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Aula 03
Edificações p/ TCE-PR (Analista - Cargo 6: Engenharia Civil) - Com videoaulas
Professor: Marcus Campiteli
Edificações ʹ TCE-PR/2016 
Teoria e Questões 
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AULA 3: CONCRETO ARMADO E PROTENDIDO 
 
SUMÁRIO PÁGINA 
CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES 2 
1. INTRODUÇ ÃO 3 
2. EXECUÇÃO DE CONCRETO ARMADO 5 
2.1 Formas 5 
2.2 Armaduras 7 
2.3 Concretagem 19 
2.4 Cura e Retirada de Formas e Escoramento 29 
3. PROJETO DE CONCRETO ARMADO 47 
3.1 Informações Iniciais 47 
3.2 Características dos Materiais 51 
3.3 Comportamento conjunto dos Materiais 57 
3.4 Agressividade do Ambiente 58 
3.5 Ações a considerar no dimensionamento das estruturas 64 
3.6 Conceitos Adicionais 67 
3.7 Dimensões Limites 74 
3.8 Fissuração 81 
3.9 Demais Considerações 81 
4. CONCRETO PROTENDIDO 92 
5. QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA 122 
6. GABARITO 142 
7. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 143 
 
 
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Olá pessoal, apresentamos para vocês nesta aula as 
informações normativas acerca das estruturas de concreto. Afinal, a 
norma representa a fonte mais confiável de informações técnicas 
para a nossa prova. 
Vale a pena focar as partes negritadas. Apresentamos fotos e 
figuras, pois em um curso de engenharia funciona aquela ideia de que 
uma imagem vale mais do que mil palavras. 
As normas aqui compiladas foram a NBR 6118/2014 - Projeto 
de estruturas de concreto – Procedimento e a NBR 14931/2004 – 
Execução de estruturas de concreto – Procedimento. Os textos estão 
baseados nas obras indicadas na Referência Bibliográfica. 
As alterações trazidas pela NBR 6118/2014 encontram-se 
hachuriadas em amarelo. 
Nesta aula há uma mudança, que é trazer as questões 
comentadas junto à teoria, pois os comentários complementam-na. 
Dessa forma mantém-se a continuidade de cada assunto. 
Caso queiram treinar antes mesmo de adentrar à teoria, há o 
capítulo de questões apresentadas com o gabarito ao final. 
Bons estudos e boa sorte ! 
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CONCRETO ARMADO 
 
1 – INTRODUÇÃO 
De acordo com a norma NBR 6118, os elementos de concreto 
armado são aqueles cujo comportamento estrutural depende da 
aderência entre concreto e armadura, e nos quais não se aplicam 
alongamentos iniciais das armaduras antes da materialização dessa 
aderência. 
 
Fonte: Manual do Construtor – Eng. Roberto Chaves (Notas de aula do Eng. Rafael Di Bello) 
 
Portanto, no concreto armado trabalham em conjunto o 
concreto e o aço por meio da aderência entre eles. 
 
Explicando melhor essa parte final da definição da norma, o 
concreto armado somente será submetido a carregamento, sejam 
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cargas externas ou o seu peso próprio, após a pega (endurecimento) 
do concreto, a partir do qual haverá aderência entre este e a 
armadura para que trabalhem em conjunto. 
A mais importante característica mecânica do concreto é a sua 
resistência à compressão. 
Nas regiões tracionadas, onde o concreto possui baixa 
resistência, as barras de aço absorvem os esforços de tração. 
Um bom exemplo para visualizarmos essa situação de uma 
peça de concreto armado resistindo a tensões de tração e 
compressão ao mesmo tempo é o da viga flexionada sob 
carregamento vertical, onde as tensões de tração ocorrem na parte 
inferior e as de compressão na parte superior. 
 
 
 
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<http://www.joinville.udesc.br> 
 
1) (72 – MPU/2013 – Cespe) Dada a baixa resistência à 
compressão do concreto, esse material deve ser 
estruturalmente empregado simultaneamente às armaduras 
de aço. 
 A afirmativa torna-se correta trocando-se “compressão” por 
“tração”, conforme a seguir: “Dada a baixa resistência à tração do 
concreto, esse material deve ser estruturalmente empregado 
simultaneamente às armaduras de aço”. 
Gabarito: Errada 
 
2 – EXECUÇÃO DE CONCRETO ARMADO 
2.1 – FORMAS 
No projeto do escoramento devem ser consideradas a 
deformação e a flambagem dos materiais e as vibrações a que o 
escoramento estará sujeito. 
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Fonte: Manual do Construtor do Eng. Roberto Chaves (Notas de Aula do Eng. Rafael Di Bello) 
Quando de sua construção, o escoramento deve ser apoiado 
sobre cunhas, caixas de areia ou outros dispositivos apropriados a 
facilitar a remoção das fôrmas, de maneira a não submeter a 
estrutura a impactos, sobrecargas ou outros danos. 
Devem ser tomadas as precauções necessárias para evitar 
recalques prejudiciais provocados no solo ou na parte da estrutura 
que suporta o escoramento, pelas cargas por este transmitidas, 
prevendo-se o uso de lastro, piso de concreto ou pranchões 
para correção de irregularidades e melhor distribuição de cargas, 
assim como cunhas para ajuste de níveis. 
Quando agentes destinados a facilitar a desmoldagem forem 
necessários, devem ser aplicados exclusivamente na fôrma antes da 
colocação da armadura e de maneira a não prejudicar a superfície do 
concreto. 
 
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(STJ/2015 - Cespe) Julgue os seguintes itens, relacionados às 
especificações técnicas para a confecção e montagem de 
fôrmas de madeira. 
 
2) 64 - Em fôrmas de pilares com a altura maior que 2,5 m, 
é recomendável a presença de janelas de inspeção para 
lançamento do concreto em etapas. 
 
 O lançamento do concreto não poderá ser de alturas 
excessivas. Quando a altura da queda for superior a 2,5 m, medidas 
especiais terão de ser tomadas para evitar a segregação dos 
materiais. Dentre elas, destaca-se a abertura de janelas nas fôrmas, 
que permitem diminuir a altura de lançamento e facilitam o 
adensamento. (Yazigi, 2009) 
 
Gabarito: Correta 
 
3) 65 - Eventuais furos nos painéis devem ser executados 
sempre a partir da face externa da fôrma no sentido da face 
interna, com brocas de aço rápido para madeira. 
 
 Eventuais furos nos painéis têm de ser executados sempre a 
partir da face interna da forma no sentido da face externa, 
com broca de aço rápido para madeira. A passagem de canalização 
será assegurada por caixas embutidas na formas. (Yazigi, 2009) 
 
Gabarito: Errada 
2.2 – ARMADURAS 
A superfície da armadura deve estar livre de ferrugem e 
substâncias deletérias que possam afetar de maneira adversa o aço, 
o concreto ou a aderência entre esses materiais. Armaduras que 
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apresentem produtos destacáveis na sua superfície em função de 
processo de corrosão devem passar por limpeza superficial 
antes do lançamentodo concreto. 
Armaduras levemente oxidadas por exposição ao tempo em 
ambientes de agressividade fraca a moderada, por períodos de até 
três meses, sem produtos destacáveis e sem redução de seção, 
podem ser empregadas em estruturas de concreto. 
Caso a armadura apresente nível de oxidação que implique 
redução da seção, deve ser feita uma limpeza enérgica e posterior 
avaliação das condições de utilização, de acordo com as normas de 
especificação do produto, eventualmente considerando-a como de 
diâmetro nominal inferior. No caso de corrosão por ação e 
presença de cloretos, com formação de “pites” ou cavidades, a 
armadura deve ser lavada com jato de água sob pressão para 
retirada do sal e dos cloretos dessas pequenas cavidades. 
A limpeza pode ser feita por qualquer processo mecânico 
como, por exemplo, jateamento de areia ou jato de água. 
As barras de aço devem ser sempre dobradas a frio. 
As emendas devem ser feitas de acordo com o previsto no 
projeto estrutural, podendo ser executadas emendas: 
- por traspasse; 
- por luva com preenchimento metálico, prensadas ou 
rosqueadas; 
- por solda; 
- por outros dispositivos devidamente justificados. 
As luvas devem ter resistência maior que as barras emendadas. 
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A barra emendada, no ensaio de qualificação, deve obter o 
alongamento mínimo de 2%. 
A montagem da armadura deve ser feita por amarração, 
utilizando arames. A distância entre pontos de amarração das 
barras das lajes deve ter afastamento máximo de 35 cm. 
O cobrimento (distância entre a face da armadura e a face do 
concreto – proteção da armadura) deve ser mantido por dispositivos 
adequados ou espaçadores e sempre se refere à armadura mais 
exposta. 
Segue abaixo uma figura para apresentar a posição do 
cobrimento (c) na seção transversal de uma laje. 
 
Fonte: < http://www.fec.unicamp.br/~almeida/ec802/Lancamento/Pre-dimensionamento_EESC.pdf> 
É permitido o uso de espaçadores de concreto ou 
argamassa, desde que apresente relação água/cimento ≤ 0,5, e 
espaçadores plásticos, ou metálicos com as partes em contato com a 
fôrma revestidas com material plástico ou outro material similar. Não 
devem ser utilizados calços de aço cujo cobrimento, depois de 
lançado o concreto, tenha espessura menor do que o especificado no 
projeto. 
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Fonte: <www. scpisos.com.br> 
Caso a concretagem seja interrompida por mais de 90 dias, as 
barras de espera devem ser pintadas com pasta de cimento para 
proteção contra a corrosão. 
 
4) (58 – MPU/2004) As barras e fios de aço utilizados em 
estruturas de concreto armado são normalizados pela NBR-
7480 – Barras e fios de aço destinados a armaduras para 
concreto armado – especificação. Com relação a estes 
materiais, é incorreto afirmar que as barras e fios de aço 
 
Pessoal, após essa prova, de 2004, a norma 7480 foi atualizada 
em 2007. 
 
a) são categorizados em CA 25, CA 40, CA 50 e CA 60 em 
função das respectivas resistências características de 
escoamento. 
 
Pessoal, apesar de ainda vigorar no período desta prova a 
norma 7480/1996, esta já não previa mais o aço CA 40. Este era 
previsto nas versões anteriores, tal como na versão de 1985. Essas 
falhas trazem prejuízo aos candidatos melhor preparados, pois esta 
questão não foi anulada. 
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b) são caracterizados como classe B quando são laminados a 
quente, não apresentando patamar de escoamento quando 
tracionados. 
 
Pessoal, o mesmo problema ocorreu nessa alínea, pois apesar 
de ainda vigorar no período desta prova a norma 7480/1996, esta já 
não previa mais as classes A e B. 
Na versão anterior a separação em classes era definida pelo 
processo de fabricação das barras ou fios; para processo à quente 
(laminação a quente) o produto era denominado classe A e para 
processo à frio (laminação a frio ou trefilação) era classe B. 
Portanto, antes de 1996, a classe B era laminada a frio, ao 
contrário do que afirma a questão. 
 
Gabarito: Errada 
 
c) não podem apresentar defeitos quando submetidos ao 
ensaio de dobramento a 180°. 
 
Esta regra está mantida na versão da norma NBR 7480/2007: 
 
“5.2 Não deve ocorrer ruptura ou fissuração na zona tracionada do 
corpo de prova quando este for dobrado a 180º, em um pino com 
diâmetro conforme a Tabela B.3”. 
 
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d) são considerados desbitolados quando apresentam massa 
linear inferior àquela prevista em norma. 
 
 Pessoal, esse termo não consta na nova norma. Contudo, nesse 
aspecto, a partir de 1996, a norma NBR 7480 passou a considerar o 
peso linear a partir da multiplicação da área da seção nominal em m2 
por 7850 kg/m3, que é a densidade do aço. 
 
e) apresentam resistência à compressão com ordem de 
grandeza similar a sua resistência à tração. 
 
 Isso também não consta na nova norma, contudo, segundo 
Walter Pfeil (2000), as resistências à ruptura por tração ou 
compressão dos aços utilizados em estruturas são iguais, variando 
entre amplos limites, desde 300 MPa até valores acima 1200 MPa. 
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Gabarito: B 
 
5) (51 – MJ/2013 – Cespe) Existem quatro categorias de 
aço para concreto estrutural: CA-25, CA-40, CA-50 e CA-60, 
classificadas em função da resistência característica de 
escoamento, respectivamente, em 250 MPa, 400 MPa, 500 
MPa e 600 MPa. Essas categorias podem, ainda, ser dispostas 
em duas classes, A e B. A classe A abrange as barras 
laminadas e a classe B, as barras encruadas 
 De acordo com a NBR 6118/2014, nos projetos de estruturas de 
concreto armado deve ser utilizado aço classificado pela ABNT NBR 
7480, com o valor característico da resistência de escoamento nas 
categorias CA-25, CA-50 e CA-60. 
 De acordo com a NBR 7480/2007 – Aço destinado a armaduras 
para estruturas de concreto armado, de acordo com o valor 
característico da resistência de escoamento, as barras de aço são 
classificadas nas categorias CA-25 e CA-50, e os fios de aço na 
categoria CA-60. 
 O aço CA-40 e a diferença entre aços de classe A ou B deixaram 
de ser previstos na norma NBR 7480, a partir de 1996, conforme 
vimos na questão anterior. 
 Com relação às classes A e B, atualmente, todo material em 
barras deve ser fabricado por laminação à quente e todo fio deve ser 
fabricado por trefilação ou processo equivalente (estiramento ou 
laminação a frio). 
Gabarito Proposto: Anulação 
Gabarito Oficial: Correta 
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6) (66 – MPU/2004) A NBR 6118 – Projeto de estruturas de 
concreto – procedimento, de março de 2003, estabelece 
critérios para utilização de estribos e grampos em armaduras. 
Sobre tais critérios, é incorreto afirmar que: 
 
a) as barras de estribos utilizadas em vigas devem apresentar 
diâmetro superiora 5 mm. 
 
Na norma NBR 6118/2014 consta que o diâmetro da barra que 
constitui o estribo deve ser maior ou igual a 5 mm, sem exceder 
1/10 da largura da alma da viga. 
 
b) o espaçamento mínimo entre estribos em vigas deve ser 
suficiente para permitir a passagem do vibrador para 
adensamento adequado do concreto. 
 
Está de acordo com a nova versão na NBR 6118, em que o 
espaçamento mínimo entre estribos, medido segundo o eixo 
longitudinal do elemento estrutural, deve ser suficiente para permitir 
a passagem do vibrador, garantindo um bom adensamento da massa. 
 
c) os estribos devem ser distribuídos ao longo de toda a altura 
dos pilares, com exceção da região de cruzamento com vigas e 
lajes. 
 
De acordo com a NBR 6118/2014, a armadura transversal de 
pilares, constituída por estribos e, quando for o caso, por grampos 
suplementares, deve ser colocada em toda a altura do pilar, sendo 
obrigatória sua colocação na região de cruzamento com vigas 
e lajes. 
Portanto, este é o item errado. 
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d) o diâmetro dos estribos em pilares não pode ser inferior a 
1/4 do diâmetro da barra isolada. 
 
Essa regra está mantida na nova versão da NBR 6118, de que o 
diâmetro dos estribos em pilares não deve ser inferior a 5 mm nem a 
1/4 do diâmetro da barra isolada ou do diâmetro equivalente do feixe 
que constitui a armadura longitudinal. 
 
e) o espaçamento de estribos em pilares não pode ser maior 
que 20 centímetros ou que a menor dimensão da seção do 
pilar. 
 
A NBR 6118/2014 prevê que o espaçamento longitudinal entre 
estribos, medido na direção do eixo do pilar, para garantir o 
posicionamento, impedir a flambagem das barras longitudinais e 
garantir a costura das emendas de barras longitudinais nos pilares 
usuais, deve ser igual ou inferior ao menor dos seguintes 
valores: 
- 200 mm; 
- menor dimensão da seção; 
- 24 み para CA-25, 12 み para CA-50. 
 
Gabarito: C 
 
7) (73 – MPU/2004) A corrosão de armaduras em 
estruturas de concreto é um dos principais mecanismos de 
deterioração que afetam a sua durabilidade. Sobre a corrosão 
em armaduras, é incorreto afirmar que 
 
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a) o processo de corrosão estabelece uma expansão local no 
concreto, originando o surgimento de tensões de tração no 
material e sua fissuração. 
b) as estruturas expostas ao ambiente marítimo são 
altamente propensas a apresentarem problemas de corrosão, 
principalmente aquelas permanentemente submersas em água 
salgada. 
c) com relação ao concreto armado, o processo de corrosão 
eletroquímica é muito mais relevante que o de oxidação. 
d) a presença do hidróxido de cálcio liberado na hidratação do 
cimento Portland é extremamente importante para a proteção 
das armaduras contra a corrosão. 
e) a redução da permeabilidade a gases e água do concreto 
possibilita a redução da ação dos mecanismos de corrosão. 
O erro está na alínea B, ao dizer que as estruturas 
permanentemente submersas em água salgada são altamente 
propensas a apresentarem problemas de corrosão, pois a corrosão é 
favorecida pelo contato com os gases do ar. Caso a estrutura esteja 
permanentemente submersa, ela não estará sujeita à corrosão. 
O mesmo ocorre para a estrutura de aço permanentemente 
enterrada. 
O problema ocorre nos trechos acima do nível d’água ou do 
terreno, pois combinam a umidade e os gases do ar pontecializando a 
corrosão. 
 
Gabarito: B 
 
8) (51 – SEGER-ES/2011) Na figura abaixo, que representa 
um gancho de ancoragem das armaduras de uma viga de 
concreto armado, a variável lo é usada para o cálculo do 
comprimento equivalente da ancoragem e é diretamente 
proporcional ao tamanho desta. 
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Para a ancoragem, é obrigatório o uso de gancho para as barras 
lisas. 
Os ganchos das extremidades das barras da armadura 
longitudinal de tração podem ser: 
a) semicirculares, com ponta reta de comprimento não inferior 
a 2 み; 
b) em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento 
não inferior a 4 み; 
c) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não inferior 
a 8 み. 
Para as barras lisas, os ganchos devem ser semicirculares. 
 
Gabarito: Correta 
 
9) (104 – Hemobras/2008) Na ancoragem por aderência da 
armadura em uma peça de concreto armado, os esforços a 
ancorar são transmitidos ao concreto por meio de dispositivos 
mecânicos acoplados à barra. 
 
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A aderência entre o aço e o concreto se dá por adesão, atrito e 
do tipo mecânica. 
Na aderência por adesão existe uma ação de colagem entre o 
aço e a nata de cimento decorrente de forças capilares ou de adesão. 
Uma vez rompida a adesão aparece uma resistência de atrito 
entre o aço e o concreto, desde que existam pressões transversais às 
armaduras. 
E a aderência mecânica surge através de engrenamento 
mecânico do tipo encaixe entre a superfície da armadura e o 
concreto, formando-se consolos de concreto que são solicitados ao 
corte antes que a barra de aço possa deslizar no concreto. 
Segundo Leonhardt (1977), a resistência ao corte é o tipo de 
ligação mais elevado do aço. Obtém-se este tipo de ligação através 
de nervuras laminadas (aços nervurados). 
 
 
 
 
Gabarito: Errada 
 
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10) (31 – TRE-MA/2005) Em estruturas de concreto armado, 
na ancoragem de armaduras passivas por aderência, os 
ganchos das extremidades das barras da armadura 
longitudinal de tração podem ser semicirculares, desde que 
possuam ponta reta de comprimento não-inferior a 
 
A) dois diâmetros das barras. 
B) quatro diâmetros das barras. 
C) seis diâmetros das barras. 
D) oito diâmetros das barras. 
E) dez diâmetros das barras. 
 
Na norma NBR 6118 consta que os ganchos das extremidades 
das barras da armadura longitudinal de tração podem ser: 
 
a) semicirculares, com ponta reta de comprimento ≥ 2 み; 
b) em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento 
≥ 4 み; 
c) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento ≥ 8 み. 
 
