOSO TAMBÉM É 
POSSIVÉL ADMINISTRAR POR VIA TÓPICA OU VIA 
INJETÁVEL 
o COMO HÁ UMA DIFICULDADE DE SAÍDA DO 
FÁRMACO DO TECIDO DE BAIXA PERFUSÃO, OS 
FÁRMACOS PODEM PERMANECER MAIS TEMPO 
NOS TECIDOS E AÍ ESSES TECIDOS SERIAM 
CONSIDERADOS TECIDOS ARMAZENADORES OU 
SEQUESTRADORES DE SUBSTÂNCIAS, PODENDO 
SER CONSIDERADOS RESERVATÓRIO DE FÁRMACOS 
Ex.: TECIDO ADIPOSO – COMO A 
LIPOSSOLUBILIDADE É UM FATOR IMPORTANTE 
PARA A FARMACOCINÉTICA, E SUBSTÂNCIAS 
LIPOSSOLÚVEIS TEM AFINIDADES COM LIPÍDEOS, O 
TECIDO COM MAIS LIPÍDEO NO NOSSO 
ORGANISMO É O TECIDO ADIPOSO, ENTÃO 
QUANDO O FÁRMACO CHEGA NO TECIDO 
ADIPOSO, ALÉM DELE TER DIFICULDADE DE SAIR 
DESSE TECIDO PELA BAIXA PERFUSÃO, ELE CRIA 
TAMBÉM UMA DIFICULDADE ADICIONAL POR TER 
MAIOR AFINIDADE AO TECIDO ADIPOSO DO QUE O 
LÍQUIDO EXTRACELULAR 
 LIGAÇÃO À PROTEÍNAS PLASMÁTICAS 
o AS MAIS IMPORTANTES SÃO: ALBUMINA 
(PROTEÍNA ALCALINA BÁSICA) E A GLICOPROTEÍNA 
α1 ÁCIDA 
o AS PROTEÍNAS SÃO ABUNDANTES NA CIRCULAÇÃO 
PLASMÁTICA E OS FÁRMACOS TEM CAPACIDADE DE 
INTERAGIR/SE LIGAREM A ESSAS PROTEÍNAS 
PLASMÁTICAS 
o ESSAS PROTEÍNAS PLASMÁTICAS SÃO CONHECIDAS 
COMO ACEPTORES, PORQUE É UMA LIGAÇÃO 
INÉRTE, NÃO GERA NENHUM TIPO