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Oftalmologia Pequenos Animais

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Oftalmologia 
Os cães e gatos possuem muitos problemas de córnea, pois, é mais exposta; quase não possuem esclera (parte branca).
O humor aquoso fica nas câmaras anteriores; o humor vítreo (atrás, é gelatinoso) fica na câmara vítrea.
· Ceratite: opacidade da córnea. 
· Catarata: opacidade do cristalino. O cristalino também pode sofrer luxação anterior ou posterior. 
O corpo ciliar fica atrás da íris, não é visível. IRIS + CORPO CILIAR = ÚVEA. 
A esclera é a camada externa, seguida da coroide, e a mais interna é a retina. Quando inflama a retina, a coroide também é afetada, pois, estão juntas = cório-retinite. 
· Gatos: possuem a córnea muito ampla, e a câmara interior maior. A pupila é em formato de fenda. 
· CÓRNEA + ESCLERA = LIMBO (contorno preto, por onde é feito o acesso cirúrgico). 
· Visão canina: dicromática (tonalidades de azul e amarelo); binocular 150 graus (enxergam um pouco atrás); míope (enxergam mal de longe). 
· Visão felina: binocular e monocular (possuem uma visão mais frontal); não tem profundidade (não apresentando problemas com altura). Possuem visão noturna, possuem mais receptores na retina. 
· Exames oftálmicos: 
· Teste de schirmer: deixar 1 min. É quantitativo. 
· BUT: teste de ruptura do filme lacrimal. É qualitativo. Feito por especialista. 
· Fluoresceina: avaliar a superfície da córnea, se há ulcera. 
· Teste de Jones: avaliar o canal lacrimal, se há obstrução.
· Rosa bengala: avaliar superfície da córnea. Arde muito, portanto deve ser feito anestésico antes. Tem sido substituído pelo Lisamina Verde; mas é muito usado em gatos pois, cora lesões por hespervírus. 
· Doenças do globo ocular
· Enoftalmia: retração do globo ocular (afundamento do globo ocular); pode ser congênito ou hereditário, acomete principalmente Collies, Schnauzzer. Pode ser secundário a outros processos como: Síndrome de Horner (neurológico, porém, tem exposição da 3 pálpebra e o olho cai), trauma, desidratação, doenças inflamatórias oculares, senilidade. 
· Microftalmo: diminuição do tamanho do globo ocular. Ocorre com maior frequência em collies. É congênito (problema embrionário do desenvolvimento do globo ocular). Geralmente apresenta várias anomalias oculares como: opacidade (ceratite, catarata), KCS, podendo evoluir para olho afuncional. O prognostico é péssimo, podendo evoluir para cegueira. 
· Anoftalmia: ausência do globo ocular. É congênito. 
· Exoftalmia: deslocamento para frente/medial do globo ocular. Pode ser congênito ou hereditário. Muito comum em raças Pug, Boxer, Piquines, lhasa, pois, braquicefálicos possuem orbita rasa. Pode ser proveniente de doença orbital (tumor retrobulbar – raio-x, U.S.-, glaucoma – medir a PIO-, abcesso). Pode ocorrer prolapso (CUIDADO AO MANUSEAR NO ATENDIMENTO, PARA NÃO SAIR PARA FORA!!!).
· Prolapso ou proptose do globo ocular: EMERGÊNCIA!!! O globo ocular sai da órbita, pode ser induzido por traumatismo ou outra patologia. 
· Tratamento: 
1. Recolocação: quando o olho está relativamente integro, com reflexo pupilar, sem rompimento do nervo óptico. Deve ser feita o mais rápido possível. Inicia-se com limpeza e umidificação do globo ocular com pomada oftálmica a base de antibióticos e solução fisiológica gelada; anestesia geral para realizar cantotomia (incisão na pálpebra para conseguir recolocar o globo ocular); após é feito blefarorrafia ou tarsorrafia temporária em média 10-15 dias para manter o olho no lugar, depois é feita a retirada dos pontos. Administrar antibiótico e anti-inflamatório tópico e sistêmico. 
2. Enucleação: quando ocorre perda da integridade ocular, rompimento do nervo, hifema extenso; em casos de tumores que não é possível realizar a citologia aspirativa, é necessário fazer enucleação. 
· Doenças das pálpebras
Pálpebra entra tanto em dermatologia quanto em oftalmologia. As glândulas sebáceas (Zeis e Meibômio) produzem remela.
· Agenesia ou coloboma: ausência de partes ou total da pálpebra. Congênito. 
· Atresia ou ancilobléfaro: não abertura da pálpebra. O tempo normal é de 15 dias. Pode ter conjuntivite associado. 
· Laceração palpebral: pode ocorrer por brigas, atropelamentos.
1. Prolapso de terceira pálpebra 
 