Gabarito: A 
 
11) (49 – TRE-MT/2005) O comportamento conjunto dos 
materiais empregados em estruturas de concreto armado é de 
fundamental importância para o bom desempenho dessas 
estruturas. No que se refere a ancoragem de armaduras 
passivas por aderência, os ganchos das extremidades das 
barras da armadura longitudinal de tração devem ser 
 
A) semi-elípticos, com ponta reta de comprimento não-inferior 
a um diâmetro da barra de aço. 
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B) em ângulo de 30º (interno), com ponta reta de 
comprimento não-inferior a 2 diâmetros da barra de aço. 
C) em ângulo de 45º (interno), com ponta reta de 
comprimento não-inferior a 2 diâmetros da barra de aço. 
D) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não-
inferior a 4 diâmetros da barrade aço. 
E) semicirculares, para as barras lisas. 
 
Na norma NBR 6118 consta que os ganchos das extremidades 
das barras da armadura longitudinal de tração podem ser: 
 
a) semicirculares, com ponta reta de comprimento ≥ 2 み; 
b) em ângulo de 45° (interno), com ponta reta de comprimento 
≥ 4 み; 
c) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento ≥ 8 み. 
 
Para as barras lisas, os ganchos devem ser 
semicirculares. 
 
Gabarito: E 
 
2.3 - CONCRETAGEM 
Fôrmas construídas com materiais que absorvam umidade 
ou facilitem a evaporação devem ser molhadas até a saturação, 
para minimizar a perda de água do concreto, fazendo-se furos para 
escoamento da água em excesso, salvo especificação contrária em 
projeto. 
A equipe de trabalhadores devidamente treinados para a 
operação de concretagem deve estar dimensionada para realizar as 
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etapas de preparo do concreto (se for o caso), lançamento e 
adensamento, no tempo estabelecido. 
A inspeção e liberação do sistema de fôrmas, das armaduras e 
de outros itens da estrutura deve ser realizada antes da 
concretagem. O método de documentação dessa inspeção deve ser 
desenvolvido e aprovado pelas partes envolvidas antes do início 
dos trabalhos. Cada um desses aspectos deve ser cuidadosamente 
examinado, de modo a assegurar que está de acordo com o projeto, 
as especificações e as normas técnicas. 
Após a descarga do concreto, a “bica” do caminhão betoneira 
de descarga deve ser lavada no canteiro de obras. 
A temperatura da massa de concreto, no momento do 
lançamento, não deve ser inferior a 5°C. Salvo disposições em 
contrário, estabelecidas no projeto ou definidas pelo responsável 
técnico pela obra, a concretagem deve ser suspensa sempre que 
estiver prevista queda na temperatura ambiente para abaixo de 0°C 
nas 48 h seguintes. 
Em nenhum caso devem ser usados produtos que possam 
atacar quimicamente as armaduras, em especial aditivos à base 
de cloreto de cálcio. 
Quando a concretagem for efetuada em temperatura ambiente 
muito quente (≥ 35°C) e, em especial, quando a umidade relativa do 
ar for baixa (≤ 50%) e a velocidade do vento alta (≥ 30 m/s), devem 
ser adotadas as medidas necessárias para evitar a perda de 
consistência e reduzir a temperatura da massa de concreto. 
Imediatamente após as operações de lançamento e 
adensamento, devem ser tomadas providências para reduzir a perda 
de água do concreto (cura). 
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Salvo disposições em contrário, estabelecidas no projeto ou 
definidas pelo responsável técnico pela obra, a concretagem deve ser 
suspensa se as condições ambientais forem adversas, com 
temperatura ambiente superior a 40°C ou vento acima de 60 m/s. 
Recomenda-se que o intervalo de tempo transcorrido entre o 
instante em que a água de amassamento entra em contato com 
o cimento e o final da concretagem não ultrapasse a 2 h 30 
min. 
Quando a temperatura ambiente for elevada, ou sob condições 
que contribuam para acelerar a pega do concreto, esse intervalo de 
tempo deve ser reduzido, a menos que sejam adotadas medidas 
especiais, como o uso de aditivos retardadores, que aumentem o 
tempo de pega sem prejudicar a qualidade do concreto. 
No caso de concreto bombeado, o diâmetro interno do 
tubo de bombeamento deve ser no mínimo 4x o diâmetro 
máximo do agregado. 
 
Fonte: <revista.construcaomercado.com.br> 
Em nenhuma hipótese deve ser realizado o lançamento do 
concreto após o início da pega. 
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Deve-se ter maiores cuidados quanto maiores forem a altura de 
lançamento e a densidade de armadura. Estes cuidados devem ser 
majorados quando a altura de queda livre do concreto 
ultrapassar 2 m, no caso de peças estreitas e altas, de modo a 
evitar a segregação e falta de argamassa (como nos pés de pilares 
e nas juntas de concretagem de paredes). 
As fôrmas devem ser preenchidas em camadas de altura 
compatível com o tipo de adensamento previsto (ou seja, em 
camadas de altura inferior à altura da agulha do vibrador 
mecânico) para se obter um adensamento adequado. 
Em peças verticais e esbeltas, tipo paredes e pilares, pode ser 
conveniente utilizar concretos de diferentes consistências, de modo e 
reduzir o risco de exsudação e segregação. 
Quando o lançamento for submerso, o estudo de dosagem 
deve prever um concreto auto-adensável, coeso e plástico. Na 
falta de um estudo de dosagem que garanta essas características, 
deve-se preparar o concreto com consumo mínimo de cimento 
Portland ≥ 400 kg/m3 e consistência plástica, de forma que possa 
ser levado ao local de lançamento por meio de uma tubulação 
submersa. A ponta do tubo de lançamento deve ser mantida 
dentro do concreto já lançado, a fim de evitar agitação prejudicial. 
Após o lançamento o concreto não deve ser manuseado para adquirir 
uma forma definitiva específica, devendo-se manter continuidade na 
concretagem. 
O lançamento de concreto submerso não deve ser realizado 
quando a temperatura da água for menor que 5°C, mesmo estando o 
concreto fresco com temperatura normal, nem quando a velocidade 
da água for maior que 2 m/s. 
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Durante e imediatamente após o lançamento, o concreto deve 
ser vibrado ou apiloado contínua e energicamente com equipamento 
adequado à sua consistência. 
 
Fonte: <http://files.construfacil.webnode.com> 
 
Fonte: <http://www.pisosindustriais.com.br> 
Deve-se evitar a vibração da armadura para que não se 
formem vazios ao seu redor, com prejuízos da aderência. 
No adensamento manual, a altura das camadas de concreto não 
deve ultrapassar 20 cm. Em todos os casos, a altura da camada de 
concreto a ser adensada deve ser menor que 50 cm, de modo a 
facilitar a saída de bolhas de ar. 
Quando forem utilizados vibradores de imersão, a espessura da 
camada deve ser aproximadamente igual a 3/4 do comprimento da 
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agulha. Ao vibrar uma camada de concreto, o vibrador deve penetrar 
cerca de 10 cm na camada anterior. 
Tanto a falta como o excesso de vibração são prejudiciais ao 
concreto. 
Devem ser tomados os seguintes cuidados durante o 
adensamento com vibradores de imersão (ver figura 2): 
- preferencialmente aplicar o vibrador na posição 
vertical; 
- vibrar o maior número possível de pontos ao longo do 
elemento estrutural; 
- retirar o vibrador lentamente, mantendo-o sempre 
ligado, a fim de que a cavidade formada pela agulha se feche 
novamente; 
- não permitir que o vibrador entre em contato com a 
parede da fôrma, para evitar a formação de bolhas de ar 
na superfície da peça, mas promover um adensamento 
uniforme e adequado de toda a massa de concreto, observando 
cantos e arestas, de maneira que não se formem vazios; 
- mudar o vibrador de posição quando a superfície 
apresentar-se brilhante. 
O momento logo após o fim de pega é denominado “corte 
verde”. 
As juntas de concretagem, sempre que possível, devem ser 
previstas no projeto estrutural e estarlocalizadas onde forem 
menores os esforços de cisalhamento, preferencialmente em 
posição normal aos esforços de compressão, salvo se demonstrado 
que a junta não provocará a diminuição da resistência do elemento 
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estrutural. No caso de vigas ou lajes apoiadas em pilares, ou paredes, 
o lançamento do concreto deve ser interrompido no plano horizontal. 
Deve ser evitada a manipulação excessiva do concreto, como 
processos de vibração muito demorados ou repetidos em um 
mesmo local, que provoca a segregação do material e a migração 
do material fino e da água para a superfície (exsudação), 
prejudicando a qualidade da superfície final com o conseqüente 
aparecimento de efeitos indesejáveis. 
Os agentes deletérios mais comuns ao concreto em seu início 
de vida são: mudanças bruscas de temperatura, secagem, chuva 
forte, água torrencial, congelamento, agentes químicos, bem como 
choques e vibrações de intensidade tal que possam produzir fissuras 
na massa de concreto ou prejudicar a sua aderência à armadura. 
 
12) (84 – MS/2013 – Cespe) A mistura manual de concreto 
permite controle tecnológico mais eficaz do que o preparo 
mecanizado, dado propiciar fácil visualização da massa e 
baixo gasto de energia durante o preparo. 
 A mistura manual era prevista na NBR 6118/80, que a limitava 
para um volume de concreto correspondente ao consumo de 100 kg 
de cimento. 
 A mistura mecânica é obtida em betoneiras. 
 O controle tecnológico é mais eficaz no preparo mecanizado, 
pois há maior controle da mistura, tanto na proporção em massa e 
volume dos materiais, que são colocados no interior do tambor da 
betoneira, evitando-se perdas, quanto na homogeneidade da mistura, 
pelo controle da velocidade e tempo de rotação do tambor. 
Gabarito: Errada 
 
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13) (93 – MJ/2013 – Cespe) O início de cada operação de 
lançamento de concreto será condicionado à realização dos 
ensaios de abatimento (slump test) pela empresa contratada, 
na presença dos agentes de fiscalização. 
 De acordo com o Manual de Obras Públicas – Edificações – 
Práticas da SEAP – Construção, a Contratada comunicará 
previamente à Fiscalização, em tempo hábil, o início de toda e 
qualquer operação de concretagem, que somente poderá ser iniciada 
após a liberação pela Fiscalização. O início de cada operação de 
lançamento será condicionado à realização dos ensaios de abatimento 
(Slump Test) pela Contratada, na presença da Fiscalização, em cada 
betonada ou caminhão betoneira. 
Gabarito: Correta 
 
14) (94 – MJ/2013 – Cespe) O lançamento do concreto 
deverá ser contínuo e conduzido de forma a não haver 
interrupções superiores ao seu tempo de pega, não sendo 
tolerada a queda vertical livre do concreto além de dois 
metros de altura. 
 De acordo com o Manual de Obras Públicas – Edificações – 
Práticas da SEAP – Construção, a queda vertical livre além de 2,0 
metros não será permitida. O lançamento será contínuo e 
conduzido de forma a não haver interrupções superiores ao 
tempo de pega do concreto. Uma vez iniciada a concretagem de 
um lance, a operação deverá ser contínua e somente terminada nas 
juntas de concretagem preestabelecidas. A operação de lançamento 
também deverá ser realizada de modo a minimizar o efeito de 
retração inicial do concreto. Cada camada de concreto deverá ser 
consolidada até o máximo praticável em termos de densidade. 
Deverão ser evitados vazios ou ninhos, de tal forma que o concreto 
seja perfeitamente confinado junto às fôrmas e peças embutidas. 
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Gabarito: Correta 
 
15) (85 – MJ/2013 – Cespe) Durante o transporte horizontal 
do concreto, é benéfica a ocorrência de trepidação, que 
garante a trabalhabilidade da massa durante o lançamento do 
concreto. 
 De acordo com BAUER (2012), no transporte horizontal do 
concreto, deve-se evitar a vibração, pois, se isso ocorrer, haverá 
compactação do material, e, consequentemente, dificuldade na sua 
saída. Assim sendo, será vantajoso, quando empregados carrinhos, 
utilizar rodas de pneus e vagonetes sobre trilhos, já que, nesses 
processos, a trepidação do transporte fica diminuída. 
Gabarito: Errada 
 
16) (86 – MJ/2013 – Cespe) Após o lançamento do concreto, 
é prejudicial a ocorrência excessiva de vibração mecânica, que 
deve ser interrompida quando as bolhas superficiais 
desaparecerem e a umidade da superfície uniformizar-se. 
 De acordo com a NBR 14931/2004, tanto a falta como o 
excesso de vibração são prejudiciais ao concreto. 
 Devem ser tomados os seguintes cuidados durante o 
adensamento com vibradores de imersão: 
 - preferencialmente aplicar o vibrador na posição vertical; 
 - vibrar o maior número possível de pontos ao longo do 
elemento estrutural; 
 - retirar o vibrador lentamente, mantendo-o sempre ligado, a 
fim de que a cavidade formada pela agulha se feche novamente; 
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 - não permitir que o vibrador entre em contato com a parede 
da fôrma, para evitar a formação de bolhas de ar na superfície da 
peça, mas promover um adensamento uniforme e adequado de toda 
a massa de concreto, observando cantos e arestas, de maneira que 
não se formem vazios; 
 - mudar o vibrador de posição quando a superfície 
apresentar-se brilhante. 
 De acordo com BAUER (2012), não se deve vibrar além do 
necessário, tempo este em que desaparecem as bolhas de ar 
superficiais e a umidade da superfície é uniforme, e alerta que o 
excesso de vibração é, provavelmente, pior do que a falta de 
vibração. 
Gabarito: Correta 
 
17) (95 – MJ/2013 – Cespe) Devido ao calor de hidratação 
resultante das reações endotérmicas entre o cimento e a água, 
que provocam o resfriamento da massa de concreto, existem 
restrições nas alturas das camadas de concreto na 
concretagem de grandes massas. 
 A afirmativa torna-se correta trocando-se “resfriamento” por 
“aquecimento”, conforme a seguir: “Devido ao calor de hidratação 
resultante das reações endotérmicas entre o cimento e a água, que 
provocam o aquecimento da massa de concreto, existem restrições 
nas alturas das camadas de concreto na concretagem de grandes 
massas.” 
Gabarito: Errada 
 
 
 
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2.4 – Cura e retirada de formas e escoramentos 
Enquanto não atingir endurecimento satisfatório, o concreto 
deve ser curado e protegido contra agentes prejudiciais para: 
- evitar a perda de água pela superfície exposta; 
- assegurar uma superfície com resistência adequada; 
- assegurar a formação de uma capa superficial durável. 
O endurecimento do concreto pode ser acelerado por meio 
de tratamento térmico ou pelo uso de aditivos que não 
contenham cloreto de cálcio em sua composição e devidamente 
controlado, não se dispensando as medidas de proteção contra a 
secagem. 
 
18) (25 – CGU/2008 – ESAF) O padrão de acabamento das 
lajes de concreto armado tem assumido diferentes formas, 
evoluindo do processo convencional até os processos maisracionalizados, devido ao apelo pela busca de maior qualidade 
e produtividade dos processos na construção civil. 
Atualmente, as lajes de concreto armado, em relação ao seu 
padrão de acabamento, podem ser classificadas em: 
convencional, nivelada e acabada. Nesse contexto, assinale a 
opção incorreta. 
 
Segundo SOUZA (1996), as lajes podem ser classificadas em: 
Laje convencional – Necessita de camada de regularização 
antes da colocação do piso, pois não é executada com controle de 
nivelamento e rugosidade da superfície. 
Laje nivelada – O contrapiso é definido pelo projeto e não 
tem função de regularização de nível, visam à redução de 
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espessura dos contrapisos utilizados como elementos niveladores nas 
estruturas convencionais, reduzindo o consumo extra de concreto. 
Laje acabada – Tem as adequadas características de planeza 
ou rugosidade superficial e nivelamento ou declividade, necessárias à 
fixação ou assentamento do piso final. Não necessita de contrapiso. 
a) Nas lajes convencionais não existe controle efetivo de seu 
nivelamento e rugosidade superficial. 
 
Exato. A laje convencional não é executada com controle de 
nivelamento e rugosidade da superfície. 
b) As lajes niveladas consistem em um avanço na 
racionalização da produção, pois existe, no momento da sua 
execução, um controle de seu nivelamento. 
Correto, devido ao controle de nivelamento da laje nivelada o 
contrapiso não precisa ter função de regularização de nível, tendo 
espessura reduzida. 
c) As lajes niveladas oferecem um substrato com adequada 
rugosidade superficial, planeza e nivelamento, dispensando o 
contrapiso. 
Errado, pois na laje nivelada há previsão de contrapiso, mesmo 
que de espessura reduzida. 
d) Na laje acabada, para a aplicação direta do revestimento, 
recomenda-se utilizar uma diferença de nível em áreas que 
tenham captação de água. 
Exato, pois a ideia de laje acabada é não haver camada de 
regularização. Logo, a superfície da laje acabada já deve ter os 
caimentos necessários. 
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e) A laje acabada, por eliminar a camada de regularização, 
vem sendo questionada em relação ao seu desempenho 
acústico. 
A ausência do contrapiso reduz a espessura de material entre 
um andar e outro, o que prejudica, por consequência, o isolamento 
acústico. 
Gabarito: C 
 
19) (57 – MPU/2004) Com relação a aditivos utilizados para 
a modificação das propriedades de concretos e argamassas, é 
incorreto afirmar que 
a) os aditivos incorporadores de ar melhoram a 
trabalhabilidade e reduzem as resistências mecânicas de 
concretos e argamassas. 
b) o cloreto de cálcio não deve ser empregado como aditivo 
acelerador em estruturas com aço protendido. 
De acordo com a norma NBR 14931, em nenhum caso devem 
ser usados produtos que possam atacar quimicamente as 
armaduras, em especial aditivos à base de cloreto de cálcio. 
Gabarito: Correta 
 
c) os aditivos plastificantes permitem a redução da relação 
água/cimento, acarretando o aumento da resistência e da 
permeabilidade dos concretos e argamassas. 
 Na verdade ocorre a redução da permeabilidade. 
Gabarito: Errada 
 
d) um dos problemas no uso de aditivos superfluidificantes é a 
rápida perda da consistência fluída inicial estabelecida para o 
concreto. 
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e) o uso de aditivos retardadores permite a realização de 
concretagens em dias com temperatura elevada. 
 
Gabarito: C 
 
20) (28 – SEAD/PA – 2005) No que se refere à execução de 
obras de concreto, assinale a opção incorreta. 
 
A) Para condições usuais de construções civis, recomenda-se 
que a altura de queda do concreto seja inferior a 2,5 m. 
 
Segundo a norma NBR 14931/2004, o concreto deve ser 
lançado com técnica que elimine ou reduza significativamente a 
segregação entre seus componentes, observando-se maiores 
cuidados quanto maiores forem a altura de lançamento e a densidade 
de armadura. Estes cuidados devem ser majorados quando a altura 
de queda livre do concreto ultrapassar 2 m, no caso de peças 
estreitas e altas, de modo a evitar a segregação e falta de argamassa 
(como nos pés de pilares e nas juntas de concretagem de paredes). 
O lançamento do concreto não poderá ser de alturas 
excessivas. Quando a altura da queda for superior a 2,5 m, medidas 
especiais terão de ser tomadas para evitar a segregação dos 
materiais. Dentre elas, destaca-se a abertura de janelas nas fôrmas, 
que permitem diminuir a altura de lançamento e facilitam o 
adensamento. (Yazigi, 2009) 
 
Gabarito: Correta 
 
B) O vibrador de superfície é usado em lajes e pavimentação. 
 
Exato, esse tipo de vibrador é usado em lajes e pavimentação. 
 
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O tipo mais comum adotado nas estruturas de concreto é o 
vibrador tipo mangote ou de imersão. 
 
Há também o vibrador externo, que transmite vibrações para as 
formas e é utilizado quando, por qualquer razão, não se puder 
introduzir um vibrador do tipo mangote; seções estreitas ou peças 
em que a ferragem seja muito densa são alguns exemplos desse 
caso. 
 
Gabarito: Correta 
 
C) Os aditivos para concreto podem ser utilizados para o 
retardo ou para a aceleração do endurecimento do concreto ou 
ainda para o aumento da sua plasticidade. 
 
Os aditivos são produtos que adicionados em pequenas 
quantidades a concretos de cimento portland modificam algumas de 
suas propriedades para melhor adequá-las a determinadas condições. 
(Yazigi, 2009) 
Tipos de aditivos: 
- Aditivo plastificante: produto que melhora a 
trabalhabilidade reduzindo o consumo de água para a consistência 
exigida, contribuindo para o aumento da resistência à compressão. 
- Aditivo retardador: produto que retarda o início e fim da 
pega do concreto. 
- Aditivo acelerador: produto que acelera o endurecimento e 
a pega. 
- Aditivo incorporador de ar: produto que incorpora pequenas 
bolhas de ar ao concreto. 
 
Gabarito: Correta 
 
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D) A graute é especialmente recomendada na concretagem de 
peças de grandes dimensões, devido à sua baixa fluidez. 
 
Fonte:<http://www.allquimica.com.br/arquivos/websites/artigos/A-000122006526123748.pdf> 
 
Na literatura técnica em inglês utiliza-se o termo grout para 
definir uma argamassa ou um microconcreto fluido, utilizado para o 
preenchimento de um vazio. No Brasil, os engenheiros e o mercado 
da construção reconhecem diferenças muito claras entre qualquer 
argamassa ou microconcreto fluido e um graute. 
 
Para que uma argamassa ou concreto sejam considerados um 
graute é necessário que: 
 
· Apresente consistência fluida, dispensando o adensamento 
· Atinja altas resistências iniciais e finais 
· Apresente expansão controlada. 
 
Os grautes são materiais destinados ao preenchimento de 
vazios confinados ou semiconfinados em locais de difícil acesso, seja 
por se tratarem de cavidades muito estreitas ou locais com elevada 
densidade de obstáculos tais como armaduras,tubulações, entre 
outros. 
 
A fluidez do graute permite que haja um preenchimento total 
da seção, sem a necessidade de adensamento. 
 
A alta resistência inicial permite a rápida liberação das fôrmas e 
da estrutura grauteada, possibilitando maior agilidade no processo de 
fixação de equipamentos, e rápida colocação da estrutura reparada 
ou reforçada em carga. A elevada resistência final e a apresentação 
de módulo de deformação compatível com o do concreto garantem o 
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bom desempenho frente a esforços elevados, mesmo para reforço de 
concretos de alta resistência. 
 
A expansão controlada ou, conforme o produto, a simples 
compensação da retração, garante a estabilidade volumétrica e 
impede a existência de vazios, propiciando perfeita aderência e 
compacidade. 
 
Os dois campos principais de utilização dos grautes são as 
obras novas e as de recuperação estrutural. Os grautes para reparo 
são, em geral, denominados argamassas ou micro-concretos fluidos 
ou simplesmente grautes de reparo. 
 
Portanto, ao contrário do que diz a questão, os grautes 
apresentam alta fluidez. 
 
Gabarito: Errada 
 
E) Garantidas as condições apropriadas, o concreto pode ser 
transportado por bombeamento. 
 
O concreto deve ser transportado do local de amassamento 
para o de lançamento tão rapidamente quanto possível e de tal modo 
que mantenha sua homogeneidade, evitando-se a possível 
segregação dos materiais, transporte este que poderá ser na direção 
horizontal, vertical ou oblíqua. Os principais meios de transporte, 
desde o misturador, são (Azeredo, 2001): 
 
- carrinhos de mão 
- carrinhos motorizados 
- guinchos e calhas 
- correias 
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- caminhões-betoneira 
- caminhões basculantes 
- sistema monorail 
- bombas de concreto 
 
O melhor concreto para bombeamento necessita de uma 
mistura razoável; para misturas muito plásticas ou muito secas esse 
processo torna-se impróprio. 
 
Gabarito: Correta 
 
Gabarito: D 
 
 
21) (23 – SEAD/PA – 2005) Na confecção de peças de 
concreto, entende-se por exsudação 
A) o processo de embarrigamento de formas de madeira 
durante o lançamento de concretos frescos. 
B) as trincas que surgem devido à retração do concreto após a 
sua cura. 
C) a tendência de a água de amassamento vir à superfície do 
concreto recém-lançado. 
D) a quebra dos componentes agregados do concreto. 
E) o processo de cura acelerada do concreto decorrente da 
utilização de aditivos apropriados. 
 
A exsudação é um fenômeno de segregação de água que ocorre 
na pasta de cimento. Os grãos de cimento, sendo mais pesados que a 
água que os envolve, são forçados, por gravidade, a sedimentar. 
Essa tendência de movimentação dos grãos para baixo resulta 
no afloramento do excesso de água expulsa das partes inferiores. 
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Esse fenômeno ocorre antes do início da pega. A água que se 
acumula superficialmente é chamada exsudação e é 
quantitativamente expressa como percentagem do volume inicial dela 
na mistura. É uma forma de segregação que prejudica a 
uniformidade, a resistência e a durabilidade do concreto (Yazigi, 
2009). 
Segundo a norma NBR 14931/2004, deve ser evitada a 
manipulação excessiva do concreto, como processos de vibração 
muito demorados ou repetidos em um mesmo local, que provoca a 
segregação do material e a migração do material fino e da água 
para a superfície (exsudação), prejudicando a qualidade da 
superfície final com o conseqüente aparecimento de efeitos 
indesejáveis. 
 
Gabarito: C 
 
(SEGER-ES/2011) No que se refere às características do 
concreto utilizado em obras de construção civil, julgue os 
seguintes itens. 
 
22) 62 - O volume de vazios capilares na massa do concreto 
decresce com a idade crescente de hidratação do cimento. 
 
O grau de hidratação está ligado ao tempo e o volume de 
vazios decorre do adensamento incompleto (bolhas de ar 
incorporadas) e da água que excede a hidratação. 
Contudo, essa água excedente ao participar da hidratação do 
cimento ao longo do tempo vai sendo incorporada à pasta de cimento 
e, consequentemente, deixará de fazer parte do volume de vazios, 
reduzindo-o. 
 
Gabarito: Correta 
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23) 67 - As águas puras (alcalinas) são as mais indicadas 
para serem utilizadas com o cimento, pois diluem pouco a cal, 
os silicatos e os aluminatos. 
 
Segundo o livro “Construções de Concreto” do autor Leonhardt, 
quase todas as águas naturais são apropriadas para amassamento. É 
necessário precaução quanto às águas de pântano e as de rejeito 
industrial. A água do mar é inadequada para as estruturas de 
concreto armado e protendido devido à corrosão provocada pelo teor 
de sal. 
 
Gabarito: Errada 
 
24) 69 - Segundo as normas brasileiras, o agregado graúdo 
para o concreto massa pode ter dimensões máximas de até 
150 mm. 
Fonte: <http://www.dcc.ufpr.br/wiki/images/1/1a/TC031_Novas_tecnologiasB.pdf> 
 
O concreto massa é um tipo de concreto simples (sem armadura) 
destinado a elementos de grande volume. 
O consumo de cimento é baixo, entre 120 a 200 kg/m3, e o 
diâmetro máximo dos agregados varia entre 75 mm a 150 mm. 
Ele é utilizado em barragens. O concreto compactado a rolo – CCR 
é uma evolução do concreto massa. 
Devido aos grandes volumes, a hidratação do concreto massa gera 
muito calor com conseqüente retração e fissuração significativa. Para 
evitar isso pode-se adotar o pré-resfriamento dos materiais ou do 
concreto antes da aplicação ou a refrigeração do concreto lançado, 
dentro das formas, por meio da circulação de água fria por 
serpentinas dentro da massa de concreto. 
 
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Gabarito: Correta 
 
25) (59 – PF Nacional/2004) A compacidade dos agregados é 
a relação entre o volume total de vazios e o volume total 
aparente dos grãos. 
 
De acordo com a norma NBR 6502/1995 – Rochas e Solos, a 
compacidade é o estado de maior ou menor concentração de grãos 
ou partículas de um solo não coesivo (areias e siltes arenosos) em 
um dado volume. 
A relação entre o volume de vazios e o volume total é a 
porosidade. 
O parâmetro numérico que permite quantificar o estado de 
compacidade de solos arenosos ou siltosos é dado pela compacidade 
relativa, que é igual ao quociente da diferença entre os índices de 
vazios máximo e real e da diferença entre os índices máximo e 
mínimo. 
 
Sendo: 
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emáx – índice de vazios máximo 
e – índice de vazios 
emín – índice de vazios mínimo 
 
Os solos não coesivos são classificados quanto à sua 
compacidade relativa em: 
a) fofos, quando 0 < ID ≤ 1/3; 
b) medianamente compactos, quando 1/3 < ID ≤ 2/3; 
c) compactos, quando 2/3 < ID ≤ 1,0. 
 
Gabarito: Errada 
 
26)(60 – PF Nacional/2004) A porosidade e a compacidade 
em um agregado sempre são constantes, independentemente 
do grau de adensamento. 
 
Pessoal, se a porosidade é a relação entre o volume de vazios e 
o volume total, ela é variável, pois ambos variam. 
E a compacidade é o estado de maior ou menor concentração 
de grãos ou partículas de um solo não coesivo (areias e siltes 
arenosos) em um dado volume, logo, é variável em função dessa 
concentração de grãos por unidade de volume. 
 
Gabarito: Errada 
 
27) (61 – PF Nacional/2004) O adensamento da pedra 
britada faz que a sua massa unitária aumente, o que deve ser 
levado em conta quando se medem volumes em estoques. 
 
O adensamento da pedra britada seria a redução do seu 
volume, resultante da redução do seu volume de vazios, pela 
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expulsão de ar ou água causada por efeito do peso próprio ou 
acréscimo de tensão externa. 
A massa unitária é a massa das partículas do agregado que 
ocupam uma unidade de volume, ou seja, considera o volume de 
vazios. 
Portanto, o adensamento resulta no aumento da massa unitária 
de um conjunto de pedras britadas. Contudo, o termo veio no 
singular “pedra britada”, o que permite mais de uma interpretação. 
Por isso, essa questão foi anulada. 
 
Gabarito: Anulada 
 
(PF Regional/2004) Com relação aos aglomerantes e aos 
materiais em geral, é importante conhecer suas principais 
propriedades e ensaios. Acerca desse tema, julgue os itens 
seguintes. 
 
28) 58 - A caracterização da pega do cimento é realizada pela 
determinação de dois tempos: o de início e o de fim da pega. 
 
A caracterização da pega pode ser feita pelo ensaio de Vicat, 
prescrito na norma NM 65/2003, pela determinação dos tempos de 
início e fim de pega da pasta de cimento. 
O tempo de início de pega é, em condições de ensaio 
normalizadas, o intervalo de tempo transcorrido desde a adição de 
água ao cimento até o momento em que a agulha de Vicat 
correspondente penetra na pasta até uma distância de (4 ± 1) mm 
da placa base. 
E o tempo de fim de pega é o intervalo de tempo transcorrido 
desde a adição de água ao cimento até o momento em que a agulha 
de Vicat correspondente penetra na pasta até uma distância de 0,5 
mm na pasta. 
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Gabarito: Correta 
 
29) 59 - Friabilidade é a tendência apresentada pelo material 
de se agregar, sendo mais crítica em climas frios. 
 
Pessoal, pelo contrário, a friabilidade é a tendência apresentada 
pelo material de se desagregar quando submetido a pequeno esforço. 
Gabarito: Errada 
 
30) (83 – MS/2013 – Cespe) No slump test, teste utilizado 
para medir a pega do concreto, a penetração de uma agulha 
aplicada com uma pressão específica padronizada define o 
tempo de início do endurecimento da massa. 
 O slump teste é a denominação dada ao ensaio do abatimento 
do tronco de cone. 
 Segundo Mehta (1994), a consistência pode ser medida pelo 
ensaio do abatimento do tronco de cone. Ela é usada como um 
simples índice de mobilidade ou da fluidez do concreto fresco. 
 Portanto, o slump test é utilizado para medir a consistência do 
concreto pelo ensaio do abatimento do tronco de cone. 
 O ensaio descrito no comando da questão é o ensaio de Vicat. 
Gabarito: Errada 
 
31) (54 – MJ/2013 – Cespe) O slump test, ou teste de 
abatimento, é suficiente para verificar se o concreto está 
sendo preparado com resistência à compressão adequada. 
 O slump test ou teste de abatimento é utilizado para medir a 
consistência do concreto em vez da resistência à compressão. Esta é 
verificada por ensaios de resistência à compressão, realizados em 
corpos-de-prova moldados em recipientes cilíndricos padronizados a 
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partir de amostras do concreto aplicado na obra, em diferentes datas, 
sendo a data principal 28 dias (fck). 
Gabarito: Errada 
 
32) (151 – TCU/2011) Além de aumentar a resistência com a 
idade, o concreto também tem sua resistência maior para 
cargas de longa duração do que para carregamentos rápidos. 
 
A resistência do concreto para cargas de longa duração é menor 
do que a resistência apresentada frente a carregamentos rápidos. 
O livro “Construções de Concreto”, do autor Leonhardt, informa 
que sob a ação de cargas de longa duração a resistência do concreto 
reduz-se cerca de 0,85 da resistência verificada no ensaio de curta 
duração. 
Portanto, com relação à resistência x duração da carga é o 
contrário do que diz a questão. 
Gabarito: Errada 
 
(28 - PF/2002) O bom desempenho de uma obra de concreto 
depende da qualidade dos materiais de construção e da 
qualidade da execução. No que diz respeito a obras em 
concreto, julgue os itens a seguir. 
 
33) 1 – A resistência do concreto à compressão depende do 
grau de hidratação do cimento e da relação água/cimento. 
 
Em estudos realizados por Abrams, quanto menor o fator 
água/cimento maior é a resistência à compressão obtida. 
Deve-se ter água suficiente para a hidratação completa do 
cimento e para garantir a trabalhabilidade. A água não consumida na 
hidratação (reação da pega) provoca retração e porosidade. 
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Portanto, verifica-se o acerto da questão. 
 
Gabarito: Correta 
 
34) 2 - A composição química e a finura do cimento não 
alteram a resistência do concreto à compressão. 
 
O tipo de cimento tem grande influência no desenvolvimento e 
no valor final da resistência. 
A finura (ou superfície específica) de um cimento influencia sua 
velocidade de hidratação. 
Para uma dada composição química, pode-se aumentar a 
resistência de um cimento, geralmente aos 28 dias, pelo aumento de 
sua superfície específica, o que, por consequência, resulta em maior 
resistência do concreto. 
 
Gabarito: Errada 
 
35) 3 - Para um mesmo valor de resistência à compressão 
final, a mudança das características físicas dos agregados 
influencia a relação água/cimento a ser utilizada na mistura. 
 
Quanto menor o diâmetro dos agregados, maior vai ser a 
quantidade de água necessária para a trabalhabilidade do concreto, 
pois a superfície específica a ser lubrificada pela água será maior. 
 
Gabarito: Correta 
 
36) 4 - O emprego de aditivos e aceleradores ou retardadores 
não altera o grau de hidratação do cimento. 
 
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Os aditivos aceleradores ou retardadores aceleram ou retardam 
a pega do concreto, que resulta da hidratação do cimento. 
Logo, os aditivos alteram a hidratação para conseguir acelerar 
ou retardar a pega do concreto. 
 
Gabarito: Errada 
 
37) 5 - A resistência do concreto à compressão independe da 
sua idade. 
 
O endurecimento do concreto inicia algumas horas depois da 
sua mistura e sua resistência aumenta ao longo do tempo atingindo 
de 60% a 90% aos 28 dias de idade, de acordo com o tipo de 
cimento utilizado. 
 
Gabarito: Errada 
 
38) (91 – MJ/2013 – Cespe) O fator água/cimento deve ser 
sempre o mais alto possível, umavez que, devido ao processo 
de exsudação, tanto a resistência como a durabilidade da peça 
concretada tendem a aumentar com o passar do tempo. 
 Em estudos realizados por Abrams, quanto menor o fator 
água/cimento maior é a resistência à compressão obtida. 
 Deve-se ter água suficiente para a hidratação completa do 
cimento e para garantir a trabalhabilidade. A água não consumida na 
hidratação (reação da pega) provoca retração e porosidade. 
 Portanto, é o oposto do que afirma a questão. 
Gabarito: Errada 
 
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39) (41 – TRE-MA/2005) Considere que, em um 
procedimento de fiscalização de uma obra, o fiscal constate 
que, na concretagem de uma viga, a água de amassamento 
aflorava na superfície da massa de concreto. Nessa situação, a 
ocorrência pode ser devida a 
 
A) cura prematura do concreto. 
B) agregados do concreto com dimensões exageradas. 
C) quantidade excessiva de cimento. 
D) trincamento por retração durante a concretagem. 
E) segregação dos componentes do concreto. 
 
De acordo com Yazigi (1994), a exsudação é um fenômeno de 
segregação de água (transpiração) que ocorre na pasta de cimento. 
Os grãos de cimento, sendo mais pesados que a água que os 
envolve, são forçados, por gravidade, a uma sedimentação, quando 
possível. Resulta, dessa tendência da movimentação dos grãos para 
baixo, o afloramento do excesso de água expulso das partes 
inferiores. 
Esse fenômeno ocorre antes do início da pega. A água que se 
acumula superficialmente é chamada exsudação e é 
quantitativamente expressa como percentagem do volume inicial 
dela, na mistura. É uma forma de segregação que prejudica a 
uniformidade, a resistência e a durabilidade do concreto. 
 
Gabarito: E 
 
 
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3 – PROJETO DE CONCRETO ARMADO 
3.1 – Informações iniciais da NBR 6118/2014 
Pessoal, um dos enfoques da norma NBR 6118 está na 
durabilidade das estruturas de concreto armado. Nesse aspecto, os 
mecanismos preponderantes de envelhecimento e deterioração 
do concreto são: 
- lixiviação: é o mecanismo responsável por dissolver e 
carrear os compostos hidratados da pasta de cimento por ação 
de águas puras, carbônicas agressivas, ácidas e outras. Para 
prevenir sua ocorrência, recomenda-se restringir a fissuração, de 
forma a minimizar a infiltração de água, e proteger as superfícies 
expostas com produtos específicos, como os hidrófugos; 
- expansão por sulfato: é a expansão por ação de águas 
ou solos que contenham ou estejam contaminados com sulfatos, 
dando origem a reações expansivas e deletérias com a pasta de 
cimento hidratado. A prevenção pode ser feita pelo uso de cimento 
resistente a sulfatos; 
- reações álcali-agregado: é a expansão por ação das 
reações entre os álcalis do concreto e agregados reativos. 
Os mecanismos preponderantes de deterioração relativos à 
armadura são: 
- despassivação por carbonatação, ou seja, por ação do 
gás carbônico da atmosfera sobre o aço da armadura. As medidas 
preventivas consistem em dificultar o ingresso dos agentes 
agressivos ao interior do concreto. O cobrimento das armaduras e o 
controle da fissuração minimizam este efeito, sendo recomendável 
o uso de um concreto de pequena porosidade; e 
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- despassivação por ação de cloretos: consiste na ruptura 
local da camada de passivação, causada por elevado teor de 
íon-cloro. As medidas preventivas consistem em dificultar o ingresso 
dos agentes agressivos ao interior do concreto. O cobrimento das 
armaduras e o controle da fissuração minimizam este efeito, sendo 
recomendável o uso de um concreto de pequena porosidade. O 
uso de cimento composto com adição de escória ou material 
pozolânico é também recomendável nestes casos. 
E os mecanismos de deterioração da estrutura propriamente 
dita são todos aqueles relacionados às ações mecânicas, 
movimentações de origem térmica, impactos, ações cíclicas, 
retração, fluência e relaxação. 
Alguns exemplos de medidas preventivas: 
- barreiras protetoras em pilares (de viadutos, pontes e outros) 
sujeitos a choques mecânicos; 
- período de cura após a concretagem; 
- juntas de dilatação em estruturas sujeitas a variações 
volumétricas; 
- isolamentos térmicos, em casos específicos, para evitar 
patologias devidas a variações térmicas. 
 