2. Laceração palpebral simples (suturar em 8 para junção das reimas –parte preta). 
 
3. Coloboma
 
· Cílios:
· Distiquíase: presença de um ou mais cílios emergindo da gl. Meibômio. 
· Cílio ectópico: um cílio voltado para trás, projetando-se para a córnea. 
· Triquíase: cílios e pelos entrando em contato com a conjuntiva e a córnea. 
Quando o animal está em miose pode ser indicativo de dor ocular. 
· Tratamento: depilação, retirada com pinça, criocirurgia. O pós-operatório é ruim, tem muita inflamação, mas o resultado final é bom. A conjuntiva cicatriza por segunda intenção. 
4. Entrópio: pálpebra voltada para dentro. As raças mais predispostas são: pitbull, bul terrier, sharpei. Os braquicefálicos podem ter entrópio medial. Pode causar blefaroespasmo, conjuntivite frequente, ceratite (a pálpebra encosta frequentemente na córnea). 
· Tratamento: em casos leves é paliativo (tratar como conjuntivite); casos acentuados é cirúrgico; em filhotes faz o ‘’tacking’’ temporário, pois vai crescer ainda. 
5. Ectrópio: eversão da pálpebra, voltada para fora e caída. Raças mais predispostas são: Cocker, basset, são bernardo. 
· Tratamento: em casos leves é paliativo (tratar como conjuntivite), e em casos acentuados é cirúrgico. 
6. Lagoftalmo: fechamento inadequado da pálpebra, olho muito grande; comum em raças exoftálmicas (pug, boxer). Pode levar a ulceras de córnea, descemetocele, prolapso de íris. 
· Olho diamante: entrópio + ectrópio. Geralmente em animais de cabeça grande. 
 
· Tratamento cirúrgico para entrópio: reditectomia para retirada das pregas + cantotomia; ou Holtz-celsus (retirar um retalho em meia lua e suturar). 
· Tratamento cirúrgico para ectrópio: técnica v-y (retalho em forma de ‘’v’’ e sutura em forma de ‘’y’’). 
7. Eversão da membrana nictante ou da cartilagem da 3ª pálpebra: pode ser causada por traumas; as raças mais predispostas são: boxer, fila, pastor alemão, dogue alemão. A cartilagem é dura, parece uma cauda de baleia. 
· Tratamento: retirar a cartilagem e colocar para dentro o restante. Usar colírio anti-inflamatório, e realizar teste para avaliação da córnea. 
8. Prolapso da glândula da 3ª pálpebra ou ‘’Cherry-eye’’: edemaciamento da glândula.
· Tratamento: sepultamento da glândula (NÃO RETIRA, PODE DESENVOLVER KCS, SÓ RETIRA EM CASOS DE TUMOR, NECROSE); fazer reposição com lubrificante contínuo.
 
9. Protusão ou prolapso da 3ª pálpebra: geralmente é secundário a irritação ou síndrome de horner. 
· Tratamento: administrar colírio anti-inflamatório/antibiótico por 1 semana, depois fazer a retirada da membrana. 
· Cherry-eye ou prolapso da GLANDULA: 
 
· Eversão da membrana nictante: 
 
· Eversão cartilagem:
 
· Prolapso 3ª pálpebra: 
 
· Inflamações da pálpebra e glândulas: 
· Terçol (Hordéolo): inflamação aguda da glândula de Zeiss (externo) ou tarsais (interno). É doloroso, e autolimitante (cura sozinho); realizar compressa quente. 
· Calázio: inchaço indolor da glândula meibomiana, coloração amarela ou avermelhada na superfície palpebral (‘’bolinha’’), indolor. Realizar curetagem. 
· Blefarite: inflamação generalizada da pálpebra. Pode ser bacteriana, demodex, reação alérgica. Tratamento via oral. 
· Neoplasias palpebrais: comum, ocorre principalmente em cães velhos. Adenoma, melanoma (pigmentação da córnea), carcinoma de células escamosas (animais de pelagem clara). Tratamento: retirada cirúrgica (pode realizar criocirurgia, mas deve-se proteger a córnea). 
 1. Carcinoma; 2. Melanoma; 3. Adenoma. 
· Ptose palpebral: queda da pálpebra superior. Geralmente ocorre por lesões ou comprometimento nervoso (tumor, raiva, síndrome horner). 
· Sistema lacrimal: 
· Epífora: lacrimejamento excessivo. Realizar limpeza com solução fisiológica, em alguns casos antibiótico (azitromicina, Stomorgyl).
Não
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