40) (59 – PF Adm/2014 – CESPE) Em projetos de concreto 
estrutural, deverão ser indicados explicitamente os materiais 
utilizados, com destaque para a resistência característica do 
concreto à compressão aos 28 dias (fck). 
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 A ABECE – Associação Brasileira de Engenharia e Consultoria 
Estrutural elaborou um documento denominado “Recomendações 
para elaboração de projetos estruturais de edifícios de concreto”. 
 De acordo com este documento da ABECE, o projeto estrutural 
deverá prever: 
 - escolha correta do tipo de ambiente e seu grau de 
agressividade; 
 - intenção de vida útil da estrutura projetada; 
 - escolha da classe de resistência do concreto; 
 - especificação dos cobrimentos das peças estruturais; 
 - especificação da relação água/cimento do concreto; 
 Além disso, o projeto deverá ter indicações explícitas dos 
materiais adotados: 
 - resistência característica à compressão aos 28 dias (fck); 
 - o módulo de deformação tangente inicial (Eci) considerado no 
projeto; 
 - relação água/cimento. 
Gabarito: Correta 
 
41) (53 – MJ/2013 – Cespe) No projeto da estrutura de 
concreto de uma edificação, é necessário fixar a resistência 
característica do concreto à tração, ou seja, o Fck do concreto, 
e colocar esse valor nos desenhos de fôrmas. 
 A afirmativa torna-se correta trocando-se “tração” por 
“compressão”, conforme a seguir: “No projeto da estrutura de 
concreto de uma edificação, é necessário fixar a resistência 
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característica do concreto à compressão, ou seja, o Fck do concreto, 
e colocar esse valor nos desenhos de fôrmas.” 
Gabarito: Errada 
 
42) (52 – TCE-PE/2004) Em caso de cobrimentos pouco 
espessos, altos teores de cloreto de cálcio no concreto podem 
acelerar o processo de corrosão das armaduras. 
 
A norma NBR 6118 apresenta como mecanismos 
preponderantes de deterioração relativos à armadura: 
 
a) despassivação por carbonatação, ou seja, por ação do gás 
carbônico da atmosfera; e 
b) despassivação por ação de cloretos. 
 
Gabarito: Correta 
 
43) (102 – Hemobras/2008) A lixiviação é um mecanismo de 
deterioração do concreto caracterizado pela sua expansão 
quando em contato com águas e solos que contenham ou 
estejam contaminados com sulfatos. 
 
A lixiviação é o mecanismo responsável por dissolver e carrear 
os compostos hidratados da pasta de cimento por ação de águas 
puras, carbônicas agressivas, ácidas e outras. 
Portanto, a lixiviação não corresponde à situação descrita da 
questão, que também é um dos mecanismos preponderantes de 
deterioração relativos ao concreto. 
 
Gabarito: Errada 
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3.2 - Características dos materiais 
a) Concreto: 
São considerados concretos de massa específica normal, que 
são aqueles que, depois de secos em estufa, têm massa específica 
compreendida entre 2.000 kg/m3 e 2.800 kg/m3. 
Se a massa específica real não for conhecida, para efeito de 
cálculo, pode-se adotar para o concreto simples o valor 2.400 kg/m3 
e para o concreto armado 2.500 kg/m3. 
Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, 
pode-se considerar para valor da massa específica do concreto 
armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 
kg/m3. 
Para efeito de análise estrutural, o coeficiente de dilatação 
térmica pode ser admitido como sendo igual a 10-5/°C. 
Primeiramente, vale trazer a classificação do concreto para fins 
estruturais, da NBR 8953: 
 
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De acordo com NBR 6118, a classe C20, ou superior, se aplica a 
concreto com armadura passiva e a classe C25, ou superior, a 
concreto com armadura ativa. A classe C15 pode ser usada apenas 
em obras provisórias ou concreto sem fins estruturais. 
Portanto, pessoal, de acordo com a norma, o pré-requisito do 
concreto destinado ao concreto armado é que ele deve ter 
resistência característica à compressão ≥ 20 MPa, aos 28 dias. 
A resistência característica do concreto corresponde à 
resistência que tem 5% de probabilidade de não ser alcançada, ou 
seja, possui 95% de probabilidade de ser superada, a partir da 
distribuição normal de Gauss, a seguir: 
 
A norma NBR 12655 apresenta a seguinte fórmula para lotes 
com número de exemplares n > 20: 
fck est = fcm - 1,65 Sd 
onde: 
fcm é a resistência média dos exemplares do lote, em 
megapascals; 
Sd é o desvio-padrão do lote para n-1 resultados, em 
megapascals. 
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 Para uso em concreto protendido o concreto deve apresentar 
resistência característica à compressão ≥ 25 MPa. 
E concretos com resistência característica à compressão inferior 
a 20 MPa, até o limite de 15 MPa, somente podem ser usados em 
obras provisórias ou concreto sem fins estruturais. 
A resistência à tração do concreto de classe até C50 pode ser 
estimada a partir da sua resistência à compressão, pelas seguintes 
fórmulas: 
 
Onde: 
fct,m - Resistência média à tração do concreto 
fck - Resistência característica à compressão do concreto 
Por exemplo, pode-se estimar a resistência média à tração de 
um concreto com resistência característica à compressão de 25 MPa 
como 0,3 x (25)2/3 = 2,56 MPa. 
Percebam como a resistência à tração do concreto é bem menor 
que a sua resistência à compressão. Nesse caso específico, ele 
corresponde a quase 10% da resistência à compressão. 
Para concretos de classes C55 até C90: 
fct,m = 2,12.ln(1 + 0,11.fck) 
O módulo de Elasticidade também pode ser estimado a partir da 
resistência característica à compressão do concreto, conforme a 
seguir: 
Eci = gE.5600.(fck)1/2, para fck de 20 MPa a 50 MPa; 
Eci =21,5.103. gE .((fck/10) + 1,25)1/3, para fck de 55 MPa a 90 MPa. 
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Sendo: 
 gE = 1,2 para basalto e diabásio 
 gE = 1,0 para granito e gnaisse 
 gE = 0,9 para calcário 
 gE = 0,7 para arenito 
 
44) (67 – TCE-PE/2004) A NBR n.º 6118/2003 se aplica a 
concretos de massa específica normal, que são aqueles que, 
depois de secos em estufa, têm massa específica 
compreendida entre 2.000 kg/m3 e 2.800 kg/m3. 
 
Segundo a norma NBR 6118/2014, são considerados concretos 
de massa específica normal aqueles que, depois de secos em estufa, 
têm massa específica compreendida entre 2.000 kg/m3 e 2.800 
kg/m3. 
Se a massa específica real não for conhecida, para efeito de 
cálculo, pode-se adotar para o concreto simples o valor 2.400 kg/m3 
e para o concreto armado 2.500 kg/m3. 
Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, 
pode-se considerar para valor da massa específica do concreto 
armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 
kg/m3. 
Gabarito: Correta 
 
45) (68 – TCE-PE/2004) Quando não se conhece a massa 
específica do concreto a ser utilizado em uma peça estrutural, 
é correto considerar para valor da massa específica do 
concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 300 
kg/m3. 
 
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Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, 
pode-se considerar para valor da massa específica do concreto 
armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 
kg/m3. 
 
Gabarito: Errada 
 
b) Aço de Armadura Passiva 
Nos projetos de estruturas de concreto armado deve ser 
utilizado aço classificado pela ABNT NBR 7480 com o valor 
característico da resistência de escoamento nas categorias CA-25, 
CA-50 e CA-60. 
Segue a tabela com as características mecânicas das barras e 
fios de aço para concreto armado exigidas pela NBR 7480: 
 
 
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Pode-se adotar para massa específica do aço de armadura 
passiva o valor de 7.850 kg/m3. 
O valor 10-5/°C pode ser considerado para o coeficiente de 
dilatação térmica do aço, para intervalos de temperatura entre –20°C 
e 150°C. 
Na falta de ensaios ou valores fornecidos pelo fabricante, o 
módulo de elasticidade do aço pode ser admitido igual a 210 GPa. 
Os aços CA-25 e CA-50, que atendam aos valores mínimos 
indicados na ABNT NBR 7480, podem ser considerados como de alta 
dutilidade. Os aços CA-60 que obedeçam também às especificações 
dessa Norma podem ser considerados como de dutilidade normal. 
Em ensaios de dobramento a 180°, não pode ocorrer ruptura 
ou fissuração. 
46) (101 – Hemobras/2008) Em uma peça de concreto 
armado, qualquer armadura que não seja usada para produzir 
forças de protensão, isto é, que não seja previamente 
alongada, é denominada de armadura passiva. 
 
De acordo com a norma NBR 6118, armadura passiva é 
qualquer armadura que não seja usada para produzir forças de 
protensão, isto é, que não seja previamente alongada. 
Portanto, a questão foi tirada da norma. 
 
Gabarito: Correta 
 
47) (69 – PF Adm/2014 – CESPE) Quando as tensões de 
projeto não são muito elevadas, pode-se empregar o mesmo 
tipo de barra de aço das estruturas de concreto armado para a 
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execução da armadura ativa das estruturas de concreto 
protendido. 
 A armadura do concreto armado é passiva, enquanto a 
armadura do concreto protendido é ativa. 
 A NBR 6118/2014 define a armadura passiva como qualquer 
armadura que não seja usada para produzir forças de protensão, isto 
é, que não seja previamente alongada. Já a armadura ativa ou de 
protensão é constituídapor barras, fios isolados ou cordoalhas, 
destinadas à produção de forças de protensão, isto é, na qual se 
aplica um pré-alongamento inicial. 
 Portanto, a armadura passiva do concreto armado não pode ser 
empregada como ativa nas estruturas de concreto protendido. 
Gabarito: Errada 
 
3.3 - Comportamento conjunto dos Materiais 
a) Aderência 
Consideram-se em boa situação quanto à aderência os trechos 
das barras que estejam em uma das posições seguintes: 
a) com inclinação maior que 45º sobre a horizontal; 
b) horizontais ou com inclinação menor que 45°sobre a 
horizontal, desde que: 
 - para elementos estruturais com h < 60 cm, 
localizados no máximo 30 cm acima da face inferior do 
elemento ou da junta de concretagem mais próxima; 
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 - para elementos estruturais com h 羽 60 cm, localizados 
no mínimo 30 cm abaixo da face superior do elemento ou da 
junta de concretagem mais próxima. 
Os trechos das barras em outras posições e quando do uso 
de formas deslizantes devem ser considerados em má situação 
quanto à aderência. 
b) Segurança e Estados Limites 
Consideram-se os estados limites últimos e os estados limites 
de serviço. 
O estado limite último (ELU) é o estado limite relacionado ao 
colapso, ou a qualquer outra forma de ruína estrutural, que 
determine a paralisação do uso da estrutura. 
Estados limites de serviço são aqueles relacionados à 
durabilidade das estruturas, aparência, conforto do usuário e à 
boa utilização funcional das mesmas, seja em relação aos usuários, 
seja em relação às máquinas e aos equipamentos utilizados. 
A solução estrutural adotada em projeto deve atender aos 
requisitos de qualidade estabelecidos nas normas técnicas, relativos 
à capacidade resistente, ao desempenho em serviço e à 
durabilidade da estrutura. 
As exigências relativas à capacidade resistente e ao 
desempenho em serviço deixam de ser satisfeitas, quando são 
ultrapassados os respectivos estados limites último e de serviço. 
3.4 - Agressividade do ambiente: 
A tabela seguinte, da NBR 6118/2014, apresenta o grau de 
agressividade de acordo com o ambiente em que se constrói a 
estrutura de concreto armado. 
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A partir da classificação da agressividade, estabelece-se a 
relação água/cimento do concreto e a resistência à compressão 
característica. 
 
Podemos verificar pela tabela que a menor resistência à 
compressão característica aceita é de 20 MPa (C20). Caso a 
agressividade seja enquadrada como IV, a resistência mínima a 
compressão deverá ser de 40 MPa (C40). 
E a partir da agressividade do ambiente, estabelece-se também 
o cobrimento nominal (cobrimento mínimo + tolerância de 10 mm) 
das armaduras, conforme tabela seguinte, da NBR 6118/2014: 
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Nesse caso, para o Cespe, deve-se atentar para as exceções, 
tal como a que consta no final da observação b acima, em que o 
cobrimento pode ser reduzido para 15 mm caso a face superior de 
lajes e vigas sejam revestidas com argamassa de contrapiso, carpete 
e madeira, além de outros. 
Se houver adequado controle de execução do concreto armado, 
a norma NBR 6118 permite a redução da tolerância para 5 mm, ou 
seja, os cobrimentos nominais podem ser reduzidos em 5 mm. 
Para concretos de classe de resistência superior ao mínimo 
exigido, os cobrimentos definidos na Tabela acima podem ser 
reduzidos em até 5 mm. 
A dimensão máxima característica do agregado graúdo utilizado 
no concreto não pode superar em 20% a espessura nominal do 
cobrimento. 
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48) (70 – TCE-PE/2004) Quanto à agressividade do 
ambiente, uma estrutura de concreto armado pode ser 
classificada como fraca, moderada, forte ou muito forte, 
segundo a NBR n.º 6118/2003. 
A norma NBR 6118/2014 apresenta a seguinte tabela com o grau 
de agressividade em função do ambiente em que se constrói a 
estrutura de concreto armado: 
 
Portanto, a classificação apresentada na questão se confirma. 
 
Gabarito: Correta 
 
49) (103 – Hemobras/2008) Na falta de ensaios 
comprobatórios da resistência do concreto armado à 
agressividade do ambiente prevista no projeto, prescrições de 
norma técnica específica estabelecem valores limites de 
propriedades do concreto e de cobrimento nominal da 
armadura a serem observados em função do nível de 
agressividade do ambiente. 
 
A norma específica que prevê as condições mínimas de 
proteção à agressividade do ambiente é a NBR 6118/2014, que traz 
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uma tabela com o grau de agressividade de acordo com o ambiente 
em que se constrói a estrutura de concreto armado. 
 
A partir da classificação da agressividade, estabelece-se a 
relação água/cimento do concreto e a resistência à compressão 
característica. 
 
Podemos verificar pela tabela que a menor resistência à 
compressão característica aceita é de 20 MPa (C20). Caso a 
agressividade seja enquadrada como IV, a resistência mínima a 
compressão deverá ser de 40 MPa (C40). 
E a partir da agressividade do ambiente, estabelece-se também 
o cobrimento nominal (cobrimento mínimo + tolerância de 10 mm) 
das armaduras, conforme tabela seguinte, da NBR 6118/2014: 
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Nesse caso, para o Cespe, deve-se atentar para as exceções, 
tal como a que consta no final da observação b acima, em que o 
cobrimento pode ser reduzido para 15 mm caso a face superior de 
lajes e vigas sejam revestidas com argamassa de contrapiso, carpete 
e madeira, além de outros. 
Se houver adequado controle de execução do concreto armado, 
a norma NBR 6118 permite a redução da tolerância para 5 mm, ou 
seja, os cobrimentos nominais podem ser reduzidos em 5 mm. 
Para concretos de classe de resistência superior ao mínimo 
exigido, os cobrimentos definidos na Tabela acima podem ser 
reduzidos em até 5 mm. 
O cobrimento não pode ser menor que o diâmetro da barra e a 
dimensão máxima do agregado graúdo não pode superar 20% do 
cobrimento. 
 
Gabarito: Correta 
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3.5 - Ações a considerar no dimensionamento das estruturas 
Na análise estrutural deve ser considerada a influência de todas 
as ações que possam produzir efeitos significativos para a segurança 
da estrutura em exame, levando-se em conta os possíveis estados 
limites últimos e os de serviço. 
As ações a considerar classificam-se em permanentes, 
variáveis e excepcionais. 
 
a) Ações Permanentes 
 
Ações permanentes são as que ocorrem com valores 
praticamente constantes durante toda a vida da construção. 
Também são consideradas como permanentes as ações que 
crescemno tempo, tendendo a um valor limite constante. 
 
As ações permanentes diretas são constituídas pelo: 
- peso próprio da estrutura e 
- pelos pesos dos elementos construtivos fixos e das instalações 
permanentes. 
Consideram-se como permanentes os empuxos de terra e 
outros materiais granulosos quando forem admitidos não 
removíveis. 
 
As ações permanentes indiretas são constituídas: 
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- pelas deformações impostas por retração e fluência do 
concreto; 
- deslocamentos de apoio; 
- imperfeições geométricas; e 
- protensão. 
 
b) Ações Variáveis 
As ações variáveis diretas são constituídas: 
- pelas cargas acidentais previstas para o uso da 
construção; 
- pela ação do vento e da água. 
 
As cargas acidentais previstas para o uso da construção 
correspondem normalmente a: 
- cargas verticais de uso da construção; 
- cargas móveis, considerando o impacto vertical; 
- impacto lateral; 
- força longitudinal de frenação ou aceleração; 
- força centrífuga. 
E as Ações variáveis indiretas são: 
- variações uniformes de temperatura; 
- variações não uniformes de temperatura; 
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- ações dinâmicas (estrutura sujeita a choques e vibrações que 
possam influenciar na sua fadiga); 
 
c) Ações Excepcionais 
A norma NBR 6118 não define, e prevê a análise caso a caso 
por normas específicas. 
Podemos citar como exemplo a ocorrência de choques 
inesperados, terremotos, explosões etc. 
 
- Combinações da Ações 
A combinação das ações deve ser feita de forma que possam 
ser determinados os efeitos mais desfavoráveis para a estrutura. 
As ações também são classificadas de acordo com sua 
permanência na estrutura e devem ser verificadas como estabelecido 
a seguir: 
- quase permanentes: podem atuar durante grande parte 
do período de vida da estrutura e sua consideração pode ser 
necessária na verificação do estado limite de deformações 
excessivas; 
- frequentes: se repetem muitas vezes durante o período 
de vida da estrutura e sua consideração pode ser necessária na 
verificação dos estados limites de formação de fissuras, de abertura 
de fissuras e de vibrações excessivas. Podem também ser 
consideradas para verificações de estados limites de deformações 
excessivas decorrentes de vento ou temperatura que podem 
comprometer as vedações; 
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- raras: ocorrem algumas vezes durante o período de 
vida da estrutura e sua consideração pode ser necessária na 
verificação do estado limite de formação de fissuras. 
 
3.6 – Conceitos Adicionais 
a) Elementos lineares: 
São aqueles em que o comprimento longitudinal supera em 
pelo menos três vezes a maior dimensão da seção transversal, 
sendo também denominados barras. De acordo com a sua função 
estrutural, recebem as designações de vigas, pilares, tirantes e 
arcos. 
- Vigas: elementos lineares em que a flexão é preponderante. 
- Pilares: elementos lineares de eixo reto, usualmente 
dispostos na vertical, em que as forças normais de compressão 
são preponderantes. 
- Tirantes: elementos lineares de eixo reto em que as forças 
normais de tração são preponderantes. 
- Arcos: elementos lineares curvos em que as forças 
normais de compressão são preponderantes, agindo ou não 
simultaneamente com esforços solicitantes de flexão, cujas ações 
estão contidas em seu plano. 
 
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Fonte: Livro Concreto Armado Eu te Amo 
 
b) Elementos de superfície: 
Elementos em que uma dimensão, usualmente chamada 
espessura, é relativamente pequena em face das demais, 
podendo receber as designações apresentadas em placas, chapas, 
cascas e pilares-paredes. 
- Placas: elementos de superfície plana sujeitos 
principalmente a ações normais a seu plano. As placas de 
concreto são usualmente denominadas lajes. Placas com espessura 
maior que 1/3 do vão devem ser estudadas placas espessas. 
- Chapas: elementos de superfície plana, sujeitos 
principalmente a ações contidas em seu plano. As chapas de 
concreto em que o vão for menor que três vezes a maior dimensão 
da seção transversal são usualmente denominadas vigas-parede. 
- Cascas: elementos de superfície não plana. 
- Pilares-parede: elementos de superfície plana ou casca 
cilíndrica, usualmente dispostos na vertical e submetidos 
preponderantemente à compressão. Podem ser compostos por 
uma ou mais superfícies associadas. Para que se tenha um pilar-
parede, em alguma dessas superfícies a menor dimensão deve ser 
menor que 1/5 da maior, ambas consideradas na seção 
transversal do elemento estrutural. 
- Lajes nervuradas são as lajes moldadas no local ou com nervuras 
pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos positivos está 
localizada nas nervuras entre as quais pode ser colocado material 
inerte. 
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- Quando as hipóteses de dimensões limites, descritas anteriormente, 
não forem verificadas, em vez da regra anterior, vale a regra de 
analisar a laje nervurada considerando a capa como laje maciça 
apoiada em grelha de vigas. 
- As lajes nervuradas bidirecionais podem ser calculadas, para efeito 
de esforços solicitantes, como lajes maciças. 
 
<http://www.fec.unicamp.br> 
 
c) Lajes-cogumelo são lajes apoiadas diretamente em pilares com 
capitéis, enquanto lajes lisas são as apoiadas nos pilares sem 
capitéis. 
 
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Fonte: <http://www.nepae.feis.unesp.br/Apostilas/Estudo%20das%20lajes.pdf> 
 
d) São consideradas vigas-parede as vigas altas em que a relação 
entre o vão e a altura l/h é inferior a 2 em vigas biapoiadas e 
inferior a 3 em vigas contínuas. 
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<http://cypecad.multiplus.com> 
 
50) (41 – TCE-TO/2006 – Cespe) Com relação aos elementos 
lineares ou de superfície de estruturas de concreto armado, 
julgue os itens a seguir. 
 
I - As placas são elementos de superfície plana, sujeitos 
principalmente às ações contidas em seu plano. 
Essa definição é de chapas. Nas placas as ações são normais ao 
seu plano. 
Gabarito: Errada 
 
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II - Lajes cogumelo são lajes apoiadas em pilares sem 
capitéis. 
Lajes apoiadas em pilares sem capitéis são denominadas de 
lajes lisas. As lajes-cogumelo são lajes apoiadas diretamente em 
pilares com capitéis. 
Gabarito: Errada 
 
III - Os pilares-parede são elementos de superfície plana ou 
casca cilíndrica, usualmente dispostos na vertical esubmetidos preponderantemente à compressão. 
Exato, essa é a definição da norma NBR 6118. Além disso, eles 
podem ser compostos por uma ou mais superfícies associadas e para 
que se tenha um pilar-parede, em alguma dessas superfícies a menor 
dimensão deve ser menor que 1/5 da maior, ambas consideradas na 
seção transversal do elemento estrutural. 
Gabarito: Correta 
 
IV - As lajes nervuradas são as lajes moldadas no local ou com 
nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos 
positivos está localizada nas nervuras. 
Essa também é a definição da norma NBR 6118. Além disso, 
entre as nervuras pode ser colocado material inerte. 
Gabarito: Correta 
 
V - As cascas são elementos de superfície não-plana. 
Ok, de acordo com a norma NBR 6118. 
Gabarito: Correta 
 
Estão certos apenas os itens 
A) I, II e IV. 
B) I, III e IV. 
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C) II, III e V. 
D) II, IV e V. 
E) III, IV e V. 
Gabarito: E 
 
51) (108 - SEGER-ES/2011) Nas lajes-cogumelo, projetadas 
para perfazer grandes vãos, a zona de tração é constituída por 
nervuras, entre as quais pode ser colocado material inerte. 
 
Lajes-cogumelo são lajes apoiadas diretamente em pilares com 
capitéis. 
São também conhecidas como lajes puncionadas. 
As lajes cuja zona de tração é constituída por nervuras entre as 
quais pode ser colocado material inerte são as lajes nervuradas em 
vez de lajes cogumelos. 
 
Gabarito: Errada 
 
52) (85 – PF Regional/2004) O modelo de cálculo para 
dimensionamento de lajes submetidas a punção corresponde à 
verificação do cisalhamento em duas ou mais superfícies 
críticas normais à laje definidas no entorno de forças 
concentradas. 
 
De acordo com a norma NBR 6118, para o dimensionamento de 
lajes à punção, o modelo de cálculo corresponde à verificação do 
cisalhamento em duas ou mais superfícies críticas definidas no 
entorno de forças concentradas. 
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Gabarito: Correta 
 
3.7 - Dimensões Limites 
a) Vigas e vigas-parede 
A seção transversal das vigas não deve apresentar 
largura menor que 12 cm e das vigas-parede, menor que 15 cm. 
Estes limites podem ser reduzidos, respeitando-se um 
mínimo absoluto de 10 cm em casos excepcionais, sendo 
obrigatoriamente respeitadas as seguintes condições: 
- alojamento das armaduras e suas interferências com as 
armaduras de outros elementos estruturais, respeitando os 
espaçamentos e coberturas estabelecidos na NBR 6118; 
- lançamento e vibração do concreto de acordo com a ABNT 
NBR 14931. 
 
53) (105 – Hemobras/2008) Norma técnica específica 
estabelece um valor mínimo para a largura de vigas de 
concreto. 
 
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A norma NBR 6118 diz que a seção transversal das vigas não 
deve apresentar largura menor que 12 cm e das vigas-parede, menor 
que 15 cm. Estes limites podem ser reduzidos, respeitando-se um 
mínimo absoluto de 10 cm em casos excepcionais, sendo 
obrigatoriamente respeitadas as seguintes condições: 
 
a) alojamento das armaduras e suas interferências com as 
armaduras de outros elementos estruturais, respeitando os 
espaçamentos e coberturas estabelecidas nesta norma; 
b) lançamento e vibração do concreto de acordo com a ABNT 
NBR 14931. 
 
Gabarito: Correta 
 
b) Pilares e pilares-parede 
A seção transversal de pilares e pilares-parede maciços, 
qualquer que seja a sua forma, não deve apresentar dimensão 
menor que 19 cm. 
Em casos especiais, permite-se a consideração de dimensões 
entre 19 cm e 14 cm, desde que se multipliquem os esforços 
solicitantes de cálculo a serem consideradas no dimensionamento 
por um coeficiente adicional. 
Em qualquer caso, não se permite pilar com seção 
transversal de área inferior a 360 cm2. 
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54) (90 - TCE-ES/2004) A seção transversal de pilares e de 
pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não 
deve apresentar dimensão menor que 19 cm. 
 
A NBR 6118 estabelece que a seção transversal de pilares e 
pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não deve 
apresentar dimensão menor que 19 cm. 
Em casos especiais, permite-se a consideração de dimensões 
entre 19 cm e 14 cm, desde que se multipliquem os esforços 
solicitantes de cálculo a serem consideradas no dimensionamento por 
um coeficiente adicional, a seguir: 
 
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Em qualquer caso, não se permite pilar com seção 
transversal de área inferior a 360 cm2. 
Gabarito: Errada 
55) (155 – TCU/2011) A utilização de pilares esbeltos no 
projeto reduz a quantidade de concreto e armação, facilitando 
a montagem das fôrmas, tornando a estrutura mais econômica 
e de fácil execução. 
 
Pilares mais esbeltos significam pilares com maior relação entre 
a altura e o menor lado da seção transversal. 
 
Na verdade, pilares esbeltos (mais altos e com menor seção 
transversal) apresentam maior dificuldade na execução, pois o 
lançamento, homogeneização e adensamento do concreto ficam mais 
difíceis, devido ao menor espaço para se trabalhar dentro da 
estrutura de formas. 
Ademais, para uma mesma carga, os pilares esbeltos 
necessitam de mais aço para suportar os esforços em uma menor 
seção transversal de concreto. 
Seguem mais informações sobre esbeltez: 
Os pilares devem ter índice de esbeltez menor ou igual a 200 
(な 烏 200). Apenas no caso de postes com força normal menor que 
0,10 fcd Ac, o índice de esbeltez pode ser maior que 200. 
Onde: 
- Fcd é a resistência de cálculo à compressão do concreto. 
- Ac é a área da seção transversal do pilar. 
O colapso de pilares esbeltos devido ao aumento das 
deformações por flexão denomina-se flambagem. 
As barras longitudinais do pilar sofrem o mesmo encurtamento 
que o concreto. Como este se retrai e sofre deformação lenta, as 
tensões no aço das barras longitudinais aumentam com o tempo e 
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podem atingir valores muito elevados (até o limite do escoamento). 
Por isso, em pilares submetidos a cargas elevadas, deve-se proteger 
as barras contra a flambagem por meio de estribos. 
Pode ser empregada armadura simétrica e constante ao longo 
de eixo apenas em pilares com な 烏 90, e seção retangular constante. 
A consideração da fluência deve obrigatoriamente ser realizada 
em pilares com índice de esbeltez な > 90. 
 
Gabarito: Errada 
 
56) (44 – TRE-MA/2005) No que se refere a arranjos 
longitudinais das armaduras de pilares de concreto armado, 
assinale a opção incorreta. 
 
A) Nos edifícios, devido a razões construtivas, as emendas da 
armadura longitudinal são sempre feitas imediatamente 
abaixo da laje dos diferentes andares da construção. 
B) O bloco de fundação é concretado antes do início da 
execução dos pilares. 
C) A altura do bloco de fundação deve permitir a ancoragem 
por aderência dasbarras de arranque. 
D) Quando não há mudança da seção transversal do pilar de 
um andar para o imediatamente acima, somente têm o 
comprimento necessário à emenda por traspasse as barras 
que efetivamente irão ter prolongamento para o andar de 
cima. 
E) Quando há mudança da seção do pilar, o comprimento para 
emenda por traspasse só é mantido nas barras que possam 
passar de um andar a outro a despeito da mudança da seção 
de concreto. 
 
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Não pessoal, na letra A é o contrário, nos edifícios, as emendas 
da armadura dos pilares é feita acima do nível da laje. 
 
Gabarito: A 
 
c) Lajes 
- Lajes Maciças 
Nas lajes maciças devem ser respeitados os seguintes limites 
mínimos para a espessura: 
- 7 cm para lajes de cobertura não em balanço; 
- 8 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço; 
- 10 cm para lajes em balanço; 
- 10 cm para lajes que suportem veículos de peso total menor 
ou igual a 30 kN; 
- 12 cm para lajes que suportem veículos de peso total maior 
que 30 kN; 
- 15 cm para lajes com protensão apoiadas em vigas; 
- 16 cm para lajes lisas e 14 cm para lajes-cogumelo, fora do 
capitel. 
 
57) (91 – TCE-ES/2004) O limite mínimo para a espessura de 
lajes maciças de piso ou de cobertura em balanço é igual a 7 
cm. 
A norma NBR 6118/2007 estabelecia que nas lajes maciças 
devem ser respeitados os seguintes limites mínimos para a 
espessura: 
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(...) 
- 7 cm para lajes de piso ou de cobertura em balanço; 
(...) 
Contudo, a nova versão da NBR 6118, de 2014, aumentou este 
limite mínimo para 8 cm. 
Gabarito Atualizado: Errada 
 
58) (23 – TRE-MA/2005) Os componentes de estruturas de 
concreto devem ser dimensionados atendendo condições 
especificadas em normas, de forma a garantir a segurança, 
funcionalidade e durabilidade da estrutura. Nesse contexto e 
segundo a norma pertinente, a espessura mínima de lajes-
cogumelo é igual a 
 
A) 5 cm. 
B) 10 cm. 
C) 14 cm. 
D) 20 cm. 
E) 25 cm. 
 
Conforme vimos na questão anterior, de acordo com a NBR 
6118, nas lajes maciças devem ser respeitado o limite mínimo de 14 
cm para lajes-cogumelo. 
 
Gabarito: C 
 
- Lajes Nervuradas 
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A espessura da mesa, quando não houver tubulações 
horizontais embutidas, deve ser maior ou igual a 1/15 da distância 
entre as faces das nervuras e não menor que 4 cm. 
 
<http://www.fec.unicamp.br> ajustado para a NBR 6118/2014 
 
O valor mínimo absoluto deve ser 5 cm, quando existirem 
tubulações embutidas de diâmetro máximo 10 mm. 
A espessura das nervuras não deve ser inferior a 5 cm. 
Nervuras com espessura menor que 8 cm não devem conter 
armadura de compressão. 
 
3.8 - Fissuração 
A abertura máxima característica das fissuras, desde que não 
exceda valores da ordem de 0,2 mm a 0,4 mm, sob ação das 
combinações frequentes, não tem importância significativa na 
corrosão das armaduras passivas. 
 
3.9 - Demais considerações gerais 
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Pessoal, não é idéia desta aula avançar na parte de cálculo 
estrutural, contudo, achei as considerações abaixo com cara de 
questão do Cespe: 
- A laje do pavimento de um edifício pode ser considerada como uma 
chapa totalmente rígida em seu plano, desde que não apresente 
grandes aberturas e cujo lado maior do retângulo circunscrito ao 
pavimento em planta não supere em três vezes o lado menor. 
- Aplicam-se às estruturas de placas métodos baseados na teoria da 
elasticidade, com coeficiente de Poisson igual a 0,2. 
- Para a consideração do estado limite último das estruturas com 
elementos de placas, a análise de esforços pode ser realizada 
através da teoria das charneiras plásticas. 
 
Fonte:<www.upf.br/seer/index.php/ciatec/article/download/612/411> 
- Nas vigas, o espaçamento mínimo livre entre as faces das 
barras longitudinais, medido no plano da seção transversal, deve 
ser, na direção horizontal, ≥: 
- 20 mm; 
- diâmetro da barra, do feixe ou da luva; 
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- 1,2 vez a dimensão máxima característica do agregado 
graúdo. 
- Nos pilares, nas armaduras longitudinais, o diâmetro das barras 
longitudinais deve ser ≥ 10 mm limitado a 1/8 da menor dimensão. 
- Nos pilares, nas armaduras longitudinais, em seções poligonais, 
deve existir pelo menos uma barra em cada vértice; em seções 
circulares, no mínimo seis barras distribuídas ao longo do 
perímetro. 
- Nos pilares, o espaçamento mínimo livre entre as faces das 
barras longitudinais, medido no plano da seção transversal, deve 
ser, medido da seção transversal, ≥: 
- 20 mm; 
- diâmetro da barra, do feixe ou da luva; 
- 1,2 vez a dimensão máxima característica do agregado 
graúdo. 
- Nos pilares, o espaçamento máximo entre eixos das barras, ou 
de centros de feixes de barras, deve ser ≤ 2x a menor dimensão da 
seção no trecho considerado, sem exceder 400 mm. 
- A armadura transversal de pilares, constituída por estribos e, 
quando for o caso, por grampos suplementares, deve ser colocada 
em toda a altura do pilar, sendo obrigatória sua colocação na 
região de cruzamento com vigas e lajes. 
- O espaçamento longitudinal entre estribos, medido na direção do 
eixo do pilar, para garantir o posicionamento, impedir a 
flambagem das barras longitudinais e garantir a costura das 
emendas de barras longitudinais nos pilares usuais, deve ser ≤: 
 - 200 mm; 
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 - menor dimensão da seção; 
 - 24 み para CA-25, 12 み para CA-50. 
 
Fonte: livro Concreto Armado Eu te Amo 
- As aberturas em vigas, contidas no seu plano principal, como 
furos para passagem de tubulação vertical nas edificações, não 
devem ter diâmetros superiores a 1/3 da largura dessas vigas 
nas regiões desses furos. 
 
- A distância mínima de um furo à face mais próxima da viga deve 
ser no mínimo igual a 5 cm e duas vezes o cobrimento previsto nessa 
face. 
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59) (38 – SEAD/PA – 2005) Diversos são os componentes e 
aspectos relevantes a serem considerados no 
dimensionamento, execução e durabilidade de obras civis de 
concreto armado. Com relação a esse tema, julgue os itens 
abaixo. 
 
I - Armadura passiva é qualquer tipo de armadura de um 
elemento de concreto que seja utilizada para produzir forças 
de protensão. 
 
A NBR 6118 define armadura passiva como qualquer armadura 
que não seja usada para produzir forças de protensão, isto é, que não 
seja previamente alongada. 
E a armadura ativa (de protensão) é constituída por barra, fios 
isolados ou cordoalhas, destinada à produção de forças de protensão, 
isto é, na qual seaplica um pré-alongamento inicial. 
Gabarito: Errada 
 
II - O estado limite último é o estado limite relacionado ao 
colapso, ou qualquer outra forma de ruína estrutural, que 
determine a paralisação do uso da estrutura. 
A NBR 6118 define estado limite último (ELU) como estado 
limite relacionado ao colapso, ou a qualquer outra forma de ruína 
estrutural, que determine a paralisação do uso da estrutura. 
Portanto, o item está conforme a definição da norma. 
Gabarito: Correta 
 
III - A expansão por ação das reações entre os álcalis do 
cimento e certos agregados reativos é um dos mecanismos de 
deterioração do concreto. 
De acordo com a NBR 6118, são mecanismos preponderantes 
de deterioração relativos ao concreto: 
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a) lixiviação: por ação de águas puras, carbônicas agressivas ou 
ácidas que dissolvem e carreiam os compostos hidratados da 
pasta de cimento; 
b) expansão por ação de águas e solos que contenham ou 
estejam contaminados com sulfatos, dando origem a reações 
expansivas e deletérias com a pasta de cimento hidratado; 
c) expansão por ação das reações entre os álcalis do 
cimento e certos agregados reativos; 
d) reações deletérias superficiais de certos agregados 
decorrentes de transformações de produtos ferruginosos 
presentes na sua constituição mineralógica. 
Gabarito: Correta 
 
IV - O ensaio de compressão diametral de corpos cilíndricos de 
concreto, também conhecido como ensaio brasileiro, visa a 
determinação da resistência ao cisalhamento do concreto. 
O ensaio de compressão diametral de corpos cilíndricos de 
concreto, também conhecido como ensaio brasileiro, destina-se a 
determinação da resistência à tração do concreto. 
Gabarito: Errada 
 
V - Caso a massa específica real do concreto simples não seja 
conhecida, deve-se adotar o valor 2.400 kg/m3 para efeito de 
cálculo. 
Segundo a norma NBR 6118, se a massa específica real não for 
conhecida, para efeito de cálculo, pode-se adotar para o concreto 
simples o valor 2 400 kg/m3 e para o concreto armado 2 500 kg/m3. 
Quando se conhecer a massa específica do concreto utilizado, 
pode-se considerar para valor da massa específica do concreto 
armado aquela do concreto simples acrescida de 100 kg/m3 a 150 
kg/m3. 
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Verifiquem que a norma não obriga a adoção desse valor. 
Contudo, o Cespe considerou esse item como correto. 
Gabarito: Correta 
 
Estão certos apenas os itens 
A I, II e III. 
B I, II e IV. 
C I, IV e V. 
D II, III e V. 
E III, IV e V. 
Gabarito: D 
 
60) (153 – TCU/2011) A flexão em elementos estruturais é 
considerada composta quando, na seção transversal de uma 
viga, atuam conjuntamente o momento fletor e o esforço 
cortante. 
A flexão composta é caracterizada pela combinação do 
momento fletor e da força normal na seção transversal. 
 
Gabarito: Errada 
 
(TCU/2005) As estruturas de concreto devem ser 
cuidadosamente dimensionadas, de forma a garantirem a 
estabilidade e as condições de segurança das construções. 
Com relação ao dimensionamento desse tipo de estrutura, 
julgue os itens subseqüentes. 
 
61) 149 - A análise estrutural tradicional de placas admite 
que a seção transversal da placa não se mantém plana após a 
deformação, independentemente da espessura considerada da 
placa. 
 
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A norma NBR 6118 prevê que as estruturas de placas podem 
ser analisadas admitindo-se as seguintes hipóteses: 
a) manutenção da seção plana após a deformação, em 
faixas suficientemente estreitas; 
b) representação dos elementos por seu plano médio. 
Lembrem-se de que as placas são elementos de superfície 
plana sujeitos principalmente a ações normais ao seu plano. As 
placas de concreto são usualmente denominadas lajes. Placas com 
espessura maior que 1/3 do vão devem ser estudadas como placas 
espessas. 
Gabarito: Errada 
 
62) 150 - Em vigas de concreto armado, independentemente 
da sua altura, é necessária a armadura de pele. 
 
De acordo com a NBR 6118, em vigas com altura igual ou 
inferior a 60 cm, pode ser dispensada a utilização da armadura de 
pele. 
A mínima armadura lateral deve ser 0,10% da área da seção 
transversal em cada face da alma da viga e composta por barras de 
alta aderência com espaçamento ≤ 20 cm. 
Gabarito: Errada 
 
(SEGER-ES/2011) Julgue os itens a seguir, relativos às 
estruturas de concreto armado. 
 
63) 105 - No caso de apoio indireto, a armadura de 
suspensão deve ser disposta nas proximidades de cargas 
concentradas transmitidas à viga por outra viga. 
 
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De acordo com a NBR 6118, a armadura de suspensão é 
adotada nas proximidades de cargas concentradas transmitidas à 
viga por outras vigas ou elementos discretos que nela se apóiem ao 
longo ou em parte de sua altura, ou fiquem nela pendurados, deve 
ser colocada armadura de suspensão. 
Quando existir carga indireta, deve-se prever armadura de 
suspensão para a totalidade da carga aplicada. 
Só para esclarecer, quando a viga se apoia no pilar, ele é 
considerado como apoio direto. Já quando uma viga se apoia em 
outra, esta representa um apoio indireto. 
 
Gabarito: Correta 
 
64) 107 - Denomina-se torção de compatibilidade a torção 
necessária ao equilíbrio do elemento estrutural, a qual 
demanda a existência de armadura destinada a resistir aos 
esforços de tração oriundos dessa torção. 
 
De acordo com Leonhardt, torção de compatibilidade é o 
momento torsor que resulta do impedimento à deformação e cita 
como exemplo o caso das vigas de bordo, que, devido ao momento 
de engastamento da laje tendem a girar, contudo, a rigidez à flexão 
dos pilares impede essa rotação. 
 
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Gabarito: Errada 
 
65) 109 - Considere a figura abaixo, na qual todas as 
medidas estão em metro, que mostra um corte de um pilar de 
secção transversal de 20 cm × 20 cm, em um lance de um 
pavimento de uma edificação, e que o pilar esteja vinculado às 
extremidades. Nessa situação, o comprimento equivalente (le) 
a ser usado nos cálculos de flambagem do pilar será igual a 
3,2 m. 
 
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Segundo a NBR 6118, nas estruturas sem imperfeições 
geométricas iniciais, pode haver (para casos especiais de 
carregamento) perda de estabilidade por bifurcação do equilíbrio 
(flambagem). 
O comprimento equivalente Le do elemento comprimido (pilar), 
suposto vinculado em ambas as extremidades, deve ser o menor dos 
seguintes valores: 
- Le = Lo + h 
- Le = L 
onde: 
Lo é a distância entre as faces internas dos elementos 
estruturais, supostos horizontais, que vinculam o pilar; 
h é a altura da seção transversal do pilar, medida no plano da 
estrutura em estudo; 
L é a distância entre os eixos dos elementos estruturais aos 
quaiso pilar está vinculado. 
Com base no desenho teremos: 
- Le = 3 + 0,2 = 3,2 m 
- Le = 3 + 2 x (0,4/2) = 3,4 m 
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Assim, o comprimento equivalente será de 3,2 m. 
Gabarito: Correta 
 
66) (152 – TCU/2011) Para combater o esforço cortante em 
elementos lineares, o ângulo l de inclinação das armaduras 
transversais em relação ao eixo longitudinal deve ser tal que 
45º ≤ l ≤ 90º. 
 
As condições fixadas pela NBR 6118 para elementos lineares 
admitem dois modelos de cálculo que pressupõem a analogia com 
modelo em treliça, de banzos paralelos, associado a mecanismos 
resistentes complementares desenvolvidos no interior do elemento 
estrutural e traduzidos por uma componente adicional Vc (parcela de 
força cortante resistida por mecanismos complementares ao modelo 
em treliça). 
Ainda na NBR 6118, no capítulo sobre “Elementos Lineares 
sujeitos a Força Cortante”, consta que: 
- A armadura transversal pode ser constituída por estribos 
(fechados na região de apoio das diagonais, envolvendo a armadura 
longitudinal) ou pela composição de estribos e barras dobradas. Estas 
não devem suportar mais que 60% do esforço total resistido pela 
armadura. 
- O ângulo de inclinação さ das armaduras transversais 
em relação ao eixo longitudinal do elemento estrutural deve 
estar situado no intervalo 45º ≤ さ ≤ 90º. 
 
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Gabarito: Correta 
 
4 – CONCRETO PROTENDIDO 
Adota-se para o concreto protendido o sitio 
<http://www.rudloff.com.br>, por ser bem didático, e o apoio do sitio 
<http://www.ecivilnet.com/artigos/ concreto_protendido.htm>, por 
Walter Pfeil, assim como as normas da ABNT, NBR 6118 e NBR 14931 
(Anexos A, B e C). 
Os elementos de concreto protendido são aqueles nos quais 
parte das armaduras é previamente alongada por equipamentos 
especiais de protensão com a finalidade de, em condições de serviço, 
impedir ou limitar a fissuração e os deslocamentos da estrutura e 
propiciar o melhor aproveitamento de aços de alta resistência no 
estado limite último (ELU). 
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A armadura ativa (de protensão) é constituída por barra, fios 
isolados ou cordoalhas, destinada à produção de forças de protensão, 
isto é, na qual se aplica um pré-alongamento inicial. 
O artifício da protensão, aplicado ao concreto, consiste em 
introduzir esforços prévios que reduzam ou anulem as tensões de 
tração no concreto sob ação das solicitações em serviço. Nessas 
condições minimiza-se a importância da fissuração como condição 
determinante de dimensionamento da viga, por exemplo. 
A protensão do concreto é realizada, na prática, por meio de 
cabos de aço de alta resistência, tracionados e ancorados no próprio 
concreto. O artifício da protensão desloca a faixa de trabalho do 
concreto para o âmbito das compressões, onde o material é mais 
eficiente. Com a protensão, aplicam-se tensões de compressão nas 
partes da seção tracionadas pelas solicitações dos carregamentos. 
Desse modo, pela manipulação das tensões internas, pode-se obter a 
contribuição da área total da seção. 
Sob ação de cargas, uma viga protendida sofre flexão, 
alterando-se as tensões de compressão aplicadas previamente. 
Quando a carga é retirada, a viga volta à sua posição original e as 
tensões prévias são restabelecidas. 
Se as tensões de tração provocadas pelas cargas forem 
inferiores às tensões prévias de compressão, a seção continuará 
comprimida, não sofrendo fissuração. 
Sob ação de cargas mais elevadas, as tensões de tração 
ultrapassam as tensões prévias, de modo que o concreto fica 
tracionado e fissura. Retirando-se a carga, a protensão provoca o 
fechamento das fissuras. 
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Os aços utilizados nos cabos de protensão têm resistência três 
a cinco vezes superiores às dos aços usuais do concreto armado. 
O concreto protendido pode ser adotado em edifícios, 
reservatórios, pistas de aeroporto, pisos, pontes, viadutos, barragens 
etc. 
 
 
Fonte: < http://wwwp.feb.unesp.br> 
 
67) (73 – MPU/2013 – Cespe) A ideia da protensão é aplicar 
esforços prévios de tração ao concreto, antes da aplicação do 
carregamento da estrutura, de forma que as tensões de 
compressão provocadas pelo carregamento externo sejam 
superpostas a tensões prévias de tração. 
 A afirmativa torna-se correta trocando-se “concreto” por “aço”, 
conforme a seguir: “A ideia da protensão é aplicar esforços prévios de 
tração ao aço, antes da aplicação do carregamento da estrutura, de 
forma que as tensões de compressão provocadas pelo carregamento 
externo sejam superpostas a tensões prévias de tração”. 
Gabarito: Errada 
 
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4.1 – Vantagens Técnicas do Concreto Protendido 
Em relação ao concreto armado, o concreto protendido 
apresenta as seguintes vantagens: 
a) Reduz as tensões de tração provocadas pela flexão e pelos 
esforços cortantes. 
b) Reduz a incidência de fissuras. 
c) Reduz as quantidades necessárias de concreto e de aço, 
devido ao emprego eficiente de materiais de maior resistência. 
d) Permite vencer vãos maiores que o concreto armado 
convencional; para o mesmo vão, permite reduzir a altura necessária 
da viga. 
e) Facilita o emprego generalizado de pré-moldagem, uma vez 
que a protensão elimina a fissuração durante o transporte das peças. 
f) Durante a operação de protensão, o concreto e o aço são 
submetidos a tensões em geral superiores às que poderão ocorrer na 
viga sujeita às cargas de serviço. A operação de protensão 
constituído, neste caso, uma espécie de prova de carga da viga. 
Uma das vantagens mais importantes do concreto protendido é 
a da alínea d acima. Para ilustrá-la pode-se criar o fato de que as 
pontes com vigas retas de concreto armado têm seu vão livre 
limitado a 30m ou 40m, enquanto as pontes com vigas protendidas já 
atingiram vãos de 250m. 
 
4.2 – Tipos de Concreto Protendido 
 
A execução do concreto protendido pode ser de: 
 
a) Concreto com Armadura Ativa Pré-tracionada (protensão 
com aderência inicial): concreto protendido em que o pré-
alongamento da armadura ativa é feito utilizando-se apoios 
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independentes do elemento estrutural, antes do lançamento do 
concreto, sendo a ligação da armadura de protensão com os 
referidos apoios desfeita após o endurecimento do concreto; a 
ancoragem no concreto realiza-se só por aderência. 
 
b) Concreto com Armadura Ativa Pós-Tracionada (protensão 
com aderência posterior): concreto protendido em que o pré-
alongamento da armadura ativa é realizado após o 
endurecimento do concreto, sendo utilizadas, como apoios, partes 
do próprio elemento estrutural, criando posteriormente aderência 
com o concreto de modo permanente, através da injeção das 
bainhas. 
 
c) Concreto com Armadura AtivaPós-Tracionada sem 
Aderência (protensão sem aderência): concreto protendido em 
que o pré-alongamento da armadura ativa é realizado após o 
endurecimento do concreto, sendo utilizados, como apoios, partes 
do próprio elemento estrutural, mas não sendo criada aderência com 
o concreto, ficando a armadura ligada ao concreto apenas em pontos 
localizados. 
 
 Neste último caso adotam-se cordoalhas engraxadas. 
 
4.3 – Protensão Aderente 
É o sistema de protensão no qual a injeção de nata de 
cimento nas bainhas garante a aderência mecânica da armadura 
de protensão ao concreto em todo o comprimento do cabo, além 
de assegurar a proteção das cordoalhas contra a corrosão. 
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A aderência responde por melhor distribuição das fissuras, por 
maior segurança à ruína e por maior segurança da estrutura na parte 
e no todo, diante de situações corno incêndios e explosões. 
O cabo de protensão é composto basicamente por: 
- uma ou mais cordoalhas de aço; 
- ancoragens; 
- bainha metálica; 
- e purgadores. 
 
As cordoalhas ficam inicialmente soltas dentro da bainha, o que 
permite a sua movimentação na ocasião da protensão. Após a 
concretagem da estrutura e a cura do concreto, os cabos são 
protendidos e é injetada nata de cimento no interior das bainhas 
(Concreto com Armadura Ativa Pós-Tracionada – protensão com 
aderência posterior). 
- Preparação: 
 
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- Protensão: 
 
 
 - Injeção da Nata de Cimento: 
 
 
 
 
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a) Bainhas 
As principais funções das bainhas são possibilitar a 
movimentação das cordoalhas durante a operação de protensão e 
receber a nata de cimento, na operação de injeção. 
Bainhas usadas em vigas têm seção transversal circular, 
enquanto em lajes, usam-se bainhas chatas. 
Sua escolha deve ser feita em função da quantidade de 
cordoalhas do cabo. 
As bainhas devem ter diâmetro interno pelo menos medindo 10 
mm (admitindo-se 6 mm para bainhas chatas) a mais do que o 
diâmetro do respectivo cabo e área interna de sua seção transversal 
igual a no mínimo 2,5 vezes a área da seção transversal dos aços de 
protensão. 
Para cabos verticais e para o caso de se adotar o princípio da 
cablagem pós-enfiada (concretagem da peça estrutural com as 
bainhas vazias) esses valores devem ser aumentados. No caso de 
barra, o diâmetro interno da bainha deve medir pelo menos 6 mm a 
mais que o diâmetro da barra. 
Para evitar que os aços de protensão permaneçam no interior 
das bainhas por período muito prolongado até a operação de 
protensão, deve ser adotado, sempre que possível, o critério de pós-
enfiação da cablagem. 
As emendas de bainhas são asseguradas por meio de luvas 
externas, feitas com o mesmo material das bainhas e diâmetro 
ligeiramente maior. 
b) Cordoalhas 
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As cordoalhas mais utilizadas neste sistema de protensão 
são compostas de sete fios e têm diâmetro de 12,7 mm ou 15,2 
mm. São produzidas sempre na condição de relaxação baixa e 
fabricadas com seis fios de mesmo diâmetro nominal encordoados 
em torno de um fio central de diâmetro ligeiramente maior do que 
os demais. 
 
É vedado efetuar no elemento tensor, o corte com maçarico, 
bem como o endireitamento através de máquinas endireitadoras ou 
qualquer outro processo, pois esses procedimentos alteram 
radicalmente as propriedades físicas do aço. 
c) Ancoragens 
As ancoragens são dispositivos capazes de manter o cabo em 
estado de tensão, transmitindo a força de protensão ao concreto ou 
ao elemento estrutural. 
A protensão faz com que a região das ancoragens seja 
altamente solicitada. 
São basicamente de quatro tipos: 
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- Ancoragens ativas: são as ancoragens nas quais se 
promove o estado de tensão no cabo, através do macaco de 
protensão. 
 
 
- Ancoragens passivas: são dispositivos embutidos no 
concreto, destinados a fixar a extremidade do cabo oposta 
àquela da ancoragem ativa. Somente recebem o esforço advindo 
da protensão executada na ancoragem ativa. A transferência da força 
de protensão para o concreto se dá por aderência das cordoalhas e 
por tensões de compressão entre a ancoragem e o concreto. 
 
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Ancoragens de emenda: são combinações de duas 
ancoragens, uma passiva e uma ativa, que permitem a continuação 
de cabos a partir de pontos intermediários. 
 
 
Ancoragens intermediárias: são ancoragens posicionadas no 
meio dos cabos, quando suas extremidades forem inacessíveis para a 
protensão. 
 
a.1) Ancoragem Ativa 
É composta por bloco de ancoragem com furos tronco cônicos, 
cunhas tripartidas e placa funil, repartidora de esforços sobre o 
concreto. A placa funil é o único componente da ancoragem que é 
posicionado na estrutura antes da concretagem. 
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a.2) Ancoragem Ativa com Bainha Achatada 
Tem formato achatado e destina-se à protensão de lajes, 
pisos, tabuleiros de pontes e outras estruturas delgadas. Os cabos, 
com até 4 cordoalhas de 12,7 mm ou 15,2 mm, são colocados em 
bainhas metálicas chatas (com exceção das bainhas para cabos 
monocordoalhas, que são redondas) e as cordoalhas são protendidas 
uma a uma. 
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4.4 – Protensão sem Aderência 
É o sistema de protensão no qual não existe aderência entre o 
aço de protensão e a estrutura de concreto. Os cabos são compostos 
basicamente por uma ancoragem em cada extremidade e uma 
cordoalha de aço envolta com graxa e capa de polietileno de 
alta densidade. 
De acordo com Walid Yazigi (2009), utiliza-se uma proteção 
anticorrosiva ao cabo formada por tubo de polietileno ou polipropileno 
e uma proteção secundária constituída por graxa especial que 
envolve diretamente a cordoalha. 
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A graxa possibilita a movimentação das cordoalhas nas bainhas, 
por ocasião da protensão. Após a concretagem da estrutura e a cura 
do concreto, os cabos são protendidos e ancorados (Concreto com 
Armadura Ativa Pós-Tracionada sem Aderência – protensão sem 
aderência. 
 
Neste sistema, como não existe aderência entre a armadura de 
protensão e o concreto, a manutenção da tensão ao longo da vida útilda estrutura se concentra nas ancoragens. Devido a isso, é 
fundamental que elas sejam fabricadas com elevado padrão de 
qualidade. 
As cordoalhas usadas no sistema de protensão não aderente 
são as mesmas utilizadas no sistema aderente, compostas de sete 
fios e com diâmetro de 12,7 mm ou 15,2 mm. 
a) Cabo Engraxado 
O cabo engraxado é fabricado por meio de processo contínuo, 
através do qual a cordoalha é coberta com graxa inibidora de 
corrosão e então revestida com uma capa de polietileno de alta 
densidade (PEAD), a qual constitui a bainha do cabo. 
As bainhas de PEAD que revestem individualmente as 
cordoalhas devem ter espessura da parede mínima de 1 mm e seção 
circular com diâmetro interno que permita o livre movimento da 
cordoalha em seu interior. Devem ser impermeáveis, duráveis e 
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resistentes aos danos provocados por manuseio no transporte, 
instalação, concretagem e tensionamento. 
A graxa de proteção anticorrosiva e lubrificante deve ter 
características que não ataquem o aço, tanto no estado de repouso, 
como no estado limite característico de tensão desse aço. 
b) Vantagens 
A protensão não aderente pode ser executada a partir de 
equipamentos leves, facilmente aplicáveis em obras de pequeno 
porte. Isso possibilita ao concreto protendido ser competitivo com o 
concreto armado em edifícios residenciais com vãos pequenos (de 3 a 
5 metros), o que não acontece com a protensão aderente. 
 
 
Além disso, os cabos engraxados são leves, de fácil manuseio e 
flexíveis, o que permite a existência de curvas em sua disposição em 
planta e possibilita o desvio de eventuais obstáculos existentes em 
seu trajeto. 
 
4.5 – Processo de Protensão 
 
A operação de protensão é aplicada através de macacos 
hidráulicos e bombas de alta pressão. Normalmente, é composta 
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pelas etapas de preparação, colocação do equipamento, protensão 
das cordoalhas, cravação e acabamento. 
 
a) Preparação 
 
As formas dos nichos devem ser retiradas, seguidas de limpeza, 
quando necessária, da área de apoio do bloco da ancoragem. Em 
seguida, deve ser feita a colocação do bloco e das cunhas. Após o 
concreto atingir a resistência mínima indicada em projeto estrutural, 
deve ser providenciado o posicionamento do macaco hidráulico e dos 
seus acessórios. 
 
 
 
b) Protensão 
 
A operação de protensão é realizada pelo acionamento do 
macaco, através da bomba de alta pressão. As cordoalhas são 
tracionadas obedecendo à força indicada no projeto estrutural. Deve-
se registrar a pressão indicada no manômetro e o correspondente 
alongamento dos cabos. 
 
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c) Ancoragem e(ou) Cravação 
 
Quando o macaco atingir carga e/ou alongamento indicados no 
projeto estrutural, finaliza-se a protensão. A pressão no macaco é 
aliviada e as cordoalhas se ancoram automaticamente no bloco. Em 
seguida, é feita a remoção do equipamento de protensão. 
 
 
 
d) Acabamento 
 
Após a liberação da protensão, é feito o corte das pontas das 
cordoalhas. Em seguida, deve-se providenciar o fechamento dos 
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nichos e, no caso de protensão com aderência, a injeção dos cabos 
com nata de cimento. 
 
 
 
4.6 – Processo de Injeção 
 
A injeção de nata de cimento nas bainhas visa assegurar a 
aderência mecânica entre as armaduras de protensão e o concreto 
em todo o comprimento do cabo e a proteção das cordoalhas contra a 
corrosão. 
A nata de cimento é obtida pela combinação de água, 
cimento e aditivos. 
As características da calda de injeção variam ligeiramente com 
as diversas marcas de cimento e tipos de aditivos. 
A nata de injeção deve atender aos requisitos estabelecidos nas 
normas técnicas quanto a: fluidez, exsudação, expansão, resistência 
mecânica, retração, absorção capilar, tempo de pega, tempo de 
injetabilidade, dosagem de aditivos, e ausência de agentes 
agressivos. 
 
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4.7 – Nichos de Protensão 
Por razões construtivas ou estéticas, normalmente é 
interessante que as ancoragens ativas fiquem reentrantes à superfície 
acabada do concreto. Para o acesso a elas, durante a aplicação da 
protensão, torna-se então necessário que se preveja, no projeto 
estrutural, a execução de nichos nos elementos de concreto. Após a 
protensão, os nichos são fechados, formando-se assim uma superfície 
plana que protege ancoragens e cordoalhas contra a corrosão. 
 
 
 
 
4.8 – Fendilhamento e Fretagem 
 
O concreto quando protendido é solicitado por tensões elevadas 
nas imediações das ancoragens, que provocam altos esforços de 
fendilhamento concentrados nestas regiões. É fundamental a 
existência de armação que combata estes esforços, assim como de 
armaduras de fretagem para distribuí-los. 
 
 
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4.9 – Perdas da Força de Protensão 
 
Fonte: <http://www.rudloff.com.br/downloads/publicacoes-tecnicas/publicacao2_perdas_da_forca_ 
de_protensao.pdf> 
 
a) Perdas Imediatas 
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- por atrito 
Nas peças pós-tracionadas, a armadura ativa ao ser posta em 
tensão pelo macaco sofre um alongamento gradativo que varia de 
zero até o valor final. Em consequência, e como a bainha apresenta 
quase sempre desenvolvimento curvo e sinuosidades 
involuntárias, surge o inevitável atrito entre o aço de protensão e a 
bainha. 
As perdas de protensão por atrito ao longo do cabo são 
calculadas em função da curvatura do cabo e dos seguintes 
coeficientes, que dependem das características dos materiais 
empregados: 
- µ = coeficiente de atrito aparente entre cabo e bainha; 
- k = coeficiente de perda por metro provocada por 
curvaturas não intencionais no cabo. 
 
- por acomodação da ancoragem 
A acomodação das cunhas nas ancoragens (cravação) provoca 
uma perda de aproximadamente 6 mm no alongamento inicial ao 
qual se chegou antes da cravação. 
Em cabos muito curtos, com menos de 10 m de comprimento e 
uma ancoragem ativa, pode-se compensar a perda de cravação 
através da colocação de calços de aço de aproximadamente 6 mm. 
 
- no equipamento de protensão 
As perdas por atrito que ocorrem internamente no macaco de 
protensão podem ser avaliadas em 2,5 % do esforço da protensão. 
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Portanto, o projetista deve levar em conta este valor por ocasião do 
cálculo final do esforço da protensão.b) Perdas Progressivas 
As perdas progressivas decorrem da natureza intrínseca dos 
materiais aço e concreto e são devidas a uma diminuição de volume 
de concreto, decorrente dos fenômenos de retração e deformação 
lenta. São devidas também à fluência do aço, à qual corresponde 
uma relaxação, isto é, perda de tensão. 
 
- fluência e retração no concreto 
A fluência ou deformação lenta do concreto é o encurtamento 
do mesmo devido à ação de forças permanentemente aplicadas. 
A fluência varia linearmente com a tensão aplicada e compõe-
se de uma parte rápida e uma parte lenta. A parte rápida é 
irreversível. A lenta é composta pela deformação reversível e 
irreversível. 
Retração é o encurtamento do concreto devido à evaporação 
da água desnecessária à hidratação do cimento. A retração depende 
da umidade relativa do ambiente, da consistência do concreto no 
lançamento e da espessura fictícia da peça. 
 
- fluência do aço – relaxação 
Fluência do aço vem a ser o alongamento que o mesmo sofre 
no decorrer do tempo quando mantido sob tensão constante. Há 
tratamentos térmicos que permitem amenizar o valor destas perdas 
(aços de relaxação baixa RB). 
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A tabela a seguir (Tab. 5, NBR 7197) fornece os valores de 
relaxação para os aços que a 20ºC foram submetidos durante 1000h 
a tensão de 60%, 70% e 80% da resistência característica de tração 
do aço. 
 
 
4.10 – Demais Considerações 
 
4.10.1 – Definições da norma NBR 14931 
 
 Pessoal, além de entender o sistema de protensão, sabemos 
que para a prova é importante sabermos as definições das normas 
aplicáveis. 
 
- ancoragem: dispositivo capaz de manter o cabo em estado de 
tensão, transmitindo força de protensão à estrutura. 
- ancoragem ativa: ancoragem na qual se promove o estado de 
tensão no cabo, através de equipamento de protensão. 
- ancoragem de emenda: dispositivo destinado a dar continuidade 
a trechos de cabos. 
- ancoragem morta: dispositivo imerso no concreto destinado a 
fixar a extremidade do cabo oposta àquela da ancoragem ativa. Esta 
ancoragem não permite acesso para operação e verificação do grau 
de protensão e da eventual ocorrência de deslizamento. 
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- ancoragem passiva: dispositivo embutido no concreto destinado a 
fixar a extremidade do cabo oposta àquela da ancoragem ativa. 
Embora de configuração análoga àquela da ancoragem ativa, pode ou 
não permitir acesso para operação de protensão e possibilita 
verificação do grau de protensão e a eventual ocorrência de 
deslizamentos. 
- cabeça pré-moldada: peça de concreto que aloja uma ou mais 
ancoragens, executada previamente com a finalidade de permitir a 
antecipação das operações de tensionamento dos cabos e com a 
função de melhorar a distribuição dos esforços nas extremidades. 
- cabo: conjunto formado por fios, cordoalhas ou barras e seus 
dispositivos complementares, como ancoragem, bainhas, purgadores 
etc. 
- fretagem: armadura passiva (frouxa) destinada a resistir às 
tensões locais de tração no concreto, transmitidas pela ancoragem. 
- bainha duto que isola o cabo do concreto. 
- luva: peça destinada a emendar bainhas. 
- trombeta ou funil: peça que faz a concordância da bainha com a 
ancoragem. 
- suporte: dispositivo utilizado para manter a bainha na posição de 
projeto. 
- espaçadores: dispositivos utilizados em alguns tipos de cabos, 
destinados a manter seus elementos componentes afastados uns dos 
outros. 
- operação de protensão: ato de aplicar força de tração no cabo de 
protensão, sob condições previamente especificadas. 
- operação de cravação: ato de fixar o cabo à ancoragem ativa, 
após a operação de protensão. 
- operação de reprotensão: compreende a execução de operação 
de protensão em cabo já protendido, sem a necessidade de efetuar a 
desprotensão. 
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- desprotensão: ato de proceder, controladamente, à diminuição de 
tensão de cabo já protendido. 
- acomodação de ancoragem: perda de alongamento prevista e 
previamente determinada, para cada tipo de ancoragem, que ocorre 
durante a operação de cravação. 
- deslizamento: movimento não previsto entre a armadura de 
protensão e a ancoragem. 
- zona de ancoragem: região de uma peça de concreto onde se 
situam as ancoragens, especialmente reforçada, para atender aos 
esforços locais que aí se manifestam. 
 
Seguem demais recomendações da norma 14.931/2004: 
 
 Caso seja indispensável a execução de solda próxima aos aços 
para amadura de protensão, deve ser usada proteção que garanta a 
integridade dos mesmos. 
É vedado o uso de óleo solúvel em água para proteger o aço de 
protensão contra corrosão. 
 
4.10.2 – Estados Limites 
 
No dimensionamento estrutural, além dos estados limite último 
e de serviço aplicáveis ao concreto armado, usualmente podem 
ocorrer as verificações quanto ao: 
 
a) estado limite de descompressão (ELS-D): estado no qual em 
um ou mais pontos da seção transversal a tensão normal é nula, não 
havendo tração no restante da seção. Verificação usual no caso do 
concreto protendido. 
 
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b) estado limite de descompressão parcial (ELS-DP): estado no 
qual garante-se a compressão na seção transversal, na região onde 
existem armaduras ativas. Essa região deve se estender até uma 
distância ap da face mais próxima da cordoalha ou da bainha de 
protensão, conforme figura a seguir: 
 
 
 
c) estado limite de compressão excessiva (ELS-CE): Estado em 
que as tensões de compressão atingem o limite convencional 
estabelecido. Usual no caso do concreto protendido na ocasião da 
aplicação da protensão. 
 
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(STJ/2015 - Cespe) O concreto protendido é uma tecnologia 
bastante conhecida e utilizada no mundo. Obras como a ponte 
Rio-Niterói, com grandes vãos entre pilares, certamente não 
seriam executadas sem o recurso desse tipo de concreto. Um 
dos objetivos da protensão é aumentar a capacidade de carga 
de vigas e lajes, propiciando peças com maior comprimento ou 
maior vão livre do que aquelas executadas somente com 
armadura frouxa. As figuras apresentadas ilustram o uso de 
protensão em algumas obras. Tendo como referência as 
figuras I e II e as informações acima, julgue os itens 
subsecutivos, acerca da protensão. 
 
68) 79 - Nessas figuras, são mostradas execuções de peças 
em concreto protendido: na figura I, com aderência posterior; 
na figura II, com sistema sem aderência. 
 Na figura I são mostradas as bainhas e a armadura de 
fretagem. As bainhas, pré-posicionadas, serão preenchidas com nata 
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de cimento após a concretagem da viga, a cura e a protensão dos 
cabos, que é a protensão com aderência posterior. 
 A figura II representa uma laje protendida,em que após a 
concretagem da estrutura e a cura do concreto, os cabos são 
protendidos e ancorados, que é a protensão sem aderência. 
 
Gabarito: Correta 
 
69) 80 - A protensão pode ser iniciada antes do atingimento 
da resistência característica do concreto aplicado na 
estrutura. 
 
 Em peças pré-fabricadas, costuma-se estabelecer fck's mais 
altos para que se possa resistir aos esforços de protensão logo nas 
primeiras idades. 
 
Gabarito: Correta 
 
70) 81 - É possível executar a protensão sem aderência onde 
os cabos são colocados externamente à peça de concreto já 
moldada. 
 
 Exato, é uma das formas de protensão sem aderência. 
 
Gabarito: Correta 
 
71) 82 - Uma peça, ao ser protendida, apresenta, na região 
inferior, tensões de compressão; e, na parte superior, tensões 
de tração, que serão anuladas pela ação da carga acidental. 
 
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 O cabo de protensão é posicionado para exercer esforço de 
compressão nas regiões que sofrerão tração do elemento estrutural, 
quando submetido aos carregamentos projetados sobre a estrutura. 
 Uma carga acidental vertical de cima para baixo exercerá sobre 
uma viga biapoiada tensões de tração na região inferior e tensões de 
compressão na região superior. Logo, ocorre o oposto do dito no 
comando da questão. 
 A protensão tem por objetivo anular essas tensões de tração. 
 
Gabarito: Errada 
 
5 – QUESTÕES APRESENTADAS NESTA AULA 
1) (72 – MPU/2013 – Cespe) Dada a baixa resistência à 
compressão do concreto, esse material deve ser 
estruturalmente empregado simultaneamente às armaduras 
de aço. 
 
(STJ/2015 - Cespe) Julgue os seguintes itens, relacionados às 
especificações técnicas para a confecção e montagem de 
fôrmas de madeira. 
 
2) 64 - Em fôrmas de pilares com a altura maior que 2,5 m, 
é recomendável a presença de janelas de inspeção para 
lançamento do concreto em etapas. 
 
3) 65 - Eventuais furos nos painéis devem ser executados 
sempre a partir da face externa da fôrma no sentido da face 
interna, com brocas de aço rápido para madeira. 
 
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4) (58 – MPU/2004) As barras e fios de aço utilizados em 
estruturas de concreto armado são normalizados pela NBR-
7480 – Barras e fios de aço destinados a armaduras para 
concreto armado – especificação. Com relação a estes 
materiais, é incorreto afirmar que as barras e fios de aço 
 
a) são categorizados em CA 25, CA 40, CA 50 e CA 60 em 
função das respectivas resistências características de 
escoamento. 
b) são caracterizados como classe B quando são laminados a 
quente, não apresentando patamar de escoamento quando 
tracionados. 
c) não podem apresentar defeitos quando submetidos ao 
ensaio de dobramento a 180°. 
d) são considerados desbitolados quando apresentam massa 
linear inferior àquela prevista em norma. 
e) apresentam resistência à compressão com ordem de 
grandeza similar a sua resistência à tração. 
 
5) (51 – MJ/2013 – Cespe) Existem quatro categorias de 
aço para concreto estrutural: CA-25, CA-40, CA-50 e CA-60, 
classificadas em função da resistência característica de 
escoamento, respectivamente, em 250 MPa, 400 MPa, 500 
MPa e 600 MPa. Essas categorias podem, ainda, ser dispostas 
em duas classes, A e B. A classe A abrange as barras 
laminadas e a classe B, as barras encruadas 
 
 
6) (66 – MPU/2004) A NBR 6118 – Projeto de estruturas de 
concreto – procedimento, de março de 2003, estabelece 
critérios para utilização de estribos e grampos em armaduras. 
Sobre tais critérios, é incorreto afirmar que: 
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a) as barras de estribos utilizadas em vigas devem apresentar 
diâmetro superior a 5 mm. 
b) o espaçamento mínimo entre estribos em vigas deve ser 
suficiente para permitir a passagem do vibrador para 
adensamento adequado do concreto. 
c) os estribos devem ser distribuídos ao longo de toda a altura 
dos pilares, com exceção da região de cruzamento com vigas e 
lajes. 
d) o diâmetro dos estribos em pilares não pode ser inferior a 
1/4 do diâmetro da barra isolada. 
e) o espaçamento de estribos em pilares não pode ser maior 
que 20 centímetros ou que a menor dimensão da seção do 
pilar. 
 
7) (73 – MPU/2004) A corrosão de armaduras em 
estruturas de concreto é um dos principais mecanismos de 
deterioração que afetam a sua durabilidade. Sobre a corrosão 
em armaduras, é incorreto afirmar que 
 
a) o processo de corrosão estabelece uma expansão local no 
concreto, originando o surgimento de tensões de tração no 
material e sua fissuração. 
b) as estruturas expostas ao ambiente marítimo são 
altamente propensas a apresentarem problemas de corrosão, 
principalmente aquelas permanentemente submersas em água 
salgada. 
c) com relação ao concreto armado, o processo de corrosão 
eletroquímica é muito mais relevante que o de oxidação. 
d) a presença do hidróxido de cálcio liberado na hidratação do 
cimento Portland é extremamente importante para a proteção 
das armaduras contra a corrosão. 
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e) a redução da permeabilidade a gases e água do concreto 
possibilita a redução da ação dos mecanismos de corrosão. 
 
8) (51 – SEGER-ES/2011) Na figura abaixo, que representa 
um gancho de ancoragem das armaduras de uma viga de 
concreto armado, a variável lo é usada para o cálculo do 
comprimento equivalente da ancoragem e é diretamente 
proporcional ao tamanho desta. 
 
 
 
9) (104 – Hemobras/2008) Na ancoragem por aderência da 
armadura em uma peça de concreto armado, os esforços a 
ancorar são transmitidos ao concreto por meio de dispositivos 
mecânicos acoplados à barra. 
 
10) (31 – TRE-MA/2005) Em estruturas de concreto armado, 
na ancoragem de armaduras passivas por aderência, os 
ganchos das extremidades das barras da armadura 
longitudinal de tração podem ser semicirculares, desde que 
possuam ponta reta de comprimento não-inferior a 
 
A) dois diâmetros das barras. 
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B) quatro diâmetros das barras. 
C) seis diâmetros das barras. 
D) oito diâmetros das barras. 
E) dez diâmetros das barras. 
 
11) (49 – TRE-MT/2005) O comportamento conjunto dos 
materiais empregados em estruturas de concreto armado é de 
fundamental importância para o bom desempenho dessas 
estruturas. No que se refere a ancoragem de armaduras 
passivas por aderência, os ganchos das extremidades das 
barras da armadura longitudinal de tração devem ser 
 
A) semi-elípticos, com ponta reta de comprimento não-inferior 
a um diâmetro da barra de aço. 
B) em ângulo de 30º (interno), com ponta reta de 
comprimento não-inferior a 2 diâmetros da barra de aço. 
C) em ângulo de 45º (interno), com ponta reta de 
comprimento não-inferior a 2 diâmetros da barra de aço. 
D) em ângulo reto, com ponta reta de comprimento não-
inferior a 4 diâmetros da barra de aço. 
E) semicirculares, para as barras lisas. 
 
12) (84 – MS/2013 – Cespe) A mistura manual de concreto 
permite controle tecnológico mais eficazdo que o preparo 
mecanizado, dado propiciar fácil visualização da massa e 
baixo gasto de energia durante o preparo. 
 
13) (93 – MJ/2013 – Cespe) O início de cada operação de 
lançamento de concreto será condicionado à realização dos 
ensaios de abatimento (slump test) pela empresa contratada, 
na presença dos agentes de fiscalização. 
 
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14) (94 – MJ/2013 – Cespe) O lançamento do concreto 
deverá ser contínuo e conduzido de forma a não haver 
interrupções superiores ao seu tempo de pega, não sendo 
tolerada a queda vertical livre do concreto além de dois 
metros de altura. 
 
15) (85 – MJ/2013 – Cespe) Durante o transporte horizontal 
do concreto, é benéfica a ocorrência de trepidação, que 
garante a trabalhabilidade da massa durante o lançamento do 
concreto. 
 
16) (86 – MJ/2013 – Cespe) Após o lançamento do concreto, 
é prejudicial a ocorrência excessiva de vibração mecânica, que 
deve ser interrompida quando as bolhas superficiais 
desaparecerem e a umidade da superfície uniformizar-se. 
 
17) (95 – MJ/2013 – Cespe) Devido ao calor de hidratação 
resultante das reações endotérmicas entre o cimento e a água, 
que provocam o resfriamento da massa de concreto, existem 
restrições nas alturas das camadas de concreto na 
concretagem de grandes massas. 
 
18) (25 – CGU/2008 – ESAF) O padrão de acabamento das 
lajes de concreto armado tem assumido diferentes formas, 
evoluindo do processo convencional até os processos mais 
racionalizados, devido ao apelo pela busca de maior qualidade 
e produtividade dos processos na construção civil. 
Atualmente, as lajes de concreto armado, em relação ao seu 
padrão de acabamento, podem ser classificadas em: 
convencional, nivelada e acabada. Nesse contexto, assinale a 
opção incorreta. 
 
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a) Nas lajes convencionais não existe controle efetivo de seu 
nivelamento e rugosidade superficial. 
b) As lajes niveladas consistem em um avanço na 
racionalização da produção, pois existe, no momento da sua 
execução, um controle de seu nivelamento. 
c) As lajes niveladas oferecem um substrato com adequada 
rugosidade superficial, planeza e nivelamento, dispensando o 
contrapiso. 
d) Na laje acabada, para a aplicação direta do revestimento, 
recomenda-se utilizar uma diferença de nível em áreas que 
tenham captação de água. 
e) A laje acabada, por eliminar a camada de regularização, 
vem sendo questionada em relação ao seu desempenho 
acústico. 
 
19) (57 – MPU/2004) Com relação a aditivos utilizados para 
a modificação das propriedades de concretos e argamassas, é 
incorreto afirmar que 
 
a) os aditivos incorporadores de ar melhoram a 
trabalhabilidade e reduzem as resistências mecânicas de 
concretos e argamassas. 
b) o cloreto de cálcio não deve ser empregado como aditivo 
acelerador em estruturas com aço protendido. 
c) os aditivos plastificantes permitem a redução da relação 
água/cimento, acarretando o aumento da resistência e da 
permeabilidade dos concretos e argamassas. 
d) um dos problemas no uso de aditivos superfluidificantes é a 
rápida perda da consistência fluída inicial estabelecida para o 
concreto. 
e) o uso de aditivos retardadores permite a realização de 
concretagens em dias com temperatura elevada. 
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20) (28 – SEAD/PA – 2005) No que se refere à execução de 
obras de concreto, assinale a opção incorreta. 
 
A) Para condições usuais de construções civis, recomenda-se 
que a altura de queda do concreto seja inferior a 2,5 m. 
B) O vibrador de superfície é usado em lajes e pavimentação. 
C) Os aditivos para concreto podem ser utilizados para o 
retardo ou para a aceleração do endurecimento do concreto ou 
ainda para o aumento da sua plasticidade. 
D) A graute é especialmente recomendada na concretagem de 
peças de grandes dimensões, devido à sua baixa fluidez. 
E) Garantidas as condições apropriadas, o concreto pode ser 
transportado por bombeamento. 
 
21) (23 – SEAD/PA – 2005) Na confecção de peças de 
concreto, entende-se por exsudação 
 
A) o processo de embarrigamento de formas de madeira 
durante o lançamento de concretos frescos. 
B) as trincas que surgem devido à retração do concreto após a 
sua cura. 
C) a tendência de a água de amassamento vir à superfície do 
concreto recém-lançado. 
D) a quebra dos componentes agregados do concreto. 
E) o processo de cura acelerada do concreto decorrente da 
utilização de aditivos apropriados. 
 
(SEGER-ES/2011) No que se refere às características do 
concreto utilizado em obras de construção civil, julgue os 
seguintes itens. 
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22) 62 - O volume de vazios capilares na massa do concreto 
decresce com a idade crescente de hidratação do cimento. 
23) (67 - SEGER-ES/2011) As águas puras (alcalinas) são as 
mais indicadas para serem utilizadas com o cimento, pois 
diluem pouco a cal, os silicatos e os aluminatos. 
 
24) (69 - SEGER-ES/2011) Segundo as normas brasileiras, o 
agregado graúdo para o concreto massa pode ter dimensões 
máximas de até 150 mm. 
 
25) (59 – PF Nacional/2004) A compacidade dos agregados é 
a relação entre o volume total de vazios e o volume total 
aparente dos grãos. 
 
26) (60 – PF Nacional/2004) A porosidade e a compacidade 
em um agregado sempre são constantes, independentemente 
do grau de adensamento. 
 
27) (61 – PF Nacional/2004) O adensamento da pedra 
britada faz que a sua massa unitária aumente, o que deve ser 
levado em conta quando se medem volumes em estoques. 
 
(PF Regional/2004) Com relação aos aglomerantes e aos 
materiais em geral, é importante conhecer suas principais 
propriedades e ensaios. Acerca desse tema, julgue os itens 
seguintes. 
 
28) 58 - A caracterização da pega do cimento é realizada pela 
determinação de dois tempos: o de início e o de fim da pega. 
 
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29) 59 - Friabilidade é a tendência apresentada pelo material 
de se agregar, sendo mais crítica em climas frios. 
 
30) (83 – MS/2013 – Cespe) No slump test, teste utilizado 
para medir a pega do concreto, a penetração de uma agulha 
aplicada com uma pressão específica padronizada define o 
tempo de início do endurecimento da massa. 
 
31) (54 – MJ/2013 – Cespe) O slump test, ou teste de 
abatimento, é suficiente para verificar se o concreto está 
sendo preparado com resistência à compressão adequada. 
 
32) (151 – TCU/2011) Além de aumentar a resistência com a 
idade, o concreto também tem sua resistência maior para 
cargas de longa duração do que para carregamentos rápidos. 
 
(28 - PF/2002) O bom desempenho de uma obra de concreto 
depende da qualidade dos materiais de construção e da 
qualidade da execução. No que diz respeito a obras em 
concreto, julgue os itens a seguir. 
 
33) 1 - A resistência do concreto à compressão depende do 
grau de hidratação do cimento e da relação água/cimento. 
 
34) 2 - A composição química e a finura do cimento não 
alteram aresistência do concreto à compressão. 
 
35) 3 - Para um mesmo valor de resistência à compressão 
final, a mudança das características físicas dos agregados 
influencia a relação água/cimento a ser utilizada na mistura. 
 
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36) 4 - O emprego de aditivos e aceleradores ou retardadores 
não altera o grau de hidratação do cimento. 
 
37) 5 - A resistência do concreto à compressão independe da 
sua idade. 
 
38) (91 – MJ/2013 – Cespe) O fator água/cimento deve ser 
sempre o mais alto possível, uma vez que, devido ao processo 
de exsudação, tanto a resistência como a durabilidade da peça 
concretada tendem a aumentar com o passar do tempo. 
 
39) (41 – TRE-MA/2005) Considere que, em um 
procedimento de fiscalização de uma obra, o fiscal constate 
que, na concretagem de uma viga, a água de amassamento 
aflorava na superfície da massa de concreto. Nessa situação, a 
ocorrência pode ser devida a 
 
A cura prematura do concreto. 
B agregados do concreto com dimensões exageradas. 
C quantidade excessiva de cimento. 
D trincamento por retração durante a concretagem. 
E segregação dos componentes do concreto. 
 
40) (59 – PF Adm/2014 – CESPE) Em projetos de concreto 
estrutural, deverão ser indicados explicitamente os materiais 
utilizados, com destaque para a resistência característica do 
concreto à compressão aos 28 dias (fck). 
 
41) (53 – MJ/2013 – Cespe) No projeto da estrutura de 
concreto de uma edificação, é necessário fixar a resistência 
característica do concreto à tração, ou seja, o Fck do concreto, 
e colocar esse valor nos desenhos de fôrmas. 
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42) (52 – TCE-PE/2004) Em caso de cobrimentos pouco 
espessos, altos teores de cloreto de cálcio no concreto podem 
acelerar o processo de corrosão das armaduras. 
 
43) (102 – Hemobras/2008) A lixiviação é um mecanismo de 
deterioração do concreto caracterizado pela sua expansão 
quando em contato com águas e solos que contenham ou 
estejam contaminados com sulfatos. 
 
44) (67 – TCE-PE/2004) A NBR n.º 6118/2003 se aplica a 
concretos de massa específica normal, que são aqueles que, 
depois de secos em estufa, têm massa específica 
compreendida entre 2.000 kg/m3 e 2.800 kg/m3. 
 
45) (68 – TCE-PE/2004) Quando não se conhece a massa 
específica do concreto a ser utilizado em uma peça estrutural, 
é correto considerar para valor da massa específica do 
concreto armado aquela do concreto simples acrescida de 300 
kg/m3. 
 
46) (101 – Hemobras/2008) Em uma peça de concreto 
armado, qualquer armadura que não seja usada para produzir 
forças de protensão, isto é, que não seja previamente 
alongada, é denominada de armadura passiva. 
 
47) (69 – PF Adm/2014 – CESPE) Quando as tensões de 
projeto não são muito elevadas, pode-se empregar o mesmo 
tipo de barra de aço das estruturas de concreto armado para a 
execução da armadura ativa das estruturas de concreto 
protendido. 
 
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48) (70 – TCE-PE/2004) Quanto à agressividade do 
ambiente, uma estrutura de concreto armado pode ser 
classificada como fraca, moderada, forte ou muito forte, 
segundo a NBR n.º 6118/2003. 
 
49) (103 – Hemobras/2008) Na falta de ensaios 
comprobatórios da resistência do concreto armado à 
agressividade do ambiente prevista no projeto, prescrições de 
norma técnica específica estabelecem valores limites de 
propriedades do concreto e de cobrimento nominal da 
armadura a serem observados em função do nível de 
agressividade do ambiente. 
 
50) (41 – TCE-TO/2006 – Cespe) Com relação aos elementos 
lineares ou de superfície de estruturas de concreto armado, 
julgue os itens a seguir. 
 
I - As placas são elementos de superfície plana, sujeitos 
principalmente às ações contidas em seu plano. 
II - Lajes cogumelo são lajes apoiadas em pilares sem 
capitéis. 
III - Os pilares-parede são elementos de superfície plana ou 
casca cilíndrica, usualmente dispostos na vertical e 
submetidos preponderantemente à compressão. 
IV - As lajes nervuradas são as lajes moldadas no local ou com 
nervuras pré-moldadas, cuja zona de tração para momentos 
positivos está localizada nas nervuras. 
V - As cascas são elementos de superfície não-plana. 
Estão certos apenas os itens 
A) I, II e IV. 
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B) I, III e IV. 
C) II, III e V. 
D) II, IV e V. 
E) III, IV e V. 
 
51) (108 - SEGER-ES/2011) Nas lajes-cogumelo, projetadas 
para perfazer grandes vãos, a zona de tração é constituída por 
nervuras, entre as quais pode ser colocado material inerte. 
 
(PF Regional/2004) Quanto a puncionamento de lajes de 
concreto armado, julgue o item seguinte. 
 
52) 85 - O modelo de cálculo para dimensionamento de lajes 
submetidas a punção corresponde à verificação do 
cisalhamento em duas ou mais superfícies críticas normais à 
laje definidas no entorno de forças concentradas. 
 
53) (105 – Hemobras/2008) Norma técnica específica 
estabelece um valor mínimo para a largura de vigas de 
concreto. 
 
54) (90 - TCE-ES/2004) A seção transversal de pilares e de 
pilares-parede maciços, qualquer que seja a sua forma, não 
deve apresentar dimensão menor que 19 cm. 
 
55) (155 – TCU/2011) A utilização de pilares esbeltos no 
projeto reduz a quantidade de concreto e armação, facilitando 
a montagem das fôrmas, tornando a estrutura mais econômica 
e de fácil execução. 
 
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56) (44 – TRE-MA/2005) No que se refere a arranjos 
longitudinais das armaduras de pilares de concreto armado, 
assinale a opção incorreta. 
 
A) Nos edifícios, devido a razões construtivas, as emendas da 
armadura longitudinal são sempre feitas imediatamente 
abaixo da laje dos diferentes andares da construção. 
B) O bloco de fundação é concretado antes do início da 
execução dos pilares. 
C) A altura do bloco de fundação deve permitir a ancoragem 
por aderência das barras de arranque. 
D) Quando não há mudança da seção transversal do pilar de 
um andar para o imediatamente acima, somente têm o 
comprimento necessário à emenda por traspasse as barras 
que efetivamente irão ter prolongamento para o andar de 
cima. 
E) Quando há mudança da seção do pilar, o comprimento para 
emenda por traspasse só é mantido nas barras que possam 
passar de um andar a outro a despeito da mudança da seção 
de concreto. 
 
57) (91 – TCE-ES/2004) O limite mínimo para a espessura de 
lajes maciças de piso ou de cobertura em balanço é igual a 7 
cm. 
 
58) (23 – TRE-MA/2005) Os componentes de estruturas de 
concreto devem ser dimensionados atendendo condições 
especificadas em normas, de forma a garantir a segurança, 
funcionalidade e durabilidade da estrutura. Nesse contexto e 
segundo a norma pertinente, a espessura mínima de lajes-
cogumelo é igual a 
 
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A) 5 cm. 
B) 10 cm. 
C) 14 cm. 
D) 20 cm. 
E) 25 cm. 
 
 
59) (38 – SEAD/PA – 2005) Diversos são os componentes e 
aspectos relevantes a serem considerados no 
dimensionamento, execução e durabilidade de obras civis de 
concreto armado. Com relação a esse tema, julgue os itens 
abaixo. 
 
I - Armadura passiva é qualquer tipo de armadura de um 
elemento de concreto que seja utilizada para produzir forças 
de protensão. 
II - O estado limite último é o estado limite relacionado ao 
colapso, ou qualquer outra forma de ruína estrutural, que 
determine a paralisação do uso da estrutura. 
III - A expansão por ação das reações entre os álcalis do 
cimento e certos agregados reativos é um dos mecanismos de 
deterioração do concreto. 
IV - O ensaio de compressão diametral de corpos cilíndricos de 
concreto, também conhecido como ensaio brasileiro, visa a 
determinação da resistência ao cisalhamento do concreto. 
V - Caso a massa específica real do concreto simples não seja 
conhecida, deve-se adotar o valor 2.400 kg/m3 para efeito de 
cálculo. 
 
Estão certos apenas os itens 
A I, II e III. 
B I, II e IV. 
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C I, IV e V. 
D II, III e V. 
E III, IV e V. 
 
60) (153 – TCU/2011) A flexão em elementos estruturais é 
considerada composta quando, na seção transversal de uma 
viga, atuam conjuntamente o momento fletor e o esforço 
cortante. 
 
(TCU/2005) As estruturas de concreto devem ser 
cuidadosamente dimensionadas, de forma a garantirem a 
estabilidade e as condições de segurança das construções. 
Com relação ao dimensionamento desse tipo de estrutura, 
julgue os itens subseqüentes. 
 
61) 149 - A análise estrutural tradicional de placas admite 
que a seção transversal da placa não se mantém plana após a 
deformação, independentemente da espessura considerada da 
placa. 
 
62) 150 - Em vigas de concreto armado, independentemente 
da sua altura, é necessária a armadura de pele. 
 
(SEGER-ES/2011) Julgue os itens a seguir, relativos às 
estruturas de concreto armado. 
 
63) 105 - No caso de apoio indireto, a armadura de 
suspensão deve ser disposta nas proximidades de cargas 
concentradas transmitidas à viga por outra viga. 
 
64) 107 - Denomina-se torção de compatibilidade a torção 
necessária ao equilíbrio do elemento estrutural, a qual 
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demanda a existência de armadura destinada a resistir aos 
esforços de tração oriundos dessa torção. 
 
65) 109 - Considere a figura abaixo, na qual todas as 
medidas estão em metro, que mostra um corte de um pilar de 
secção transversal de 20 cm × 20 cm, em um lance de um 
pavimento de uma edificação, e que o pilar esteja vinculado às 
extremidades. Nessa situação, o comprimento equivalente (le) 
a ser usado nos cálculos de flambagem do pilar será igual a 
3,2 m. 
 
 
(TCU/2011) Em construções de edifícios, a concretagem é 
uma etapa em que se concentram recursos significativos, e 
que afeta diretamente a segurança, a funcionalidade e o custo 
da obra. O auditor deve conhecer como ela é projetada e 
executada, para avaliar possíveis erros e suas consequências. 
A respeito desse assunto, julgue os itens subsequentes. 
 
66) 152 - Para combater o esforço cortante em elementos 
lineares, o ângulo l de inclinação das armaduras transversais 
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em relação ao eixo longitudinal deve ser tal que 45º ≤ l ≤ 
90º. 
 
67) (73 – MPU/2013 – Cespe) A ideia da protensão é aplicar 
esforços prévios de tração ao concreto, antes da aplicação do 
carregamento da estrutura, de forma que as tensões de 
compressão provocadas pelo carregamento externo sejam 
superpostas a tensões prévias de tração. 
 
 
(STJ/2015 - Cespe) O concreto protendido é uma tecnologia 
bastante conhecida e utilizada no mundo. Obras como a ponte 
Rio-Niterói, com grandes vãos entre pilares, certamente não 
seriam executadas sem o recurso desse tipo de concreto. Um 
dos objetivos da protensão é aumentar a capacidade de carga 
de vigas e lajes, propiciando peças com maior comprimento ou 
maior vão livre do que aquelas executadas somente com 
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armadura frouxa. As figuras apresentadas ilustram o uso de 
protensão em algumas obras. Tendo como referência as 
figuras I e II e as informações acima, julgue os itens 
subsecutivos, acerca da protensão. 
 
68) 79 - Nessas figuras, são mostradas execuções de peças 
em concreto protendido: na figura I, com aderência posterior; 
na figura II, com sistema sem aderência. 
 
69) 80 - A protensão pode ser iniciada antes do atingimento 
da resistência característica do concreto aplicado na 
estrutura. 
 
70) 81 - É possível executar a protensão sem aderência onde 
os cabos são colocados externamente à peça de concreto já 
moldada. 
 
71) 82 - Uma peça, ao ser protendida, apresenta, na região 
inferior, tensões de compressão; e, na parte superior, tensões 
de tração, que serão anuladas pela ação da carga acidental. 
 
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6 - GABARITO 
1) Errada 19) C 37) Errada 55) Errada 
2) Correta 20) D 38) Errada 56) A 
3) Errada 21) C 39) E 57) Errada 
4) B 22) Correta 40) Correta 58) C 
5) Correta 23) Errada 41) Errada 59) D 
6) C 24) Correta 42) Correta 60) Errada 
7) B 25) Errada 43) Errada 61) Errada 
8) Correta 26) Errada 44) Correta 62) Errada 
9) Errada 27) Anulada 45) Errada 63) Correta 
10) A 28) Correta 46) Correta 64) Errada 
11) E 29) Errada 47) Errada 65) Correta 
12) Errada 30) Errada 48) Correta 66) Correta 
13) Correta 31) Errada 49) Correta 67) Errada 
14) Correta 32) Errada 50) E 68) Correta 
15) Errada 33) Correta 51) Errada 69) Correta 
16) Correta 34) Errada 52) Correta 70) Correta 
17) Errada 35) Correta 53) Correta 71) Errada 
18) C 36) Errada 54) Errada 
 
 
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7 - REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: 
 
a) Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR 
6118/2014 – Projeto de Estruturas de Concreto - 
Procedimento. 
b) Associação Brasileira de Normas Técnicas – ABNT. NBR 
14931/2004 – Execução de Estruturas de Concreto - 
Procedimento. 
c) Azeredo, Hélio Alves de. O Edifício até sua Cobertura. São 
Paulo. Edgard Blucher, 1997. 
d) Bauer, L. A. Falcão; revisão técnica: Dias, João Fernando. 
Materiais de Construção. Rio de Janeiro. LTC, 2012. 
e) Botelho, Manoel Henrique Campos; e Marchetti, Osvaldemar. 
Concreto Armado Eu Te Amo. São Paulo. Edgard Blucher, 
2002. 
f) Hanai, João Bento de. Fundamentos do Concreto 
Protendido, acessado no sitio: 
<http://www.set.eesc.usp.br/mdidatico/protendido 
/arquivos/cp_ebook_2005.pdf>. 
g) Leonhardt, Fritz e Monnig, Eduard. Construções de Concreto, 
volume 1. Rio de Janeiro. Interciência: 1977. 
h) Mehta, Povindar Kumar e Monteiro, Paulo J. M.. Concreto: 
estrutura, propriedadese materiais. São Paulo. Pini: 1994. 
i) Ratton Filho, Hostílio X. Tecnologia das Misturas Ligantes 
Minerais – Inertes. Rio de Janeiro. IME: 1986. 
j) Souza, Ana L. Rocha. O Projeto para Produção das Lajes 
Racionalizadas de Concreto Armado de Edifícios. 
Dissertação de Mestrado em Engenharia. Escola Politécnica - 
Universidade de São Paulo, São Paulo: 1996. 
k) Tartuce, Ronaldo. Dosagem Experimental do Concreto. São 
Paulo. Pini: 1989. 
l) Yazigi, Walid. Técnica de Edificar. São Paulo. Pini: 2009. 
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